Início Site Página 179

A BIRRA DE ANDRÉ

0

Foram precisos dois dias e 4 votações para eleger o novo Presidente da Assembleia da República (PAR). E mesmo assim, foi eleito apenas meio presidente. Isto é, o eleito comprometeu-se a exercer apenas durante metade da legislatura, na outra metade cabe ao PS indicar outro PAR.

Foi este o acordo que possibilitou acabar com a balbúrdia provocada pelo Chega que recusou votar ao lado dos restantes partidos da direita.

vídeo

SALAZARISTAS SENTADOS NO PARLAMENTO

Mas, com ou sem balbúrdia e gritaria, a verdade é que a esquerda vai ter de engolir o sapo de ter como vice-presidente da Assembleia da República um velho fascista, militante do MDLP, com ligações a grupos terroristas da extrema-direita que atuaram em Portugal nos anos a seguir à revolução de 25 de abril de 1974.

Pacheco de Amorim foi dirigente do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), uma organização terrorista de extrema direita responsável por ataques bombistas durante o “verão quente” de 1975, assim como a morte de Padre Max e a sua aluna Maria de Lurdes Ribeiro Correia.

Fez parte de movimentos estudantis integracionistas da sua época, que contestavam a descolonização e defendiam Portugal e as províncias ultramarinas como um todo.

Depois da revolução de 25 de abril de 1974, fugiu para Madrid para evitar ser preso. Passou por partidos como o Movimento para a Independência e Reconstrução Nacional (MIRN), do general Kaúlza de Arriaga, e mais tarde pelo CDS-PP e Partido da Nova Democracia (PND). É um dos fundadores do Chega.

50 anos depois da queda da ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, a extrema-direita tem 50 deputados sentados no parlamento, um deles como vice-presidente. É do mais puro humor negro.

Dia da Mulher

0

Em 1917, no dia oito de Março, uma marcha de protesto juntou na Rússia mulheres e muitas pessoas, contra o desemprego, as más condições de vida e a guerra. Em Outubro viria a Revolução.

Coincidentemente o dia 8 de Março celebra o aniversário da minha mulher, a Cristina, uma mãe lutadora, sobrevivente da barbárie da violência doméstica e da orfandade de afectos mas, ainda assim, totalmente dieponível para o seu semelhante.

E comunista. Diz-me que ser comunista é partilhar, ser útil, viver sob princípios, por muito que a vida lhe tenha sido madrasta. Divide o pouco que tem com o seu semelhante, um sorriso a cada pequeno elogio, vindo de onde vier. Os meus amigos mais chegados conhecem-na e a Cristina sente-se bem no meio deles. O que é que eu poderia desejar mais, querer mais?

Portugal é um país onde as mulheres passaram da inexistência, do anonimato e da escravatura para um patamar simbólico que afrontou conceitos e formas de vida em que muitos homens não souberam e não se conseguiram adaptar à divisão de tarefas, à divisão de responsabilidades e à perda de protagonismo no núcleo familiar.

A mulher quer ter uma vida para além da maternidade e nós enquanto sociedade ainda não encontrámos a solução. A violência doméstica e o flagelo dos assassinatos passionais, se não és minha não és de ninguém, continuam a desgraçar famílias. A lei, demasiado branda para os feios, porcos e maus, continua a castigar as nossas mães, irmãs e mulheres. Todos nós temos mãe.

A Cristina sobreviveu a tudo isto, há trinta anos, várias vezes na esquadra da PSP do Cacém, uma poça de sangue da cabeça aos pés, com a filha nos braços, mas tinha que ser em flagrante delito… Uma absurda e inenarrável desumanidade, uma violação. Hoje, certamente, estarão na primeira fila para o subsídio de risco.

Lutou, criou a filha, perdeu-a para a ingratidão humana porque a vida é feita de obstáculos mas merece ser vivida e teve outro menino. O nosso menino. Um menino que inspira cuidados e preocupações, muito diferente do irmão mais velho que, por si só, é uma árvore com raízes frondosas e uma inspiração para todos nós.

