Lisboa tem sido vítima de ilegalidades, para espanto dos lisboetas da cidade e arredores. É o caso do Hotel Tivoli Expo (hoje Hotel Tivoli Oriente) que durante 11 anos esteve registado como um simples terreno.
O grupo Espírito de Santo vendeu o Hotel Tivoli-Expo em outubro de 2005, como se fosse um terreno, por 33,7 milhões de euros, ao Fundo Imosocial. No relatório de contas da Imosocial é registada a compra do terreno e anexada uma foto do hotel… já construído!
O Hotel Tivoli-Expo tem 23 andares foi inaugurado em 2001. Só dez anos mais tarde, em 2011, num golpe de mágica, passou a hotel na Conservatória de Serpa, a centenas de quilómetros de distância.
A Câmara não sabia? Houve certidão de habitabilidade? E os certificados obrigatórios de segurança?
O Hotel Tivoli-Expo foi um hotel fantasma, com reconhecimento de Cartório Notarial.
Por determinação da autarquia de Sintra, no âmbito da situação de alerta em todo o país devido às previsões meteorológicas que apontam para aumento do risco de incêndios florestais, este fim-de-semana não se pode ir passear de carro para a serra de Sintra.
A interdição não abrange transportes públicos nem moradores, evidentemente. Noutros anos, em que foi tomada idêntica precaução, uma interdição deste género significava prejuízos para operadores turísticos, hotelaria e comércio, mas este ano é uma mera medida preventiva sem consequências económicas, porque turistas não há mesmo quase nenhum.
No entanto, parte da serra de Sintra está no concelho de Cascais e no site desta autarquia não consta nenhuma interdição a passeios pela serra, pelo que se depreende que os de Sintra tenham fechado a “fronteira” unilateralmente.
A situação de alerta está em vigor até às 23:59 de domingo.
Nas últimas 24 horas, mais duas mortes e 313 novos casos de infeção por covid-19, em Portugal, sendo que 241 casos (equivalente a 77% do total nacional) são na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde.
Foi também na zona de Lisboa que ocorreram os dois casos mortais registados nas últimas 24 horas, referentes a duas pessoas com mais de 80 anos.
Nas últimas 24 horas, o número de pessoas internadas subiu para 452 (mais cinco do que na sexta-feira) e nos cuidados intensivos estão agora 65 pessoas (menos duas).
Quanto à evolução da pandemia por concelhos, oa dados fornecidos pela DGS continuam a não ter em conta toda a informação e, portanto, não são credíveis. A DGS diz que a informação que divulga não inclui notificações laboratoriais. Como tal, pode não corresponder à totalidade dos casos por concelho.
Bragança, de 56 para 4
Além disso, continuam a sobrar erros grosseiros, como é o caso hoje reconhecido dos dados relativos a Bragança. A DGS corrigiu hoje o número de infetados no surto na GNR de Bragança, depois de ontem ter dado conta de 56 casos ativos.
“Esclarece-se que o número se refere a casos com link Epidemiológico e não a casos ativos na GNR de Bragança, havendo apenas 4 infetados nesta Instituição. Em nome do correto esclarecimento, o Ministério da Saúde corrige a informação”, pode ler-se em comunicado enviado às redações.
O regresso de Cristina Ferreira à TVI ainda vai dar muito que falar. A SIC irá para tribunal, caso não seja indemnizada por iniciativa da própria Cristina Ferreira. A SIC diz que quer 4 milhões de euros, segundo se lê no Expresso (edição online), jornal do mesmo grupo a que a SIC pertence, a Impresa.
A TVI, apesar da crise, pode ser solidária com Cristina Ferreira e pagar os 4 milhões para livrar a apresentadora de problemas judiciais. Talvez essa verba tenha entrado nas contas quando a TVI decidiu aliciar Cristina.
