No mundo islâmico, apenas dois Estados apoiam ativamente a causa palestiniana: o Iémen e o Irão. Os outros encolhem-se, obedecem ao poder económico e militar dos EUA que apenas beneficia o lado israelita.
Se os 57 países de maioria muçulmana demonstrassem alguma solidariedade concreta com a causa palestiniana, a Palestina já seria hoje um Estado livre e o conflito com Israel estaria resolvido.
O genocídio em curso na Palestina não será esquecido e o futuro irá revelar as consequências desse crime contra a Humanidade. Infelizmente, estão a ser criadas as condições para um holocausto nuclear. Contra as ogivas atómicas do arsenal de Israel, o Irão está a tratar de ter as suas.
Outros Estados esperam por uma oportunidade que pode chegar por diferentes vias, algumas das quais estão a ser abertas por aliados de Israel. É o que está a acontecer com a tentativa da NATO de provocar a desintegração da Federação Russa, que tem centenas de armas nucleares espalhadas por um vastíssimo território, onde se incluem regiões de povos islâmicos.
Só muito esporadicamente vejo televisão, há dias calhou pôr o telejornal da SIC no computador para me distrair enquanto embrulhava os presentes para a criançada. Grande erro. Aquela dupla que convidam para falar sobre “as guerras” ofende-me profundamente e pergunto-me como é possível tanto tempo de antena para discorrer aquela quantidade absurda de disparates, de preconceitos de toda a espécie (até homofobia entrou), com o beneplácito da jornalista, a tratar quem os vê como se fossem/fossemos perfeitos idiotas capazes de acreditar naquelas alarvidades.
Ia desligar mas entrou logo uma peça sobre o Tesouro Real com as imagens de uma tiara de estrelas feita de diamantes, ouro e prata encomendada pela rainha D. Maria Pia algures em 1860. Faz parte do Tesouro Nacional em exibição no Palácio da Ajuda e interessou-me como a iriam contextualizar. Além de que fiquei, confesso, hipnotizada naquele bling bling todo. Pois que falou o director do Palácio da Ajuda, pois que falou um gemólogo, pois que falou um estudioso, discutiram os 483 diamantes, o ouro e a prata, pois que discutiram que valeria “nunca menos de 15 milhões” no mercado actual, pois que discutiram se a rainha seria ou não “vaidosa” e o modo como aproveitava o Sol para se deixar ver (esperta a D.Maria, era a “golden hour” dos fotógrafos avant la lettre) para a jornalista concluir que era uma tiara “do século 19 para inspirar as princesas da Disney”.
Não, cara jornalista da SIC, até as princesas da Disney de hoje em dia teriam a capacidade de fazer a pergunta básica – mas de onde vieram os diamantes, o ouro e a prata? Porque ali de Monsanto ou da Tapada não deve ter sido… Qualquer princesa da Disney de hoje teria incorporado na narrativa da tiara de estrelas (excelente ponto de partida) o legado esclavagista e colonial português. Qualquer princesa da Disney de hoje teria feito melhor do que toda uma equipa de “jornalistas” de um programa “informativo”. E isso é deprimente e sintomático do estado em que estamos. Raios, estrelas e diademas vos partam.
Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, 20 horas de espera para se ser atendido nas urgências. Os doentes que foram ao Amadora-Sintra e ao Santa Maria, chegaram a esperar 13 horas. Os médicos já avisaram que a situação ainda vai agravar mais.
Os hospitais estão a rebentar pelas costuras. No espaço de uma semana duplicou o número de pessoas internadas nos cuidados intensivos com gripe. O relatório semanal do Instituto Ricardo Jorge indicou uma tendência de aumento da epidemia.
É de dar em maluco, mas até os doentes psiquiátricos não se safam. Há mais de 20 mil doentes à espera de consulta de saúde mental, em todo o país.
Não sabemos onde o cartoonista Hélder Dias se inspirou, mas o cartoon de hoje, a propósito destes problemas com o SNS, é uma sugestão para a resolução dos problemas.
Na Global Media os salários de dezembro não vão ser pagos a tempo. Não é a primeira vez que há atrasos no pagamento dos salários. Aconteceu em outubro e em novembro. Atrevemo-nos a pensar que a administração do grupo está a “amaciar” os que protestam, de modo a que os despedimentos com magras indemnizações sejam encarados com alívio.