Esta, pretende ser uma homenagem a todas as mulheres que conheço mas, porque é especial, à mãe do João. Uma mulher que nunca vacila, que nunca desiste, que me honra com a sua cumplicidade.

Cristina, ao centro, na fotografia

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

Vala comum de jornalistas

0

O mundo continua a olhar perplexo, imóvel, para o que se passa na Faixa de Gaza. Os mortos amontoam-se, quase todos mulheres e crianças. Morrem nos bombardeamentos, morrem na mira insensata e insensível dos snipers militares, morrem em atentados seletivos, morrem de fome. Todos juntos, são já mais de 32 mil mortos. Um dia, justiça terá de ser feita a esta monstruosidade.

Para os jornalistas não é diferente. Nenhuma regra se aplica a esta guerra. Os jornalistas têm sido alvo da tropa israelita. Até hoje, desde 7 de outubro, morreram 140 repórteres. Nunca antes um exército regular matou tantos jornalistas em tão pouco tempo. Matar jornalistas serve para fechar o olhar do mundo para o que se passa em Gaza. Queria Israel que ninguém visse como se assassinam pessoas.

Matar jornalistas é a tentativa de alcançar o ideal militarista de Israel, executar o genocídio do povo palestiniano sem testemunhos.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse estar preocupado com o “elevado número” de jornalistas mortos na Faixa de Gaza. “Os assassinatos de todos os jornalistas”, “devem ser investigados minuciosamente e de forma independente para garantir o estrito cumprimento do direito internacional e as violações processadas”, lê-se na conta do organismo na rede social X.

A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), sobre a morte dos jornalistas em Gaza, afirma que “muitos deles estavam em campo, em reportagem, claramente identificáveis como jornalistas, outros foram mortos por ataques que atingiram especificamente as suas residências. A RSF acionou duas vezes o Tribunal Penal Internacional por esses crimes contra jornalistas cometidos por Israel.

De vez em quando, órgãos de comunicação social, um pouco por todo o mundo, falam destes assassinatos de jornalistas. São sussurros para os ouvidos dos que continuam a disparar balas e mísseis contra um povo desprotegido. Os militares e os políticos de Israel perderam a alma.

CHEGA CONDICIONA ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

1

Os 230 deputados não conseguiram eleger o novo presidente da Assembleia da República. A lei estipula que a eleição se realize na primeira sessão plenária de cada legislatura. A eleição decorreu, foi repetida mais do que uma vez, mas às 23H15 minutos a sessão foi interrompida sem que tivesse sido eleito o novo Presidente da Assembleia da República.

O candidato apresentado pelo PSD não conseguiu a maioria dos votos. O falhanço na eleição de Aguiar Branco revela bem os equilibrios instáveis que caracterizam a ação política, depois dos resultados eleitorais de 10 de março. O Chega vota contra se não houver um acordo formal com o PSD.

Depois de André Ventura ter dito que esse acordo existia, percebemos agora que não era verdade.

vídeo

A verdade é que todos estavam convencidos de que havia mesmo um acordo PSD – Chega, mesmo se os truques de retórica de André Ventura não são uma novidade para ninguém.

Até mesmo o secretário-geral do PS acreditava nesse acordo, hoje, antes do início das votações.

vídeo

Afinal, não foi isso que aconteceu.

SÉRGIO CONCEIÇÃO, o mau exemplo

0

A recente altercação do treinador português com um árbitro espanhol de um jogo de infantis é exemplo do que acabámos de escrever. Conceição não gostou da arbitragem, entrou no relvado para discutir com o árbitro. A cena descambou em empurrões e chapadas, segundo afirma um autarca local que interveio para defender o árbitro. Conceição era apenas o pai de um dos jogadores em campo. Não podia ter feito aquilo, nem como pai nem como figura pública. O exemplo que deu é negativo sob todos os pontos de vista. E por isso imperdoável.

No vídeo que corre pelas redes sociais e sites de órgãos de comunicação social, é bem visível a mão de Sérgio Conceição na cara do árbitro. Um “gesto suave” dizem alguns, uma “chapada” dizem outros. É um ato arruaceiro, ilegítimo, qualquer que tenha sido a violência do impacto.

