SUSPEITAS DE NEPOTISMO na Sociedade Portuguesa de Autores

Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Ontem, 28 de março.

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Há muito que um grupo de sócios da SPA contesta a atual direção de José Jorge Letria. Dizem os contestatários que Letria gere a SPA de modo obscuro, que há indícios de má gestão financeira, nomeadamente na alegada apropriação indevida de fundos em proveito próprio por alguns elementos da estrutura dirigente.

Nada de novo, na verdade. As mesmas suspeitas existiram antes, nas administrações presididas por Luiz Francisco Rebello e Manuel Freire, os antecessores de José Jorge Letria, o atual presidente da SPA.

A pergunta inicial é esta: quanto ganha um administrador da SPA? Já pusemos essa questão diretamente à SPA, não obtivemos resposta.

Essa pergunta voltou a ser colocada, ontem, na Assembleia Geral. Mais uma vez, foi Paco Bandeira a dar a cara, na liderança de um grupo de artistas/autores que, na maioria dos casos, preferem manter o anonimato. Porque a vida custa a todos e nem todos têm o desprendimento demonstrado por Paco Bandeira.

– Qual é o vencimento bruto de cada membro do conselho de administração? Perguntou o cantor.

– Qual o valor bruto do subsídio de isenção de horário de trabalho de cada membro da administração? Foi outra questão colocada.

– Qual o valor do subsídio de refeição? Insistiu Paco Bandeira.

– Qual o valor das ajudas de custo diárias dos membros da administração quando se deslocam em Portugal ou no estrangeiro? E seguiram-se perguntas sobre o aluguer de um apartamento na zona do Saldanha para o presidente descansar, sobre automóveis atribuídos aos administradores e respetivas despesas, sobre alterações ao Código do Direito de Autor e sobre a ausência de votos de pesar pela morte recente de vários cooperantes, casos do jornalista e escritor Albino Ribeiro Cardoso e dos músicos Carlos Costa e Júlio Costa do Trio Odemira.

A maioria destas questões já foram feitas antes. Nunca foram respondidas. Voltaram a não ser nesta Assembleia Geral. As respostas poderiam ter sido dadas pelo presidente da Assembleia Geral ou por algum dos membros do conselho de administração, mas tal como já foi dito, diretamente, ao site Duas Linhas, “não poderemos, por diversos motivos, prestar informação sobre a respectiva remuneração”.

Ou seja, é segredo. Deixaria de ser no momento em que fosse o Ministério Público a fazer as perguntas.

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