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A MODA DE ATIRAR LIXO

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As revistas e programas televisivos especializados na matéria, não têm mãos a medir, nesta época do ano. Sucedem-se os festivais de moda, da chamada alta costura ou do pronto-a-vestir, o mais recente dos quais aconteceu em Milão, a cidade industrial do norte de Itália.

Os estilistas, as casas da moda, a indústria têxtil, tentam atrair a atenção das multidões, mesmo se os trapos que se exibem nas passerelles não são sempre para o bolso de toda a gente.

Num dos desfiles, a criatividade não se ficou pelo arrojo no corte das roupas, na escolha dos materiais e na cor dos botões… as meninas que passavam no catwalk foram alvejadas por figurantes que lhes atiravam lixo.

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Na rede Instagram, os designers de roupa AVAVAV e  Beate Karlsson explicaram a ideia. Escreveram que “os tempos medievais em que as pessoas atiravam fezes, pedras e lixo umas às outras, não são coisas do passado.” Uma afirmação surpreendente, mas que se compreende pela analogia que fazem entre esses comportamentos medievais e os atuais “comentários de ódio e trolls da internet que se tornaram parte da cultura moderna.”

Interessante ponto de vista.

A A5 e a censura

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Em primeiro lugar, permita-se-me que explique: diz-se «a autoestrada» e não «o autoestrada», como, por vezes, se ouve. Depois importa lembrar que, como todas as grandes obras, também esta foi alvo de muitas críticas, que o Governo da altura procurou, a todo o custo, silenciar. Não é despropositado recordar que, nesses tempos, os jornais eram «visados pela Comissão de Censura», essa informação tinha de vir bem escarrapachada na respectiva ficha técnica e os artigos eram sujeitos a «exame prévio», podendo ser aprovados, aprovados parcialmente ou cortados.

Sirva-nos de exemplo o artigo «À espera… da Auto-estrada», apresentado à Censura, a 2-2-1974, pelo Jornal da Costa do Sol, de Cascais. Depois de se haver largamente debatido se a solução era via rápida ou autoestrada, a questão primordial que se punha aos habitantes era saber por onde é que seria o seu traçado. Por isso, tendo-se sabido, por notícia saída no jornal O Século que o traçado já fora aprovado pela Junta Autónoma de Estradas, o organismo que superintendia, na altura, à estruturação viária, sublinhava-se: «E ninguém, além da J. A. E. e da Brisa sabe qual é».

Por isso, perguntava-se (anote-se: ‘perguntava-se’, não se reclamava): «Para quê tanto “segredo”? […] «Uma obra de importância vital para a Costa do Sol não devia ser, em todos os seus pormenores, do conhecimento dos habitantes locais?».

Pois mesmo assim, em tom de pergunta delicada (os jornalistas muníamo-nos sempre de cautelas…), não passou, como foi proibida também a reflexão seguinte em que se explicava que o sigilo só conduzia a duas situações: «a formação de boatos e o desencadear de feroz especulação com os terrenos da nossa área».

Acrescentava-se, por conseguinte: «Supomos que se impõe urgentemente dar conhecimento público do traçado completo […] para que todos saibamos com o que podemos contar». O jornalista tivera cuidado e escrevera ‘supomos’, assim como quem não quer a coisa; mas quando, de seguida, pôs a palavra todos em itálico e se referiu à «meia dúzia de privilegiados a quem – pelo menos a alguns – se possibilite, desse modo, o desencadear da especulação», aí saltou a tampa do mui digno censor, que cortou tudo e até a afirmação de que «a Costa do Sol é dos seus habitantes e não um eventual campo de «jogos» mais rendosos do que os da Bolsa». Proceda-se como se fez na área de Sines (acrescentava-se) onde, oportunamente, se proibiram as transacções e se «deu conhecimento público dos projectos». Esta comparação também não foi do agrado do censor – e cortou!

Sim, amigo, eu sei que, chegado a este ponto, até lhe apeteceria fazer comparações com a actualidade: a localização do novo aeroporto, o traçado da linha do comboio de alta velocidade… Mas, compreende: hoje vivemos em democracia e… não há que ter essas preocupações, pois não?