Sérgio Conceição tem apenas uma via para atenuar os estragos que já fez, ao futebol, ao civismo, à sua própria imagem: pedir desculpa ao árbitro e aos adeptos do futebol.

Damos de barato que o árbitro se tenha enganado. Acontece aos melhores. Será caso para ser avaliado pelo organismo desportivo apropriado e o árbitro terá de aguentar com as consequências do erro, se o cometeu.

Sérgio Conceição devia ter deixado a sua irritação no recato da sua intimidade. Interpelar publicamente o árbitro é o pior exemplo que podia dar. É um ato que propicia a normalização da arruaça e suscetível de vir a ser imitado. E por isso deverá, tal como o árbitro, aguentar com as consequências.

Um casal feito povo!

0

O Centro Interpretativo do Espaço Rural – Casal Saloio, em Outeiro de Polima, comemorou, no dia 17, o 1º aniversário. Incluiu o programa a actuação do Rancho do Grupo de Instrução Popular da Amoreira e apresentação, a cargo do professor Vitor Serrão, do livro Glossário de Linguagem Popular: Apontamentos, de Maria Micaela Soares.

Da actuação do Rancho, três aspectos a salientar:

            1º) O regozijo por uma colectividade aparentemente sem grande tradição nessa área se haver aventurado, com êxito, a criar um rancho folclórico.

            2º) O facto de não haver cedido à tentação de fugir do interior rural para o litoral cosmopolita, escolhendo variados trajos tipicamente saloios e modas tradicionais de todo o Portugal.

            3º) A intenção, concretizada, de aglutinar no projecto três gerações: os anciãos, os adultos e os mais novos.

            Parabéns!

Quanto ao livro, junto as minhas à palavras do Doutor Vítor Serrão: estamos perante a obra de uma vida dedicada ao estudo da forma mais vernacular do falar das gente Portuguesa no seu quotidiano. Em boa hora, decidiu o município cascalense aceitar o desafio de publicar este livro singular, legado ímpar da Dra. Micaela sobre que muito se há de doravante falar, na medida em que, sendo ponto de chegada, será seguramente fecundo ponto de partida. Anotarei:

            1ª) De facto, só porque já se dispõe deste glossário é que será possível ir enriquecendo o seu conteúdo, quer por se lhe ajuntarem outras expressões quer por se lograrem acrescentar significados complementares. Exemplifico: no caso dos adágios, «água corrente não mata gente» poderá vir a constar; no caso dos significados, «espirra-canivetes», além de ser «aquele que se encoleriza com facilidade» é também um magricelas!

            2ª) Não se trata de mero glossário. Micaela Soares alicerçou o seu saber em muito livro minuciosamente espiolhado (para usar uma das ‘suas’ palavras). Mais de 1300 notas de rodapé constitui precioso auxiliar e fonte de informação.

O aniversário

Não se esquecerá, porém, que rancho e livro ilustraram uma efeméride: o 1º aniversário do Casal. Um ano que fortemente consolidou a ideia de que o Casal Saloio do Outeiro de Polima se apresenta qual paladino da lídima tradição rural cascalense. Assinale-se o facto de as iniciativas programadas ao longo deste ano terem registado invulgar afluência, a exigir meças a muitos dos eventos amplamente divulgados mas muito menos concorridos na área urbana do concelho, inclusive na própria vila.

A prova de que há um Cascais até agora desconhecido que se mantém indefetivelmente vivo e actuante. Um renascimento eficaz com que todos vibrantemente nos congratulamos.

Enorme reconhecimento à briosa equipa que pegou no projecto com toda a garra e lhe imprimiu inexcedível dinamismo. A enchente registada no dia do aniversário aí está a provar, mais uma vez: estamos num caminho da maior excelência!

