O ataque terrorista em Moscovo foi reivindicado pelo Estado Islâmico (ISIS), mas não há nenhum relato de testemunhas que diga ter escutado o famoso grito de guerra “Allahu Akbar” (Deus é grande).
O que se sabe é que várias embaixadas ocidentais em Moscovo alertaram os seus nacionais a residir em Moscovo para a iminência de um atentado e para não frequentarem locais com multidões.
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A reivindicação do Estado Islâmico foi prontamente aceite e noticiada no ocidente, a Ucrânia apressou-se a dizer que não tinha nada a ver com o que se passou em Moscovo. Mas a mentira tem sido muito utilizada na guerra da Ucrânia contra a Rússia, desde o início. Basta recordar o atentado que vitimou Daria Dugina, por exemplo. Também a Ucrânia disse estar inocente e, no entanto, sabemos hoje que foi uma agente ucraniana a colocar a bomba.
O primeiro ataque contra a ponte da Crimeia, a sabotagem do gasoduto Nord Stream ou a destruição da barragem de Kakhovka, também são atos de guerra em que a Ucrânia tentou ficar fora da fotografia…
Concluiu-se nesta quarta feira a contagem de todos votos das eleições de Março, com a escolha dos últimos quatro deputados pelos círculos da emigração. No que concerne às duas maiores formações politicas, nada se alterou na correlação de forças saídas da noite eleitoral de dia 10. Já o Chega engordou mais um pouco em relação à semana anterior, com dois deputados eleitos. Bela safra teve a extrema-direita. Os partidos tradicionais do sistema deveriam começar já a pensar em perceber “como chegámos até aqui”, antes mesmo de governarem e, já agora, fazerem oposição, para não termos mais nenhuma surpresa em breve.
A Aliança Democrãtica (AD) irá formar e aprovar o seu programa de governo sem sobressaltos, dentro da legitimidade que lhe foi conferida pelo voto popular. Os dois maiores partidos da oposição já se predispuseram a não chumbar a entrada em funções do futuro governo. Mais, ambos os partidos, PS e Chega, já deram a entender que não criaram obstáculos à aprovação de um orçamento retificativo, que tivesse em conta as promessas feitas na campanha eleitoral, por quase todos os partidos, incluindo a AD, nomeadamente no que concerne à reposição de uma série de direitos e regalias pecuniárias que alguns sectores do Estado foram perdendo durante mais de duas décadas. PSP e GNR, Guardas Prisionais, Médicos e Professores, alguns serviços do Ministério da Justiça estão na calha para exigirem a Montenegro que cumpra as promessas de campanha. Outros aguardarão a sua oportunidade, mas estes serão com certeza os mais reivindicativos. Tudo isto com o Chega a pressionar o governo no cumprimento das promessas feitas, com discursos populistas e demagógicos, mais até do que o PS, cujas responsabilidades passadas o deixam algo manietado.
Ironia do destino, vermos o PS propor agora o apoio a medidas deste governo da AD, num possível orçamento retificativo, que se recusou aplicar durante o seu mandato, nomeadamente a reposição da contagem de tempo de serviço dos professores e o aumento do subsidio de risco das forças policiais. Se tudo isto não fosse tão irracional, eu diria que António Costa se perdeu numa certa soberba.
A AD necessita de tempo. Mas o tempo urge como nunca. Os resultados têm de lhe ser favoráveis logo de inicio, caso contrário não terá possibilidades de apresentar dados económicos credíveis no final de cada ano e muito menos evitar a fuga de eleitorado para o Chega, como se viu nestas eleições. O PSD teve 8 anos na oposição e o melhor que conseguiu foi mais 60 000 votos do que um PS desgastado e desprezado por muitas das classes profissionais, que ainda até há mais de uma década foram o seu esteio eleitoral.
O sucesso e o desfecho deste governo ficarão sempre associados ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que, temo, possa sair com índices de desaprovação bem maiores do que os que alcançou Cavaco Silva em 2016. Pior achava eu ser impossível. Mas em politica o que parece é.
Um documentário do canal de televisão Al Jazeera sobre pedofilia em Timor-Leste, obteve testemunhos de vítimas que apontam o dedo a padres católicos, nomeadamente a Ximenes Belo, o bispo galardoado com o Prémio Nobel da Paz em 1996.
