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O Tratado Pandémico e o negócio da doença

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Sabemos hoje que o Novo Tratado Pandémico teve um promotor inicial que, sem grande surpresa, foi um dos países com maior responsabilidade pela resposta à Covid-19: a Alemanha.

A 24 de Maio de 2021 saia a notícia que o então ministro da saúde alemão pressionava por um novo tratado internacional com vista a prevenir novas pandemias.

Escreve a este respeito Robert Kogon, pseudónimo de um jornalista que publica sobre assuntos europeus:

O artigo continua narrando como a Alemanha e os seus aliados quiseram usar a Assembleia Anual da OMS, que estava a ser realizada remotamente naquele ano e começara naquele mesmo dia, para “dar o tiro de partida para um tratado internacional de pandemia”. E assim aconteceria.

No final do evento anual, a então chanceler alemã Angela Merkel e um grupo um tanto desorganizado de duas dúzias de líderes mundiais publicariam uma declaração conjunta pedindo a conclusão de um tratado pandémico. Os signatários incluíam muitas figuras políticas, como o então primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o Presidente francês Emmanuel Macron, e chefes de organizações internacionais, como o diretor-geral da OMS, Tedros.

Um tratado juridicamente vinculativo implica que quem quer que participe seja obrigado a cumpri-lo. A não participação implicará a condenação internacional.

Em meados de 2021 a Alemanha era o principal financiador da OMS, ultrapassando a Fundação Gates, e foi um dos principais patrocinadores da resposta à pandemia.

Um relatório da DPA (serviço de notícias alemão) observava que “uma comissão de especialistas da OMS liderada por Lothar Wieler, chefe do Instituto Robert Koch (RKI-saúde pública alemã) recomendou o envio rápido de “equipas de crise” para a área de um “surto pandémico”. Este procedimento deveria estar “ancorado no tratado”, ou seja, ser obrigatório quer um país queira receber tais ‘equipes de crise’ ou não.

Wieler, que desde então deixou o cargo de chefe do RKI, presidiu ao “Comitê de Revisão do Funcionamento do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) durante a Resposta ao COVID-19” da OMS, que sem dúvida desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento das revisões propostas ao RSI. Esta é talvez a comissão a que se refere o relatório da DPA.

Wieler também é um defensor de longa data da chamada abordagem “One Health”’, com foco nas origens ‘zoonóticas’ ou animais de doenças humanas, que está no cerne do tratado pandémico proposto.

O relatório da DPA também aponta para uma doação do governo alemão de € 30 milhões à OMS para criar um “centro de alerta precoce de pandemia” em Berlim. Os € 30 milhões tornaram-se US $ 100 milhões e o “sistema de alerta precoce” tornou-se o Centro de Inteligência Pandémica e Epidémica, que foi inaugurado em Berlim – apenas três meses depois! – em 1º de setembro de 2021, pela chanceler Merkel e pelo diretor-geral da OMS, Tedros.

Embora este Centro seja comumente descrito como um centro da OMS, na verdade é administrado como uma parceria de pleno direito entre a OMS e a autoridade de saúde pública alemã, o RKI. Nesse mesmo 1º de setembro de 2021, Wieler e Tedros marcaram a formação da parceria com uma cotovelada comemorativa.

A nova economia de morte do século XXI

Num Mundo em que já não é aceitável morrer pelo país ou enfrentar os traumas que a guerra acarreta, o Ocidente vira-se para outro tipo de Indústria da Morte muito em voga a Oriente: a doença. Não deixa de ser um sistema, há filmes sobre este sistema, há toda uma nova gama de brinquedos por experimentar neste sistema, temos gurus nas Ted Talk a falar deste sistema, temos vastos documentários na Netflix a discutir as potencialidades deste sistema.  A morte – o medo do sofrimento – tem a capacidade de movimentar milhões.

Não foi por acaso que a resposta à pandemia em Portugal foi liderada por um militar. Não menos estranho são as recentes notícias que os próprios serviços secretos britânicos espiaram os seus próprios cidadãos que ousaram questionar a resposta à pandemia.

O Tratado Pandémico não é mais que um tratado comercial destinado ao financiamento ilimitado de diferentes corporações, das farmacêuticas à tecnologia, desta vez situado em Genebra e em Berlim, ao mesmo tempo que se institui à boa maneira de Orwell, um Ministério da Verdade Mundial que “filtra” nos meios de comunicação, o que é verdade e o que é mentira. Como o complexo industrial militar nos EUA, focar-se-à em procurar gatilhos para despoletar conflitos e controlar narrativas, porque é disso que se alimenta todo um sistema de guerra.