José Júlio Ribeiro e a demarcação da Região da Bairrada

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No final de Janeiro de 1977, numa intervenção na Assembleia da República, (Diário da A. R., nº68, 1977-01-28) enquanto deputado do PSD, propôs a criação da Região Demarcada da Bairrada. A Soberania do Povo publicou na íntegra a sua intervenção, na edição de 11 de Fevereiro de 1977.

Uma epopeia protagonizada por este aguedense único, um humanista e um social-democrata. O partido e os seus deputados ainda respiravam a herança de Francisco Sá Carneiro.

O governo não decidia, não passava para o papel na forma de lei as justas pretensões das gentes bairradinas. Foram sucessivos os requerimentos apresentados ao governo por José Júlio e a resposta chegava invariavelmente redigida pela mão Eng Virgílio Dantas cuja influência era muito grande junto do executivo.

Estoutro mais interessado na sua Junta Nacional do Vinho, conseguia arrastar o processo, como indicam os registos de 21 de Maio de 1977 e de 16 de Março de 1978. Comprovam-se os bloqueios e a surdez dos departamentos oficiais que inviabilizaram a demarcação da Bairrada, ao longo de dezenas de anos (Diário da Assembleia da República, nº56, 1977-04-06, p. 539).

O Dantas pretendia a criação do Instituto dos Vinhos de Denominação de Origem mas contava com a forte oposição da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e da Casa do Douro.

Interpelando o Ministério da Agricultura e Pescas e o Ministério do Comércio e Turismo sobre o  atraso na demarcação da Bairrada (Diário da A. R., nº11, 1978-11-22, p. 194-195): “O tão citado Instituto dos Vinhos de Denominação de Origem já foi criado? Se foi, que atividade desenvolveu? Se não, o que tem impedido a criação de uma estrutura que garanta a certificação da qualidade dos vinhos Bairrada? (…)

A crise política aberta entretanto levou à tomada de posse do V Governo Constitucional liderado por Maria de Lurdes Pintassilgo. A pasta da Agricultura foi confiada ao Prof. Eng.º Joaquim Lourenço. O Eng. José Júlio, que tinha assumido a condição de deputado independente, aquando da cisão no grupo parlamentar do PPD, renunciou ao mandato de deputado pelo Círculo de Aveiro em 12 de outubro de 1979 e passou a fazer parte do gabinete de Joaquim Lourenço. Dois meses depois a portaria n.º 709-A/79, de 28 de dezembro foi publicada em Diário da República.

Cultivar a memória como património comunitário é produzir cultura.

(O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico)

Ilhas do Ártico estão a elevar-se

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As consequências das alterações climáticas em curso vão dificultar a vida de muita gente, em todo o mundo. É um dado adquirido pelos cientistas que estão fartos de avisar os políticos para esse problema. Catástrofes humanitárias irão ocorrer nas zonas costeiras, nas regiões insulares. Países como, por exemplo, a Guiné-Bissau, irão desaparecer e ilhas como, por exemplo, o arquipélago das Maldivas ficarão igualmente submersas.

Mas há surpresas a acontecer. No Ártico (o topo norte do planeta) os efeitos do aquecimento global estão em grande aceleração, estima-se que cerca de 4 vezes mais rápido do que em outras partes do planeta, e a camada de gelo está a desaparecer. Será essa tremenda massa de água que irá contribuir para a subida do nível dos oceanos e provocar alterações climáticas que irão afetar a vida na Terra. E, no entanto, recentemente, os cientistas descobriram que as ilhas no Ártico não só não afundam, mas estão a elevar-se.

De acordo com os pesquisadores, isso se deve ao fato de que com o desaparecimento da massa de gelo sobre as ilhas, há um peso que diminui e elas começam a subir lentamente acima do nível da água.

Os deslizes dos outros e as promessas do PS

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Pedro Nuno Santos não resiste a utilizar os argumentos que os próprios adversários lhe oferecem. Quando a AD recupera a figura de Passos Coelho, é bom demais para ser ignorado pelo PS.

