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	<title>Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Duas Linhas</title>
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		<title>O SILÊNCIO AZUL DE MILES DAVIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:21:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
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		<category><![CDATA[música de Miles Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Jazz de Miles Davis é a arte suprema de traduzir a solidão humana em beleza partilhada</p>
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<p>Falar de Jazz é, impreterivelmente, falar de Miles Davis e do portento colosso que a sua figura representa na história da música ocidental. No entanto, evocar Miles é também, e acima de tudo, falar sobre a própria arquitetura do espaço. É compreender, com urgência estética, que a maior beleza da música não habita no virtuosismo técnico do excesso, mas na sagração daquilo que se escolhe calar. Na sua obra-prima magna, <em>&#8220;Kind of Blue&#8221;</em>, o Jazz liberta-se das amarras do <em>bebop</em> frenético e deixa de ser um mero género musical assente em progressões harmónicas complexas. Transforma-se numa escultura abstrata feita de ar, tempo, contenção e geometria minimalista.</p>



<p>Miles Davis não precisa da pressa, da pirotecnia ou do grito para arrebatar o ouvinte; o seu génio reside na rejeição do supérfluo. O som do seu trompete, muitas vezes abafado pela surdina <em>Harmon (No universo musical, &#8220;Harmon&#8221; é um tipo de surdina metálica muito utilizada por trompetistas (especialmente no Jazz) para modificar o timbre do instrumento, criando um som abafado e metálico característico.)</em>, age como um sussurro confidente, uma linha frágil, mas inquebrável, que nos puxa suavemente para o interior da noite e da introspeção. Há uma melancolia cortante e existencialista nesta abordagem — um azul tão gélido e profundo que chega a arder —, provando que o Jazz, sob a sua batuta, é a arte suprema de traduzir a solidão humana em beleza partilhada. Cada nota soprada pelo músico carrega o peso invisível de mil outras que foram deliberadamente silenciadas no altar da elegância.</p>



<p>Em <em>&#8220;Kind of Blue&#8221;</em>, gravado com a intuição quase mística do seu sexteto, o ritmo encontra finalmente o seu descanso e o vazio assume o papel de protagonista, tornando-se uma dança geométrica. Ao introduzir o jazz modal, Miles substituiu as regras tradicionais por uma liberdade assente em escalas, onde o tempo dilata. O compositor comporta-se aqui como um mestre do mundo mudo, moldando o espaço sonoro com a precisão cirúrgica e a economia de um deus cansado que conhece o valor do repouso.</p>



<p>Ele recorda-nos, a cada compasso, de que o eco e a ressonância podem ser infinitamente mais poderosos do que a própria voz. Miles Davis não usava o silêncio como uma interrupção da música, mas sim como a sua matéria-prima mais sagrada. No final, o Jazz de Miles não preenche apenas o ambiente físico; ele altera a nossa perceção do tempo e deixa o rasto imorredouro de um longo abraço metafísico, provando que a ausência e o silêncio são, de facto, as notas mais profundas que nos fazem, finalmente, pertencer.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="M I L E S D A V I S - Kind Of Blue - Full Album" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/vDqULFUg6CY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">album Kind of Blue, Miles Davis</figcaption></figure>
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		<title>A CONSPIRAÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 23:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[extrema-direita no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula da Silva EUA ameaçam Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lula, põe-te a pau.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há qualquer coisa de inquietante na sucessão de acontecimentos em torno do Brasil. Trump não esconde a sua preferência por Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula da Silva nas próximas presidenciais. Ao mesmo tempo, Washington pressiona o Brasil em matérias tão sensíveis como o sistema eleitoral, a diplomacia e o acesso das empresas americanas às riquezas estratégicas brasileiras. A isto juntou-se a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas, uma designação que, além da sua carga política, pode abrir a porta a argumentos para uma intervenção americana contra o narcotráfico dentro das fronteiras brasileiras. O Governo de Lula recusou, por razões de soberania, a presença de especialistas americanos na verificação das urnas electrónicas. Tudo isto <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/09/trump-nao-quer-lula-na-presidencia-do-brasil/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/09/trump-nao-quer-lula-na-presidencia-do-brasil/">publicámos ontem</a></strong>.</p>



