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Covid-19: se Trump apanhou, qualquer um pode apanhar

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Agora já todos acreditam na pandemia e que o covid-19 existe mesmo, depois da doença ter “pegado” no Presidente dos estados Unidos da América. Trump está doente, a mulher do Trump está doente e a secretária do Trump está doente. Todos doentes com covid-19, mesmo. Quando foi com Bolsonaro, foi só um “resfriado”. Mas, agora, os negacionistas calaram-se, por um momento.

Em Portugal, os números continuam a subir. O Governo precavê-se e promete já reforçar o SNS com mais meios humanos e faz conta aos ventiladores disponíveis: são 1855.

No boletim do dia da Direção Geral de Saúde, está o registo de mais seis mortes e 888 novos casos de infeção com o novo coronavírus. Das seis mortes registadas, cinco ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma na região Norte.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que nas últimas 24 horas não há registo de novos internamentos, mantendo o número de quinta-feira de 682 pessoas. O mesmo com os cuidados intensivos onde estão 107 pessoas, tal como ontem.

Neste momento há 344 surtos ativos no país, com particular incidência nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte.

Lares de idosos e estabelecimentos de restauração continuam a ser os lugares de maior contaminação e onde surgem mais surtos, segundo explicou a Diretora-Geral de Saúde, Graça Freitas.

Sobre uma possível suspensão das visitas aos lares no cenário de agravamento da pandemia, à semelhança do que ocorreu durante o confinamento de março e abril, Graça Freitas não deu uma resposta assertiva: “Temos de pesar muito bem medidas de controlo de infeção e de segurança com humanização”, disse.

Na América morrem cerca de 35 mil pessoas por mês com covid-19

Enquanto em Portugal, o Governo e as autoridades sanitárias dão a entender que a situação está sob controlo, noutros países as notícias são alarmantes.

Espanha registou hoje 11.325 novos casos de covid-19 e contabilizou mais 113 mortes com a doença nas últimas 24 horas, aumentando o total de óbitos para 32.089.

A Alemanha registou 2.673 novas infeções pelo coronavírus nas últimas 24 horas, um novo máximo desde a segunda quinzena de abril. Nas últimas 24 horas, morreram oito na Alemanha com esta doença.

Na Rússia, apesar de já haver uma vacina aprovada, hoje registaram-se 9.412 novos casos. No total, a Rússia já conta com mais de 21.000 mortes devido ao covid-19.

O México registou 432 mortos e 5.099 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas.

O Brasil registou 728 óbitos e 36.157 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas.

Os Estados Unidos registaram 884 mortos e 46.164 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, o Presidente Trump é um deles. Com este último balanço o país atingiu um total de 207.743 mortes por covid-19 em seis meses.

O cartoon do dia, by Hélder Dias:

Amazing virus, by Hélder Dias

Chamem o António…Costa!

A candidatura de Ana Gomes à Presidência da República “rachou” o PS.

De um lado desta barricada estão aqueles que não lhe querem dar apoio, representados pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva e, do outro lado, estão os que consideram que ela pode e, quiça, deve ter o apoio do partido a que sempre pertenceu, como é o caso do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Santos Silva diz: “Se a Ana Gomes é uma boa candidata? Na minha opinião sim, enriquece o debate democrático. Se é uma boa candidata para ter o apoio do Partido Socialista, na minha opinião não”, afirmou o governante.

Pedro Nuno Santos diz: “As pessoas não servem para o PS para fazerem umas coisas de vez em quando, para serem candidatas, para serem eurodeputadas, para serem candidatas à câmara municipal, para serem membros do secretariado nacional e depois de um momento para o outro passarem a ser vilipendiadas porque não lhes dá jeito.”

A tentar apagar o fogo está já António Costa que pediu “reserva” aos militantes socialistas e membros do Governo, que é como quem diz, mandou-os calar.

O fabuloso cartoon de Hélder Dias.