O líder do PSD já se sentiu obrigado a jurar pela honra que não vai cortar pensões, como fez no passado. Mas há aquele velho ditado português “quem mais jura, mais mente”.

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Os adversários do PS e os críticos de Pedro Nuno Santos, dizem que a campanha socialista só fala dos “deslizes” dos adversários, nomeadamente da AD. Não é verdade, como acabámos de ver, o líder socialista também fala dos temas do programa que defende e expõe as promessas com que tenta captar o voto das pessoas.

É interessante verificar como o novo líder do PS tem um discurso em que tenta distanciar-se da ação governativa passada, criticando mesmo aspetos que não correram bem. As novas promessas baseiam-se nessas áreas mais problemáticas.

Morreu um professor

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Nota de Pesar

Foi com profundo pesar e tristeza que tomámos conhecimento do falecimento do antigo diretor do colégio Pina Manique da Casa Pia de Lisboa, Dr. Duarte Pereira.

Neste momento difícil, as nossas mais sinceras condolências vão para a família, amigos e para a família Casapiana em geral. Que descanse em Paz!

Mensagem do filho no mural do Facebook

Venho por este meio agradecer as mensagens de apoio e de pesar que temos recebido.

O corpo do meu pai estará a partir das 17h30 desta tarde para ser velado na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, situada na Rua Amélia Rey Colaço 2810-146 Almada, junto à Avenida que fica entre o Laranjeiro e a Cova da Piedade.

A missa irá realizar-se amanhã, sábado dia 2 de Março, às 13h30 no mesmo local, e o funeral terá lugar às 14h45 no cemitério de Vale Flores no Feijó, na morada R. Vale de Flores 4A, 2810-354 Almada.

Obrigado uma vez mais pelas vossas palavras.

Uma pedra estranha…

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Andam obras na capela-mor da igreja de São Pelágio, matriz de Longa, concelho beiraduriense de Tabuaço.

igreja de São Pelágio, Longa, Tabuaço

Pedra estranha ora posta a descoberto, no âmbito das investigações para a elaboração da Carta Arqueológica do concelho agora iniciada, fez o senhor padre desconfiar: «Não será um altar romano com letras?». E não se descansou enquanto se não arranjou meio de a tirar dali!…

a estranha pedra ainda embutida na parede da capela

Igrejas antigas não é raro que sejam erguidas em sítio onde a tradição popular tenha enxergado algo de especial, assim a modos da presença de um ‘génio’ dotado de excepcionais poderes. Havia, pois, que o acarinhar, a fim de melhor proteger as gentes derredor. Por isso houve, logo desde os começos da Cristandade, a preocupação de cristianizar esses locais, normalmente edificando aí uma igreja. A Sé de Lisboa, por exemplo, foi seguramente construída no local da antiga mesquita e não causaria espanto se, sob a mesquita, vestígios houvesse de um templo romano.

Estava certa, por conseguinte, a desconfiança do senhor prior de Longa. E não se estranhou que, durante a campanha de restauro do retábulo e tecto de caixotões da capela-mor da matriz, inserida na amálgama de pedras que servia de suporte ao altar e trono do retábulo de talha dourada e policroma de estilo barroco joanino (do 2.º quartel do século XVIII), se tivesse identificado uma pedra esculpida que, veio a descobrir-se, seria a pedra-relicário de suporte do altar românico deste vetusto templo.  As obras têm apoio comunitário no âmbito de candidatura feita pela Câmara Municipal.

A pedra foi retirada no passado sábado, 24, contando com a ajuda do Presidente da Junta de Freguesia e de alguns populares, estando presente o Sr. Abade, Padre Fernando Albano Cardoso. Mede, em cm, 92,5 – 94,5 de altura e tem, de largura 34 – 41 no topo, 26 – 34 a meio e 44 – 47,5 na base. É de granito, de grão médio; são lisos a base e o topo.

