Há quase seis meses que Israel mata indiscriminadamente os habitantes da Faixa de Gaza. A cifra dos 30 mil mortos já foi largamente ultrapassada e nada parece parar a sanha vingativa dos israelitas, alimentada pela loucura política dos dirigentes do Estado.
Israel vinga 1200 vítimas do ataque do Hamas em 7 de outubro, mas não tem como justificar a terraplanagem da cidade de Gaza, a destruição sistemática dos hospitais, escolas, residências, os assassinatos indiscriminados, milhares de crianças mortas. Eles agem como loucos.

Na tentativa de se justificar, os israelitas criaram várias narrativas destinadas a desumanizar os palestinianos. As crianças mortas, degoladas e queimadas, as grávidas esventradas, são histórias semeadas nos media de todo o mundo e repetidas por Biden e Blinken que as ouviram de Netanyahu. Israel conhece as técnicas de comunicação para comover pelo horror, pela vitimização.
Uma reportagem de investigação recente do canal Al Jazeera põe a descoberto o que aparenta serem contradições e mentiras propaladas por Israel. Por exemplo, o relato das crianças queimadas e degoladas não bate certo com a lista oficial das autoridades israelitas, onde não há nenhuma criança morta nas circunstâncias que foram descritas. Também o relato da mulher grávida e esventrada não se encontra nessa lista de vítimas do ataque de 7 de outubro.
O documentário da Al Jazeera está disponível no YouTube, com tradução em português, numa cooperação entre o canal de televisão árabe e o Intercept Brasil, órgão de comunicação social independente no Brasil.
Vale a pena ver. Se o YouTube deixar…
Este documentário representa um dos trabalhos jornalísticos mais detalhados jamais realizados, até hoje, sobre o sucedido na Palestina no dia 7 de outubro. Não só apresenta evidências de mentiras apresentadas pelas autoridades israelitas como traz à superfície relatos de sobreviventes israelitas que implicam os próprios militares de Israel na morte de várias pessoas. Os militares terão recebido ordens para aplicar o chamado Código Aníbal, que permite matar reféns a deixá-los nas mãos dos sequestradores.
Ao pé disto, a grande maioria dos jornalistas de todo o mundo deve corar de vergonha, depois de perceber a mediocridade do que andam a fazer.
Hoje, provavelmente estamos de novo perante falsos testemunhos e argumentos de má-fé, o que já aconteceu antes, noutras guerras, como foi o caso da invasão do Iraque por ter arsenais de armas de destruição massiva que nunca foram encontradas. Uma comprovada mentira montada por Bush (presidente dos EUA), que contou com a colaboração de Aznar (primeiro-ministro de Espanha), Blair (primeiro-ministro de Inglaterra) e Durão Barroso (primeiro-ministro de Portugal.