<p>Agora surge uma nova peça. Circulam nas redes sociais cartazes anunciando, como facto consumado, que <strong>“cerca de 2 mil guerrilheiros” colombianos, identificados como dissidentes das FARC e membros do ELN, invadiram a fronteira brasileira e atacaram populações locais</strong>. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="741" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-741x1024.jpg" alt="" class="wp-image-51199" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-741x1024.jpg 741w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-217x300.jpg 217w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-768x1061.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-1111x1536.jpg 1111w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-696x962.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana-1068x1476.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_2026-09-01-20-10-28-800_com.facebook.katana.jpg 1220w" sizes="(max-width: 741px) 100vw, 741px" /></figure></div>


<p>Estão a fabricar a porta por onde vão entrar os marines americanos, em perseguição a alegados militantes de organizações terroristas. Tudo começou há algumas semanas, quando surgiram denúncias sobre a presença na Amazónia de homens armados idos da Colômbia. O Governo do Brasil reforçou a presença de forças de segurança na região e o Ministério Público abriu uma investigação. Mas não está confirmado que sejam 2 mil homens, nem que pertençam às organizações indicadas. Os adversários de Lula estão a transformar uma hipotética ameaça num facto consumado.</p>



<p>É assim que se constroem narrativas políticas. Primeiro existe um problema real, depois exagera-se a sua dimensão, atribui-se-lhe um inimigo identificável e, finalmente, exige-se uma resposta excepcional: <strong>“O Brasil precisa agir agora.”</strong> Não sabemos se está a ser preparada qualquer intervenção americana no Brasil, mas depois das ameaças proferidas por Trump, é legítimo perguntar se estamos perante a construção de um ambiente político destinado a apresentar o Brasil como um país que dá abrigo ao crime organizado. Quando se constrói uma ameaça suficientemente grande, a intervenção deixa de parecer uma agressão e começa a ser apresentada como uma necessidade. Uma salvação.</p>



<p>Para já, temos propaganda bolsonarista. Temos a extrema-direita a cavalgar mentiras e meias-verdades. Mas vemos como as peças começam a encaixar-se de uma forma que merece ser observada com muita atenção. Lula, põe-te a pau.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="600" height="761" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/trup-atacou-brasil.jpg" alt="" class="wp-image-51201" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/trup-atacou-brasil.jpg 600w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/trup-atacou-brasil-237x300.jpg 237w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="678" height="763" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/brasil-em-festa.jpg" alt="" class="wp-image-51202" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/brasil-em-festa.jpg 678w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/09/brasil-em-festa-267x300.jpg 267w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartazes de campanha da extrema-direita brasileira usados nas redes sociais</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p></p>
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		<title>GUINÉ-BISSAU: REFERENDO APROVOU NOVA CONSTITUIÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 21:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[referendo na Guiné-Bissau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"sim" venceu com 70%</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em Bissau, foram divulgados os resultados do referendo constitucional que decorreu no domingo passado. Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau venceu o “sim”.</p>



<p>De acordo com os resultados provisórios divulgados pela CNE, 383.117 eleitores votaram “sim” (70%) contra 160.904 que disseram “não”.</p>



<p>Nos cadernos eleitorais existem &nbsp;914.428 eleitores inscritos, como 572.714 votaram, significa que a adesão ao voto foi de 62,6%, o que torna o resultado do referendo vinculativo. A Guiné-Bissau tem uma nova Constituição da República.</p>



<p>Os opositores à realização do referendo argumentam que se trata de uma fraude. Primeiro, porque a percentagem de eleitores que votaram foi muito mais baixa do que a divulgada, depois porque o processo de votação e de contagem dos votos não foi transparente nem fiscalizado.</p>



<p>A Guiné-Bissau vive um momento delicado, depois do golpe de estado que derrubou o Presidente Umaro Sissoco Embaló, em novembro de 2025, no final do processo eleitoral para a Presidência e para a Assembleia Nacional Popular. Os resultados dessas eleições não chegaram a ser divulgados.</p>



<p>Agora, ainda sob esse regime revolucionário, há uma Constituição que antes de ter sido referendada foi aprovada pela junta militar de transição. Como protesto, muitos partidos políticos demitiram-se de fazer campanha pelo “não” e, agora, reclamam do resultado.</p>



