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CÃES NO JAPÃO VÃO DE KIMONO REZAR AO SANTUÁRIO

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Há quem leve os seus cães em longas viagens de avião, para poderem participar em cerimónias religiosas onde os animais são aceites.

Nesta altura do ano, o Japão celebra uma tradição xintoísta milenar, o ritual Shichi-Go-San (significa sete-cinco-três, em japonês). É a altura de rezar pelo futuro das crianças que façam essas idades no ano em curso. Resulta numa demonstração de amor pelos filhos, onde se pedem aos deuses que as crianças tenham uma vida sem sobressaltos e com saúde. Como há cada vez menos crianças, os santuários estão a aceitar que as pessoas levem animais de estimação.

As fotografias que exibimos dizem respeito à cerimónia que ocorreu no santuário Zama, perto de Tóquio. Os sacerdotes já adaptaram o ritual tradicional à nova realidade. O ritual Shichi-Go-San tem novas rezas onde os pais de animais de estimação podem orar pela saúde e felicidade de seus animais.

Tal como se faz com as crianças, também os animais são vestidos com quimonos (roupa tradicional japonesa). No santuário de Zama já existe o ‘Inuneko Jinja’, o altar do Gato Cão. Os animais não rezam, mas os donos sim. O sacerdote xintoísta dá-lhes a bênção tradicional, que abrange toda a família.

A taxa de natalidade do Japão diminuiu pelo sétimo ano consecutivo para um mínimo histórico, enquanto as mortes aumentaram para um máximo histórico.

O santuário informou que este ano celebrou a cerimónia para 120 animais de estimação.

fonte: Reuters

NETANYAHU NA CADEIA, petição internacional em curso

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A petição solicita que o Tribunal Penal Internacional (TPI) detenha imediatamente o primeiro-ministro de Israel, investigue e processe o governo israelita pelas ações dos seus militares e pelas declarações de alguns dos membros do governo de incentivo a processos de limpeza étnica, punição coletiva e outros crimes de guerra em execução em Gaza.

A petição #JusticeForGaza já reuniu quase 45 mil assinaturas (no momento em que escrevemos este artigo), discrimina os crimes que têm sido cometidos, com destaque para bombardeamentos diários indiscriminados, incluindo de infraestruturas civis como hospitais, escolas e abrigos, além do cerco total e corte do fornecimento de água, alimentos, eletricidade e combustível, deslocações forçadas e limpeza étnica.

A petição nomeia os principais responsáveis por estes crimes: Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro de Israel), Yoav Galant (ministro da Defesa do Governo israelita), Benjamin Gantz (membro do gabinete político e de segurança do Governo israelita), incluindo o nome do famigerado ministro da Cultura (?) Amichai Eliyahu que advogou o uso da bomba atómica para terminar com o problema palestiniano.

Amichai Eliyahu

A petição pede a detenção imediata dos membros do Governo israelita, uma vez que os crimes estão em curso e só poderão ser parados se os mandantes forem detidos.

É significativo que o primeiro nome desta petição seja de uma ministra do Governo de Espanha.

Hoje, mais do que nunca, é tempo de agir, diz o texto no final do apelo para que mais pessoas assinem o documento. Dificilmente a petição terá algum resultado prático jurídico, para além do que significa em termos políticos. Às vezes, o custo político é suficiente para salvar vidas.

Luz Vermelha

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Cândido Ferreira já não pertence ao nosso mundo; deixou-nos em 21 de março deste ano. Aliás, as suas intervenções nos últimos anos de vida poderiam já ser consideradas «do outro mundo», como foi o caso do livro “Covid-19 A Tempestade Perfeita”, sobre que o médico Rui Crisóstomo – em cerimónia de homenagem realizada em Cantanhede, sua terra natal, a cujo município mui significativamente Cândido Ferreira entregou parte do espólio histórico que foi reunindo ao longo dos anos – afirmou que as soluções aí apontadas, «por estarem sempre muito à frente no tempo, só muito mais tarde foram reconhecidas na sua justeza e validade», acrescentando: «Infelizmente, quando o foram, para muitos, era tarde demais».

Retomo a evocação da sua memória, porque dele guardei esta frase que me enviou numa das muitas mensagens que tivemos oportunidade de trocar:

«No entanto, três meses depois da apresentação da candidatura, bloqueado pela principal imprensa, que sobre mim só passava contrainformação, ganhei a certeza de que o melhor seria desistir. Pois se até entrevistas televisivas solicitadas foram alvo de apagão, enquanto jornalistas amigos me avisavam que sempre se acendia uma qualquer “luz vermelha”, quando o meu nome aparecia nas Redações».