Trata-se de um documento jornalístico raro, porque o tema da pedofilia na Igreja Católica de Timor-Leste é uma espécie de “segredo de Estado” guardado a sete chaves, mesmo depois do Vaticano ter afastado Ximenes Belo de Timor-Leste e de haver um outro padre condenado a pena de prisão efetiva. O padre norte-americano Richard Dashbach foi condenado a 12 anos de prisão por crimes de abuso sexual de menores, no orfanato Topu Honis, em Oecusse.
fotogramas do documentário “East Timor’s priest scandals” da Al Jazeera
A Al Jazeera classifica Timor-Leste como “o Estado mais católico do mundo”, uma ideia preconcebida que pode nem ser verdade. Quem conhece o país sabe bem que fora de Dili, nas 8 mil aldeias espalhadas pelas montanhas, não há igrejas, mas Uma Lulik (casas sagradas onde os vivos falam com os espíritos dos antepassados) e nos terreiros os tótemes animistas são mais comuns que as cruzes. Mas, enfim, a Igreja Católica é, de facto, preponderante e teve um papel importante na resistência contra o invasor e ocupante indonésio e muçulmano. O papel da Igreja não pode ser desligado do combate entre religiões pela conquista de territórios, principalmente nas zonas de fronteira entre o mundo islâmico e o católico.
Esse passado histórico recente parece estar na base do silêncio que impera sobre os inúmeros casos de pedofilia na Igreja Católica timorense que se têm verificado, ao longo dos tempos. Há uma tampa que silencia o clamor das vítimas. No país não se discute o assunto, até porque os principais dirigentes políticos encobrem e apoiam abertamente os criminosos. É o caso do padre Richard Dashbach que, mesmo depois de condenado, continua a receber o apoio assumido de Xanana Gusmão, um dos principais dirigentes históricos de Timor-Leste, desde o tempo da resistência.
Xanana Gusmão visita Richard Dashbach na prisão de Bécora
O documentário da Al Jazeera faz uma retrospetiva histórica, desde que em 1975 a antiga colónia portuguesa declarou a independência, a invasão indonésia e os 24 anos de ocupação militar e os 150 mil mortos que a repressão provocou.
O papel que a Igreja Católica teve durante esse período, serve hoje para calar as acusações de pedofilia, para ignorar que há padres que violam crianças. E, no entanto, há vitimas que não se calam, mas cujos gritos são silenciados, quer pelo poder quer pelos media. E o exemplo que podia ser repetido, fica esmagado por esse silêncio.
Em Portugal, os abusos sexuais dos padres católicos timorenses não é assunto, mesmo se há muitos padres portugueses no clero timorense. Mesmo se Portugal gasta em Timor-Leste a fatia mais gorda dos seus recursos dedicados à cooperação. Mesmo se é em Portugal que Ximenes Belo se acoita, depois da sua expulsão de Timor-Leste decretada pelo Vaticano. Ximenes está nos Salesianos na cidade do Porto, onde vive com conforto, certamente. Mas saberá que os pecados cometidos lhe retiraram o direito a um ‘lugar no céu’.
No inferno vivem as vítimas de Ximenes e de todos os outros abusadores. O padre Dashbach confessou por escrito os seus crimes.
fotograma do documentário “East Timor’s priest scandals” da Al Jazeera
“Não me lembro da cara delas, muito menos dos nomes. As vítimas podem ser qualquer uma delas, entre 1991 e 2012”, escreveu o padre (sublinhado a amarelo), referindo-se ao período em que dirigiu o orfanato Topu Honis, em Oecusse.
O Vaticano expulsou-o do sacerdócio, a justiça timorense meteu-o na cadeia, mas Xanana continua a dizer que o padre lhe merece respeito.
Enquanto o padre Dashbach preferia as meninas do orfanato, o bispo Ximenes Belo é acusado de abusar de rapazes. No documentário, as vítimas de Ximenes são rapazes e descrevem explicitamente atos de abuso como, por exemplo, sexo oral.
tradução do sublinhado a azul: “o bispo tirou-me as calças, iniciou toques sexuais e fez sexo oral comigo”, disse Paulo.
Ximenes nunca foi julgado pela justiça dos homens, embora o Vaticano tenha decretado a sua expulsão de Timor-Leste e a proibição de se aproximar de crianças.
Os abusos sexuais contra crianças na Igreja Católica timorense é tema tabu e tanto as vítimas como os que investigam esses casos correm sérios riscos. Quando os alegados criminosos beneficiam de apoios dos dirigentes políticos e do encobrimento da Igreja Católica, fica fácil ameaçar sem receio de virem a ser penalizados. O documentário apresenta o caso do jornalista português António Sampaio, à época correspondente da agência Lusa. Depois das primeiras notícias sobre os alegados abusos, Sampaio foi ameaçado.