Tem sido um processo doloroso para quem depende do salário para pagar a renda, o pão e a água. Trivialidades a que Galinha talvez não preste atenção.
Tudo começou a piorar depois de terem contratado um antigo jornalista que não se livra de uma certa fama de trambiqueiro, talvez injustamente. Mas a verdade é que da fama Fafe não se livra.
Vejamos. Em outubro, a administração disse que a falta de pagamento dos salários se ficou a dever a uma alteração de procedimentos, mas que tudo estaria resolvido. Em novembro, a desculpa foi dificuldade no processamento da transferência internacional do dinheiro, mas que tudo estaria resolvido. Em dezembro, já não há desculpas. A situação financeira é “extremamente grave” diz a administração.
Neste processo já houve uma greve e uma coleta entre jornalistas para distribuir algum dinheiro pelos 38 “recibos verdes” que estão sem receber desde outubro. É gente que não existe.
A Global Media engloba a TSF, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, O Jogo, o Açoriano Oriental (o jornal mais antigo de Portugal) e o Diário de Notícias da Madeira, entre outros títulos, como o digital Dinheiro vivo…
Segundo jantar em Bolama, entro no restaurante às 20h em ponto e numa mesa estão dois guineenses e uma branca – alta, loura de olhos azuis. Mais tarde vim a saber que é brasileira, paulista.
Sento-me na minha mesa, que já está preparada para mim, janto sozinha, mas nao posso deixar de ouvir a conversa deles. Ao terminar o jantar pergunto se me posso juntar à conversa. Obviamente dizem que sim e puxam de imediato uma cadeira, perguntando-me o que estou ali a fazer. Respondo que estou “só” a viajar e a conhecer Bolama e devolvo a pergunta.
Um deles diz ser dali de Bolama e presidente da cooperativa local, os outros, José Nafafé e a brasileira Carolin Ferreira dizem ter vindo do Reino Unido para uma Conferência. Pergunto, muito surpreendida, se a conferência é em Bolama – já me imaginava a assistir, qualquer que fosse o tema – mas não, a conferência seria em Bissau no final da semana. Pergunto o tema e dizem-me ser sobre cooperação universitária e pesquisas em ou sobre África, especialmente sobre a Guiné.
A conversa continua e José começa a falar sobre um fascinante personagem do sec XVII, Lourenço da Silva Mendonça. Começa então uma magnifica aula da historia.
Lourenço da Silva Mendonça era um príncipe Ndongo (da região de Pedras de Pungo e Ndongo em Angola) que teve um papel importante no movimento abolicionista. Ao contrário do que nos diz a História ensinada nas escolas, que o movimento abolicionista tem origem no Reino Unido no sec XVIII e é feito sobretudo por brancos, José, historiador guineense, advoga que os negros tiveram um papel central, que não tem sido devidamente reconhecido. José realça a relevância do “Black Atlantic Abolitionist Movement” no sec XVII, e de Lourenço da Silva Mendonça nesse movimento.
Lourenço da Silva Mendonça saiu jovem de Angola, foi para o Brasil, chegou a estar no Quilombo de Palmares. Foi depois para Portugal, estudou em Braga e em Lisboa.
E após varios anos de estudo e diligências, de reunir provas e argumentos e cartas de apresentação, após ter sido constituido Procurador Geral das “Irmandades dos Homens Pretos” em Lisboa, consegue apresentar o caso contra a escravatura no Tribunal do Vaticano, em 1684, era então Papa Inocente XI.
O caso, foi este o termo que José sempre usou, foi um marco histórico e levou à condenação da escravatura pelo Papa dois anos depois, em 1686. No caso, Lourenço da Silva Mendonça pede a abolição da escravatura com base em 4 argumentos: a escravatura ser contra as leis (1) Humana; (2) Natural; (3) Divina e (4) Civil.
Isto um século antes da Revolução Francesa, que dizem inspirar o abolicionismo e quase 150 anos antes do Parlamento Britânico ter abolido a escravatura (1833). Esta é a historia, resumida, que me foi contada em Bolama, enquanto bebiamos minis Cristal.
