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QUANDO MARCELO OBRA…

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Portugal virou à direita. Há uma maioria de direita, somando os votos na AD, IL e Chega. Se Montenegro revogar o “não é não”, André Ventura será vice-primeiro-ministro e Pedro Pinto ministro da Administração Interna. Só não seremos alvo da chacota mundial porque a extrema-direita está a subir também em muitos outros países europeus.

Temos de lamentar a decisão de António Costa, quando decidiu apresentar a demissão, por causa de uma suspeição evidenciada num comunicado da Procuradoria-Geral da República. Costa disse que “um primeiro-ministro não pode estar sob suspeição”. Teria sido preferível manter-se em funções, não ter dado a Marcelo a oportunidade para proporcionar o regresso ao poder do PSD e esperar que a justiça apresentasse alguma coisa de concreto. Marcelo não é a âncora da estabilidade democrática que deveria ser. É um viciado em jogos políticos, duas dissoluções da Assembleia da República demonstram essa pulsão desestabilizadora.

Marcelo preferiu o terramoto, quando podia ter aceite um novo primeiro-ministro indicado pelo partido que detinha a maioria absoluta parlamentar. O governo emana do parlamento, apenas indiretamente depende do resultado de eleições.

Certamente que a festa dos 50 anos do 25 de abril não merecia este enquadramento. Vai ser um momento de nostalgia quando deveria ser um momento de felicidade.

VOTAR, SIM, MAS…

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Como sempre, também desta vez, prevejo que em Ponta Delgada a maioria vai votar branco, nulo ou abster-se.

Um costume açoriano é escrever por cima do boletim: “MERDA DE VACA PARA O CONTINENTE!” Esta frase tem origem numa história com séculos, que se conta nos Açores.

Estas ilhas paradisíacas espalhadas pelo oceano sofrem muito com terramotos, como se sabe. Uma delas, a dada altura, fora, uma vez mais, muito castigada pela natureza e perdeu muita população. Na aflição, os habitantes dirigiram uma mensagem ao Rei. Para a entregar, incumbiram dois bons navegadores e quatro marinheiros.

Semanas passaram sem resposta alguma. A aflição, por ausência de ajuda, era crescente. Já se pensava que a pequena embarcação poderia ter-se afundado ou caído em mãos de piratas argelinos. Nunca se soube o que lhes aconteceu.

Mas, um dia, de repente, surgiu no horizonte uma grande embarcação, que vinha da metrópole. A alegria do povo foi tremenda. Cantava-se e gritava-se: “O REI NÃO NOS ABANDONOU! VEM AÍ AJUDA !”.

Quando um pequeno batel desembarcou, vieram de todas as aldeias da ilha para desejar boas vindas aos dois homens que os marinheiros haviam colocado em terra. Qual não foi, porém, a dor tremenda, quando se aperceberam que quem viera do continente era um novo cobrador de impostos e o seu escrivão!!!!~

Bem, o que se passou de seguida é segredo mal guardado. Diz-se que facto é que os dois foram enterrados ali mesmo  na praia!

Também se conta que alguém, com escopro e martelo, gravou duas cruzes num rochedo da praia, viradas às avessas. Como que para dizer que esses não eram cristãos mas emissários do inferno. Mais tarde, alguém escreveu por baixo: MERDA DE VACA PARA O CONTINENTE!, a única moeda adequada para pagar impostos!

Há quem diga que esta história, embora bem conhecida, é simplesmente mais um mito ilhéu! Há, ao invés, quem diga que é verdade. Eu procurei a tal pedra; não a encontrei, o que em si não prova nada, mas dá que pensar!

Também Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia, se lembrou de algo do género: pagou o tributo devido ao Xá da Pérsia em balas de canhão em vez das esperadas moedas de ouro!

NO MAR DA GRITARIA

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A ascensão da direita e extrema-direita pode ter algumas razões sociais e políticas, não só em Portugal como no resto do mundo. Não devemos isolar os casos de Trump, Bolsonaro, Milei, Orbán ou Ventura. É tudo farinha do mesmo saco. E sacos há vários: Facebook, Instagram, X, Telegram, etc.

Através da mentira, da deturpação, estes personagens utilizam as redes sociais para ampliar o que dizem, sem contraditório. Com o paulatino desaparecimento do jornalismo, dos meios tradicionais de comunicação social, a net é o campo onde se disseminam mensagens em que vence quem gerar maior exaltação e medo. Por isso eles gritam tanto.