Ameaças contra António Sampaio surgiram nas redes sociais, com alegações de que queria “destruir a Igreja católica” e que os artigos dele eram fakenews, exigindo que fosse expulso de Timor-Leste
Mas alguém deve ter percebido que forçar a expulsão de um jornalista estrangeiro era má ideia porque revelava a intenção de esconder o caso. Seria preferível impor silêncio por outras vias. E foi isso que fizeram.
Há mais de uma dúzia de padres católicos indiciados por abusar sexualmente de menores. As vítimas falaram, mas os alegados abusadores nunca foram julgados. O poder político não quer mais casos como os do padre Dashbach ou do bispo Ximenes Belo, até porque o próprio Xanana Gusmão parece ter um lado negro, neste capitulo do assédio sexual.
A não eleição de Augusto Santos Silva para o novo parlamento é o símbolo da derrota do Partido Socialista.
Estamos a falar de uma figura do PS que foi ininterruptamente durante décadas um dos pilares ideológicos do partido. Quando não esteve no Governo foi deputado e colunista em jornais e canais de televisão. Ou seja, esteve sempre na crista da onda, na promoção das opções políticas do seu partido.
Uma carreira política longa, mas só depois de 1990 se filiou no PS. Antes, andou pelas tropas trostskistas, apoiou candidaturas à Presidência da República como a de Otelo Saraiva de Carvalho e Maria de Lurdes Pintassilgo. No PS, foi deputado nas legislaturas iniciadas em 1995, 1999, 2002, 2005, 2009, 2011 e 2019.
Atingiu o topo da carreira como Presidente da Assembleia da República, onde foi protagonista de um confronto firme contra os dislates de André Ventura e da bancada do Chega. Um dos pontos altos desse confronto foi quando o presidente do Brasil discursou na Assembleia da República.
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A roda da vida política prega partidas inesperadas. Santos Silva falha desígnios pessoais e políticos que, apesar de nunca os ter assumido, se adivinhavam nele: a liderança do PS e a Presidência da República.
Do nada, um assobio distante. A espaços. Outro. Não é de gente, é de pífaro ou apito. Outro. Largos momentos. Aparece a medo o senhor de apito na boca. Olha, desconfiado, para todos os lados. Faz trejeitos, sublinhados pelo apito ou são os trejeitos que sublinham o assobio?
Estou a referir-me aos largos minutos iniciais do bailado «Presenças na Ausência», que a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói, fundada pela Prefeitura de Niterói no dia 1 de março de 1992, apresentou – como início da sua digressão por terras portuguesas – no passado dia 14 de Março, na Academia de Artes do Estoril (Auditório Municipal Carlos Avilez). Insere-se o espectáculo em protocolo de colaboração celebrado entre o município cascalense e a referida Prefeitura.
fotografia de Luís Bento/CMC
Só bem mais adiante do espectáculo (que dura cerca de uma hora) há música, discreta, e os corpos dos descalços bailarinos (5 homens e 6 mulheres, a mais nova ainda não tem 40 anos e a mais velha ultrapassou os 60), correm, enovelam-se, esgrimem, contorcem-se, angustiam-se… mas não dizem palavra.
Apenas para o final a cena se alegra em dança, ritmada por forte som de harmónio (pareceu… ou terá sido o saxofonista André Arueira?)…). Os esgares de sofrimento e dor cedem passo à melodia, descontraem-se e ao público até apetece agora ir dançar também.
fotografia de Luís Bento/CMC
Vieram os discursos da praxe. É bom estar em Portugal. Aprende-se que Cascais não é cidade, é vila, Congratulamo-nos todos com o intenso intercâmbio irmão. Pronto.
Uma sugestão
À saída, porém, a meias palavras, para não darmos parte de fracos: «A princípio, eu não percebia nada daquilo!». A princípio…? E no fim?
Aqui chegados, surge a reflexão. Sim, é um privilégio, um direito terem os artistas liberdade plena de criação; mas… quando criam é para quê? É porquê? Por uma pulsão interior, sabemo-lo. Pela vontade de algo transmitirem. Exacto: pela vontade de algo transmitir é resposta unanimemente aceite. E aí reside o ponto: se algo se quer transmitir é necessário que essa transmissão seja bem recebida e cabalmente captada ou, pelo menos, nas suas linhas gerais.