Sintra, novo hospital já derrapa em 10 milhões €

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maqueta do novo hospital de Sintra, foto disponível no site da CM Sintra

O autarca Basílio Horta anda a prometer um hospital novo em Sintra desde há um ror de anos. Numa busca rápida que fizemos pela net, nos últimos cinco anos a promessa já foi utilizada uma dúzia de vezes.

Em 2017 houve eleições autárquicas no dia 1 de outubro. Um ano antes, em novembro de 2016, Basílio começou a prometer um novo hospital para Sintra.

A promessa foi reafirmada ainda em novembro de 2016. Basílio exibia, então, ao povo que tinha influência suficiente para ir ter com o ministro da Saúde e exigir o novo hospital. Mas ele sabe bem que quem autoriza a construção de um hospital não é o ministro da Saúde, mas sim o ministro das Finanças.

Durante o ano de 2017, à medida que se aproximava a data das eleições, o novo hospital foi usado e abusado na propaganda política do autarca que queria renovar mandato. Por exemplo, em julho desse ano o avençado Sintranotícias publicava que “o novo Hospital de Sintra deverá ser aprovado na próxima segunda-feira e já tem o acordo de Mário Centeno, ministro das Finanças, e do ministro da Saúde.”

Mas já então o novo hospital deixava de ser encargo do Estado para passar a ser encargo da autarquia, segundo o acordo que Basílio teve de assinar com as Finanças.

“Segundo a LUSA”, citava o Sintranotícias, “o documento, a discutir pelo executivo municipal, na segunda-feira, prevê que o município invista 29,617 milhões de euros na “conceção e construção do Hospital de Proximidade de Sintra” e o Estado assuma 21,660 milhões com “aquisição e instalação do equipamento necessário ao seu funcionamento”.

“Este acordo é a única forma de tornar realidade a criação de um novo hospital em Sintra, uma necessidade com mais de 20 anos”, disse à agência Lusa o presidente da autarquia, Basílio Horta.

Basílio venceu em 2017, com margem mais folgada em relação à eleição anterior. O papel que o novo hospital representou nesse resultado não se pode desdenhar. Foram dois anos a martelar na mesma promessa e as pessoas acabam por acreditar. Mas o hospital não foi construído.

Entretanto, passaram mais quatro anos e o novo hospital (que continua por construir) renasce na propaganda do autarca. Mas, se em 2017 o Governo não tinha condições financeiras para fazer o novo hospital, será que vai ter, agora, com a devastação que a pandemia está a provocar na economia do país?  As dúvidas são legítimas.

Em janeiro deste ano, Basílio garantia que “neste momento está a ser finalizado o caderno de encargos, estimando-se que o concurso público da empreitada possa ser lançado até ao final do primeiro semestre deste ano”. O semestre terminou sem que o concurso tivesse sido lançado.

Nesse dia de janeiro, Basílio aproveitava a oportunidade de estar reunido o Conselho Estratégico Empresarial para anunciar pomposamente algo que, mais uma vez, não iria cumprir. Note-se que, na mesma ocasião, a ministra da Saúde apenas se comprometia com médicos e enfermeiros de família: ““é meta do governo implementar medidas de solução, que permitam à população ter médico e enfermeiros de família e a hipótese de ter um secretário clínico nos cuidados de saúde de apoio às equipas multidisciplinares”. Não pronunciou uma única vez a palavra “hospital”.

Há cerca de uma semana, a autarquia anunciou, finalmente, que ia lançar o concurso público para a construção do hospital. Na lenda de Pedro e o Lobo a “mentira” tem menos repetições.

Se o concurso público se concretizar, se não houver atrasos no processo, talvez Basílio Horta consiga, ainda, lançar a primeira pedra da sua obra. A acontecer, será mesmo em cima da próxima campanha eleitoral.