Fotografias gentilmente cedidas por Luís Bento (Câmara Municipal de Cascais)

GUINÉ-BISSAU: O TRÁFICO DE DROGA QUE FINANCIA POLÍTICOS

0

No passado dia 15 de março, o embaixador dos EUA na Guiné-Bissau fez declarações que relacionam o combate ao tráfico de droga com a instabilidade que o país vive. Depois de uma visita ao Ministério do Interior, o embaixador Michael A. Raynor relatou resumidamente o teor da conversa com o ministro Botche Candé.

vídeo

O embaixador americano foi recebido pelo Presidente Umaro Sissoco Embalo. Depois desta audiência não houve declarações à imprensa. A presidência da Guiné-Bissau fez saber que a reunião serviu para debater o reforço da cooperação entre os dois países, com destaque para a confirmação da reabertura da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau.

Presidente da Guiné-Bissau com o embaixador dos EUA

TRAFICANTES QUEREM CONTROLAR POLÍTICOS

Com o embaixador, chegaram também a Bissau responsáveis pela DEA, o corpo policial do Governo norte-americano especializado no combate ao tráfico de narcóticos. A DEA divide responsabilidades com o FBI e é o único órgão dos Estados Unidos encarregado de investigações de controlo do narcotráfico no exterior.

Segundo uma fonte da Polícia Judiciária guineense, há suspeitas de que um ou mais cartéis de droga estejam a tentar controlar políticos da oposição, quando se prevê que haja eleições ainda este ano.

Segundo esta fonte policial, está a ser investigado a origem do dinheiro que serviu para pagar contas avultadas da atividade de alguns dirigentes de partidos como o MADEM-G15, PRS e APU-PDGB.

Em causa estarão despesas no luxuoso Hotel Halla, pagas por um líder do PRS, e os cerca de 25 milhões CFA (38 mil €) que foram necessários para o pagamento da renda da antiga sede do PRS.

Os americanos parecem estar atentos ao que se passa em Bissau. A cooperação bilateral dos EUA depende muito do empenho em setores a que os americanos dão especial atenção, o tráfico de droga é um deles. A hipótese de haver agentes políticos, seja em que país for, a serem patrocinados por cartéis de droga faz acender os alarmes em Washington.

Relacionado com tudo isto, a Guiné-Bissau reforçou os meios operacionais de vigilância marítima, com mais três lanchas rápidas construídas na Turquia. Os navios foram entregues à Marinha de Guerra guineense, numa cerimónia presidida por Umaro Sissoco Embalo.

Três novas lanchas entraram ao serviço da Marinha de Guerra da Guiné-Bissau para fiscalização marítima

QUEM VAI À GUERRA, DÁ E LEVA

0

Quando a Rússia parece estar a ter ganhos territoriais na frente de batalha, a Ucrânia ensaia uma nova matriz com ataques em profundidade no território russo.

O atentado terrorista de ontem no Crocus City hall, em Moscovo, enquadra-se nesta nova realidade desta guerra.

vídeo

Hoje, foi dia de luto nacional na Rússia. Amanhã será um novo dia de um futuro sombrio.

ACHADO NA SERRA DE SINTRA

1

Qualquer lavrador não pararia assim a tarefa para se agachar e tirar da terra, toda suja, aquela lata velha. José António, porém, já não era, na circunstância, um lavrador qualquer. Sempre se interessara pelo que via, tipo coca-bichinhos. Não era de ontem apenas esse seu hábito de apanhar pelo caminho um graveto aqui, curiosa pernada acolá, aquela tábua fora do comum que aventaram fora, inútil que era. Agachou-se, pois, e agarrou o pedaço de lata.

Quando chegou a casa e a limpou, acabou por verificar que era bem antiga, de zinco, da companhia de seguros Fidelidade. Lá estava o nome em relevo, a data da fundação, 1835, o cão serenamente sentado e vigilante a simbolizar a fidelidade, apanágio preconizado para a empresa. Tudo em relevo, ainda que amolgado pelas tropelias das muitas lavouras por ali passadas.

Mostrara-me José António os trabalhos manuais com que entretinha parte dos seus dias, já de reforma. Publicara-se-lhe o livrinho autobiográfico Os Espinhos no Caminho na Vida de Roger. E, numa das mensagens, acabou por mostrar-me também a fotografia da chapa. Perguntei-lhe se a queria para alguma coisa e se não se importava que eu lhe pudesse dar algum destino.