As vítimas serão os seus próprios cidadãos, que serão obrigados a seguir o que ditam “especialistas” a soldo de corporações, sem ter em atenção cultura, raça, estrato socio-económico, idade, história, realidade…

No final quem manda?

Ao que parece, quem tem mais a lucrar com isso.

Esta semana acaba o prazo para cada país refutar as emendas aprovadas na Assembleia de Saúde Mundial de 2022. Já pouco se pode fazer a este respeito a não ser alertar cidadãos e políticos para as emendas e novo tratado em discussão na próxima Assembleia Mundial.

A luta silenciosa pela hegemonia mundial parece estar ao rubro. Resta saber se vamos ficar apenas a assistir passivamente e a apoiar no final o vencedor.

nota da redação: ler também a 1ªparte deste artigo – Novo Tratado Pandémico, nova forma de Guerra (comercial)

PIM-PAM-PUM CADA BALA MATA UM, MAS KISSINGER MORREU NA CAMA

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Pessoalmente, nunca deu um tiro, claro. Mas no Chile, Vietname, Laos, Cambodja ou Angola, todos sabem bem quem foi o responsável político por inúmeros bombardeamentos sobre zonas urbanas e campos agrícolas, com todas as bombas e produtos químicos dos arsenais do Pentágono.

Em Angola nunca contaram os mortos e raramente se faziam prisioneiros. Mas a estimativa aponta para que, em 27 anos de guerra civil, tenham morrido 1 milhão de pessoas, num país que ficou arrasado. Quem viu o Kuito, por exemplo, viu tudo o que o mal pode representar.

Quando Kissinger ultrapassou a fasquia dos 100 anos de idade, uma série de artigos publicados online pelo The Guardian lembraram as pilhas imensas de cadáveres à conta das decisões de Kissinger. Ainda mal a guerra do Vietname tinha acabado (com uma derrota americana), Kissinger viria a envolver-se em Angola e foi o primeiro secretário de Estado dos EUA a visitar a África do Sul em três décadas, prestigiando o regime do apartheid na sequência do massacre do Soweto, em 1976, quando dezenas de estudantes e outros manifestantes foram abatidos a tiro pela polícia.

Nos anos 70 do século XX, a política externa dos EUA em África ficou marcada pela sobranceria racista típica dos líderes norte-americanos. Brancos que, na sua própria terra, mantinham políticas segregacionistas.

Na Ásia não foi melhor. Kissinger deu luz verde ao golpe que levou Suharto ao poder na Indonésia e autorizou a invasão de Timor-Leste, com as consequências que a História não esquece: milhões de mortos nas perseguições políticas na Indonésia e o genocídio do povo timorense durante a ocupação de Timor-leste.

da esquerda para a direita, Kissinger, Ford e Suharto, 24 horas antes da invasão da Indonésia em Timor-Leste

Quando celebrou o seu 100º aniversário, em 27 de maio, os convidados compareceram vestidos a rigor para uma gala à porta fechada na Biblioteca Pública de Nova York, com a presença de pessoas como o secretário de Estado, Antony Blinken, e o diretor da CIA, William Burns.

Kissinger, 100 anos de idade

Mesmo os políticos que não foram convidados para a festa, espalharam pelo mundo palavras de elogio ao diplomata e político. Palavras de circunstância, inspiradas por obscuros interesses pessoais ou políticos. Na verdade, o que sobrou das políticas implementadas por Kissinger é insensibilidade para com as pessoas mais indefesas do mundo.

Não podemos deixar de referir que Kissinger era judeu. E, como tal, apoiou sempre todas as políticas agressoras de Israel. O que hoje se passa na Palestina também tem a assinatura de Kissinger, quando mais não seja pelos precedentes de impunidade só possíveis com a anuência dos EUA. Israel nunca cumpriu com as resoluções das Nações Unidas, nunca deixou de ter uma política expansionista, tornou-se numa potência militar com capacidade nuclear.

Agora que morreu, devem estar a pensar em erguer uma estátua de Kissinger numa praça qualquer de Jerusalém.

Hipopótamos de água salgada

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A existência de hipopótamos de água salgada, é um dos segredos mais extraordinários da ilha de Orango, no arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau.

Arrisco dizer que se trata de coisa rara ou mesmo única no mundo! Em Orango vivem atualmente as últimas colónias desses simpáticos e grandes animais da Guiné-Bissau. São enormes, pesam entre 1,5 e 4 toneladas e mesmo assim cavalgam a 20-30 km por hora.

Aliás, em grego o seu nome significa “cavalo do rio” e por aqui também lhe chamam cavalo-peixe. Nos Bijagós, a ilha Cavalo chama-se assim porque em tempos idos tinha muitos hipopótamos.