O que é que falhou, então, no espectáculo do dia 14, no Auditório Carlos Avilez? Uma folha! Uma folha A4 só que fosse, entregue a cada espectador a dar, ainda que em traços largos, uma ideia do que se pretendia mostrar e porque se quis mostrar dessa maneira e não doutra!
– Mas, assim, Amigo, estava a papinha feita e tu não ias para casa com a ideia, por exemplo, de que se cantara um hino contra a violência de homens contra a Mulher, da Mulher contra o Homem, um hino a favor da fraternidade independentemente das dificuldades, dos membros desconjuntados, dos silêncios amordaçados…
– Compreendi. Mas diz-me lá uma coisa: que lembrança levo eu para casa? Como se chama o grupo? Quem o ensaiou? Como se chama o espectáculo e porque se chamou assim? Quem foi o coreógrafo? E o que significa, por exemplo, o estridente assobio saído do nada?
Pois.
Não creio que haja aqui razões financeiras, que umas duas centenas de folhas A4 e a correspondente tinta não arrombariam as finanças da Fundação D. Luís I!
Não havia ninguém capaz de escrever umas linhas? Não acredito! O que ora me custa é a que moda parece estar a pegar! A 3 de Novembro, assisti no Casino Estoril à representação da ópera Nabucco e também aí, «mais uma vez, a produção não achou de interesse disponibilizar qualquer informação acerca da identificação dos actores e dos respectivos papéis». Não, eu não queria o libreto com todos os rr e ss! Bastava-me a tal folhinha a identificar o grupo, os personagens, o maestro e dois parágrafos a situar a ópera no tempo. O mesmo eu gostaria de ter havido aqui, no dia 14. Discordo da inoperância, preconizo a vontade de tornar a cultura ACESSÍVEL.
Claro, como felizmente me ensinaram a pesquisar na Internet, li depois que o espectáculo, que é de 2022, “lança um olhar reflexivo e coreográfico sobre o ciclo do Modernismo» e que «através do movimento atravessado pelos acontecimentos da atual história brasileira, e do seu passado recente, os bailarinos tecem gestos e relações espaciotemporais no âmbito da cena e além”. “Dançam a inquietude, as incertezas pertinentes e a contemporaneidade, expondo no corpo as marcas e as memórias de um Brasil cheio de matizes. No final, o palco transborda brasilidade com os bailarinos convidando a dançar ao som de músicas, de norte a sul do país, deixando o público com vontade de dançar junto. Uma catarse artística, renovando a crença na arte, na cultura e na nossa força”, conclui a apresentação.
Também fiquei a saber que a coreógrafa é a carioca Esther Weitzman; Fran Mello, o director artístico da companhia; e todos os técnicos do espectáculo estão mencionados em http://balletcidadedeniteroi.com.br/repertorio . Não foi fácil a caminhada; mas lá se chegou!
Municiada com 78 mandados de busca, a Polícia Judiciária (PJ) ‘atacou’ um grupo de pessoas que, alegadamente, se dedicavam a fraudes com vista à obtenção de subsídios e à fuga de impostos. Nesse grupo estão algumas figuras públicas, a saber: o jornalista Júlio Magalhães e o industrial Manuel Serrão.
Segundo um comunicado da PJ, em causa “14 projetos cofinanciados pelo FEDER, executados entre 2015 e 2023, os suspeitos lograram obter, até ao momento, o pagamento de incentivos no valor global de, pelo menos, 38.938.631,46€.”
Serrão e Magalhães são sócios em duas sociedades visadas nos autos e foram alvo de buscas domiciliárias no Porto, sendo que Júlio Magalhães também foi alvo de buscas na sua residência em Lisboa.
Nenhum dos suspeitos foi detido, mas a PJ diz que “a investigação, a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, prosseguirá com a análise à prova agora recolhida e dos competentes exames e perícias, visando o cabal apuramento da verdade e a sua célere conclusão.” A operação policial foi batizada com o nome ‘Maestro’.
Entretanto, Júlio Magalhães deixará de apresentar os noticiários na TVI/CNN. A estação de televisão comunicou que o retiro é a pedido do visado que “suspendeu voluntariamente as tarefas de apresentação de noticiários que lhe estavam atribuídas“.
Quase sempre, o presente é um reflexo do passado. Sempre ouvimos dizer que a História se repete, alguma razão deve haver para esse adágio popular.