O segredo é chamar a atenção, atrair público. As redes sociais gostam disso e passam a privilegiar esses conteúdos. Não importa se são mentirosos, porque geram dinheiro. Quem fatura com a monetização não é só o produtor/protagonista – mas as próprias redes sociais, que racham o lucro com quem cria conteúdo. Assim, se um perfil dá lucro – não importa se fomenta violência, racismo, ódio, se mente – as empresas que gerem as redes sociais passam a promove-lo para aumentarem o seu próprio lucro.

Por exemplo, a agência Bloomberg dá como provável que a campanha presidencial de Trump vá ser financiada por Elon Musk, o dono da rede X.

Chegados aqui, temos de concluir que não há volta a dar ao problema, apenas enfrentá-lo. As leis regulamentadoras das redes sociais podem ser importantes, mas dificilmente serão a solução.

Se a direita nada bem neste mar de gritaria, a esquerda tem de nadar melhor. É um regresso à militância política, desta vez pela partilha de conteúdos, pelos likes e pelo combate à guerrilha direitola que se manifesta nas caixas de comentários. Se continuarmos a ser preguiçosos e paternalistas, eles vão vencer. Quando chegarem ao poder, vão dar cabo disto tudo: do Estado social e das liberdades e direitos democráticos. O falhanço do capitalismo está a provocar o caos de onde eles pretendem ressuscita-lo de novo.

No caso português, os financiadores do Chega sabem bem o que andam a fazer.

ISRAEL MATA PRISIONEIROS

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O jornal israelita Haaretz publicou em 7 de março uma reportagem a dar conta de tratamento desumano nas prisões israelitas, abusos durante os interrogatórios e de 27 palestinianos mortos enquanto estavam sob custódia dos militares israelitas.

O jornal diz que o exército israelita abriu uma investigação para apurar as circunstâncias em que ocorreram as 27 mortes de prisioneiros, desde o início da guerra em Gaza. Os detidos morreram nas instalações militares Sde Teiman, Megiddo e Anatot ou durante interrogatórios em outras instalações não especificadas em território israelita.

prisão de Megiddo, Israel

Testemunhos de palestinianos libertados desses presídios militares, falam de espancamentos e abusos cometidos por soldados durante interrogatórios. De acordo com um relatório da UNRWA publicado pelo The New York Times na terça-feira, os detidos libertados testemunharam que foram espancados, roubados, despidos, agredidos sexualmente, permaneceram na cadeia sem assistência médica nem apoio jurídico.

O número total de palestinianos detidos por Israel é desconhecido, mas estimado em mais de 3200 prisioneiros. O jornal Haaretz cita um porta-voz militar que afirmou que “desde o início da guerra, as IDF têm operado vários centros de detenção, onde estão detidos que foram presos durante o ataque do Hamas em 7 de outubro ou durante a campanha terrestre na Faixa de Gaza. Os detidos foram levados para as unidades prisionais e interrogados. Qualquer pessoa que não tivesse ligação com operações terroristas foi libertada de volta à Faixa de Gaza.”

os detidos são despidos e vendados, mesmo menores de idade ou mulheres

De acordo com a lei atualmente em vigor, aprovada recentemente, os detidos podem ser mantidos até 75 dias sem ver um juiz.

Para além do que foi agora publicado pelo Haaretz, os meios palestinianos há muito que denunciam casos de tortura e de assassinatos dentro dos cárceres israelitas.

Foi o caso do médico pediatra Saeed Abdul Rahman Ma’rouf, que trabalhava no Hospital Batista Al-Ahli , em Gaza. Saeed foi detido em dezembro. Durante 7 semanas permaneceu amarrado de pernas e mãos e de olhos vendados. E depois foi libertado.

o médico pediatra Saeed Abdul Rahman Ma’rouf

A conhecida ativista Ahed Tamimi foi detida em 6 de novembro para ser libertada 24 dias depois. Quando saiu não calou acusações contra o tratamento que os militares israelitas infligem aos prisioneiros, sejam homens ou mulheres. Ela revelou que permaneceu o tempo todo algemada, dentro da cela, a dormir no chão de pedra, sem muda de roupa e com pouca água e comida. Disse que os carcereiros ameaçaram matar o pai dela, que ainda está detido numa cadeia israelita.

Ahed Tamimi

Nos casos de prisioneiros mortos durante o cativeiro, não há um exemplo de que tenha sido feita uma autópsia para despistar as causas da morte. A notícia do Haaretz fala em 27 mortes e cita fontes militares que as justificam com doenças ou ferimentos anteriores à detenção. Nalguns casos pode ser verdade, em muitos não será.