<p>A nova Constituição não muda a forma do regime, que continua semi-presidencialista, e muda pouco do conteúdo constitucional que rege o Estado. Segundo o constitucionalista português Jorge Bacelar Gouveia, o que muda é quase nada.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Bacelar Gouveia sobre nova constituição da Guiné-Bissau" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/O19P-mVmkWg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo, declarações feitas cerca de um mês antes da realização do referendo</figcaption></figure>
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		<title>VIGÁRIOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 09:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
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		<category><![CDATA[burlas online]]></category>
		<category><![CDATA[conto do vigário]]></category>
		<category><![CDATA[vendas online]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tomei o pulso a dois muito bem engendrados contos do vigário</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/09/vigarios/">VIGÁRIOS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vigário, para mim, era assim um senhor importante, de cargo público. Quiçá, até, sacerdote, porque ouvia referir por vezes «o senhor vigário» e eu achava que era o prior da freguesia. Pelo que ouvia falar desses contos, imaginei ser o vigário homem de boas falas, capaz de bem levar a água ao seu moinho.</p>



<p>As notícias veiculadas pelos canais televisivos ainda o retratavam recentemente como alguém que, fazendo-se passar por médico, funcionário da câmara ou, até, membro de uma instituição religiosa, abordava as pessoas (nomeadamente idosas) na rua ou à porta de casa e logravam impingir uma peta qualquer, susceptível de com ela caçarem, por exemplo, dinheirinho longamente aconchegado numa gaveta escusa…</p>



<p>Foi, por isso, com enorme surpresa e não menor admiração (sincera mesmo!), que tomei o pulso a dois muito bem engendrados contos, quase em jeito de novela. Apareceram-me de supetão, um depois do outro, assim sem mais nem menos quando abri o Facebook. Duas histórias lindas, contadas a rigor, com todos os pormenores, vírgulas e outra pontuação toda no devido sítio, que até dava gosto ler! Os apontamentos curiosos sucediam-se, a prender a atenção – quase em jeito desses <em>reels </em>que, hoje, a cada passo nos martirizam. Como é que esta história vai acabar? – ocorria perguntar, parágrafo após parágrafo. E a curiosidade aumentava, aumentava…</p>



<p>A primeira história que me surgiu é a do puto órfão de pai e mãe que, devotadamente, sendo neto único, se disponibiliza a tratar do avô quase paralítico já. Apesar de ter ganhado bolsa e ter nota para entrar no Técnico (é lógico, fizera a pulso e com êxito os estudos anteriores), opta por, diariamente, tratar da higiene do avô.</p>



<p>Um dia, porém, surge o milagre: um senhor doutor médico, que até deixara a medicina convencional para, abnegadamente, desenvolver uma pomada (outrora falava-se em “banha-da-cobra”), que, aplicada à maneira, rapidamente transformou o avô decrépito no homem que voltou a conduzir agilmente o seu 4L, há anos parado ali. Milagre!</p>



<p>No final da história, assim como quem não quer a coisa, indicava-se de soslaio o acesso a uma página. Acedi. Comprava-se uma embalagem por 29 € sem portes, pagos, no acto de entrega da encomenda, de que, poucos instantes depois de encetada a conversação telefónica, se vinha a saber que o êxito só era garantido após tratamento de cinco embalagens, ou seja, após se terem desembolsado 5 x 29 €! Embalagem única não se vendia.</p>



<p>A segunda história traz também imagens. Não a do Senhor Doutor Médico da outra, porque o assunto é bem diferente.</p>



<p>À senhora (sim, vem a fotografia dela) e respectivo cônjuge (imaginamos) deu-lhes na veneta de irem passar uma noite inesquecível em hotel de luxo. Vem mesmo o nome famoso, quase lendário (tinha que ser!): Ritz!</p>



<p>Os ingredientes da noite são contados ao pormenor (sim, aqueles passíveis de ser contados); a bebida extraordinária; a iluminação exótica; os cómodos; os acepipes; o roupão passível de ser adquirido por 300 €; o banho em condições únicas e, sobretudo – sobretudo! – aquele afago da toalha em que a menina se enxugou. Que toalha, senhores! Que fibra maravilhosa! Que aconchego! De nos sentirmos num céu estrelado e lindo!&#8230;</p>



<p>E por aqui me fico nesse enlevo, porque – como se imagina – no final vem indicado o acesso à página da firma fornecedora – única e em exclusivo! – dessa toalha, insuspeitada fonte de prazer! Que inaudita macieza, senhores!</p>