Agora que os túneis do Hamas na Faixa de Gaza andam a ser apresentados pelos israelitas como prova do crime de preparação para a guerra premeditado pelos palestinianos, arqueólogos judeus descobrem antigos túneis na Galileia, construídos por judeus, como estruturas de guerra.
Reza a História daquela parte do mundo que, em 132 d.C., os judeus da Judeia se revoltaram contra o colonialismo de Roma. Liderados pelo rebelde judeu Simon Bar Kochba, o povo foi para a terceira e última guerra judaica contra Roma.
Há dias, a Autoridade de Antiguidades de Israel revelou mais um complexo de esconderijos na Galileia, no local de Huqoq. A descoberta torna visível um complexo de esconderijos subterrâneos e de cavernas naturais ou construídas, tudo interligado por túneis, onde os judeus se escondiam das legiões romanas e de onde partiam para ataques surpresa. Era lá, também, que escondiam armamento, cisternas de armazenamento de água e dispensas de alimentos, toda a logística necessária para uma guerra contra o opressor.
O labirinto subterrâneo tem à superfície vários pontos de entrada, mas a maior parte da estrutura está a uma profundidade média de 5 metros.
arqueólogo exibe uma faca encontrada com 19 séculos encontrada durante os trabalhos
A terceira guerra dos judeus contra Roma não lhes correu bem. A revolta de Bar Kochba foi cruelmente esmagada e marcou o fim da resistência judaica a Roma.
O que hoje está a acontecer na Faixa de Gaza é uma espécie de reverso desta História antiga. No papel de Roma estão os próprios judeus e a resistência contra o opressor está a ser sofrida pelos palestinianos.
A senhora é uma estrela porno, dá pelo nome de Josephine Jackson, aka Yulia Senyuk para os de casa, aparece quase sempre vestida de modo a realçar partes mais volumosas do corpinho com que ganha a vida.
Júlia é ucraniana, nasceu em Lviv mas navega pelo mundo, através da net. Tem páginas em todas as redes sociais que lhe dão jeito, e não é por promover um negócio impúdico que os seus perfis são incomodados pelos zeladores do bem comum.
Diga-se que a sessão fotográfica que está dar brado tem pouco a ver com as mamas ou as longas pernas de Yulia, mas antes com as partes amputadas que os seus parceiros exibem.
São doze antigos combatentes, soldados ucranianos que viram a morte de perto. Júlia também se aproximou bastante.
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Não sabemos como as fotografias vão ser utilizadas. Talvez num livro de capa dura, com as fotos impressas em papel Velvet, para dar aquele toque macio que a Júlia merece… ou se vão acabar em calendários pendurados em cabines de camiões TIR ou nas paredes das oficinas de mecânica automóvel.
Quanto aos rapazes, é uma maneira diferente de dar o corpo pela causa. Desta vez, terão sido voluntários. E pode ser que algum deles tenha aqui uma oportunidade para contracenar em vídeos da especialidade.
Bons e baratos, os carros elétricos (EV) chineses vão passar a ter de pagar tarifas aduaneiras mais altas. Quem os quiser comprar, vai ter de pagar mais. A medida está a ser estudada pela Comissão Europeia e visa proteger a indústria automóvel da Europa.
Ou seja, em vez dos fabricantes europeus desenvolverem novos modelos que possam competir em qualidade e preço com os chineses, o mercado será regulado através de medidas protecionistas. O argumento da Comissão Europeia é que o preço dos EV chineses é mantido artificialmente baixo, através de subsídios estatais de apoio.
A Comissão Europeia diz ter provas do que afirma, mas não as mostra. Diz que a investigação em curso só será divulgada no final de 2024. As importações de EV chineses aumentaram 14% nos últimos meses. As vendas de EV estão a subir em flecha e as marcas europeias não conseguem travar o “assalto” chinês ao mercado europeu. Daí que as tais barreiras alfandegárias aos EV da China devam ser erguidas quanto antes, presumivelmente em meados de 2024. Nada disto é surpresa, já há mais de 6 meses que a Comissão Europeia anda a dar sinis de querer um confronto com a China, por causa dos EV.
recorte de artigo publicado em https://duaslinhas.pt/2023/09/europa-nao-quer-eletricos-chineses-baratos/
No entanto, há marcas europeias que estão a fazer o que é certo. A Renault (através da Dácia) e a Citroen, por exemplo, já têm modelos com preços de venda ao público bastante competitivos. São os casos do Dácia Spring, 100% elétrico, à venda por 19.900€ (mas tem apenas potência equivalente a 45cv) e do Citroen e-C3 que está quase a chegar com preços a rondar os 24 mil euros (potência equivalente a 113cv). Ambos os modelos aproveitam chassis e carrocerias dos modelos irmãos com motores de combustão. Ou seja, isto prova que é possível a indústria europeia competir em termos de qualidade/preço com os fabricantes chineses, sem precisar de recorrer a esquemas que cheiram a batota.
