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CRISTINA FERREIRA USADA E ABUSADA EM ESQUEMA FRAUDULENTO

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Num único texto, os nomes de Cristina Ferreira e Carlos Moedas (Presidente da Câmara Municipal de Lisboa) são utilizados para vender uma aldrabice. Os promotores da coisa prometem-nos que vamos ficar todos ricos se alinharmos no esquema. Claro que é preciso fazer sempre um pequeno investimento inicial, um pequeno sacrifício, mas a vitória é certa e vamos ficar todos milionários.

O problema disto é que há sempre quem caia na esparrela. A ínfima possibilidade de ser verdade mina de dúvidas o ânimo de muita gente e lá se vão umas centenas de euros a voar pela porta fora. Se muitos cairem na mesma esparrela, serão algumas centenas de euros a multiplicar por milhares e quem fica mesmo rico é o aldrabão.

Para olear bem a coisa, usam os nomes de gente famosa, usam as fotografias deles e, o que é de espantar (!) é que isto aparece nas páginas iniciais da Microsoft quando abrimos os computadores. Agora, estes textos vêm assinalados como sendo de autoria de “inteligência artificial”, com a chancela da agência de notícias Lusa, copywrite da empresa MadreMedia.

Apostamos singelo contra dobrado como nem a Lusa nem a MadreMedia têm alguma coisa a ver com isto e que os nomes destas duas empresas também estão a ser utilizados abusivamente.

Tudo isto vem misturado com notícias da atualidade e a referência em letra pequenina que se trata de publicidade acaba por passar despercebida, sendo que nada avisa o cidadão de que está pertante uma aldrabice. Os sites que dão cobertura a isto deviam ser responsabilizados.

PORTAGENS E COIMAS ABUSIVAS

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Há um novo limite para o valor das multas cobradas caso falhe o pagamento das portagens. O valor a cobrar não poderá nunca ser superior a 5 vezes o valor da taxa de portagem que ficou por pagar, num mínimo de 25 €.

Se a infração for praticada pela mesma pessoa, com o mesmo automóvel e na mesma via, só será possível cobrar uma vez as custas relativas a uma única infração. Estas custas é o que custa sempre mais a pagar, porque são exorbitantes e injustificadas. Não há maneira de perceber como o fisco cobra custas de centenas de euros por infrações de cêntimos ou de poucos euros.

EMIGRANTES EM FÉRIAS, AS MAIORES VÍTIMAS

Temos conhecimento de casos perfeitamente aberrantes, de cidadãos emigrados que vinham de férias, que não detetavam o mau funcionamento da via verde do automóvel que utilizavam e que, depois de voltarem para os países onde trabalham, não recebiam os avisos de pagamento enviados para as residências em Portugal. Com as coimas em relaxo, as custas aumentavam exponencialmente à medida que o tempo passava. Nas férias seguintes, deparavam-se com um pesadelo de contas por pagar à Autoridade Tributária e Aduaneira que, assim, presta serviço às concessionárias de autoestradas e não ao Estado. Uma espécie de outsourcing diabólico a que se deveria por fim também.

Estranhamente, a nova lei só entrará em vigor 1 de julho de 2024. Daqui a quase 1 ano. Uma autêntica gravidez de equino.

Aquele olhar perspicaz

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Ao fazer um desenho em que deseja retratar alguém ou uma cena, a criança esmera-se em apontar todos os pormenores de maior interesse para ela. Não esquece nenhum! Mormente os extravagantes.

Pouco a pouco, com o tempo, o traço vai-se aperfeiçoando e, amiúde, esquecem-se pormenores para dar uma ideia geral, mais sugerida que desenhada.

Esse, aliás, o caminho habitual do artista: do complexo, do miúdo, para o simples, o despojado, o sugestivo.

Mui diferente é, por seu turno, a pintura dita naïve. Ingénua, porque nos atira para uma ingenuidade infantil; ingénua, porque se esmera no pormenor; ingénua, porque não descansa enquanto não desenha tudo o que viu ou imaginou ver, envolvendo tudo na paleta viva das cores primárias.

O 42º Salão Internacional de Pintura Naïf, patente durante este Verão, como é anualmente tradicional, na galeria de arte do Casino Estoril, constitui, pois, irresistível convite à contemplação da realidade em plenitude!

Merece uma visita pausada. Sem pressas. Não resistindo à vontade de se sentar no chão, de pernas cruzadas, a olhar, a perscrutar pormenores. Quiçá´ logrará distinguir aquele minúsculo cortejo nupcial, os noivos à frente, todos os convidados atrás, em procissão, e a banda a fechar! Quem diria? No meio daquela enorme paisagem!

