A estrada que todos conhecemos por IC-19, a via com mais tráfego automóvel da Europa, vai ter mais uma armadilha para os que aceleram mais do que a dose. E, desta vez, uma armadilha de novo tipo, a que ainda não estamos habituados: radar de velocidade média.
Este novo tipo de radar, como já explicámos antes, é composto por dois medidores de velocidade colocados a alguma distância um do outro, um aparelho que consegue medir a velocidade do veículo entre esses dois pontos. Se a velocidade média for superior ao estipulado como velocidade máxima, a multa irá pelo correio para casa do proprietário do veículo.
Não servirá de nada travar quando nos aproximamos do radar se, depois, voltarmos a acelerar. Não conta a velocidade a que o veículo passa no radar.
Na região de Lisboa, além de Sintra, Loures (na IC-2) será a zona mais vigiada com a instalação deste tipo de aparelho. Além de 12 radares de velocidade média, também serão instalados, em todo o país, mais 25 radares de velocidade instantânea.
A política não devia ser fingimento, mas é nesse patamar que estamos. Marcelo, um dos mestres da arte do fingimento, mostra-se crítico ao dizer que os partidos políticos já estão em campanha eleitoral, por causa das europeias daqui a uns 9 meses. Mas Marcelo sabe bem que os partidos estão sempre em campanha, mesmo sem eleições no horizonte. No tempo em que dirigiu o PSD não foi diferente.
Esse estado permanente de guerrilha política é um dos fatores que tem minado a democracia portuguesa. Não se aguenta ouvi-los dizer uma coisa e o seu contrário, no minuto seguinte, se for preciso.
MONTENEGRO FINGE ESQUECIMENTO
Ainda agora, Montenegro finge estar esquecido do desastre social que o seu partido político provocou na última vez que esteve no Governo: cortes nas pensões, cortes nos salários, congelamento de carreiras profissionais, aumento de impostos. Sempre contra as próprias promessas eleitorais, sempre mais do que a própria Troika aconselhava, na ânsia de Passos Coelho ficar bem na fotografia ao lado de Merkel. De pouco lhe serviu, teve de se socorrer de amigos para ter um emprego de jeito. O esquecimento de Montenegro é uma tentativa de branquear esse passado obscuro. E dá-lhe jeito para vir dizer que o atual Governo devia baixar os impostos. Sim, é a isto que se pode chamar cambalhota política.
VENTURA FINGE ARREPENDIMENTO
Mas a vitória no campeonato do maior cara-de-pau é para André Ventura. Fez saber que escreveu uma carta ao Papa, a pedir perdão por não ter estado na JMJ. Na verdade, a carta que alegadamente foi enviada para o Vaticano é uma declaração política. Uma declaração contra a imigração, contra a inclusão dos homossexuais na sociedade, uma carta onde critica a reunião do Papa Francisco com Lula da Silva, entre outras críticas que teceu quanto às iniciativas ecuménicas deste Papa.
Ventura não se arrepende de nada, nem mesmo de continuar a pretender enganar o mundo. A carta é um panfleto político, uma peça de propaganda.
Para os que se lembram do que aprenderam acerca das reformas do Marquês de Pombal, o nome «Marinha Grande» está intimamente ligado à criação, em 1769, da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande. Aproveitava-se a abundância local de sílica e essa manufactura, aliada às outras que a política mercantilista de Sebastião José de Carvalho e Melo soube concretizar, contribuiria para o enriquecimento do País.
Para os dados a outro sector da História, Marinha Grande prender-se-á com a plantação do pinhal que lhe corre a sul, iniciativa já medieval, de el-rei D. Dinis. E pinhal recordará, inevitavelmente, os criminosos incêndios que o têm devastado.
Em contrapartida, para os mais ligados à História Politica, a Marinha – dada a característica das suas gentes, predominantemente fabris, operárias – é símbolo da Esquerda reivindicativa, que bem deu que falar, por exemplo, em várias campanhas eleitorais para a Presidência da República, após o 25 de Abril.