Estes animais passam o dia nas lagoas para se refrescarem, dirigem-se ao anoitecer para o mar para se livrarem dos parasitas e à noite fazem varios quilómetros pelo mato e mangais para se alimentarem. Ao passarem pelos terrenos destroem, por vezes, as culturas. São herbívoros e comem muito, muito mesmo, podem comer mais de 50 kg numa noite, e criam assim alguns conflitos com as populações.

Para vermos os hipopótamos, saimos de Kéré para uma viagem de 3 horas de barco até Orango. Depois do almoço, mais uma hora de barco até uma praia próximo das lagoas onde habitualmente os hipopótamos residem. 

Uma caminhada de cerca de meia hora pelo mato, com capim da minha altura, ao longo da qual o guia indica algumas passagens recentes de hipopótamos, levou-nos à primeira lagoa, grande e com boa visao, mas nada de hipopótamos … nesse dia os nossos amigos não andavam por ali.

Mais 15 minutos de caminhada e, ao atravessar uma ribeira quase seca, o guia faz sinal. Ouvem-se os bichos. Passados 2 ou 3 minutos chegámos à segunda lagoa, mas pequena e estreita. Lá estavam eles, os hipopótamos, à nossa espera ! 

Ouvia-se a respiração e foram aparecendo, tive a sorte de ver vários e a abrirem bem a sua enorme boca no “bocejo” tao caracteristico destes animais. Esta manada terá cerca de 12 animais. Um macho, as femeas e pelo menos uma cria nascida este ano. Há outras manadas na ilha.

Quando se começaram a agitar mais, o guia fez sinal para nos afastarmos, era altura de sairmos dali. A seguir aos mosquitos estes são os animais que mais matam em África!

No regresso o guia Teófilo conta-nos que apesar dos estragos nas culturas, estes animais não são mortos pelas populações. Aqui os hipopótamos são considerados sagrados.

A lenda que Teófilo nos conta, diz que os hipopótamos só viviam na água doce, até que pediram a Deus para se poderem banhar no mar. Deus respondeu que não, pois eles iriam comer os peixes. Então os hipopótamos prometeram não comer peixes… e Deus deixou-os ir ao mar. Sempre desconfiado, Deus fez-lhes uma boca enorme, que abrem várias vezes ao dia, para Deus ver que nao comem peixe! 

As crianças de Jenin e os ‘valores’ da Europa

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Os canais de comunicação palestinianos estão a divulgar dois vídeos onde se vêm crianças a serem alvejadas, alegadamente por soldados israelitas.

As crianças terão morrido. Uma tinha apenas 9 anos de idade.

vídeo

Para quem tiver dificuldades no visionamento deste vídeo no YouTube, podem fazê-lo na rede Telegram neste link.

Novo Tratado Pandémico, nova forma de Guerra (comercial)

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Talvez a inevitável verdade seja que o pecado capital de Donald Trump foi ter ido contra o complexo industrial militar norte-americano, que “governa” o mundo desde o final da II Guerra Mundial. Durante os quatros anos de trumpismo, os EUA não iniciaram mais nenhuma investida militar contra qualquer país potencialmente opositor.

No seu livro “Confissões de um Assassino Económico”, o ex-consultor económico e atual ativista ambiental John Perkins narra como a política de endividamento de países pobres e a indústria da guerra – a que chama corporocracia norte-americana, a dada altura alavancada pelas políticas neo-liberais –  ajudaram a manter a hegemonia dos EUA durante décadas, muito à custa da contrainformação e propaganda. Segundo o autor, as ferramentas base da estratégica passavam por análises preditivas como as suas, à priori enviesadas, de desenvolvimento económico, a partir de investimento em infraestruturas financiadas por grandes empréstimos ao Banco Mundial. Estas análises preditivas vinham “empacotadas” num discurso onde se explorava o medo, nomeadamente de escassez, e a necessidade de contrair dívidas megalómanas para evitar um mal maior (o que na segunda metade do século XX foi o comunismo, passando posteriormente para o terrorismo).

Mas o que se faz quando se tem um Presidente que não alimenta esta “corporocracia”, nomeadamente o seu braço militar? O que se faz quando um gigante asiático como a China faz uma reload da mesma política de endividamento, puxando agora o discurso das alterações climáticas, e estabelece uma “Nova Rota da Seda” com a promessa de não se intrometer nas políticas locais?

O que se faz quando se tem uma América dividida, em que as grandes corporações exercem um lobby muito forte sobre os políticos e em que a cultura chinesa se infiltra nestes círculos, fazendo com que o controlo dos cidadãos e o sistema de crédito social possam parecer muito boas ideias?