No fim, Carolin disse-me que se quisesse saber mais, “José escreveu um livro incrível sobre o tema”. O nome do livro, “Lourenço da Silva Mendonça and the Black Atlantic Abolitionist Movement in the 17th Century”, de José Lingna Nafafé.
O historiador José Lingna Nafafé e o livro que resultou de 20 anos de pesquisas
Por mais vezes que um europeu venha a Londres, decerto haverá duas sensações que inevitavelmente o invadirão: o cosmopolitismo e um arrepio ao ver um carro vir em sua direção.
A primeira, por mais consciencializados que estejamos, sente-se, por exemplo, bem forte no momento em que, ao dobrar do corredor no supermercado, damos de frente com os olhos bonitos duma muçulmana, de cima a baixo coberta de negro e ela se sente aqui como no seu país natal e os demais já o consideram normal.
A segunda será, porventura, mais aguda ainda para quem, um dia, ousou tomar um táxi em Nápoles e, num abrir e fechar de olhos, dá com outro carro, ainda que por segundos, a ir em direcção proibida e há outra viatura ali em frente. Em Londres, só os primeiros momentos dos europeus serão de desorientação, depressa se habituarão a essa condução pela esquerda, até porque a palavra ‘slow’, marcada a espaços no chão lhes poderá garantir que condutor que se preza respeitará o limite de velocidade.
Claro, a um português agradará sempre dar aquela saltadinha à loja onde poderá comprar produtos típicos nossos e saber que, na zona londrina de Bromley, a maior divisão administrativa, sita no sudeste da Grande Londres, o português é a segunda língua mais falada, com 0,59% da população a exprimir-se habitualmente na língua de Camões.
Admirar-se-á, porventura, do papel dominante ocupado pelo telemóvel no dia-a-dia, na medida em que serve para pagar os transportes públicos e todas as despesas; e que o código QR (“quick response”, resposta rápida) é de uso constante!
Quem aprecia a vida animal e só tenha por habitual companhia pardais, rolas e melros, admirar-se-á ao ver a descontracção como, nessas zonas de subúrbio londrino, os esquilos te vêm espreitar na mira de lhes poderes dar um petisco, ou mesmo a raposinha matreira que não hesita em vir, de noite, vasculhar o caixote do lixo. Tudo inconcebível para um europeu urbano.
Nesses “bairros” periféricos, não é estranho ver as ruas ladeadas de casas em banda contínua, de dois pisos, paredes de tijolo burro e as divisões interiores não de tijolo mas de contraplacado, o que não deixa de ser para nós quase inverosímil.
No parque de Crystal Palace, em dia feriado, multidão de famílias a passearem, serenas, a pretexto de levarem o seu cão a passear, hábito que aí já vem de longe, pois que o recipiente para os detritos caninos tem aspecto monumental, em sólida liga metálica quiçá datável do séc. XIX. Aliás, a sensação que se tem é que poderá haver uma proporção de meia dúzia de pessoas para um cão!…
Paramos diante da imponente concha acústica (Bowl) metálica, dotada de camarins. Diante, no espelho d’água, os patos anseiam por novo concerto, como aquele, mui célebre, de Bob Marley e dos The Wailers, a 7 de junho de 1980, cujo quadragésimo aniversário é lembrado por significativa placa afixada no poste de iluminação, por iniciativa da Nubian Jack Community Trust.
No céu, com uma frequência admirável, os aviões fazem fila para aterrar em Heathrow, em Gatwick ou em City. Não vemos os que partem, a fila faz-se em terra e também está com eles o desejo de partir – que o mundo, hoje, foram eles que o tornaram bem mais pequeno!…
O que se está a passar nas redes sociais é inadmissível. Os atos de censura a favor de Israel são uma intromissão inaceitável na liberdade de expressão e de opinião. O Governo português (na verdade, todos os governos) deviam colocar a Meta no lugar dela, acionar os tribunais contra essa empresa.