<p>Resisti (confesso) à curiosidade e fiquei sem saber quanto custava a toalha e quantas teria de comprar para, mesmo sem me hospedar no Ritz, poder gozar do seu afago meigo, após a banhoca inesquecível, única!&#8230;</p>
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		<title>TRUMP NÃO QUER LULA NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 23:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trump apoia o adversário de Lula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Para já, as armas de Trump são as habituais sanções económicas e as tarifas alfandegárias, mas a recente classificação de dois grupos do crime organizado brasileiros (CV e PCC) como “terroristas” abre a possibilidade dos americanos ensaiarem ataques militares em território brasileiro.</p>



<p>O argumento de que estão a combater o tráfico de droga já foi usado antes. Serviu para a operação militar que culminou com o rapto do Presidente Nicolas Maduro, na Venezuela. Hoje, os EUA saqueiam impunemente o petróleo venezuelano e Maduro continua preso à espera de um julgamento que, se não for manipulado, não irá provar nada contra o Presidente da Venezuela.</p>



<p>No Brasil, a campanha de Flávio está apoiada no financiamento e apoio político que recebe dos EUA, pelo qual o candidato promete que, quando for Presidente, vai entregar aos EUA as terras raras brasileiras.</p>



<p>O Governo dos Estados Unidos já tentou introduzir-se no sistema eleitoral brasileiro, com a alegação de que as urnas eletrónicas não são fiáveis. Quando o Governo brasileiro, por uma questão de soberania nacional, não permitiu qualquer tipo de inspeção dos norte-americanos às urnas eletrónicas, Trump retaliou com a retirada do visto ao diplomata que ia tomar o lugar de embaixador do Brasil em Washington.</p>



<p>A evidência que há muito dinheiro, pressão e influência política dos norte-americanos a perturbar o processo eleitoral brasileiro está no comportamento da imprensa que tem tratado estas questões como um problema diplomático entre os dois países, negligenciando o apoio de Trump ao candidato Flávio Bolsonaro.</p>



<p>Antes da campanha eleitoral, Flávio foi a Washington. Foram feitas fotografias dele com Trump, que têm sido usadas abundantemente na campanha, de modo a impressionar e a fixar o voto do eleitor de direita.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="606" height="547" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/flavio-c-trump.png" alt="" class="wp-image-51190" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/flavio-c-trump.png 606w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/flavio-c-trump-300x271.png 300w" sizes="auto, (max-width: 606px) 100vw, 606px" /><figcaption class="wp-element-caption">Nesta foto, Trump recebe Flávio Bolsonaro. Na foto seguinte, Marc Rubio recebe Flávio Bolsonaro</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="555" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/flavio-c-rubio.png" alt="" class="wp-image-51191" style="width:460px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/flavio-c-rubio.png 555w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/flavio-c-rubio-289x300.png 289w" sizes="auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Depois de Trump, Flávio reuniu com Marco Rubio, o secretário de Estado do Governo dos EUA, o equivalente a ministro dos Negócios Estrangeiros. Depois do encontro com Rubio, Flávio disse: “dissemos que os Estados Unidos deveriam classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais”. Duas semanas depois, o CV e o PCC foram qualificados como “grupos terroristas” pelo Governo dos EUA, o que permitiu que o adversário de Lula reivindicasse a decisão como resultado da sua proximidade com Trump.</p>



<p>O histórico deste tipo de políticas dos norte-americanos mostra-nos <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/09/a-conspiracao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/09/a-conspiracao/">os riscos que o Brasil corre</a></strong>. Basta ver os mais de 60 bombardeamentos que as Forças Armadas dos EUA já realizaram nas águas do Caribe e do Pacífico e a invasão da Venezuela sob a pretensão de que Nicolás Maduro era chefe de um cartel de drogas que nunca existiu.</p>