Não, nunca me passaria pela cabeça substituir-me à experiência maior da Dra. Alice Marques, longos anos docente da Escola Calazans Duarte, dessa cidade, e que amiúde nos delicia aqui, no Duas Linhas,com as suas crónicas, quando as graves sequelas dos dois AVC que sofreu lhe dão raros momentos de sossego.
Sucede, porém, que, no dia 25 de Fevereiro, em que fomos ao lançamento do seu livroVolta à Vida em Vinte Livros, no Sport Operário Marinhense, almoçámos no restaurante O Histórico. Seduziu-nos o nome, tanto mais que, na parte inferior do logotipo, havia a palavra ‘Museu’.
Um restaurante-museu
Antes de nos sentarmos e de nos regalarmos – é o termo! – com a comida caseira, tradicional e bem confeccionada, tivemos ocasião de observar o ambiente, gostosamente guiados pelo anfitrião: aquela espécie de leque com madeira salva do incêndio que destruiu O Histórico inicial (este é, por isso, o Histórico 2), aquela cristaleira antiga com bem curiosos vidros de recordação… Mas não resistimos foi a ler o grande painel em que se evoca o operário vidreiro, num texto da autoria de Edgar Calvete.
Aí se dá relevo aos adereços típicos do vidreiro: «a calça de zuarte azul, camisa de estamanhinha [estamenha], cesto de vime com duas abas, farneleira de alumínio com tampa de rosca e o famoso frasco do vidreiro».
Sedutora, sem dúvida, a descrição das características deste frasco, adequadas à circunstância de, outrora, o operário comer da farneleira no próprio local de trabalho.
Assim, era achatado dos dois lados, para melhor se ajeitar no bolso; tinha o gargalo apertado, para que se não bebesse muito (embora se ficasse com a sensação de se tinha bebido o bastante); marisa bojuda e larga «para facilitar o contacto com os lábios» e o manuseamento, porque o operário agarrava no frasco entre os dedos médio e indicador, enquanto segurava a farneleira. Marisa é a parte superior do gargalo; a palavra não vem registada nos dicionários, porque faz parte do vocabulário industrial; significa o «pedaço incandescente de cristal ou outro vidro que é acrescentado a uma peça já moldada, por exemplo, a asa de uma jarra ou o pé de um copo»; neste caso, era o bocal.
Escusado dizer que, no final do repasto, demos graças por, embora em terra de tradição vidreira, havermos saboreado bons petiscos, em boa companhia, sem a preocupação de segurar na mão a farneleira e prender a marisa entre dois dedos!
Não havia necessidade disto, terá pensado Manuel Clemente, o cardeal patriarca resignatário de Lisboa. Moedas inventou esta confusão, ao querer batizar a ponte sobre o rio Trancão com o nome do cardeal. A esquerda revoltou-se, as vítimas dos abusos sexuais perpretados por padres revoltaram-se, os agnósticos e ateus revoltaram-se, os fiéis de outros credos revoltaram-se, todos, todos, todos se revoltaram e as petições públicas para impedir esse disparate entupiram as redes sociais.
Foi de tal modo que o site das petições públicas está em baixo, hoje, já há várias horas.
Não sabemos se foi sobrecarga nos acessos, se foi algum pirata católico ou vírus divino, mas não é possível consultar nenhuma das petições em curso.
Entretanto, Manuel Clemente já veio dizer que recusa dar o seu nome para a ponte. Só que isso não termina com a polémica. Primeiro, porque todas as petições que alcancem mais de 7.500 assinaturas terão de ser apreciadas, discutidas e votadas na Assembleia da República. Como há várias petições, contra e a favor do batismo católico da ponte, e é possível que todas elas ultrapassem a fasquia das 7.500 assinaturas, os deputados vão ter aqui mais uma oportunidade para jogos florais.
Além disso, a genuflexão de Moedas reacendeu a velha discussão sobre o Estado laico que gosta de parecer católico. Diz a oposição de esquerda em Lisboa que a decisão do Presidente da Câmara Municipal “não foi precedida de parecer da Comissão Municipal de Toponímia, não foi alvo de apreciação e votação em reunião de Câmara Municipal de Lisboa e a ser, não cumpria o princípio plasmado nas regras da CML de que ‘atribuição de topónimo apenas deve ocorrer decorridos 5 anos sobre a morte da personalidade’, nem tão pouco o princípio de privilegiar ‘individualidades de maior universalidade’”.