Não é novidade que a empresa sempre censurou. Mas, até aqui, era uma censura feita em nome de interesses genéricos, para preservar a segurança dos frequentadores do Facebook, Instagram ou Messenger. Imagens de nus não eram permitidas, nem mesmo de celebradas obras de arte. Agora, são evidentes os interesses políticos que motivam a censura.
Na página do Facebook do site Duas Linhas surgiu um aviso sobre “conteúdos sensíveis” ocultados. O vídeo ocultado não continha nenhum ato de violência. Era apenas uma manifestação. Uma manifestação de israelitas em Telavive que pediam a demissão do primeiro-ministro Netanyahu.
Há muitos casos de atos censórios. A página do Instagram ‘Palestina em Português’ foi suspensa sem que os seus gestores saibam do que está a ser acusada.
Os promotores desta página criaram uma outra, com o nome ‘Palestina.em.portugues’, e denunciam a censura de conteúdos pró-palestinianos.
Em comunicado, os gestores da página de Instagram “Palestina em Português” informam que esta foi suspensa pela Meta “por suposta Violação das Regras”.
Têm agora um prazo de 180 dias para recorrer da suspensão, caso contrário, a conta será permanentemente eliminada.
O problema destes recursos é que o processo não admite argumentação. Os lesados limitam-se a carregar num botão que diz “pedir revisão”. Os critérios que vão ser usados para apreciar esse pedido não são conhecidos.
Estamos perante uma espécie de ‘justiça privada’ exercida em causa própria por uma empresa. Não há nada mais injusto e ilegal. As redes sociais existem para os seus proprietários ganharem dinheiro com a promoção paga de conteúdos e com publicidade. Não existem para condicionar o pensamento nem as liberdades.
Recentemente, a organização Human Rights Watch divulgou um relatório sobre a sistemática censura da Meta a conteúdos relacionados com a Palestina. No Canadá, por exemplo, a página ‘Eye on Palestine’ (com os olhos na Palestina) tem sido sucessivamente censurada.
Estes tipos estão a dar cabo da democracia, não é possível ficarmos a ver sem fazer nada para os contrariar.
Na zona do Cabo de São Vicente, no Algarve, criou-se uma espécie de consciência autonómica; por isso, quando de lá saem para, por exemplo, irem às compras fora, os habitantes dizem “Vou ali ao Algarve”.
Na Malveira da Serra, em Cascais, quem vive em Janes ou mais para o cimo da encosta, fala “Vou ali à aldeia”, quando se desloca para a zona comercial.
Em Bragança, dizia-se (ou ainda se diz) “Vou à cidade” e as pessoas vivem na cidade, apenas vão à área mais movimentada.
Quando, de Coimbra, me preparava para regressar a Cascais, os colegas perguntavam “Então já vais para Lisboa?”.
Quem vive no Bairro de Alvalade, em Lisboa, vai “à Baixa”; mas, ao falar com os amigos de fora, não diz moro “em Alvalade”, mas “moro em Lisboa”.
Se teus parentes estão em Penge, Anerley, Crystal Palace ou Sydenham, ao referires-te a eles, tu não especificas o bairro, mas dizes genericamente “estão em Londres”, embora se trate, de facto, de realidades bem diferentes. Há a Londres “city”, o centro movimentado, monumental, regurgitante de comércio, cosmopolita até mais não, de ruas onde todas as raças e trajes exóticos se acotovelam. A Londres dos cartazes turísticos e aonde tu dizes que vais, mesmo que, saindo do aeroporto de Gatwick, chegues apenas a Penge quase duas horas depois de o avião ter aberto as portas. Se calhar, até és capaz de ficar por Penge todo o tempo da tua breve visita e nem sequer te apeteça rever o Tamisa ou ouvir o Big Ben.
Nesse caso, uma outra Londres, porventura mais viva, porque mais terra-a-terra, mais próxima de nós, que vamos à peixaria, ao talho, ao café “do bairro” e onde nos cruzamos, quiçá, com conhecidos nossos, e onde até haverá uma loja luso-brasileira! A rua principal, que corta o “bairro” a meio, terá movimento, ali passarão os autocarros… A contrastar com a pacatez das ruas perpendiculares, de casas bem juntinhas, todas praticamente iguais, onde se vive mesmo. E também aqui se diz “Hoje, vou a Londres!” – na referência ao passeio que se pensa dar, da parte da tarde, para visitar uma exposição ou simplesmente para ver como vão as águas do Tamisa. Mas vai-se de comboio ou de autocarro, pagando através da milagrosa aplicação por todos reconhecida como meio ágil e seguro de fazer todas as transacções em todo o lado!