<p>Estas eleições no Brasil correm o risco de serem um simulacro democrático, tal o nível de intoxicação e de manipulação da realidade que grassa pelas redes sociais.</p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/09/trump-nao-quer-lula-na-presidencia-do-brasil/">TRUMP NÃO QUER LULA NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>GUINÉ-BISSAU A CONTAR VOTOS DO REFERENDO</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/08/guine-bissau-a-contar-votos-do-referendo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 21:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[referendo na Guiné-Bissau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A taxa de participação eleitoral ultrapassou os 50% a nível nacional, diz a CNE da Guiné-Bissau</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/guine-bissau-a-contar-votos-do-referendo/">GUINÉ-BISSAU A CONTAR VOTOS DO REFERENDO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na Guiné-Bissau, a Comissão Nacional das Eleições (CNE) anunciou que a divulgação do resultado do referendo realizado hoje será feita nas próximas 48 horas. A informação foi avançada pelo porta-voz da CNE, Idriça Djaló. Segundo comunicou o porta-voz, a taxa de participação eleitoral ultrapassou os 50% a nível nacional, pelo que, a ser assim, o resultado do referendo será vinculativo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="530" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3-1024x530.jpg" alt="" class="wp-image-51157" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3-1024x530.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3-300x155.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3-768x397.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3-696x360.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3-1068x552.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/cne-bissau-3.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Bissau, CNE diz que o referendo teve mais de 50% dos votantes inscritos</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Nas redes sociais, grupos e ativistas organizados à volta de uma fação do PAIGC afeta a Domingos Simões Pereira, espalha a ideia de que o boicote foi um sucesso e apresentam fotografias de algumas actas eleitorais onde foram registados poucos votantes. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="712" height="529" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/atas-eleitorais-2x.png" alt="" class="wp-image-51158" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/atas-eleitorais-2x.png 712w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/atas-eleitorais-2x-300x223.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/atas-eleitorais-2x-696x517.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/atas-eleitorais-2x-265x198.png 265w" sizes="auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px" /></figure></div>


<p>Sobre isto, o porta-voz da CNE disse que a afluência às urnas não foi uniforme em todo o território nacional, e que em algumas localidades pouca gente foi votar. Noutros locais, segundo o porta-voz da CNE, exemplo de Bafatá, Gabú, Oio e Cacheu, a maioria dos eleitores foi votar. Em Bissau, segundo a CNE, o nível de participação também variou entre os diferentes bairros e locais onde funcionaram as mesas de voto.</p>



<p>A CNE pediu responsabilidade e respeito pelos procedimentos legais de apuramento dos resultados. A instituição eleitoral sublinhou que os dados recolhidos nas assembleias de voto vão seguir os procedimentos estabelecidos pela lei e apelou aos cidadãos para não divulgarem informações não confirmadas que possam gerar confusão ou tensão na sociedade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="591" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-1024x591.jpg" alt="" class="wp-image-51159" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-1024x591.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-300x173.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-768x443.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-696x401.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-1068x616.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4-1320x761.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/votar-4.jpg 1340w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/guine-bissau-a-contar-votos-do-referendo/">GUINÉ-BISSAU A CONTAR VOTOS DO REFERENDO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>AMO-TE APAIXONADAMENTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 14:09:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[comunicar por emojis]]></category>
		<category><![CDATA[concursos televisivos]]></category>
		<category><![CDATA[emojis]]></category>
		<category><![CDATA[escrever cartas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>comunicar por emojis</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/amo-te-apaixonadamente/">AMO-TE APAIXONADAMENTE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Arrepiar-nos-á a muitos verificar, por exemplo, no concurso televisivo Joker, um concorrente desconhecer quem foi o ministro do rei Dom José I que superintendeu na reconstrução de Lisboa, após o terremoto; não saber em que data esse terremoto ocorreu.</p>



<p>Não me refiro apenas a dados históricos, mas também a aspectos concretos da vida quotidiana. Cada vez se troca menos correspondência por via postal. Não admira, por isso, que se desconheça a possibilidade de, na correspondência externa, se fazer anteceder o código postal da sigla do país de destino. Assim, quando se dá para o estrangeiro o nosso código postal deve-se fazê-lo preceder de P: P-2027-700.</p>



<p>O que habitualmente acontece é que também o nosso correspondente não consciencializa o significado do P e, na resposta, não hesita em incluir o P e, no fim do endereço, pespega PORTUGAL com todas as letras.</p>



<p>Também o desconhecimento da geografia portuguesa é flagrante no referido programa. Se determinada localidade fica no Norte ou no Alentejo; de que rio é afluente o Zêzere…</p>



<p>Não é estranho – ou talvez seja apenas vontade de simplificar – ouvires perguntar ao teu colega da Universidade de Coimbra que vai de fim de semana para Loures:</p>