O que fazia a CIA no chamado Evento 201? Para quem desconhece, esta foi uma simulação que ilustrou as áreas onde as parcerias público-privadas seriam necessárias durante a resposta a uma pandemia grave, a fim de diminuir consequências económicas e sociais em grande escala. A simulação foi organizada pelo  Centro Johns Hopkins para Segurança Sanitária, em parceria com o Fórum Económico Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates, a 18 de outubro de 2019, em Nova Iorque.

Além das teorias da conspiração

Nos últimos três anos li e ouvi muitas teorias da conspiração mas confesso que a ideia de que há um clube de gente hiper-mega inteligente e rica que quer dominar o mundo, sendo capaz de antecipar, com uma genialidade incomparável na História humana, todas as convulsões sociais nunca me convenceu.  Acredito, porém, em ideias que mexem com a emoção e movem montanhas, sobretudo quando se tem os meios para iniciar a excursão e está em causa o ego do ser humano.

Um exemplo, há exatamente 100 anos perguntaram ao alpinista George Mallory porque continuava a tentar escalar o Monte Evereste, depois de um longo impasse diplomático (resolvido por um burocrata intermédio do Império Britânico e não pelas elites políticas) e duas tentativas falhadas, com várias mortes e problemas técnicos à mistura. “Porque está ali”, terá respondido, num momento mediático marcante no rescaldo da I Guerra Mundial, quando se tentava recuperar o espírito humano gaseado nas trincheiras. Spoiler alert: também não foi à terceira tentativa. Foram precisos mais de 30 anos, muitas mortes estúpidas, para alguém atingir o topo do mundo, que hoje se tornou uma atração turística de gente entediada com o conforto ocidental.

Concluo que estamos a viver uma nova guerra, essencialmente comercial mas também geopolítica, onde o discurso escatológico anticomunista foi substituído, em termos amplos, pelas alterações climáticas, e, a nível particular, pela saúde global. Continua-se a vender dívida sobre a antecipação do apocalipse, simplesmente os comunistas tornaram-se nossos amigos. O mais recente livro do estratega político Peter Zeihan, O Fim do Mundo é apenas o Começo, a corroborar esta ideia.

A chamada Era contra o terrorismo iniciou-se a 11 de Setembro de 2001 e ressuscitou a importância do complexo industrial militar, meio adormecido com o fim da Guerra Fria uma década antes. As potencialidades da vigilância de cidadãos também começaram a tomar forma com a explosão das inovações na área da inteligência artificial (AI) e as análises preditivas por explorar dos algoritmos de aprendizagem automática.

As redes sociais mudaram a forma de as pessoas convivem e o modo como recebem a informação.

Mas onde isto nos leva?

No documentário “Peace, War and 9/11” que fez no final da sua vida, Graham MacQueen, activista anti-guerra e professor universitário de Peace Studies, refere o comentário de um teórico de sistemas Anatol Rapoport:

MacQueen continua e explica os gatilhos da guerra, estabelecendo duas fases:

– A fase fria: não há qualquer actividade letal. Mas o sistema continua lá. Continua-se a fabricar armas. Continuam-se a fazer filmes com os russos como vilões. Continuam-se a fazer todas as coisas necessárias para suportar o sistema.

– A fase quente: um gatilho aciona esta fase. E de repente a actividade letal inicia-se.

Mas que gatilhos são estes? O que despoleta esta mudança de estado? MacQueen refere três tipos de gatilhos que geralmente acontecem na forma de eventos:

  1. Gatilhos de Guerra Naturais: “dois exércitos que se confrontam na noite, sem culpa de terceiros. Querem o mesmo território. São pobres e têm fome”.
  • Gatilhos de Guerra Gerenciados: Há uma situação que despoleta o conflito mas um dos lados usa-a a seu favor porque esse lado quer o conflito em larga escala. Ex: Ataque Japonês a Pearl Harbor.
  • Gatilhos de Guerra Fabricados: tudo é fabricado (false flag- ex: Evento do Gulf Tonkin que despoletou a guerra no Vietname). O país quer entrar em guerra então ataca-se a ele próprio (ex: MacQueen refere como exemplo o ataque às Torres Gémeas a 11 de Setembro de 2001 e passa o resto do documentário a explicar no que se baseia para afirmar tal posição).

MacQueen esclarece que estas “false flags” são essencialmente dirigidas aos políticos, por forma a condicionar decisões no Congresso. Incrivelmente os políticos são altamente suscetíveis a manobras de propaganda,

Continuo sem acreditar que o evento Covid tenha sido planeado, mas estou segura que foi manipulado em proveito de alguns sectores, aproveitando tácticas conhecidas (e aparentemente eficazes) do gigante asiático, de controlo de população para estabelecer  a Ocidente, recursos de outro modo inaceitáveis pela cultural ocidental. Este aproveitamento está a ser feito em regime de cooperação/ competição entre as grandes Big Tech e Big Pharma americanas e Xi JinPing, o líder chinês, tendo como pano de fundo as “boas intenções” da OMS e da ONU que perceberam que, não podendo evitar guerras, podem unir as Nações em objetivos comuns, mediante causas “sobre-humanas”

O que faz a Europa? Tenta regular e manter a sua importância, de alguma forma a entrar em decadência. Aqui entra a Alemanha, país que foi escolhido pela OMS para ser uma ponte entre o Ocidente e o Oriente e em que Berlim é uma das cidades com maior número de startups de IA.