Trata-se de uma coluna, de perfil côncavo nas suas quatro faces, no topo da qual se acha esculpido o compartimento, também denominado de ‘túmulo’ ou ‘sepulcro’ (loculus), onde se encerravam relíquias de santos, dentro duma caixa-relicário de madeira (lipsanoteca). Sobre ela se colocava a pedra de altar. A presença de relíquias era, como se sabe, condição necessária para a sagração da igreja.

Chegou-se recentemente à conclusão de que o altar romano dedicado à divindade Aracus Arantoniceus, de Manique de Baixo (Alcabideche – Cascais) também fora «cristianizado», porque serviu de base à pedra de altar da vetusta igreja de S. Paulo. Por outro lado, as imagens de aras romanas que Manuel Nunes mostra na sua Carta Arqueológica do Concelho de Lousada (2008, p. 166 e 204), muito se assemelham ao que ora se encontrou em Longa.

Não nos custa, pois, concluir que, também aqui, serena aculturação haja ocorrido ao longo dos tempos: primitivo altar romano – agora já sem a inscrição que porventura ostentou – foi adaptado a pé de altar e o fóculo onde, outrora, se poderiam queimar essências em honra de divindades pagãs cedeu funções para albergar relíquias de santos da Cristandade!

(artigo em co-autoria com Gustavo Monteiro de Almeida e José Carlos Santos)

PORTUENSES POUCO, OU NADA, CONTAM

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A Fnac está localizada no edifício Palladium, que nos anos 40 a 70 acolheu o Café Palladium. Na Câmara Municipal do Porto o edifício conta com o rótulo de “valor patrimonial”. Tem uma área superior a 5.100 metros quadrados e um valor bem superior a 20 milhões de euros.

Que as pessoas do Porto e o comércio tradicional estavam em segundo plano perante a especulação imobiliária e o turismo, já se sabia. Mas, aparentemente, agora já nem multinacionais como a Fnac sobrevivem, o que clarifica o plano – cada vez mais difícil de negar – de quem toma decisões sobre a construção e os usos da cidade no sentido de tornar o Porto uma área monofuncional.

Parece haver espaço para habitação de elevado custo (para nómadas digitais ou investidores estrangeiros), alojamentos locais, hotéis de luxo (o turista de hostel interessa cada vez menos) e para comércio indiferenciado que permita ao Porto dizer-se uma grande cidade europeia.

Este título depende, claro, da presença de um leque muito específico de lojas e marcas (as mesmas que encontramos em Paris ou Barcelona).

Não sobra, assim, muito espaço para quem quer continuar a fazer vida no Porto – ou para jardins, já agora.

E se a saída de uma loja como a Fnac não tem o mesmo peso histórico, emocional e identitário que provocou a situação análoga com, exemplo entre muitos, a Confeitaria Serrana da Rua do Loureiro, não deixa de ser um sinal assustador: se já nem ser uma multinacional é suficiente para ter lugar neste Porto, que futuro podem esperar os e as portuenses desta cidade que outrora foi a sua?

Após 45 anos, a Serrana fechou as portas dia 21/01/2022

Uma em cada quatro lojas da cidade do Porto fechou as portas, nos últimos dez anos. Em 2018, o Observatório do Comércio, da Associação de Comerciantes do Porto, registava que o número de lojas comerciais estava em queda livre “por falta de renovação da população da cidade”.

Para os responsáveis políticos da cidade, e até da própria Área Metropolitana, se ao Porto se retirar o problema de ter cada vez menos portuenses, menos identidade, menos história viva, menos português como língua de uso diário, está tudo bem. Aliás, o próprio Presidente da Câmara Municipal, Rui Moreia, dá-se por satisfeito por o Porto ter uma boa “percepção externa” (seja lá o que isso for).

Se algum português chegar ao Porto e perguntar a dez transeuntes “onde fica a Rua de Santa Catariana”, a resposta de nove deles será: “Sorry, I dont´t speak portuguese” ou   “Lo siento, no hablo portugués”.