<p>– Já vais, então, até Lisboa, não?</p>



<p>Loures não é Lisboa.</p>



<p>Como acerca de um teu familiar que vive em Penge, localidade dos arredores londrinos, tu respondas, para maior facilidade: «Está em Londres». A grande cidade engole os arredores na conversação diária.</p>



<p>Estranho me pareceu, porém, por vir de quem veio, o endereço aposto na encomenda de livro que fizera a um livreiro de Vila Nova de Gaia. Veio escrito: <strong>Cascais – Lisboa</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="303" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-1024x303.jpg" alt="" class="wp-image-51149" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-1024x303.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-300x89.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-768x228.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-696x206.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-1392x413.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-1068x316.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco-1320x391.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/endereco.jpg 1478w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Nesse aspecto das moradas, confesso que ri a bandeiras despregadas quando a secretária de um vereador municipal, a quem pelo telefone eu ditara “Rua Egas de Moniz 79”, enviou o convite para o número <strong>70 i 9</strong>. Secreta influência, quiçá, de recente estada no Reino Unido, onde o código postal se apresenta, de facto, assim estranho: SE20 8RL.</p>



<p>É consensual ser o uso militante dos signos ditos emojis pela grande maioria da população (gente culta incluída) o grande responsável pelo progressivo abandono do vocabulário concreto, num aparente retorno à escrita hieroglífica dos egípcios antigos…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="202" height="202" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/emoji-do-amor-edited.png" alt="" class="wp-image-51145" style="width:243px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/emoji-do-amor-edited.png 202w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/emoji-do-amor-edited-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px" /></figure></div>


<p>Às vezes. até me interrogo se haverá vergonha em expressar claramente sentimentos fortes, se é que se sabe exatamente o que tais signos querem dizer. Assim, uma face sorridente, ornada de três corações bem vermelhos, quer dizer «Amo-te apaixonadamente!». E tanto quem envia como quem recebe terá real consciência de declaração amorosa tão ardente?</p>