As contas da SIC são simplistas: dois milhões dizem respeito ao valor do salário dos dois anos de contrato não finalizado e pelo menos mais dois milhões relativos a custos paralelos, incluindo produtoras e acordos já feitos com marcas. Mas a em empresa parece não estar a fazer contas à perda de audiências. A saída da Cristina vai ser um rude golpe na liderança da SIC que foi conseguida depois da apresentadora ser contratada.
O “histórico” da SIC é não dar importância aos “publicos” de cada um dos seus jornalistas e apresentadores de programas, mas é um erro crasso. Sempre que a empresa despede ou perde um dos seus criativos com “público próprio” corre o risco de perder essa audiência. E como ver televisão é uma rotina, não é muito fácil recuperar auditório que se habituou a estar noutro canal.
A SIC revelou, igualmente, alguma fragilidade ao assumir surpresa pela forma “unilateral”, “abrupta e surpreendente”, da saída de Cristina Ferreira.
A apresentadora anunciou, entretanto, as razões para a sua decisão: vai ser nomeada diretora de entretenimento e ficção e tornar-se accionista da Media Capital (a dona do canal de Queluz). Dinheiro, muito dinheiro e pouco mais, apesar dos argumentos “projeto ambicioso”, “escolha conduzida pelo afeto”, não se vislumbra que o novo programa da apresentadora venha a ser muito diferente dos que tem feito nos últimos anos – programa da manhã, um talk-show familiar, um espaço televisivo vocacionado para gente reformada ou desempregada, donas-de-casa ou jovens estudantes.
O regresso de Cristina Ferreira à TVI aconteceu quase dois anos depois de a apresentadora ter deixado o canal de Queluz e ter assinado contrato com a SIC. O anúncio foi feito a 22 de agosto de 2018 e era então a maior transferência da história da televisão portuguesa. Além de assumir a condução de “O Programa da Cristina”, era consultora executiva da direção-geral de entretenimento do canal, liderada por Daniel Oliveira.
colagem publicada em agosto de 2018 no Facebook quando Cristina Ferreira saíu da TVI para a SIC
Antes, tinha estado desde 2004 à frente das manhãs da TVI ao lado de Manuel Luís Goucha. Cristina Ferreira encontrava-se quase no final do contrato com a estação de Queluz quando a SIC iniciou uma abordagem, tendo sido criadas condições para um entendimento.
Este regresso à TVI coloca uma questão sobre o futuro de Goucha. Se Cristina ocupar as manhãs, Goucha fica sem poiso. O seu público é aquele e ele perde eficácia noutro horário qualquer. Não sendo provável que Goucha queira ser “partenaire” de Cristina, o que fazer com ele? Giro, giro, era ele ir para a SIC.
As bicicletas elétricas são o “ovo de Colombo” para cidades como Lisboa, com uma orografia complicada para a grande maioria dos potenciais ciclistas lisboetas ou, mesmo, turistas. Subir a Calçada da Ajuda não é para todos, por exemplo.
Então, tomando o exemplo do próprio presidente da autarquia que tem uma excelente bicicleta elétrica, a EMEL implementou o sistema Gira (aluguer de bicicletas elétricas) e vai, agora, aumentar a capacidade de oferta. O negócio começou com m700 bicicletas e, foi agora anunciado, vai mais do que triplicar.
A EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa recordou que está neste momento em curso um concurso para a aquisição de 1.500 bicicletas elétricas (lançado em fevereiro) e avançou que um novo procedimento para a aquisição de mais 600 bicicletas, também elétricas, está em preparação.
A empresa tem outras 300 bicicletas paradas na oficina, que ficaram na sua posse após a rescisão do contrato com a Órbita (que fazia a gestão da rede) e que deverão ser introduzidas no sistema “já em setembro ou outubro, com a ‘reentré’”.
Com a pandemia de covid-19, a EMEL suspendeu a utilização do sistema de bicicletas partilhadas mas a atividade já foi retomada e começou a recuperar gradualmente desde o início do mês de abril.
Neste momento, a oferta da EMEL é de 400 bicicletas convencionais e 300 elétricas. O sistema Gira, no entanto, só funciona no centro da cidade e zona ribeirinha, uma vez que nas freguesias mais periféricas não existem estações de carregamento para as baterias das bicicletas.