Referia-se à candidatura à presidência da República.

Ocorreu-me agora a sua alusão à ‘luz vermelha’. Não, por encontrar, amiúde, quem, na estrada, passe a toda a brida e o semáforo já virara encarnado, mas porque a frequência dessas tais luzinhas vermelhas está a aumentar substancialmente.

Cândido Ferreira partiu, consciente de que, custe-lhe o que custasse, não obedecia ao eufemismo do «politicamente correcto» e, por isso, a luzinha acendia; nós, os que por cá ainda andamos e tivemos a experiência de aprender a escrever para a Censura, acabamos por, agora, recomeçarmos essa aprendizagem.

O perigo espreita, porém: o de nos acomodarmos, baixarmos os braços, quem vier atrás que feche a porta, para que hei-de eu ralar-me, eles são pagos para isso, albarde-se o burro à vontade do dono!…

O dono é que nem sempre domina à perfeição as técnicas do albardar e, quando menos se espera, lá vai a cangalha ao chão com tudo o que tem em cima e nada há que se aproveite depois. Chora-se sobre o leite derramado, mas só o canito que passe o tentará lamber…

Publicado antes em Renascimento [Mangualde], nº 855, 15/11/2023, p. 10 e no blog Notas & Comentários

TWINGO ELÉTRICO BARATO

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Os chineses chegaram ao mercado europeu com preços bastante mais baixos que os fabricantes europeus e norte-americanos, o abalo foi sistémico. De tal modo que a Presidente da Comissão Europeia chegou a anunciar uma investigação para apurar se o preço dos carros chineses se deve a financiamento estatal. Caso isso viesse a ser dado como provado, a UE iria aplicar sanções às importações de veículos chineses.

recorte da notícia publicada em 23 de setembro de 2023 no Duas Linhas

Bom, não sabemos em que pé essa investigação ficou, mas sabemos que as marcas europeias estão já a anunciar carros mais baratos que as marcas de EV chinesas. Primeiro foi a Citroen a anunciar que em 2024 vai lançar um modelo e-C3 com preço a rondar os 23 mil euros. O carro está programado para chegar ao mercado entre abril e junho de 2024. Agora vem a Renault anunciar um Twingo 100% elétrico, mas para… 2026.

Twingo EV

O carro ainda não passou do protótipo, mas já tem preço aproximado: menos de 20.000 euros. A ser assim, o Twingo renasce em grande estilo, depois de ter sido um dos modelos mais vendidos nos anos 90 do século XX.

Esta ‘corrida’ ao fabrico de carros elétricos baratos revela bem a aflição dos fabricantes europeus. Deram algumas voltas de avanço aos chineses e agora correm atrás do prejuízo.

PARA ISRAEL, HOSPITAIS DE GAZA SÃO ALVOS LEGÍTIMOS

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Nos últimos 5 dias, a única coluna militar israelita que se moveu foi a que atacou o Hospital Al-Shifa na quarta-feira.

O canal Al Jazeera deve ser, atualmente, o melhor veículo para se obter informação fidedigna sobre o que se passa em Gaza.

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A última semana das incursões terrestres de Israel em Gaza pode ser chamada de “guerra aos hospitais”. A maioria das atividades militares de Israel nos últimos dias parece ter como alvo as instalações médicas na cidade de Gaza.

Na manhã do dia 15 de novembro, o exército israelita invadiu o Hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza, depois de o cercar e bombardear durante vários dias. No dia 14, o Ministério da Saúde de Gaza disse que pelo menos 40 pessoas morreram no hospital.

O lado israelita diz que as Brigadas Qassam do Hamas têm centros de comando subterrâneos ou outras instalações sob alguns dos hospitais de Gaza. O Hamas nega.

fonte: Al Jazeera

O medo…

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– Telefonaram de Cascais…

 – Foi a malta do Centro Cultural de Cascais? A sala desses gajos é muito pequenina, não dá para a montagem…

– Não são esses. É uma colectividade que fica para os lados do campo do Estoril. Na Amoreira. O nome é bom, pá! Grupo de Instrução Popular da Amoreira.

 – Com um nome desses não podemos faltar! Está mesmo a pedir António Aleixo.