E ficará admirado com esta Lisboa inventada. Não, não foi foto tirada por um drone; não tem as lágrimas das flores por vender; tem, sim, um colorido imenso, manto de sonho a espraiar-se por sobre um casario em parte imaginado, de cor em borbotão. Veja o pormenor da Baixa Pombalina: alguma vez a imaginou assim?

E este florilégio de lenços de namorados! E este vale do Rio Douro, num hino à fecundidade das vinhas, ao secular trabalho do homem, à placidez de um rabelo a vogar, de vela desfraldada, no rio!…

OS GASES EXPELIDOS PELAS VACAS

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Os ambientalistas dizem que a pecuária é das atividades agrícolas mais prejudiciais para o ambiente. A questão prende-se com os arrotos e bufas do gado bovino. Por isso, as grandes explorações de pecuária, seja para a produção de carne ou para a produção de leite, têm estado sob pressão dos ambientalistas que não cessam de apontar os malefícios ambientais dessas unidades de agropecuária.

Mas, eis que um agricultor canadense surge com uma proposta considerada interessante. Através de um método de apuramento genético, Ben Loewith anunciou que os próximos bezerros do seu rebanho vão arrotar e peidar menos.

O anúncio está a ser seguido com bastante interesse. Os jornalistas norte-americanos conseguiram cheirar aqui o potencial interesse público de passar a haver vacas menos gaseificadas e, portanto, menos lesivas para a camada de ozono e o aquecimento global.

O apuramento desta nova espécie de gado vacum é um dado garantido, diz Ben Loewith a quem o quer ouvir, “desde que não estejamos a sacrificar outras características, parece uma vitória fácil”, disse Loewith.

Esta engenharia genética está a ser desenvolvida por um laboratório, a Semex. A empresa utilizou as vacas deste agricultor como cobaias. Foram inseminadas mais de 100 vacas com um sémen de um boi que resultou já de um apuramento realizado e que, segundo parece, lança menos gases na atmosfera.

Ben Loewith com as suas vacas leiteiras

METANO É EXPLOSIVO

Para já, ainda antes que a coisa possa ser medida e devidamente avaliada, em termos científicos, Ben Loewith e a Semex aproveitam a publicidade. Ben vai vender o leite todo que as suas vacas conseguirem produzir e a Semex já tem encomendas de empresas em mais de 80 países.

Estamos no amanhecer de dias mais agradáveis, podemos afirmar sem medo. Há uns anos, na Alemanha, o gás metano expelido por vacas fez explodir o estábulo e o celeiro de uma quinta. A explosão feriu animais, danificou as instalações e pregou um susto de morte à população da aldeia de Rasdorf.

O gás acumulou-se com a flatulência e arrotos expelidos por cerca de 90 vacas. A polícia disse que um foco de “energia elétrica estática provocou a explosão do gás”.

Cada vaca é capaz de emitir 500 litros de gás metano por dia. As vacas também expelem amónia, que contamina solos e água, devido ao nível tóxico de acidificação.

ELEIÇÕES NA UCRÂNIA, PESADELO DE ZELENSKY

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Em teoria, haverá eleições presidenciais na Ucrânia em 2024. Claro que num país em guerra, todos os argumentos para adiar eleições terão de ser aceites. Não sabemos o que vai na cabeça dos decisores políticos ucranianos, não se fala nisso, ninguém faz perguntas sobre isso. As notícias sobre a Ucrânia apenas referem vitórias militares ou “difíceis combates” que é uma nova maneira de falar em derrota sem pronunciar tal palavra.

A legislação ucraniana diz que o candidato só pode ser reeleito uma única vez. Zelensky foi eleito em 2019, será de novo candidato e, a ser reeleito, será a última vez ou muda a Constituição, ou envia a mulher para a vida política ou diz adeus e vai de férias para algum paraíso fiscal.

Há, no entanto, na hipótese de se realizarem eleições, a possibilidade de Zelensky não ser reeleito. Em França, um grupo de criativos que se dedica aos bonecos animados, faz vídeos que caricaturam Zelensky. São uma espécie de Charlie Hebdo mas em banda desenhada animada.

O mais recente vídeo fala, precisamente, das eventuais eleições presidenciais na Ucrânia e adivinha uma derrota de Zelensky às mãos de um candidato apoiado pela multinacional financeira BlackRock, um dos pilares do mais feroz capitalismo norte-americano, especializado em gestão de investimentos de risco (para quem investe, não para eles).

Se repararem no vídeo, todos os candidatos correm em bólides XPTO, mas Zelensky corre num sofisticado modelo “Leopard” (que se julgava ser invencível). Os outros concorrentes nessa corrida eleitoral serão Zaluzhnyi, Klychko, Yermak e a própria esposa Zelenska.

