Municiada com 78 mandados de busca, a Polícia Judiciária (PJ) ‘atacou’ um grupo de pessoas que, alegadamente, se dedicavam a fraudes com vista à obtenção de subsídios e à fuga de impostos. Nesse grupo estão algumas figuras públicas, a saber: o jornalista Júlio Magalhães e o industrial Manuel Serrão.
Segundo um comunicado da PJ, em causa “14 projetos cofinanciados pelo FEDER, executados entre 2015 e 2023, os suspeitos lograram obter, até ao momento, o pagamento de incentivos no valor global de, pelo menos, 38.938.631,46€.”
Serrão e Magalhães são sócios em duas sociedades visadas nos autos e foram alvo de buscas domiciliárias no Porto, sendo que Júlio Magalhães também foi alvo de buscas na sua residência em Lisboa.
Nenhum dos suspeitos foi detido, mas a PJ diz que “a investigação, a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, prosseguirá com a análise à prova agora recolhida e dos competentes exames e perícias, visando o cabal apuramento da verdade e a sua célere conclusão.” A operação policial foi batizada com o nome ‘Maestro’.
Entretanto, Júlio Magalhães deixará de apresentar os noticiários na TVI/CNN. A estação de televisão comunicou que o retiro é a pedido do visado que “suspendeu voluntariamente as tarefas de apresentação de noticiários que lhe estavam atribuídas“.