O bloco de Esquerda diz que “esta vassalagem do Estado português à Igreja Católica é um insulto à nossa democracia e à nossa laicidade. Afinal, a laicidade garante que todas as religiões sejam tratadas por igual.”
Quando um político privilegia alguma instituição, o povo diz que ele está a tratar do futuro. Neste caso, Moedas deve estar a querer garantir um lugarzinho no céu.
Corremos o risco de ter uma segunda dose de pandemia, desta vez com o “Arcturus” (assim batizaram a nova variante). Mas agora será mais difícil convencer as pessoas da necessidade de novas vacinações. Da 1ª pandemia sobraram muitas dúvidas sobre a real capacidade das “vacinas” que apenas evitavam manifestações “mais graves” da doença. E sobraram ainda mais dúvidas sobre as sequelas deixadas em muitas pessoas que foram inoculadas várias vezes com sucessivas doses de reforço vacinal. O aumento das taxas de mortalidade e de problemas cardíacos têm sido atribuídos às drogas injetadas nas campanhas de vacinação.
A médica Marta da Silva Gameiro lembrou, em crónica publicada neste site, que “um artigo na revista Vaccines indica que injeções repetidas de covid induzem a produção de anticorpos IgG4 que podem reduzir a imunidade à proteína Spike. Isso ajudaria a explicar o aumento de infecções, internamentos e mortes com doses sucessivas das vacinas.”
Os EUA instalaram-se como superpotência hegemónica, pelo poderio militar e financeiro alcançado depois da II Guerra Mundial, mas também pelo controlo exercido pelas multinacionais, nomeadamente as do setor da energia, alimentação, saúde. E há quem suspeite que os efeitos do covid-19 foram estudados, planeados e executados no sentido de reforçar essa hegemonia. Com a OMS dependente dos financiamentos privados, assistimos à ascensão de uma burocracia internacional cujo propósito definidor, existência, poderes e orçamentos dependerá de surtos de pandemias. Quanto mais, melhor.
A variante “Arcturus” foi detetada em 21 países a partir de 27 de março. Em meados de abril, a OMS elevou-a para o estatuto de “variante de interesse”, acreditando que o número de países agora afetados é de 34.
Por enquanto, a OMS considera que a nova estirpe é de baixa gravidade, embora mais contagiante que as estirpes anteriores. Será a variante dominadora em todo o mundo, dentro de pouco tempo.
Na Índia, o país que regista mais casos de “Arcturus”, os hospitais foram colocados em estado de alerta. Os sintomas da “Arcturus” incluem febre alta – mais elevada do que nas anteriores variantes da covid-19 -, tosse e conjuntivite, uma condição que causa inflamação. Para além destes sintomas, as infecções por “Arcturus” assemelham-se às anteriores estirpes de covid-19, cujos sintomas incluem tosse, garganta irritada e nariz a pingar, fadiga, dores de corpo, dores de cabeça e congestão.
Na China, os confinamentos foram abandonados mas as campanhas obrigatórias de reforço vacinal continuam, sem que a doença tenha sido debelada.
São costureiros ou costureiras, portugueses (partimos desse princípio), cremos que não têm loja física, vendem nas redes sociais. Estão a dar nas vistas.
Às vezes basta um pormenor, para sair do anonimato. Com a marca ‘Coscose’ é o que parece estar a acontecer. Quem visitar as páginas do Facebook e do Instagram, o que encontra é artesanato em forma de bolsas, pins, broches, peças decorativas, tudo em panos cortados e cozidos manualmente. Muitas coisas giras, mas nada de espantar. Exceto as bonecas voodoo (pela originalidade da ideia e atrevimento), coisas da magia negra ancestral que só resulta em quem acredita.