A acreditar nas premonições dos artistas, Yermak é o mais descartável, Zelenska é apenas a boneca útil caso venha a ser necessário uma espécie de plano B.

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Valerii Fedorovych Zaluzhnyi é um general, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, uma espécie de herói nacional, tido como próximo do grupo Setor Direito (ultras da extrema-direita, nazis).

Vitali Klychko é o atual autarca que governa a capital, Kyiv. Um antigo campeão mundial de boxe, se Klychko acerta uma bem dada, Zelensky não se levantará tão depressa.

Pela narrativa do vídeo, Klychko será o putativo candidato que Zelensky mais teme, por ser considerado um tipo obediente e próximo dos financiadores norte-americanos. Por enquanto, esta história não passa de uma sátira a um dos pesadelos que devem assombrar as noites de Zelensky.

DA LUTA DE CLASSES

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Chamam-lhe romance gráfico, é uma história muito autobiográfica. Mas, enfim, quem na Europa viveu essa época e as décadas seguintes, reconhece-se em muitas situações que são retratadas nesta narrativa, seja em que lado se coloque da barricada: o da direita ou o da esquerda.

“Elise e os Novos partisans” é a narrativa da luta de classes, da repressão policial, das guerras coloniais, da imigração dos bidonville e da pobreza dos imigrantes, fossem eles argelinos ou portugueses.

A história foi escrita por Dominique Grange e desenhada por Jacques Tardi (um mestre da BD) e foi já publicada em muitos países, incluindo Portugal, e proscrita em alguns, incluindo a Alemanha. Há convicções que desagradam a alguns democratas e a tendência para a proibição está cada vez mais evidente nas decisões políticas.

Na narrativa há várias referências a Portugal e a emigrantes portugueses que viveram os violentos combates de rua com a polícia de choque francesa, as greves selvagens, a clandestinidade. E a boa surpresa que foi a revolução do 25 de abril de 1974 na esquerda francesa, nomeadamente nos grupos maoistas que tinham o lema “ousar lutar, ousar vencer” que o MRPP adotou em Portugal.

No fim, muitas desilusões e uma única certeza: a luta continua. É um livro imperdível, uma banda desenhada que, com emoção, nos transporta no tempo.

RÚSSIA LEMBRA APOIO ÀS LUTAS DE LIBERTAÇÃO AFRICANAS

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A grande maioria dos países africanos têm uma dívida de gratidão com a Rússia, por conta do apoio da União Soviética (URSS) às lutas de libertação. Todos os países africanos de expressão portuguesa estão nesse grupo.

Agora, nesta cimeira, o atual Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, teve um encontro com Putin que relembrou essa parte da História comum aos dois Estados: “As relações entre os nossos países são tradicionalmente amigáveis. Apoiámos a vossa luta contra o colonialismo como vos apoiámos após a independência do seu país. O próximo mês de outubro assinalará o 50.º aniversário das nossas relações diplomáticas. Penso que se trata de um acontecimento positivo e importante.”

Na atual fase da luta para travar a hegemonia dos Estados Unidos no mundo, todos os aliados contam para a tática russa. Mesmo países sem qualquer relevância económica valem influência nos diferentes fóruns internacionais e a Rússia não descura nenhum. Hoje, 50 anos depois do fim das guerras contra o colonialismo, há milhares de quadros africanos formados na Rússia (ou na antiga URSS): médicos, engenheiros e militares, principalmente. Muitos desses quadros servem os respetivos Estados e podem ser fundamentais para a definição de políticas favoráveis à Rússia na cena internacional.

Por exemplo, Putin agradeceu a Sissoco o apoio que a Guiné-Bissau tem demonstrado a “iniciativas de política externa que são importantes para a Rússia” e fez saber que a Rússia sabe retribuir os apoios que recebe.

Sissoco deve ter tomado boa nota disto.

ÉVORA MERECE MAIS

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Évora é uma das cidades-museu que Portugal ainda tem. O centro histórico é desde 1986 Património da Humanidade pela UNESCO, distinção que ajuda a atrair turistas mas que implica obrigações de conservação. Aqui estamos com um problema.

Os turistas chegam e gostam das ruelas estreitas, da traça muito antiga dos edifícios, das tasquinhas e dos restaurantes, da animação cultural (que ainda assim podia ser melhor), mas a cidade tem boa onda. Mas tem, também, muitos sinais de degradação.