Ezzedine Ziyad Abdul Banna talvez seja o caso mais falado nos meios palestinianos, em que haverá evidências fortes de ter sido torturado até à morte. Abdul Rahman Bahsh e Khaled Moussa Jamal al-Shaweesh, são outros exemplos suspeitos de morte após tortura.

Fontes: Haaretz e Global Resistance News

Carta aberta a Carlos Moedas

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Sou munícipe de Lisboa há muitos anos. Mais de 50.

Não sei quanto o senhor gastou nos placards de publicidade que foram mandados retirar pela CNE, nem quanto custou cumprir a ordem. Mas sei que em plena Lisboa, na zona de Sete Rios e ruas adjacentes, até às Portas de Benfica, mandou substituir as paragens de autocarro. Via-se que, num dia, punham uma pedra e, três dias depois, outra pedra. Finalmente, foram levantadas as estruturas, sem pára-ventos. Até os painéis de informação electrónicos, onde se deveria ver a hora da chegada do próximo autocarro, não estão a funcionar.

Em Sete Rios, os parquímetros ora aceitam moedas de 50 cêntimos ora só aceitam as de um euro. Deve a EMEL estar a poupar no papel, já que comprovativos de pagamento, nem vê-los.

As ruas são limpas diariamente pelos funcionários da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica que agora têm trabalho a dobrar. Com efeito, o senhor mandou colocar os contentores para receber o lixo orgânico. Todavia, estes não têm fundo e estão assentes em pezinhos, o que cria um vazio por onde o lixo escorre para a rua.

Recentemente, abordei dois senhores que estavam a tratar dos contentores. Disseram que pertencem a uma empresa privada e que os estavam ‘a arranjar’. Já? Uma empresa privada? Qual é o custo disto? Os contentores foram colocados há um mês…

Há algum motivo para não se ter optado pelos sistemas usados, por exemplo, em Matosinhos (há mais de três anos), em Cascais ou em Oeiras? Ali, nas caixas do correio, são distribuídos sacos próprios, que se colocam em contentores de compostagem, devidamente fechados.

Preferiu o Sr. presidente da CML sistemas mais baratos e incompletos?

E o que dizer dos alertas que são feitos no portal Na Minha Rua e que não têm resposta nenhuma? E das reclamações no site da CML que também não têm resposta. E das poucas respostas em que dizem que estão a resolver.

Na Praça de Espanha foram feitas várias obras e jardins. Desde que o senhor é responsável pela CML aqueles jardins já são só mato. Em dias de sol estão sequíssimos. Em dias de chuva são pântanos. Não há um equipamento para crianças pequenas. Até têm alguns de luxo, destinados aos cães. Para crianças é que nada. Para os miúdos mais crescidos tem uma estrutura de madeira e cordas, sem nenhuma vedação nem protecção, onde, não raro, vemos os cães a fazerem necessidades, sem que os donos as limpem. Tem, isso sim, um parque de ginástica para os velhos onde, igualmente, os cães se aliviam…

O senhor está preocupado com os sem-abrigo que dormem na Avenida José Malhoa? Talvez, nos dias mais frios possa pedir aos responsáveis pelos prédios desabitados (quase todos dependências bancárias e similares) que abram as portas e deixem pernoitar os que fizeram dos átrios de entrada casas suas…

sem abrigo na avenida José Malhoa

Os impostos em Lisboa não são propriamente os mais baratos do País. O senhor quer soluções, desça do seu pedestal e fale com os munícipes. E, sobretudo, sirva Lisboa, em lugar de se servir dela. Poupe o nosso dinheiro e gaste-o devidamente, em lugar de o esbanjar em soluções que não são nem ‘para inglês ver’.

Quase todas estas queixas foram reportadas, em vão, Na Minha Rua e em reclamações à Câmara. Obrigada pela sua atenção, se é que no la dá.

É TUDO MENTIRA

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A burla continua exatamente nos mesmos moldes, o que muda é a personalidade usada para atrair incautos. Chegou, agora, a vez de Cristina Ferreira, a malveirense mais famosa de sempre.

Facilmente os fans de Cristina Ferreira cairão nesta esparrela. Há um pretenso adeus doloroso da figura idolatrada, um relato fantasioso que envolve um programa da TVI e o Banco de Portugal. Se nem o Banco de Portugal consegue parar esta burla, ninguém vai conseguir, como de resto já confessou outra figura pública que tem estado a ser abusada neste esquema.