Ainda assim, o sistema está em expansão e as próximas freguesias a beneficiar das bicicletas partilhadas municipais serão Olivais e Campo de Ourique.
Os promotores imobiliários gostam de usar termos estrangeiros, preferencialmente em língua inglesa. Assim, em vez de Vale Verde de Lisboa eles dizem Lisbon Green Valley, talvez a pensar que se safam melhor com clientes tipo “Vistos Gold” (cá está, mais um anglicismo), do que com a prata da casa.
Vem isto a propósito de um novo bairro projetado para o tal Lisbon Green Valley (integrado no afamado Belas Clube de Campo), designado “Bairro Solar, Comunidade de Autoconsumo Coletivo de Energias Renováveis”. Quer isto dizer que se trata de um bairro onde todas as casas vão produzir energia solar para autoconsumo, com a consequente redução de custos na fatura da eletricidade.
Este tipo de casas deviam ser construídas para utilização social, era um modo de beneficiar a população mais carenciada e de reduzir substancialmente o consumo de combustíveis fósseis e a produção de gases de efeito de estufa.
Mas não, o novo “Bairro Solar” vai ser para gente endinheirada, basta ver os preços de venda das habitações do Lisbon Green Valley. O apartamento mais barato custa mais de 400 mil euros, uma moradia T3 vale mais de 1 milhão e 200 mil euros. Sem painéis solares.
Se está a ponderar a possibilidade de se mudar para o “vale verde”, veja se se encaixa no perfil do residente tipo do local: “o perfil do cliente do Lisbon Green Valley são famílias com dois filhos, empresários, profissionais liberais, executivos, bem como famílias que transferem a sua residência para Portugal e que procuram a qualidade de vida e a tranquilidade em plena segurança, sem perder de vista a ligação com a natureza e a proximidade com o centro da capital, especificam os promotores.
Estendendo-se por mais de mil hectares inseridos no novo Parque Florestal da Serra da Carregueira, e localizado a 15 minutos do centro de Lisboa, o Belas Clube de Campo é atualmente morada para cerca de 800 famílias de 27 nacionalidades, contando com cerca de 2500 residentes.
“Neste primeiro bairro solar, uma moradia com nove painéis solares instalados e de 330W cada, com um total de 2.970W de potência instalada, estima-se que se obtenha uma poupança de 500 euros/ano e que se evite a emissão de quase uma tonelada de CO2 para a atmosfera por ano”, dizem os promotores do projeto.
Este projeto engloba a EDP Comercial que, além de vender os painéis solares e a respetiva instalação, também está evidentemente interessada na comercialização da energia produzida e no incremento da sua carteira de clientes bem sucedidos na vida que este tipo de empreendimentos atrai.
Um gigantesco prédio moderno de 9 pisos está abandonado, há largos anos, ao início da Avenida da República, em Lisboa, como se o país fosse rico.
A confusão entre mercado e economia tem embaraçado a Câmara, que não o expropria para o levar a leilão para um privado o repor no mercado.
O edifício pertence, segundo consta, à Sonangol e tem um erro de construção para escritórios: o pé-direito é baixo e não permite teto falso para cabos.
Este enorme elefante atesta que os xico-espertos ricos podem esbanjar e tentar ignorar as leis de mercado em Lisboa.
Rua coloridas em Lisboa. Rua Nova do Almada e Rua dos Bacalhoeiros.
Lisboa, 9 de julho de 2020.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Súbitamente neste verão, quando a pandemia fez de Lisboa um cenário fantasma onde almas penadas, comerciantes falidos, hotéis às moscas, transportes parados, enfim, enquanto Lisboa fazia adivinhar uma crise total, o autarca, que tem maioria aguentada por um desconhecido do Bloco de Esquerda, decidiu pintar o pavimento de certas ruas em cores berrantes, de tinta contaminada, não se percebe com que objetivo urbano, a não ser uma parolada para encher olho a fofinhos verdes, que acreditam que é possível transformar a vocação de uma cidade, num conto infantil do Noddy na Cidade dos Brinquedos.