Vamos deixar aqui o exemplo de uma única rua, a Serpa Pinto. Será das vias mais frequentadas por indígenas, imigrantes e turistas, liga o Largo do Giraldo a uma das portas da cidade na direção da estrada para Lisboa. A rua tem trânsito automóvel e muito movimento pedonal. Serão 150 ou 200 metros de rua, talvez. Mesmo se não quisermos incluir as várias lojas ou edifícios devolutos mas em bom estado, os que estão a cair de podre, arruinados, feitos lixeira onde habitam ratazanas e sabe-se lá que outros ‘monstros’, são em número que deixam má impressão.

Seria mais simpático publicar fotografias do Templo de Diana ou da Sé Catedral, mas a preocupação está na proteção de todo o património e não apenas de ex-libris mais ou menos publicitários.

A cidade é tão antiga que merece respeito. Cada pedra faz parte da história de um local que serviu de casa a povos desde há milhares de anos. Chegou até nós, compete-nos protegê-la e, acima de tudo, viver nela.

AS CORES DO DINHEIRO

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A Rússia e países com os quais mantém intensas relações comerciais vão instituir uma alternativa ao sistema bancário SWIFT que, neste momento, controla praticamente todas as transações comerciais e bancárias do mundo.

O sistema SWIFT é controlado pelo Banco Nacional da Bélgica, que possui parcerias com bancos centrais de quase todo o mundo. O sistema garante fiabilidade na transmissão de dados e reduz a possibilidade de fraude informática na transferência de dinheiro. Claro que o serviço é pago, uma pequena taxa, mas se pensarmos que há dezenas de milhar de instituições financeiras que negoceiam através do sistema SWIFT percebemos que é um negócio de zilhões de euros.

Com a guerra na Ucrânia e as sanções decretadas por quem manda nisto tudo, a Rússia deixou de ter acesso ao sistema SWIFT. Acontece que a Rússia é o segundo país em número de instituições financeiras agregadas ao SWIFT, só os EUA têm mais. E é assim que vai surgir um sistema alternativo ao SWIFT.

Potenciais clientes, são todos os países que mantém trocas comerciais com a Rússia. A saber, China, Índia, Brasil, mais um bom número de economias menos relevantes mas que, no conjunto, representam mais de metade do comércio internacional. Às vezes esquecemo-nos que existe mais mundo para além da Europa e da América do Norte.

O plano da Rússia, China e India é permitir que as trocas comerciais sejam feitas na moeda mais conveniente para os agentes do negócio. Ou seja, o dólar deixará de ter mais importância que qualquer outra moeda. Yuans, dólares de Hong Kong, rublos e dirhams árabes passarão a ter um valor estabelecido pelas queridas regras de mercado do novo sistema financeiro que vai competir com o SWIFT.

Estamos prestes a ver desaparecer boa parte da influência das instituições financeiras ocidentais. O dinheiro deixará de ser verde e passará a ter muitas cores diferentes. O que vem aí pode não ser bom para nós que estamos deste lado do mundo.

GUERRA NA UCRÂNIA ESTENDE-SE PARA ÁFRICA

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O golpe de Estado da semana passada derrubou um regime amigo da França e do mundo ocidental, os novos detentores do poder parecem estar próximos da Rússia.

Nas ruas da capital nigeriana, Niamey, são frequentes os sinais da influência russa e do grupo Wagner. Nas manifestações há sempre bandeiras e cartazes sobre a amizade com a Rússia.

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O Níger tem sido um dos principais fornecedores de matéria prima para a indústria europeia, nomeadamente urânio, o metal radioativo amplamente utilizado para a energia nuclear e em armas nucleares, bem como na medicina para o tratamento do cancro.

O Presidente da França fez uma declaração infeliz, ao dizer eu iria retaliar militarmente se os interesses da França fossem prejudicados. Macron trata o Níger como uma colónia e, na verdade, é o que o país tem sido mesmo depois da independência. No país há bases militares da França, Estados Unidos e Alemanha, alegadamente para combater o avanço de extremistas islâmicos.

Depois de recentes golpes de Estado no Burkina Faso e Mali, países vizinhos do Níger, onde a França também tinha milhares de soldados estacionados e foi obrigada a retirá-los, este será mais um revés para as políticas neocolonialista dos países europeus e dos EUA.

Apesar das ameaças de Macron, a embaixada da França foi atacada e parcialmente incendiada. Curiosamente, a reação imediata surgiu no âmbito da CEDEAO, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que ameaçou com sanções e invasão militar para repor a ordem institucional.  A Junta Militar que assumiu o poder no Níger respondeu dizendo que a posição da CEDEAO era uma manipulação dos países ocidentais e que qualquer intervenção militar estrangeira seria combatida com determinação pelo povo do Níger.