No caso português, continuamos sem supervisão no mercado dos criptoativos, mesmo se a União Europeia já aprovou regulamentação para esse tipo de transações. Mas, estamos a falar de vendas online, com sites localizados algures no planeta Terra, sem se saber quem são os vendedores. E quando tudo começa com uma conversa mentirosa, desconfiem.

A Meta (empresa proprietária do Facebook) continuará alegremente a ‘meter ao bolso’ o que recebe pela promoção deste tipo de tretas e os burlões continuarão alegremente a ‘meter ao bolso’ o dinheiro de quem cair na esparrela. E não será pouco dinheiro, uma vez que para entrar no ‘jogo’ eles pedem à cabeça 250€.

Repetimos, mais uma vez, tudo isto é mentira. É um cenário mirabolante engendrado para levar pessoas a comprar bitcoins. Resta saber se, no fim, se trata de uma venda fidedigna. Duvidamos, ninguém regula este tipo de mercado de criptomoedas. Se os 250€ desaparecerem, não há como reclamar.

A RAIVA QUE QUEIMA

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No passado dia 25 de fevereiro, o soldado norte-americano Aaron Bushnell, de 25 anos, ateou fogo ao seu próprio corpo em protesto contra o genocídio em Gaza. Fardado, ele foi até a embaixada de Israel em Washington, onde gravou um vídeo em que explica que não queria continuar “cúmplice do genocídio”.

Não noticiar isto é boicotar o protesto deste homem e favorecer os que executam um genocídio sem remorso.

Antes de cair, Aaron gritou “Palestina livre”.

No YouTube ou no Facebook o vídeo seria imediatamente bloqueado, pelas opções políticas destas redes sociais, mas no Telegram pode ser visto. Cliquem aqui:

No vídeo há o ‘pormenor’ patético de um guarda do edifício da embaixada israelita ter avançado de arma na mão e ter permanecido nessa postura de ataque a um corpo que ardia no chão. Não tentou ajudar a apagar o fogo. Outro ‘pormenor’ interessante é o nome do homem que se imolou. Aaron Bushnell é um nome que ressoa a judeu.

Aaron morreu, mas o seu nome tornou-se numa arma política presente em todas as manifestações de apoio à Palestina, realizadas desde esse dia. Do Japão ao Iémen, de Gaza à América onde, em Nova Iorque, outros militares, veteranos de outras guerras, prestaram homenagem a Aaron Bushnell queimando fardas e gritando “remenber Aaron Bushnell, he is not alone”.

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O EXEMPLO DO MONGE BUDISTA

Outros atos idênticos foram tratados com critério jornalístico. Por exemplo, no dia 11 de junho de 1963, em Saigão, no Vietname, o monge budista Thích Quảng Ðức morreu após atear fogo a si mesmo. Protestava contra as políticas do governo do Presidente Ngo Dinh Diem.

Naquela época, o Vietname estava em guerra civil. O Presidente Diem, apoiado pelos EUA, tentava transformar o Vietname do Sul, apoiava o catolicismo e promovia perseguição contra os budistas.

O ato extremo de protesto, foi registado pelo fotógrafo norte-americano Malcolm Browne. A foto valeu a Browne um Pulitzer, o mais prestigiado prémio do jornalismo norte-americano. Venceu ainda o prémio do World Press Photo, nesse ano. A imagem chocou, mas contribuiu para a opinião pública mundial tomar conhecimento sobre o que se passava no Vietname.

Prémio World Press Photo de 1963

O monge tornou-se num mártir. Veio a guerra com a participação dos EUA. A fotografia de Browne tornou-se numa das imagens mais emblemáticas do século XX. Foi capa do primeiro disco da banda Rage Against The Machine, de 1992.

Aaron Bushnell não fez diferente. Mas o mundo mudou e o jornalismo não é o mesmo.

ARGENTINA, Milei só quer boas notícias

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A Argentina enfrenta dias difíceis. Os salários desapareceram na voragem inflacionista e o desemprego aumentou com o colapso de inúmeras empresas. As medidas brutais do novo Presidente, que pretende combater a imensa dívida externa do país, empobrecendo o povo, estão a provocar reações nunca antes vistas. Por exemplo, no Metropolitano de Buenos Aires, há cada vez mais pessoas que passam as cancelas sem pagar. Ou não têm dinheiro para o transporte ou não pagam como protesto.

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Mas o Presidente da Argentina não quer notícias más sobre o que se passa na Argentina e decidiu fechar a agência estatal de notícias Télam.