Bonecas que representam gente menos estimada, odiada até, e que se destinam a ser furadas com alfinetes. O objetivo é desopilar a animosidade. Se a vítima souber que está a ser alvo dessas agulhas pode sugestionar-se e começar a sentir algumas dores. Se acreditar muito, acaba por morrer.
As bonecas voodoo representam personalidades conhecidas por quase todos. O campeão parece ser Donald Trump, mas há também Erdogan, Bolsonaro, Abascal, Putin, Meloni, entre outros. Ditadores ou candidatos a tal. Da cena internacional, falta a boneca Zelensky. Da cena nacional, a representação única é de André Ventura, embora existam mais alguns fascistas por aqui. Também não vislumbrámos nenhum dos simpáticos dirigentes árabes ou iranianos ou filipinos ou birmaneses. Ou seja, há muitas bonecas por fazer.
a boneca André Ventura acompanhada pela boneca Abascal, o líder da extrema-direita de Espanha
É curioso encontrar uma referência a esta marca portuguesa na página do Grupo Wagner na rede Telegram. Sendo gente afeta a Putin, seria de esperar algum insulto. Mas não. Apenas um sorriso e a questão: “Há uma loja em Lisboa que vende bonecas voodoo com caras de presidentes. Qual deles escolhe?
No intuito de se preservar o vestígio representativo da antiguidade de um lugar – sempre gostamos de saber das nossas raízes! – multiplicam-se as iniciativas de identificar as velharias que por lá se encontraram. Isso acontece em Moimenta da Beira.
Relêem-se cuidadosamente os escritos de outrora; vasculham-se campos, muros e entulheiras. E, de vez em quando, a caçada surte efeito e o Passado lentamente ressuscita. Alegria maior ainda quando, em vez de simples lugarejo ou muda sepultura, se antoja a possibilidade de por ali ter existido uma cidade!…
O testemunho dum monge franciscano
Decidiu o monge franciscano Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (1744-1822), académico correspondente da Real Academia das Ciências e Lisboa, ocupar o seu tempo a redigir, em dois volumes (2ª edição em 1865), um Elucidário das palavras, termos e frases que em Portugal antigamente se usarame que hoje regularmente se ignoram. Reza logo o frontispício da obra que ela é«indispensável para entender sem erro os documentos mais raros e preciosos que entre nós se conservam» e que, por isso, se considera tal publicação «em benefício da Litheratura Portugueza».
E fez muito bem o frade, porque a ele vamos beber muito do que sempre gostamos de saber acerca das nossas terras. Assim, sobre a região de Moimenta da Beira escreveu:
«Junto de Caria, no lugar de Vide e seus contornos, se têm descoberto sucessivamente muitas inscrições e pedras sepulcrais, que nos fazem crer que havia por estes sítios alguma povoação famosa no tempo em que os romanos dominaram a Península Ibérica».
Aí bebendo inspiração, o Padre Manuel Gonçalves da Costa, membro da Academia Portuguesa da História desde 1975, autor da História do Bispado e Cidade de Lamego, publicada em 1977, acrescentou o seguinte:
«Entre as demais merece referência a estância romana de Vide, rica em inscrições sepulcrais e restos arqueológicos, sobre o planalto que a separa de Granja de Oleiros, onde se situaria a cidade de Rochela, ou Arrochela, topónimo conservado na tradição».
A propósito de antiguidades locais, com frequência se refere o nome de Pinho Leal. Trata-se de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal (1816-1884), que, na 2ª metade do século XIX, quando, por toda a parte, as antiguidades começaram a ser mais apreciadas, se decidiu a escrever o, de certo modo, monumental Portugal Antigo e Moderno, dicionário em que «todas as cidades e freguesias de Portugal e de grande número de aldeias» foram analisadas, notáveis – como explicou – «por serem pátria d’homens célebres, por batalhas ou outros factos importantes que nelas tiveram lugar, por serem solares de famílias nobres, ou por monumentos de qualquer natureza ali existentes». A respeito de Arrochela, onde afirma existirem «alicerces de muros e tijolos grossíssimos”, dá pormenores:
«Em 1872, um proprietário achou na sua vinha seis quilos de moedas de cobre, do tempo dos Romanos ou anteriores; outro encontrou também moedas, guardadas entre uns tijolos dispostos em forma de caixa, e ofereceu-as à Câmara Municipal do Porto. Em 1877, um jornaleiro encontrou, a um metro de profundidade, um vaso de barro coberto com uma pedra, tendo dentro dois quilos e meio de prata em bruto e algumas moedas romanas».