Não é preciso ter-se estudado a história das cidades para se perceber que elas nasceram para ser centros do Poder, do comércio, do negócio, da cultura, enfim, do cosmopolitismo com tudo o que isso implica de dinâmica social e política.
As grandes cidades têm néons, movimento, cheiros e sons diversos, meios de transporte diversos, e gente que ocupa o tecido urbano consoante a sua condição social.
Lisboa sempre foi isso. O Terreiro do Paço era uma grande feira e o centro do Poder Político. Não era por acaso que a Justiça, as artes e a sua escola, os jornais, os melhores restaurantes, o circuito do comércio de luxo, se situava na Baixa. O coração palpitante da capital.
Claro que a sociedade evolui mas no essencial continua a ser essa a ideia de cidade.
Este diletantismo de querer fazer de Lisboa um museu ou um circuito de Disneylândia para turistas parvos, tem sido um erro político fatal para Lisboa, sobretudo para os lisboetas e para quem lá trabalha.
A tentação do politicamente correto começou com Abecassis ao ter encerrado a Rua do Carmo aos carros e de ter instalado umas esplanadas patéticas, fatais no ataque ao incêndio do Chiado.
Entregue a demagogos que desprezam o investimento privado e insistem numa cidade dos brinquedos, o terramoto está à vista.
E o povo acha que uma cidade é um grande bairro de imigrantes que só querem mostrar a fachada da maison, mesmo que a banheira esteja pintada e cheia de flores.
A PSP da Amadora deteve três pessoas que participaram em ajuntamentos na via pública, onde se consumiam bebidas alcoólicas, em infração às regras impostos no âmbito do combate ao covid-19.
O sucedido ocorreu na freguesia da Mina de Água, local que, segundo a polícia, tem sido palco de vários ajuntamentos.
Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP refere que os homens, com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, foram detidos por desrespeito às regras estabelecidas: “as presentes detenções ocorreram na sequência da desobediência reiterada às ordens emanadas pelos agentes da PSP para cessar os ajuntamentos e com o consumo de álcool na via pública”, justifica a polícia.
Os detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca da Amadora, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência.
Portugal continental está dividido em três níveis para fazer face à pandemia de covid-19, estando a generalidade do país em situação de alerta, a Área Metropolitana de Lisboa em situação de contingência (nível intermédio) e 19 freguesias de cinco municípios da AML em calamidade.
O município da Amadora, com cerca de 180 mil habitantes, é um dos cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa com medidas restritivas e tem todas as freguesias em estado de calamidade.
Nas 19 freguesias foi determinado o “dever cívico de recolhimento domiciliário” e a proibição de ajuntamentos com mais de cinco pessoas.
No incêndio de Alcabideche, ontem ao fim da tarde, oito apartamentos ficaram provisoriamente inabitáveis.
“São dois prédios, de três andares cada um. Num deles, o último andar, que tem dois apartamentos, está inabitável provisoriamente. No outro prédio há seis apartamentos” na mesma condição, explicou Carlos Carreiras, o presidente da Câmara.
O autarca explicou que não foi o fogo que danificou os apartamentos, mas a ação dos bombeiros. A água utilizada para apagar o fogo que devorava os telhados acabou por inundar as casas que precisam, agora, de algumas reparações.
O autarca garantiu apoio camarário para todos os que precisarem de realojamento temporário.
O incêndio que deflagrou ao final da tarde de ontem em zona de mato em Alvide, foi dado como dominado três horas depois e pelo menos um bombeiro ficou ferido durante o combate às chamas, disse fonte da Proteção Civil. O bombeiro ficou ferido, “vítima de um trauma”, mas os ferimentos foram ligeiros.
A informação disponível no ‘site’ da Proteção Civil refere as 18:07 como hora do alerta deste incêndio.