A ‘Questão de Bolama’ foi um conflito diplomático e militar, entre o Reino de Portugal e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, travado durante pouco mais de 30 anos, sobre a soberania da ilha de Bolama e um pequeno território continental em frente à ilha.
A questão teve origem no ano de 1792, quando um grupo de britânicos adquiriu a ilha com o objetivo de fundar uma colónia modelo, livre da escravatura. Na verdade, a experiência só demorou um ano e acabou com o abandono de Bolama pelos ingleses.
Os ingleses morriam muito com malária e outras doenças tropicais e os que não morreram fugiram com medo para outras paragens. Dos 275 colonos ingleses (homens, mulheres e crianças) em outubro de 1793 já só restavam 2 e acabava assim esta experiência utópica.
Mas a partir de 1834 o Reino Unido passou a reclamar a ilha, apresentando como justificação a luta contra o tráfico de escravos, que Portugal praticava, e ocupou militarmente a ilha várias vezes.
Foram quase 30 anos de conflito intermitente. Em 1861, dado não ser exequível a Portugal vencer militarmente, o encarregado de negócios português em Londres propôs ao governo britânico o recurso à arbitragem internacional, deixando ao Reino Unido a escolha do árbitro. A resposta britânica foi negativa, mas sete anos mais tarde, em 1868 o governo britânico aceita a proposta portuguesa e escolhe como arbitro o 18º presidente dos EUA.
Assim, o conflito foi levado a decisão arbitral do presidente norte-americano Ulysses S. Grant, que em 1870 decidiu em favor da parte portuguesa, levando à definitiva integração daquele território na Guiné Portuguesa, hoje República da Guiné-Bissau.
A sentença foi considerada uma grande vitória da diplomacia portuguesa. António José de Ávila, o 1.º conde de Ávila, responsável português pelas negociações, é elevado imediatamente a 1.º marquês de Ávila e Bolama, sendo depois, de 1878, feito 1.º duque de Ávila e Bolama. Não se percebe a razão da avenida em Lisboa só se chamar Duque de Ávila.
Para terminar esta história, digo-vos que ainda há alguma presença britânica em Bolama. O cemitério local, chamado Cemitério dos Ingleses – mas onde não se vislumbram campas de ingleses – e uma estrutura de ferro, lindíssima, onde terá funcionado um hospital e o consulado britânico.
Junto a esta última estrutura existe uma placa comemorativa do 220º aniversário da ocupação britânica da ilha, oferecida por 2 deputados britânicos que se deslocaram a Bolama em 2013.
Alexei Navalny é um preso político russo, considerado pela propaganda ocidental como o principal opositor de Putin. Não é certo que seja assim. Nas próximas eleições presidenciais Putin tem mais de 20 candidatos ao seu lugar. Ou seja, Putin tem muitos adversários políticos.
Nas últimas semanas, Navalny voltou a ser notícia porque tinha ‘desaparecido’ da cadeia. A família não sabia dele, os advogados também não, Milhazes dizia que podia ter sido ‘suicidado’ na cadeia.
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Na SIC, no programa da má língua que se chama erradamente Guerra Fria, não há mal que venha ao mundo que não tenha origem na Rússia. Aquilo é uma espécie de oráculo da Nossa Senhora das Aparições de Fátima, onde se desvendam os 4º, 5º, 6º e 7º segredos anticomunistas transmitidos pela Aparecida e dos quais Milhazes parece ser o santo guardião.
Afinal, Navalny não foi ‘suicidado’, está bem de saúde, foi transferido para uma outra cadeia e já recebeu visita do advogado, diz a RTP.
O programa Guerra Fria da SIC é uma coisa abjeta de propaganda política. Os dois ‘marretas’ de serviço nunca se contrariam, um diz mata e o outro esfola. O principal alvo é Putin, em sessões de puro prazer para os dois boys. A CIA não faria melhor.