Além disso é pública a parceria entre a Fundação Gates e o Governo alemão.

Bill Gates, um dos homens mais ricos do planeta, é conhecido por defender o conceito de “Filantropia Eficaz”. Ou seja, a arte de ganhar dinheiro fazendo obras sociais.

No fundo não temos mais que grandes corporações, essencialmente americanas mas também chinesas, a adotar a ideologia chinesa de controlo da população. Mas para quê? Eu diria: mais consumo, mais consumo direcionado (e por tal passível de ser antecipado), revestido pelo que se chama de “bem comum” .

Mas onde isto nos leva?

Escreve o Dr Robert  Malone, médico e cientista por trás da ideia original da tecnologia de mRNA: 

Aqui está um exemplo de como as Nações Unidas operam.

O FEM e a ONU assinaram um acordo estratégico de parceria em 2019. Lembre-se que o FEM tem o compromisso de “capitalismo das partes interessadas”, pelo qual parcerias privadas trabalham para controlar os governos.

O FEM desenvolveu um plano em 2020 para utilizar a crise da Covid-XNUMX para reorganizar a governação global em torno de questões sociais, incluindo as alterações climáticas – este plano foi chamado de Grande Reinicialização (Great Reseat).

O FEM é uma organização comercial que representa as maiores corporações do mundo. Explora repetidamente tecnologias disruptivas para aumentar as oportunidades de crescimento económico para os seus membros corporativos. O FEM foi concebido especificamente para promover o poder económico dos seus membros da elite global, também conhecidos como a “classe bilionária”.

À medida que o FEM alimenta as Nações Unidas com dinheiro através do seu acordo estratégico de 2019, quem gere os conflitos de interesses que acompanham esta parceria? Onde está a transparência?

A ONU tem catorze organizações especializadas sob a sua liderança, todas envolvidas na governação global, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhuma destas organizações tem nada a ver com o âmbito da Carta original da ONU, que se centrava em acabar com as guerras, promover a paz mundial e os direitos humanos.”

(continua)

HELENA

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Era um dia de Novembro embrulhado em nevoeiro, sinal de se abrir mais tarde em primícias luminosas. Mas à chegada a Lisboa o dia fechava-se mais e ela quase não distinguia as feições dos vultos que vagueavam pela gare. Sentia palpitar o coração das gentes, como o dela palpitava, imaginando ver a silhueta dele por detrás de um guindaste em movimento.

Escreveria mais tarde que dera graças por aquela gaze espessa. Sem ver rostos definidos, podia concentrar-se no sonho de um adeus esboçado no cais e na promessa de o rever um dia em qualquer lugar, se o “destino” assim quisesse. Será que o sonho se faria luz?

Por indícios da correspondência trocada apenas com a sobrinha e afilhada, minha mãe, sempre imaginava que isso tivesse acontecido, ao passar os dedos pelos contornos do rosto amável. Até o sorriso era de felicidade. E queria acreditar que se não partira para o  casamento, era para não ofender os pais e os irmãos, reunidos aos sábados na Quinta da Redonda.

Por um lado impediam o velho João de trabalhar tanto como nos outros dias. Depois, talvez o compensassem daquela ausência dolorosa: uma filha apaixonada por um padre, um padre apaixonado por uma belíssima jovem a quem fora dar a beijar a cruz certa Páscoa, e das mãos de quem recebia a oblação da família.

O dia santo da semana sabiam os filhos que ele guardava com muita devoção numa entidade superior e muita tristeza também. Afinal a entidade não impedira Helena de partir… Era o dia da mulher lhe afagar a cabeça sem conseguir articular mais do que uma frase batida:

— Diz-me, quem manda no coração?

— Uma desonra, mulher. Tão linda, tão requestada…o mais belo presente dos seis que me foste dando. Se ao menos pudéssemos conversar mais uma vez…

— Não te atormentes, João…manda sempre lembranças saudosas pela Maria Ana e diz que quando quisermos falar, é só combinar o dia e a hora.

E deixava-o sentado à porta, a fazer rabiscos com um pau no chão de saibro, reproduzindo um mapa que não conhecia. Depois seguia por detrás das vidraças os passos dele pelos carreiros da quinta, destinos escolhidos ao acaso, até chegar ao extremo sobranceiro ao rio, o oceano que Helena cruzara para a vida inteira.