E não faltaram. Foram. Estava tudo a correr muito bem, o Avenidas a representar que era um brinquinho, e de repente um dos directores da colectividade de Instrução Popular, começou a nem acreditar no que estava a ouvir. Pelos vistos a primavera marcelista ainda não o tinha libertado do Inverno salazarista. Ou na realidade essa Primavera mais não era do que sol de inverno e de pouca duração, cujos raios nunca conseguiram trazer a luz da liberdade.

Não! Aquilo que estavam para ali a dizer no palco ainda podia dar problemas. Aquilo é política, pá!, disse ele para um colega de direcção que até parecia estar a gostar, e sem sequer esperar pela opinião do outro, foi direito ao palco e mandou parar a representação com berros de “isto não se pode dizer”, “estão todos doidos?”, “mas vocês querem ir presos?”.

A representação acabou ali mesmo… (…)…  Passados poucos dias, Fernando Grade, poeta e jornalista do A Nossa Terra, jornal regional de Cascais, publicava um artigo cujo título era “Quem Tem Medo de António Aleixo?”

PRÉMIOS ESTORIL-SOL 2023 para enaltecer as letras

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Num discurso de 13 minutos, acentuou Mário Assis Ferreira, em nome da Estoril-Sol, a entidade promotora dos certames, que a cerimónia consubstanciava a coroação dum programa de intervenção cultural, levado intransigentemente a cabo, mau grado as situações mais adversas por que se vem passando. Quer a Estoril-Sol – com a revista Egoísta, com a galeria de arte (teve uma palavra de saudosa homenagem ao seu dinamizador Nuno Lima de Carvalho) e mediante estes prémios – continuar a contribuir para a renovação da paisagem cultural, nomeadamente literária, nacional:

«A promoção da Cultura é uma marca d’água que há muito nos acompanha e de que, neste dealbar de nova concessão que nos foi outorgada, não queremos prescindir», sublinhou.

Dos premiados falaram também o presidente do júri, Guilherme d’Oliveira Martins e eles próprios.

Teresa Veiga foi galardoada com o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa Luís, pelo seu livro O Senhor d’Além, de que se louvou a exemplar sobriedade estilística, considerando o livro um «elogio à arte de bem escrever». Marco Pacheco apresentara a concurso o livro «A Guerra Prometida»: «uma história familiar e social de grande alcance humano», engendrada a partir da iniciativa empresarial de Francisco Grandella, homem de grande capacidade de correr riscos.

Graça Morais, a «exilada em Bragança» (esteve na sessão o presidente do Município brigantino), representa para mim essa vontade enorme e digna de fazer olhar para o interior do País. Dela se acentuou o seu permanente apego aos outros, às tradições, à Natureza, a sua enorme solidariedade para com as outras mulheres.

Após a entrega dos galardões e dos sobrescritos com o valor do prémio, respectivamente pelo presidente do júri e por Mário Assis Ferreira, disseram os premiados de sua justiça.

Teresa Veiga, em dois minutos, mostrou-se «grata e honrada», evocou Namora e declarou: ‘«Sou apenas uma contadora de histórias».

Marco Pacheco: 10 minutos de intervenção, que deve ter sido interessante, mas que, por ter falado tão rápido e nada silabado, decerto não logrou ser cabalmente entendido pela assistência. Percebi, no entanto, que contou como chegara à publicidade, actividade a que profissionalmente ora se dedica; que o livro até consubstancia uma ‘parte autobiográfica’, para além da história de Francisco Grandella e dos seus Armazéns, afirmando, a terminar, que tem aprendido muito, mormente a partir do momento, se bem compreendi, em que o seu cérebro «começou a perceber o mundo e a desconfiar dele».

Falou três minutos Graça Morais, a partilhar com todos a honra de estar a ser homenageada como «Mulher, Artista e  Cidadã», «num mundo cada vez mais avesso à Cultura».

Seguiu-se um jantar de confraternização, em honra dos premiados, que reuniu no Restaurante Zeno Lounge, do Casino, cerca de meia centena de convidados, pessoas ligadas, de modo especial, à Literatura e à Cultura em geral.

Fotos da cerimónia de Conceição Alves gentilmente cedidas pelo Gabinete de Imprensa do Casino Estoril

O REGIME EM PERIGO

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À conta deste processo, caiu o governo do país. O prejuízo é incalculável, não para os membros do Governo nem para o PS, mas para o regime político. A sensação de que vivemos numa ‘república das bananas’ ganha raízes na  justiça e abala a confiança do público nesse alicerce do regime.