São 700 trabalhadores a ir para o desemprego. De um dia para o outro, foram impedidos de entrar no local de trabalho. No dia 4 de manhã cedo, o edifício foi cercado pela polícia que montou um gradeamento a impedir o acesso. Acesso ao site também foi imediatamente bloqueado.

O presidente argentino, Javier Milei, anunciou a decisão de encerrar a agência, argumentando que esta “tem sido utilizada nas últimas décadas como agência de propaganda do ‘kirchnerismo'”, em referência aos antigos presidentes Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Fernández de Kirchner (2007-2015).

Os protestos já se ouvem. A principal central sindical da Argentina, repudiou a decisão. “Esta iniciativa, com argumentos falaciosos que apenas encobrem motivações estritamente políticas e económicas, coloca em risco uma emblemática empresa de comunicação fundada há 78 anos – a segunda mais importante em língua castelhana e reconhecida internacionalmente – acrescentando angústia e ansiedade às famílias das suas trabalhadoras e dos seus trabalhadores”, lê-se num comunicado da Confederação Geral do Trabalho.

António Pedro Vasconcelos, o “filme” que faltou

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Agora que APV está n’ O Lugar do Morto (título de um dos seus filmes), também vou contar a derradeira vez que (não)estive com ele. Um (des)encontro marcante, pelo menos para mim.

Há muito que se discute a gestão financeira da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Aqui, neste site, abordámos essa questão por duas vezes. Resumidamente, há zum-zuns nunca confirmados, nunca desmentidos, de gestão danosa, abuso de confiança, nepotismo, um rol de benefício ilegítimos que nunca foram investigados. Uma das questões mais intrigantes sobre a SPA é o tipo de boletim de voto utilizado.

Na imagem que reproduzimos, percebe-se que o voto não é secreto, uma vez que é solicitado que o votante se identifique. Ora, assim, fica fácil controlar contestatários.

Na segunda tentativa de desfiar o novelo, o contacto telefónico com APV prometia informações, documentação comprovativa, dados muito concretos para serem publicados. Encontro marcado para o snack-bar Carrocel, na avenida Infante Santo, o local onde lhe era mais conveniente estar comigo. À hora marcada lá estava. O tempo passou, enviei-lhe uma mensagem a confirmar que já estava no local combinado. Uma hora depois da hora marcada, APV não apareceu. Não respondeu à mensagem. Não atendeu quando tentei uma ligação de voz. Horas depois, recebo uma mensagem dele, lamentando não ter comparecido, estaria numa outra reunião mais importante. Mas comigo não marcou nova data. Tinha-se arrependido de tentar clarificar o assunto em que estaria alinhado com outros autores contestatários.

Hoje, no site da SPA vem uma mensagem de pesar: “a SPA manifesta o seu pesar pela morte, aos 84 anos, do realizador António-Pedro Vasconcelos, beneficiário da instituição desde 1975 e seu cooperador desde junho de 1986.” E um copypast do curriculum vitae do realizador de cinema.

Paco Bandeira, no Facebook, diz que “António Pedro Vasconcelos realizou-se”. Talvez não. Talvez tenha faltado fazer este último filme. Teria sido um policial interessante.

Pedro Nuno Santos no pequeno hospital de Sintra

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Ninguém quer mais um novo hospital em Sintra que os que lá vivem, como é evidente. O hospital que serve a região, o Hospital Fernando Fonseca, não chega para as encomendas. Depois de vários anos de promessas falhadas, o novo hospital está em construção, rodeado de críticas. Não será um hospital central, vai ser apenas um pequeno hospital de proximidade, com pouca capacidade de internamento e apenas com algumas especialidades da medicina, não com todas.

Ainda assim, Pedro Nuno Santos achou que valia a pena ir ver as obras, para falar do empenho que terá no reforço do SNS se conseguir vencer as eleições.

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Infelizmente para o PS, o autarca que os socialistas escolheram para Sintra não é socialista. É um velho político da direita, desde antes do 25 de abril. Basílio é uma espécie de “boneco sempre em pé”, numa deriva desde a União Nacional (o partido único da ditadura de Salazar), passando pelo CDS até chegar ao PS. Basílio tem bajulado todos os líderes socialistas e tem recebido a paga devida pelo lambeculismo. O PS não precisava disto.

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Os campeões do lambeculismo sempre fizeram boas carreiras políticas.Infelizmente, é assim em todos os partidos, com raras excepções. Exemplos não faltam, principalmente nos partidos do chamado “arco do poder” e no Chega para onde já transitaram alguns vira-casacas.