Todas as reuniões importantes eram em casa da Titília. Mais desafogada, com muita gente para ajudar nas outras tarefas, podia ali parar o tempo “útil” para minudências de mulheres. Era a opinião do meu pai, que não queria deixar que certas matérias saíssem da esfera da famíla restrita.

Naquele final de Dezembro ia nascer uma criança, a primeira de um casal jovem. O médico tinha anunciado, com os seus modos bruscos, que o melhor seria marcar o lugar na maternidade para princípios de Janeiro. Se alguma coisa contecesse antes, recomendava a parteira…os seus quase cem quilos não permitiam deslocações apressadas. De João Semana pouco tinha, mas era um hábil obstetra.

A discussão recaía na importância do nome que ia ser dado ao nascituro. Não havia ecografias, nem resultavam adivinhações pelo aspecto do rosto e pelo formato do ventre, como já antes se vira com outras gravidezes da família.

A mãe dizia, imperiosa, que seria Helena se fosse menina e Ricardo se fosse rapaz. E pronto. Não cederia às piadas das tias e das irmãs “isso é nome de pessoa idosa”. Nem queria para madrinha nenhuma das primas que se ofereciam, algumas ali presentes, com vontade de imporem o seu nome. Estava escolhido, como a futura madrinha da criança, de quem era amiga e a quem tinha prometido…

Maria Laura ofendia-se. Prima quase da mesma idade, sonhara tanto amadrinhar aquela cria. E ameaçava, dedo indicador quase a roçar o nariz

–- Verás que ela vai escolher outro nome espampanante e tu não serás capaz de rejeitar…

Só Ana, avó da futura prenda, concordava com a beleza de Helena e de Ricardo. Sempre lembraria a irmã mais nova de cada vez que chamasse pela neta, ou encheria o coração a repetir o nome do irmão, felizmente vivo, presente e um encanto de pessoa.

O futuro pai acolhia menos bem a decisão obstinada. Para ele o nome da menina, porque tinha a certeza de ser uma menina, devia ser a junção do nome das duas avós: Ana Carolina, mas havia coisas mais importantes do que decidir um nome.

Nascia então a criança no princípio de Janeiro, à noite, a berrar desalmadamente até vencer o cansaço dos pais. O guarda do jardim Botânico passava por ali, a ver se o portão estava fechado, e jurava que os berros vindos do edifício em frente só podiam ser de macho.

Com quem se parece, perguntavam todos à volta do grão de gente, logo na tarde seguinte

— Com ela mesma, dizia em alta voz o pai, morto por ver os curiosos pelas costas para a colocar nos braços. Mas tanto lhe diziam as enfermeiras “segure-lhe a cabecinha…não a deixe pendurada pelos sovacos…deite-a ao longo do seu braço para endireitar o corpinho”, que ele aninhava o volume gelatinoso na cama ao lado da mãe e nunca mais lhe pegaria até ela andar pelo seu pé.

A tia Helena, lá longe, ia acompanhando o crescimento da pequena, a partida definitiva dos pais dela, em trocas de correspondência regulares. Primeiro com a sua afilhada, depois com aquela adolescente curiosa em saber se ela estava feliz. Numa das cartas mais longas, com duas páginas e meia, dizia que era ditosa quase desde que chegara. E numa frase encorpada, com pouca pontuação, mandava a prova disso mesmo.

— Poucos meses depois de chegar ele batia-me à porta, vinha ao meu encontro e eu não podia rejeitá-lo…O resto é da nossa conta. Só a ele me confesso. Nunca disse a ninguém que ia ao Seminário duas vezes por semana assistir a umas prédicas depois do horário de trabalho. Era ele o orador, dava lá aulas de Educação Moral.  Diz a toda a gente que estou bem e mando saudades. Não digas a ninguém a razão de estar melhor do que pensam.

Cresce e sê feliz conforme a tua vontade, Helena.

Partiria menos de um ano depois.

Não tenho as cartas. Até as que me foram endereçadas, acompanharam o corpo da minha avó, a irmã nascida antes dela.

Creio que tudo acaba por aqui, mas gosto de sonhar que se encontram à conversa a trocar segredos. Porque havia outros segredos que só caberiam num romance…Guardo alguns. Nunca revelei o nome dele. A quem importaria saber?

A GUERRA E O DINHEIRO

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As sanções económicas do ocidente destinadas a ferir a Rússia, obrigaram a criar novos canais comerciais para os produtos russos. Virada para a Ásia, a Rússia aumentou as trocas comerciais com a maioria dos países asiáticos, principalmente a China e a Índia.