O resto já o leitor do Duas Linhas sabe, porque lhe dei a conhecer o assaz  eloquente diálogo que travei no chat da Fidelidade. Houve oportunidade de – refeito da conversa com o robô – falar mesmo com uma assistente de carne e osso; enviei depois imagem da placa; tive imediata resposta afirmativa: «Sim, Amigo, pela sua antiguidade e apesar do mau estado, aceitaremos de bom grado a placa para a nossa colecção museológica.

E, assim, no passado dia 21, Vítor Alegria, em representação da Fidelidade, veio receber das mãos de José António Gonçalves a «velharia», uma tarde achada nas terras da Quinta de Vale de Cavalos, ali pró sopé meridional da Serra de Sintra. No seu tempo de vida identificou, orgulhosa, o prédio que o manto da seguradora e seu cão bem haveriam de guardar. Agora, vai figurar entre as peças que apontam as fases por que a imagem da empresa passou.

José António Gonçalves continuará ainda mais atento às coisas velhas que o dia-a-dia lhe vai proporcionando. Agora, ainda mais contente porque uma delas acabou por ser bem acolhida – e tem uma deveras interessante história para contar!

MENTEM PARA MELHOR MATAR

0

Há quase seis meses que Israel mata indiscriminadamente os habitantes da Faixa de Gaza. A cifra dos 30 mil mortos já foi largamente ultrapassada e nada parece parar a sanha vingativa dos israelitas, alimentada pela loucura política dos dirigentes do Estado.

Israel vinga 1200 vítimas do ataque do Hamas em 7 de outubro, mas não tem como justificar a terraplanagem da cidade de Gaza, a destruição sistemática dos hospitais, escolas, residências, os assassinatos indiscriminados, milhares de crianças mortas. Eles agem como loucos.

fotograma do documentãrio “7 de outubro” da televisão Al Jazeera

Na tentativa de se justificar, os israelitas criaram várias narrativas destinadas a desumanizar os palestinianos. As crianças mortas, degoladas e queimadas, as grávidas esventradas, são histórias semeadas nos media de todo o mundo e repetidas por Biden e Blinken que as ouviram de Netanyahu. Israel conhece as técnicas de comunicação para comover pelo horror, pela vitimização.

Uma reportagem de investigação recente do canal Al Jazeera põe a descoberto o que aparenta serem contradições e mentiras propaladas por Israel. Por exemplo, o relato das crianças queimadas e degoladas não bate certo com a lista oficial das autoridades israelitas, onde não há nenhuma criança morta nas circunstâncias que foram descritas. Também o relato da mulher grávida e esventrada não se encontra nessa lista de vítimas do ataque de 7 de outubro.

O documentário da Al Jazeera está disponível no YouTube, com tradução em português, numa cooperação entre o canal de televisão árabe e o Intercept Brasil, órgão de comunicação social independente no Brasil.

Vale a pena ver. Se o YouTube deixar…

vídeo

Este documentário representa um dos trabalhos jornalísticos mais detalhados jamais realizados, até hoje, sobre o sucedido na Palestina no dia 7 de outubro. Não só apresenta evidências de mentiras apresentadas pelas autoridades israelitas como traz à superfície relatos de sobreviventes israelitas que implicam os próprios militares de Israel na morte de várias pessoas. Os militares terão recebido ordens para aplicar o chamado Código Aníbal, que permite matar reféns a deixá-los nas mãos dos sequestradores.

Ao pé disto, a grande maioria dos jornalistas de todo o mundo deve corar de vergonha, depois de perceber a mediocridade do que andam a fazer.

Hoje, provavelmente estamos de novo perante falsos testemunhos e argumentos de má-fé, o que já aconteceu antes, noutras guerras, como foi o caso da invasão do Iraque por ter arsenais de armas de destruição massiva que nunca foram encontradas. Uma comprovada mentira montada por Bush (presidente dos EUA), que contou com a colaboração de Aznar (primeiro-ministro de Espanha), Blair (primeiro-ministro de Inglaterra) e Durão Barroso (primeiro-ministro de Portugal.

Cimeira das Lajes, onde se justificou o bombardeamento e invasão do Iraque com pressupostos nunca comprovados.