Quem decide deveria perceber que a maioria dos cidadãos não consegue comprar EV ao preço a que a maioria das marcas apresenta os seus modelos. Os carros elétricos ainda são um artigo de luxo, quando deveriam ser acessíveis a todos, em nome da descarbonização do setor.
E depois há uma outra questão: é evidente que a China vai retaliar. A maioria das fábricas de baterias para EV estão na China. Boa parte do custo de um EV está na bateria. Se esse componente subir de preço, os modelos europeus ficarão igualmente mais caros. Ou a Europa recupera o setor industrial e passa a suprir as suas próprias necessidades ou estas guerras comerciais acabam por ser mais prejudiciais que benéficas. Imaginemos que esta guerra comercial passa para outros setores…
Até véspera das eleições de 10 de Março, quem assistisse à abertura dos telejornais, em especial os emitidos pelas televisões privadas, ficava com a nítida sensação de que o país andava à deriva. Havia gente a morrer à porta dos hospitais por falta de médicos e enfermeiros, não havia aulas porque as escolas não estavam a funcionar, seja por falta de professores, seja pelas greves encetadas pelos mesmos, os serviços prisionais não asseguravam uma guarda com respeito pelo condenado, a policia não policiava os recintos, em especial os desportivos, os agricultores não tinha água porque o governo não inventava uma forma de os abastecer de forma continua, … enfim, um país a cair para o abismo.
Uma semana após as eleições, ainda sem resultados definitivos quanto ao vencedor, apesar de um já se ter declarado como tal, e o outro já se ter retirado para a oposição, eis que o país, de repente, como se num passe de mágica, passasse a estar na maior das normalidades.
A tranquilidade chegou, amigos!
Mas terá alguma vez existido intranquilidade e descontrole nas funções sociais do Estado?
Não, nunca houve colapso nem falta de resposta por parte dos serviços públicos. Havia, há e haverá falhas pontuais e algumas até cíclicas. Mas uma coisa é o aperto em períodos de pandemia ou nos surtos gripais do Inverno, ou a falta de professores no inicio de um ano letivo, outra coisa bem diferente é o colapso dos serviços.
Ou será que após o dia 10 de Março houve, sim, um valente cagaço com o que ai pode vir, provocado pela votação expressiva duma parte do eleitorado, muitos deles abstencionistas tradicionais, num partido de extrema direita, com cerca de um milhão e cem mil eleitores, e com os dois maiores protagonistas das anteriores governações quase empatados, sem uma solução estável à vista?
Pacheco Pereira escreve esta semana um artigo no jornal Público, em que aborda uma questão pertinente. Há um excesso de comentadores e analistas na comunicação social, muitos deles ao serviço de instituições com interesses no tecido económico ou em corporações profissionais. Outros são claramente aquilo a que os norte americanos denominam por Spin’s, e alguns mais disléxicos procuram descontextualizar afirmações feitas pelo poder politico, criando a ideia que o mesmo se contradiz ou é incoerente.
O mundo mediático tentou em vão levar a AD ao colo, promovendo-a, como se de facto esta fosse governar o país de forma muito diferente do PS, em face dos resultados económicos anteriores, que, pasme-se, até são bons, e nos levaram à subida de rating da divida pública. Nunca valorizaram esse pequeno por maior, termos uma divida abaixo dos 100% do PIB, e termos um deficit abaixo de zero. Para a nossa comunicação social apenas havia um país onde a corrupção campeava e os serviços públicos colapsavam.
Como escreve José Pacheco Pereira, e bem, quem acabou por engordar com essa narrativa, montada por boa parte da comunicação social para ajudar a vender a mensagem da AD, foi o Chega. Tanto queriam dar um empurrãozinho, eximindo-se às suas responsabilidades de informar com verdade e analisar com distanciamento, que acabaram a propalar a mensagem do Ventura, do estilo: “anda tudo a gamar”.
Agora desenvincilhem-se deles, se não querem um dia ficar com a boca tapada ou voltar ao lápis azul.