Em simultâneo, Moscovo tentou criar novos balanços políticos e económicos com o grupo dos países BRICS que, além da China e Índia, engloba o Brasil e a África do Sul. Estes 4 países, mais a Rússia, ensaiaram ações de oposição à hegemonia do dólar norte-americano nas trocas comerciais mundiais, à dominância global militar dos EUA, à influência política ocidental.

Curiosamente, o confronto mais difícil está mesmo a ser na área económica. A guerra na Ucrânia está empatada, a influência política do ocidente está a ser contrariada com algum sucesso, pelo menos em África, mas as trocas comerciais sem o recurso ao dólar estão a ser uma dor de cabeça para o Governo da Rússia.

Por exemplo, o petróleo que dantes era diretamente vendido à Europa, agora está a ser vendido à Índia. A Índia paga em rupias, a sua moeda. Mas a Rússia não consegue comprar nada com rupias fora da Índia. Ou seja, é um mau negócio.

rupia / dólar de Hong Kong

Para minorar o prejuízo, a Rússia passou a querer que a Índia pague em yuan, a moeda da China. Enquanto a Rússia compra pouco à Índia, já a China passou a ser a principal fonte das importações russas. Acontece que a Índia não quer favorecer a economia do seu principal rival regional que é, precisamente, a China.

yuan / rublo

A alternativa tem sido, então, a Rússia aceitar pagamentos não só em rupias e yuan, mas também em dirham dos Emiratos Árabes Unidos (moeda agregada ao dólar dos EUA) e, ainda, em dólares de Hong-Kong.

real / dirham dos Emiratos Árabes Unidos

Como 60% do petróleo russo está a ser vendido à Índia, os cofres da Rússia estão a ficar cheios de uma variedade de moedas, em vez de apenas dólares norte-americanos ou euros. O que parece ser uma contrariedade, pode acabar por ser uma vantagem, se a Rússia conseguir mesmo instituir uma nova ordem mundial para o comércio internacional. Se o conseguir, acabará por ganhar a guerra na Ucrânia.

A TRAIÇÃO AOS IDEAIS DE SÁ CARNEIRO

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No início de 2010 aparecia o livro ‘Mudar’ editado por Francisco José Viegas, da Quetzal, acérrimo defensor do desacordo ortográfico e figura da cultura do futuro governo liderado pelo autor, Passos Coelho. Na forja, uma e outra e outra vez mais ainda, a inflexão liberal do PSD estampada numa das frases do livro “Se explicarmos e repetirmos com convicção e clareza os objectivos, é mais fácil para as pessoas cooperarem com o processo reformista.”

A ideia não social-democrata do livro e também aquela que não suscitou debate, porque o debate foi extinto com a invenção do Cavaco na sequência do golpe que vitimou o Professor João Salgueiro, aparece-nos sob a forma de um hipotético compromisso : “Se temos de gastar mais na saúde isso deve implicar gastar menos na educação; se gastarmos mais na educação, isso deve ter a contrapartida de gastarmos menos nos apoios sociais (…)”. Uma formulação neo-liberal, nunca uma formulação social-democrata.

Longe, demasiado longe, vão os tempos em que Francisco Sá Carneiro abraçou os ideais republicanos e laicos, cujo farol foi o Programa de Godesberg, datado de 1969 e que se constituíu como um referencial teórico para que o PPD se pudesse constituir e crescer, suportado pelo Estado de Direito e pelas liberdades individuais, capaz de salvaguardar as premissas do socialismo. Concebeu um partido que se afastava de uma democracia cristã em favor de uma solução mais próxima do SPD da Alemanha Ocidental, progressista e com uma visão próxima da realidade política europeia.

Voltando ao Dr. Passos Coelho, economista. Pelo caminho tinha acontecido um ingresso na Universidade Lusíada para a respectiva licenciatura, sem o crivo do contingente geral da escola pública como todos os ‘jotinhas’, sejam eles do PS ou do PSD. Se há um caminho a direito e podemos pagar, para quê concorrer com os outros alunos e com as médias nacionais? Só pretendemos o diploma.
E foi certamente por aí, pela falta de cultura, pela falta de leitura, por não ter a noção do seu papel na sociedade quando, sem mérito e sem preparação, tal como outros antes de si, foi primeiro-ministro de Portugal.

No governo de Pedro Passos Coelho podemos questionar muitas das medidas tomadas e certamente haverá quem o defenda e diga que a culpa foi dos socialistas que deixaram o país na bancarrota e os seus correlegionários que dirão que fez o melhor que pode e soube.
A demonstração da total insensibilidade e desprezo pela vida humana foi a aprovação da lei do sangue em 2011. Desde essa data os dadores ficaram sem o dia da dádiva para descanso. Quanto é que valem 200mm de sangue? Desapareceram de então para cá 40000 dadores. Dar sangue custa e em determinadas profissões é bastante penoso.