<p>Enfim, começámos por falar de programa político republicano a privilegiar a instrução, uma política de pés assentes na terra, de maior atenção à vida quotidiana e, sem disso quase nos apercebermos, acabámos por ser atraídos por sinais muito usados agora e cujo significado, se autêntico, assim se prefere representar, e não exprimir por palavras – na impressão de que estas foram perdendo o sentido. Perderam?</p>
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		<title>O RASTRO DE LÁGRIMAS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/08/o-rastro-de-lagrimas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 13:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio dos índios americanos]]></category>
		<category><![CDATA[História dos EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O "Trail of Tears" (O Rastro de Lágrimas) representa um dos episódios mais sombrios e trágicos da história dos Estados Unidos</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/o-rastro-de-lagrimas/">O RASTRO DE LÁGRIMAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O <strong>&#8220;Trail of Tears&#8221;</strong> (O Rastro de Lágrimas) representa um dos episódios mais sombrios e trágicos da história dos Estados Unidos, caracterizado pelo deslocamento forçado de dezenas de milhares de nativos americanos durante a década de 1830. No início do século XIX, nações indígenas como os Cherokee, Creek, Choctaw, Chickasaw e Seminole ocupavam vastos territórios férteis no sudeste do país. Estas comunidades, frequentemente apelidadas de &#8220;Cinco Tribos Civilizadas&#8221;, tinham assimilado vários costumes europeus, desenvolvendo governos constitucionais, jornais próprios e sistemas agrícolas avançados. Contudo, a crescente pressão dos colonos brancos pela expansão da produção de algodão, intensificada pela descoberta de ouro nas terras Cherokee na Geórgia em 1829, selou o destino destas populações.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="558" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Five-Civilized-Tribes-Portraits.png" alt="" class="wp-image-51126" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Five-Civilized-Tribes-Portraits.png 600w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Five-Civilized-Tribes-Portraits-300x279.png 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Five_Civilized_Tribes">Five Civilized Tribes &#8211; Wikipedia</a></figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 1830, o presidente Andrew Jackson promulgou a <em>Indian Removal Act</em> (Lei de Remoção Indígena), que autorizava o governo federal a confiscar as terras ancestrais a leste do rio Mississippi em troca de territórios áridos no oeste, na região que hoje corresponde ao estado de Oklahoma. Numa tentativa de resistência legal, a nação Cherokee recorreu ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos e venceu a causa no caso <em>Worcester v. Georgia</em>. O tribunal máximo declarou as tribos como nações soberanas com direito às suas terras, mas o presidente Jackson ignorou deliberadamente a sentença constitucional, recusando-se a aplicá-la e permitindo que os estados avançassem com a expropriação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="479" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captain_Francis_Asbury_Hendry_center_standing_poses_with_a_group_of_Seminole_Indians.jpg" alt="" class="wp-image-51130" style="width:600px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captain_Francis_Asbury_Hendry_center_standing_poses_with_a_group_of_Seminole_Indians.jpg 600w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captain_Francis_Asbury_Hendry_center_standing_poses_with_a_group_of_Seminole_Indians-300x240.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption">Colonos norte-americanos (em pé) com um grupo de índios Seminole (sentados), século XIX</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O culminar desta política ocorreu entre 1838 e 1839, quando o exército americano expulsou os nativos das suas casas sob a mira de baionetas. Cerca de 16.000 Cherokees foram inicialmente detidos em campos de concentração improvisados antes de serem forçados a marchar a pé por mais de 1.600 quilómetros. Realizada sob um inverno rigoroso, sem agasalhos, calçado adequado ou mantimentos suficientes, a travessia transformou-se numa crise humanitária devastadora. Mais de 4.000 indígenas morreram ao longo do percurso devido à fome, à exaustão extrema e a surtos de doenças como a cólera e a pneumonia, dando origem ao nome &#8220;<strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Trail_of_Tears" type="link" id="https://en.wikipedia.org/wiki/Trail_of_Tears">Rastro de Lágrimas</a></strong>&#8221; devido ao luto e sofrimento incomensuráveis dos sobreviventes, que foram obrigados a abandonar os corpos dos seus familiares pelo caminho e a reconstruir as suas vidas numa terra completamente desconhecida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="963" height="768" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Three_Cherokee.jpg" alt="" class="wp-image-51135" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Three_Cherokee.jpg 963w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Three_Cherokee-300x239.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Three_Cherokee-768x612.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Three_Cherokee-696x555.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 963px) 100vw, 963px" /><figcaption class="wp-element-caption">gravura representando três índios Cherokee e um branco norte-americano, século XVIII</figcaption></figure></div></div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/o-rastro-de-lagrimas/">O RASTRO DE LÁGRIMAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>UM PAÍS À PROCURA DE SI PRÓPRIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Tomaz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 08:30:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[TEMPO de PENSAR]]></category>
		<category><![CDATA[emigração]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal à procura de si próprio]]></category>
		<category><![CDATA[subdesenvolvimento crónico de Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Continuamos sem saber muito bem o que queremos fazer com o país que construímos.</p>
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<p><br>Somos um país antigo, com uma história que atravessou séculos, continentes e oceanos. Fomos capazes de partir quando quase ninguém sabia ainda que o mundo era tão grande. Levámos a nossa língua, os nossos costumes e a nossa maneira de olhar o mundo para lugares distantes.<br>Mas continuamos, tantas vezes, sem saber muito bem o que queremos fazer com o país que construímos. Portugal vive uma contradição curiosa: orgulha-se muito da sua história, mas parece ter dificuldade em transformar esse património em futuro.</p>



<p>Falamos dos Descobrimentos, de Camões, de Pessoa, da Revolução de Abril, da democracia e da nossa capacidade de adaptação. Celebramos a gastronomia, o vinho, o turismo, o mar e a cultura. Somos frequentemente elogiados pela nossa capacidade de acolher, pela segurança, pelo clima e pela qualidade de vida. E, no entanto, há qualquer coisa que não encaixa.</p>



<p>Um país não pode viver eternamente daquilo que foi, nem apenas daquilo que os outros dizem que ele é. Tem de saber aquilo que quer ser.<br>E talvez seja essa a pergunta que Portugal precisa de fazer a si próprio neste momento: que país queremos deixar às gerações que vêm depois de nós? Não é uma pergunta meramente económica. É uma pergunta política, social, cultural e, acima de tudo, humana. Queremos um país onde os jovens tenham de partir para encontrar oportunidades? Um país onde envelhecer seja cada vez mais uma forma de exclusão? Um país onde Lisboa e algumas zonas do litoral concentrem riqueza, emprego e investimento enquanto uma parte crescente do território perde população e esperança? Queremos continuar a aceitar que tantos dos nossos melhores jovens estudem, se formem e depois procurem fora aquilo que Portugal não lhes consegue oferecer? E queremos continuar a tratar a cultura como se fosse um adorno, a educação como uma despesa e a experiência dos mais velhos como uma espécie de peso social?</p>