moeda romana de bronze
Os testemunhos mais recentes
No seu livro Os oito concelhos de Moimenta da Beira, de 1984, o padre António Bento da Guia salientou que «certamente é a cidade que a tradição diz estar sepultada nos terrenos que vão da Capela de São João, passam por Vide e se estendem até ao Rapado, nos Arcozelos».
Mais recentemente, o Doutor João Luís da Inês Vaz não hesitou em sugerir que a capital de uns povos pré-romanos, os Arabrigenses, poderia ter sido mesmo na área da maior concentração de achados arqueológicos, isto é, no triângulo definido pelas povoações de Caria, Vide e Rua, adiantando que «além da tradição da existência da cidade de Arrochela, há toda uma continuidade de povoamento que levou a que, na época seguinte, ali se estabelecesse uma paróquia suévica, com o nome de Omnia, topónimo que ainda hoje sobrevive nas freguesias de Sernancelhe e Caria».
telhas romanas
Pesquisas recentes levaram, de facto, à identificação de inscrições funerárias romanas e de miliários (marcos que, nas vias romanas, indicavam as milhas), a demonstrar que tinham razão os antigos: houve por ali gente desde as mais remotas eras!
pesos de tear romanos
Aliás, não deixara, por exemplo, Frei Bernardo de Brito (1569-1617) seus créditos por mãos alheias e, para reforçar a importância da zona, até inventou que por ali passara o general romano na sua luta inglória contra os Lusitanos, ali perdera uma batalha e ali tivera, pois, que sepultar um dos seus melhores homens, mandando gravar-lhe o seguinte epitáfio:
«Consagrado aos deuses Manes. Gaio Posidónio, cavaleiro romano, do Monte Viminal, impelido contra os bárbaros vencedores, tendo o cavalo arremetido fortemente, sucumbiu. Décimo Júnio Bruto, levado pelo amor e pela benevolência, tratou de aparelhar este monumento. Que a terra te seja leve».
o epitáfio de Posidonius, segundo frei Bernardo de Brito
A História a entrecruzar-se, pois, com a ficção, na vontade generalizada, de todos os tempos, de se ajuntar mais um ponto, mesmo que fictício, aos pontos que realmente existem.
Artigo em co-autoria com José Carlos Santos
legenda do pedestal de um nobre romano: “nascido para o bem da República”
Escolhi as duas grandes regiões vitivinícolas de França. A Gasconha, tendo por capital Bordéus, e a Bourgogne, tendo como capital, Dijon. Apesar de ter visitado mais localidades durante a estadia, foi aí, nessas duas cidades, que assentei arraiais, por vários dias, fazendo depois incursões com algumas dezenas de quilómetros a outras tantas urbes vizinhas, umas com mais carga histórica e arquitetónica, outras com mais beleza paisagística. Não dei a minha viagem por mal empregue.
Escolhi a opção AL, sigla para Alojamento Local, para pernoitar, negócio que parece estar a disseminar-se pelo planeta fora, sendo que na Europa está a atingir o seu ponto de saturação.
Mas este tipo de alojamento, alternativo ao tradicional Hotel/Pousada, por norma mais económico e mais livre de horários, já teve melhores dias. A proliferação dos espaços de AL por todo o lado, acaba por tornar as cidades numa autentica selva de moradores ocasionais, onde muitos proprietários vendem o que não existe, sem se aperceberem que mais cedo ou mais tarde, serão eles mesmos a suas próximas vitimas.