Ainda há dias Pedro Passos Coelho ousou, teve o atrevimento de, numa escola pública, perante jovens proferir esta frase assassina, referindo-se ao Chega: “é um partido como os outros que estão presentes na Assembleia da República”.
Não, não é. Nós sabemos que o senhor foi o criador do André Ventura ao promovê-lo a candidato por Loures para a Câmara Municipal, mas este salto em direcção ao abismo ultrapassa pela direita o Miguel Pinto Luz.

E revolta as entranhas, faz com que aquilo que resta de Sá Carneiro lhe caia em cima com estrondo tamanho. É a ofensa à memória de um homem bom. O senhor, Dr. Passos Coelho, fede, mete nojo.

O autor escreve em português tal como o seu pai lhe ensinou, ao colo, a ler “A Bola”.

Gewurztraminer

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Gewurztraminer é um nome esquisito, seja para o que for. Para uma casta de videiras é impensável. Como marca de vinho, santa paciência, acho que nem na Alemanha. Mas é um vinho notável, do melhor que há, talvez mesmo melhor que o Pêra-Manca.

Aliás, depois de ler a entrevista de Jaime Quendera (considerado um dos melhores enólogos portugueses) publicada pelo Público, fiquei a perceber porque razão há vinhos a 500 € a garrafa ou mais: “fazer 1000 garrafas para as vender a 1000 euros, eu não considero isso um negócio. É uma brincadeira entre amigos.” Quendera dixit. Como não sou amigo deles, não entro nessas brincadeiras.

O preço deste Gewurztraminer é 10% do custo de um Pêra-Manca. Provavelmente, a melhor relação preço/qualidade possível de encontrar nesta parte do mundo.

O problema é o seguinte. Recebi como prenda de aniversário uma palete de seis garrafas. Bebi cinco, não sei qual delas a melhor. Será que a sexta vai resolver este problema?

Julgo saber que há vinho desta casta a ser feito em Trás-os-Montes e no Alto Minho. Vou ver se encontro, para poder comparar.

A PORTA MÁGICA

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É uma porta única, singular, preserva o interior de uma casa de pau a pique na tabanca (aldeia) de Eticoga, na ilha de Orango, no arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau.

tabanka de Eticoga, ilha de Orango, Bijagós, Guiné-Bissau

É a porta da casa onde viveu Okinca Pampa, a Rainha dos Bijagós. Ali viveu e ali continuam, ainda hoje, os seus restos mortais. A Rainha Pampa não está só. Na casa estão também os restos mortais dos 7 Régulos que lhe seguiram, o que faz deste local uma espécie de Panteão desta linhagem.

Okinca, Rainha sacerdotisa, morreu em 1930 com mais de 100 anos. Foi uma grande Rainha e construtora de paz. A História conta-nos que não só resistiu às “campanhas de pacificação” coloniais, como negociou a paz com os portugueses para que estes não fizessem mais guerra no arquipélago dos Bijagós. Okinca preservou o seu povo, lutou contra a escravidão, por isso continua hoje a ser adorada como divindade.

Esta porta é uma réplica fiel da original. A porta original permanece no interior da casa. Foi construída em 1937, após a morte de Okinca, mas está em mau estado de conservação. Está exposta a quem queira visitar o local, mas não pode ser fotografada. A nova porta foi feita em 2016.

A porta tem três almofadas. A imagem da almofada superior representa o gado e os pastores, indicando que na altura havia muito mais gado e pastores que hoje. A imagem central é da Baloba (casa sagrada e centro ritual) a que a Rainha pertencia.

os 3 painéis da porta de Okinca

A imagem inferior, para alem da atividade piscatória, mostra os animais selvagens mais importantes da ilha de Orango, a gazela e os hipopótamos.

É um local mágico, a porta tem um efeito hipnotizante. Quando aqui cheguei, ainda não sabia nada sobre a casa e a Rainha Okinca, mas não conseguia deixar de olhar para a porta.

a porta da casa da Rainha Okinca Pampa

Nota da redação: No dia 14 de outubro 2023, foram apresentados, na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, o romance “Okinca” e o livro infantojuvenil “A Princesa dos Bijagós”, ambos da autoria de Alexandre Aguiar Faria. No centro das duas obras está a personagem Okinca Pampa, a Rainha dos Bijagós, que reinou no arquipélago entre 1910 e 1930. De acordo com o escritor, durante este período, Okinca Pampa eliminou a escravatura, afirmou-se pela defesa dos direitos das mulheres e da proteção do ambiente e assinou um tratado de paz com o regime português, defendendo o seu povo e território.