<p>Não acredito que Portugal esteja condenado a ser assim. Mas também não acredito em optimismos fáceis. Portugal precisa de uma nova ambição. Uma ambição que não seja feita de discursos grandiosos, mas de escolhas concretas. Que coloque a educação no centro, que valorize a ciência, a cultura e o conhecimento, que devolva dignidade ao trabalho, que olhe para o interior do país, que cuide dos mais velhos sem abandonar os mais novos e que compreenda finalmente que a longevidade não é um problema: é uma conquista da civilização.</p>



<p>Precisamos também de recuperar uma coisa talvez ainda mais importante: a confiança em nós próprios. Não aquela confiança arrogante de quem acredita que somos melhores do que os outros. Mas a confiança tranquila de quem sabe que pode fazer melhor. Portugal já demonstrou muitas vezes que consegue. Falta-nos talvez transformar a capacidade de resistir na capacidade de construir.</p>



<p>Esta nova série nasce precisamente dessa inquietação. Não pretende dar lições a Portugal. Nem fazer a contabilidade dos seus fracassos.<br>Pretende olhar para o país com os olhos de quem o conhece, o ama e, por isso mesmo, não aceita desistir dele. Porque Portugal não é apenas o território que habitamos. É a memória que recebemos, o presente que estamos a construir e, sobretudo, o futuro que deixaremos aos outros. E esse futuro ainda não está escrito. Talvez esteja na hora de começarmos a escrevê-lo.<br></p>
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		<title>SOBRE O REFERENDO À CONSTITUIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 18:50:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Bacelar Gouveia]]></category>
		<category><![CDATA[nova Constituição na Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[referendo na Guiné-Bissau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre o referendo na Guiné-Bissau que dá possibilidade à população de aprovar ou rejeitar a nova Constituição da República</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/sobre-o-referendo-a-constituicao-da-guine-bissau/">SOBRE O REFERENDO À CONSTITUIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sobre o referendo na Guiné-Bissau que dá possibilidade à população de aprovar ou rejeitar a nova Constituição da República, o constitucionalista português Jorge Bacelar Gouveia diz que, se vencer o &#8220;sim&#8221;, a Constituição da Guiné-Bissau será a segunda a ter sido aprovada pelo voto popular, em todo o espaço lusófono. Neste momento, apenas a Constituição de São Tomé e Princípe foi referendada.</p>



<p>Depois de ler e comparar os dois textos, o antigo e o novo, Jorge Bacelar Gouveia considera que a nova Constituição tem &#8220;um texto muito mais completo&#8221; do que o anterior, apesar de já ter sido &#8220;remendado várias vezes&#8221;. Sobre a questão que mais polémica tem levantado, os poderes do Presidente da República, diz que se trata de uma falsa questão porque, na verdade, nada muda, nesse aspeto. A nova Constituição <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/a-ponte-o-chefe-e-a-democracia/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/08/a-ponte-o-chefe-e-a-democracia/">nada muda no sistema de governo</a></strong> porque a nomeação do Governo e a dissolução do Parlamento submetem-se às mesmas regras, e já antes o Presidente podia presidir ao Conselho de Ministro sempre que quisesse.</p>



<p>Na coluna da esquerda, o texto da Constituição que vigorou até hoje. Na coluna da direita, o novo texto (ver em ecran de computador).</p>



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<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="673" height="233" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/demitir-pm-2.jpg" alt="" class="wp-image-51112" style="width:400px" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/demitir-pm-2.jpg 673w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/demitir-pm-2-300x104.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 673px) 100vw, 673px" /></figure></div>


<p>As dúvidas do constitucionalista português não são sobre o texto constitucional que está a ser proposto à Guiné-Bissau, já que Jorge Bacelar Gouveia considera ser um texto melhor que o anterior. As dúvidas prendem-se com a forma do referendo que não pode ser confundido com um plebescito. O referendo obriga a total liberdade de voto, a que tenha havido um esclarecimento adequado sobre o que se vai votar e que a campanha de esclarecimento tenha sido ampla e exercida em total liberdade por todas as partes interessadas em discutir essa matéria.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>



<p></p>



<p></p>
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