GUINÉ-BISSAU: SISSOCO AFASTA-SE DO SEU PARTIDO

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Está a agravar-se a crise política na Guiné-Bissau, desencadeada no final do ano passado com a detenção judicial de dois membros do Governo, confrontos armados nas ruas e a posterior dissolução do parlamento.

Três dos principais partidos políticos estão em convulsões internas, de tal modo que o Presidente da República anunciou que se desvincula do seu próprio partido, o Movimento para a Alternância Democrática – Grupo dos 15 (MADEM-G15).

“O nivel do desentendimento que se regista agora é muito preocupante e está a ser difícil de resolver, por isso o Presidente da Republica, General Umaro Sissoco Embaló, decidiu agora cortar toda a sua relação com o MADEM”, afirmou uma fonte do MADEM à rádio Voz do Povo.

No MADEM, os contestatários acusam o coordenador Nacional do partido, Braima Camará, de falta de democraticidade, assumindo “uma postura antidemocrática.” Braima Camará terá mandado prender o deputado Bamba Banjai, no passado dia 27. Apesar do parlamento estar dissolvido, os deputados eleitos mantêm os previlégios de imunidade e a polícia não o podia reter. A queixa contra Bamba foi apresentada por Sandji Fati, outro deputado e dirigente do MADEM. Segundo notícias veiculadas pela Deutsche Welle (Voz da Alemanha), o Presidente terá tentado mediar este conflito interno e, tendo falhado, decidiu afastar-se.

Algo semelhante se passa no Partido da Renovação Social (PRS), terceiro partido mais votado nas últimas eleições, onde um grupo de dirigentes exige a convocação do congresso e acusa o presidente interino, Fernando Dias, de assumir uma postura antidemocrática.

Ou seja, dos três maiores partidos da Guiné-Bissau, nenhum se livra de problemas internos. O PAIGC está igualmente dividido. Sinal disso é o facto de vários dirigentes desse partido integrarem o atual Governo de inspiração presidencial, mesmo sendo o PAIGC o “farol” da oposição política ao Presidente. São os casos de Ali Hijazi, Secretário Nacional do PAIGC (2ªfigura do partido), que é o atual ministro da Função Pública, de Carlos Pinto Pereira que transitou do anterior Governo para o atual com a mesma pasta dos Negócios Estrangeiros e, ainda, José Catlos Esteves, ministro dos Transportes. Todos do PAIGC e todos a contrariar a vontade do líder Domingos Simões Pereira ao terem aceite participar no atual Governo.

Tudo isto faz duvidar que as eleições antecipadas possam ser realizadas em curto espaço de tempo. O Presidente ainda não propôs uma data para a realização de eleições. Os cadernos eleitorais precisam de ser atualizados, estamos em março, a época das chuvas começa em maio, será difícil organizar eleições entretanto. Ou seja, tudo deverá ficar para depois, talvez só no final de 2024.

A Guiné-Bissau, actualmente, tem um Governo de iniciativa Presidencial que conta com a participação de diversos partidos, incluindo o PAIGC que ali está representado por figuras importantes, como é o caso, por exemplo, do ministro dos Negócios Estrangeiros que pertencia ao Governo que foi demitido em consequência da dissolução da Assembleia Nacional.

(atualizado às 13:16)

Chamam-lhe “Aldrabé” ou “Ventrulha”

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Depois do discurso de André Ventura sobre a sua própria roupa interior, corremos o risco de ver o homem despir-se para mostrar que ‘ama’ Portugal.

O líder da extrema-direita confessou, durante uma ação da campanha eleitoral, que por vezes usa “roupa interior com o símbolo de Portugal”.

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É verdade que quando falou tinha na cara aquele sorriso típico do Chico-esperto quando acha que está a dizer coisas muito inteligentes, mas é bem possível que mande fazer umas boxers verdes e vermelhas com a esfera armilar no cu, só para as mostrar ao povo. Estamos cá para ver do que ele é capaz.

Ouvimos todos os que assistiam ao comício e mais aqueles que não mudaram de canal quando ele apareceu com esta conversa. Às vezes vale a pena o sacrifício. Foi o que aconteceu, desta vez.

cartoon de Hélder Dias