Por norma não reservo nada sem ver as avaliações dadas pelos clientes anteriores. O problema é que a maioria de nós utiliza estes espaços e não pontua nem os comenta, no final da sua estadia. Na sua escolha limitam-se a olhar para a pontuação no cimo da publicação e não leem os comentários produzidos por outros. Mas devíamos fazê-lo, pois compra-se muito gato por lebre. Eu sou bastante exigente nos locais que escolho. Mas tive surpresas agradáveis onde a pontuação era apenas 7,9 em 10, e desagradáveis onde essa mesma pontuação era 8,7 em 10. Só que na pontuação mais baixa, essa média correspondia à avaliação de 1500 clientes. Na pontuação mais alta, a média correspondia apenas a 67 utilizadores.
Devemos procurar sempre ir para sítios com mais de uma centena de avaliações, no mínimo. Ler os comentários, ainda que não todos, é uma maçada, acredito, mas fundamental para os alojamentos que tiverem pontuações mais baixas e os mais recentes. Nomeadamente com reclamações e recomendações. Algumas delas são especificas e esclarecedoras, com respostas e desculpas dadas pelo proprietário. Só assim poderemos escolher conscientemente, evitando incómodos, sendo servidos com mínimo de qualidade e dignidade. A avaliação do critério limpeza da habitação e proximidade de transportes públicos deve ser importante. Até porque na maioria das vezes, entramos e saímos do imóvel sem nos cruzarmos com ninguém, pois recebemos um código com um conjunto de números que nos abre uma porta desse imóvel, onde no seu interior, fixo na parede, está uma caixa tipo cofre, que se abre com outro código, e no qual está a chave do apartamento reservado.
Entras e sais do local onde estás a residir por uns dias, sem saberes se o dono daquilo é um proprietário individual ou uma imobiliária.
Os compradores de carros elétricos Tesla estão a ser enganados. Quem o diz é a agência noticiosa Reuters. O engano está na autonomia dos veículos. Segundo a Reuters, a autonomia anunciada não corresponde à verdadeira, principalmente se a temperatura do ar for baixa.
Diz a Reuters que as reclamações são tantas que a Tesla criou uma equipa num call center para despistar as reclamações. Despistar mesmo, fazer com que o cliente aceite que as indicações são meras estimativas e que as baterias têm naturalmente um comportamento diferenciado com a temperatura ambiente e com o tempo que passa, embora isso nunca seja referido na publicidade da marca.
A Reuters diz que tentou entrevistar Elon Musk sobre este assunto, mas não obteve qualquer resposta. Segundo esta investigação jornalística, o computador instalado a bordo dos Tesla dá indicações enganosas quanto à autonomia do veículo. Quando a bateria tem mais de 50% de carga, a indicação sobre a autonomia é exagerada, informação que só é corrigida quando a carga da bateria desce abaixo dos 50%.
Elon ‘Tretas’ Musk
Uma fonte anónima disse que “Elon queria mostrar bons números de autonomia quando a bateria estivesse totalmente carregada”, mesmo que isso não correspondesse à verdade. A autonomia é dos fatores mais importantes quando alguém decide escolher um carro elétrico. O medo de ficar sem energia antes de chegar a um carregador – tem sido um dos principais obstáculos para impulsionar as vendas de veículos elétricos.
No início deste ano, a Tesla foi multada pelos reguladores sul-coreanos, que descobriram que os carros apenas alcançavam metade da autonomia anunciada em tempo frio. Mesmo com temperaturas primaveris, os modelos Tesla ficam em média 26% abaixo da autonomia anunciada.
Já nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) exige apenas que a Tesla reduza em 3% as estimativas de autonomia que anuncia.
Nada disto aparece referenciado no site da Tesla Portugal. Nenhuma dúvida, nenhum aviso sobre a precisão das informações disponibilizadas.
O fentanyl é uma droga derivada do ópio que está a matar centenas de milhar de consumidores todos os anos, só nos EUA.
As apreensões desta droga mais do que triplicaram no último trimestre de 2022 em comparação com o ano anterior, o que revela um aumento exponencial no tráfico desse produto.
É como se a América estivesse em guerra. Morrem mais consumidores de droga nos EUA do que soldados na guerra da Ucrânia.