ÉVORA MERECE MAIS

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Évora é uma das cidades-museu que Portugal ainda tem. O centro histórico é desde 1986 Património da Humanidade pela UNESCO, distinção que ajuda a atrair turistas mas que implica obrigações de conservação. Aqui estamos com um problema.

Os turistas chegam e gostam das ruelas estreitas, da traça muito antiga dos edifícios, das tasquinhas e dos restaurantes, da animação cultural (que ainda assim podia ser melhor), mas a cidade tem boa onda. Mas tem, também, muitos sinais de degradação.

Vamos deixar aqui o exemplo de uma única rua, a Serpa Pinto. Será das vias mais frequentadas por indígenas, imigrantes e turistas, liga o Largo do Giraldo a uma das portas da cidade na direção da estrada para Lisboa. A rua tem trânsito automóvel e muito movimento pedonal. Serão 150 ou 200 metros de rua, talvez. Mesmo se não quisermos incluir as várias lojas ou edifícios devolutos mas em bom estado, os que estão a cair de podre, arruinados, feitos lixeira onde habitam ratazanas e sabe-se lá que outros ‘monstros’, são em número que deixam má impressão.

Seria mais simpático publicar fotografias do Templo de Diana ou da Sé Catedral, mas a preocupação está na proteção de todo o património e não apenas de ex-libris mais ou menos publicitários.

A cidade é tão antiga que merece respeito. Cada pedra faz parte da história de um local que serviu de casa a povos desde há milhares de anos. Chegou até nós, compete-nos protegê-la e, acima de tudo, viver nela.

1 COMENTÁRIO

  1. Bem apanhado, Carlos!
    É incrível verificar como a autarquia não tem meios ou não os quer usar para, em colaboração com os proprietários, acabar com estas vergonhas.
    Em Maio, no centro histórico de Faro, deparei-me com panorama idêntico: casas e até palacetes antigos na mais completa degradação. E dizem eles que querem reabilitar o parque habitacional! Criem incentivos em vez de ameaças!

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