A justiça incompetente acaba por ser tão má quanto a política incompetente. O poder não caiu na rua, ainda, mas está nas mãos do Presidente da República, ele próprio a contas com uma suspeição relativamente a cunhas para beneficiar estrangeiros num tratamento de 4 milhões de euros pago pelo SNS. 

Os partidos da oposição andam em exercícios de tiro ao alvo, não há ministro nem militante socialista de relevo que escape. À esquerda do PS tenta-se que a direita não faça a festa sozinha. É o PS a ser espremido de uma maioria absoluta eleitoral, algo que não parecia ser possível.

Pedrógão Grande, maior que o incêndio que a marcou

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Lembrei-me, na altura, que de Pedrógão para Cascais viera servir Isolina Alves Santos. Nada a distinguiria, à partida, das demais beirãs que por estes arredores de Lisboa buscaram melhoria de vida no após-guerra, não fora ela propensa a facilmente poetar. E houve a possibilidade de lhe publicarmos quatro livros com os poemas de folhas soltas que lhe enchiam as gavetas.

Dela me lembrei de novo agora – veja-se … – quando Aires Rodrigues me veio falar das descobertas arqueológicas que, integradas na História de Portugal, merecem a maior atenção. Por elas tem lutado com todas as veras da sua alma. A autarquia poderá não considerar esta uma prioridade; as entidades que superintendem no património cultural nem sempre acolhem com a necessária diligência propostas individuais; os historiadores ainda se não terão debruçado a sério sobre as hipóteses que as descobertas tornam cativantes.

Segundo Aires Rodrigues, Pedrógão Grande tem de entrar, de pleno direito, no rol de lugares com amplas virtualidades culturais, porque é sua convicção, por exemplo, de que ali se encontraram os fundamentos do castelo, cuja construção el-rei D. Afonso Henriques acordara com o franco Uzbert, a fim de reforçar o sistema defensivo meridional do Condado Portucalense, em linha com os castelos de Penela, Lousã e Miranda do Corvo, no âmbito da estratégia de el-rei de avançar com segurança até Santarém e Lisboa.

Não hesitei, pois, em salientar os pergaminhos que o sítio ostenta e que não têm sido tomados na devida conta:

– uma ocupação romana a realçar;

– um papel não despiciendo na defesa do incipiente território português («vigia do Reino»!), de que o «castelo de Uzbert» é prova evidente;

– lugar de passagem no decorrer da Idade Média, inclusive no quadro do caminho português de Santiago, com a albergaria correspondente, e, hoje, integrante da já mítica Estrada Nacional 2;

– a reabilitação, impossível em termos concretos, mas possível em termos históricos, do convento dominicano de Nossa Senhora da Luz, citado por Frei Luís de Sousa, «local místico e inspirador, em íntimo contacto com a natureza e, manifestamente à beira de uma antiquíssima rota viária», anota Aires Henriques, convento decantado pelo pedroguense Miguel Leitão de Andrada (1553-1630), nos diálogos Miscelânea do Sítio de Nossa Senhora da Luz do Pedrógão Grande: aparecimento de sua imagem, fundação do seu Convento… publicados, pela primeira vez, em 1629.

Albergaria medieval e um dos nichos para os passos da semana santa (século XVIII)
desenho da muralha e torre medieval, base da ponte ‘romana’ do Cabril

Apetece, pois, proclamar, aqui com plena justificação concreta: como a mítica Fénix, Pedrógão Grande merece renascer das cinzas e ser visto com novo olhar!

“ANDA TUDO GROSSO”

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imagem ilustrativa

“Ai, Agostinho! Este país é um colosso! Anda tudo grosso!” dizia Ivone Silva para Camilo de Oliveira, num celebérrimo sketch humorístico que passava semanalmente na RTP-1 há já mais de 30 anos.

CAMPANHA “TAXA ZERO AO VOLANTE”

Hoje, a PSP, GNR e ANSR dizem praticamente o mesmo, num comunicado conjunto onde divulgam os números da campanha “Taxa Zero ao Volante”.

Os números do comunicado são “grossos”, digamos assim: em 7 dias de campanha, 11271 infrações por condução sob efeito do álcool. Uma média de 1610 automobilistas apanhados por dia, com taxa de alcoolémia acima dos valores estipulados pela lei.

É muita gente aos esses pela estrada fora. E a campanha não foi executada no país todo. As ações de fiscalização incidiram nas regiões de Aveiro, Faro e na Região Autónoma dos Açores (o comunicado não especifica em que ilhas).

Esta foi a décima campanha deste ano. Até ao final de 2023 será realizada mais uma campanha, no final deste mês.