Em Israel ainda há quem tente salvar a face do Estado, perante os crimes de guerra e o genocídio dos palestinianos em curso. São casos raros, mas de gente corajosa. Para tentar contornar os filtros censórios não escrevo nem falo o nome dessa pessoa. É um jornalista que tem alguma notoriedade noutras redes sociais. O nome dele vem escrito na imagem, em cima à direita.
O sistema carcerário e penal israelita deve ser dos mais brutais e injustos em todo o mundo. Não se percebe como os regimes democráticos convivem com isso. Por estes dias, o caso do médico Abu Safiya tornou-se num símbolo da luta pela justiça e liberdade.
Fiz reportagens em Israel, Cisjordânia e Gaza nos anos de 1989 e 2013. O intervalo temporal entre as duas viagens permitiu-me perceber que a política israelita de asfixia dos territórios ocupados era sistemática e cada vez mais severa. O tempo mudou a natureza do conflito, que começou por ser de ocupação territorial para, agora, ser de extermínio da população palestiniana.