O investimento agora passou para 40 milhões, segundo se lê na imprensa que cita informações fornecidas pela autarquia. A obra ainda não começou e já derrapa em quase 11 milhões de euros. É verdade que já passaram alguns anos desde que foi feito o orçamento da empreitada, mas a inflação tem sido quase nula nestes últimos seis anos.

O que não foi inflacionado foi a dimensão do novo hospital. Vai ter apenas 60 camas. Poucochinho dizem os críticos.

maqueta do novo hospital de Sintra, foto disponível no site da CM de Sintra

Alguns perguntarão, como é possível a imprensa andar sempre a dizer a mesma coisa, a repetir notícias e não questionar a fonte? A resposta está na qualidade do serviço prestado pela agência de comunicação que trabalha para a Câmara Municipal de Sintra. Na agência trabalham bem, nas redações já só há uns nabos que nem percebem bem o que andam a fazer.

“Eco” Medina recandidata-se a Lisboa

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As eleições autárquicas ainda vêm longe, mas nas autarquias já se perfilam defensores e atacantes do “castelo”.

Em Lisboa, por exemplo, Fernando Medina já anunciou que se recandidata. Acabaram-se as dúvidas. E até já anunciou algumas das políticas com que pretende aliciar os eleitores, nomeadamente a criação de áreas exclusivamente pedonais, sem trânsito automóvel. Medina quer uma cidade mais ecológica, de ar mais limpo, ajardinada e com ciclovias.

Numa entrevista ao Jornal de Negócios (acesso pago), Medina fala que o “limite à circulação na Baixa e Chiado avança no próximo mandato”. A medida constará do programa eleitoral, “porque é de facto uma medida importante”. Em causa está a Zona de Emissões Reduzidas cujo objetivo é diminuir a poluição atmosférica no centro da cidade. O objetivo de Lisboa é chegar a 2030 com uma redução de 60% nas emissões de CO2, mas Fernando Medina admite que é preciso “acelerar a transformação da cidade”. “Temos de acelerar a construção de uma cidade diferente, de uma cidade mais sustentável e com melhor qualidade de vida”, defende.

O projeto, de resto, já existe, mas Medina decidiu adiá-lo e volta a usar a mesma promessa para a próxima campanha eleitoral. O adiamento é justificado devido aos constrangimentos provocados pela pandemia covid-19: “esse projeto, decidimos não avançar com ele neste momento da pandemia, porque temos uma cidade ainda muito perturbada, com o comércio e a restauração, muita gente ainda em teletrabalho”.

De todas as propostas que Medina pode levar para a sua campanha eleitoral, as que mais anticorpos produzem são as que tornam a cidade mais difícil para a mobilidade automóvel. Os críticos de Medina dizem que as ciclovias são um erro, porque atrofiam as vias dedicadas ao tráfego automóvel sem benefício para os habitantes da cidade.

As eleições autárquicas de 2021 irão ser realizadas em setembro ou outubro.

O covid-19 já tem Banco

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A nomeação de Durão Barroso para a presidência da Aliança Global para as Vacinas (GAVI) é a pior escolha. Durão está ferido na política e relações sociais, desde a sua entrada para o Goldman Sachs Group Inc, o banco mais odiado à face da Terra.

Só passaram 30 meses do pedido de proibição formal de contactos da União Europeia com Barroso e ele está de volta. Durão vem credibilizar as teorias da conspiração sobre o covid-19, que se alicerçam em interesses económicos variados.

A origem deste vírus foi sempre controversa. O virologista francês Luc Montagnier – prémio Nobel de Medicina pela “descoberta” do vírus da HIV/sida – afirmou acreditar que o covid-19 seja um vírus criado em laboratório.

Para além desta teoria da conspiração, ficou também em cima da mesa a tese dos interesses americanos. O novo coronavírus poderia ser uma alegada ação americana de sabotagem da economia chinesa e europeia. Em rigor, ninguém sabe de onde veio o vírus, mas toda a gente conhece problemas com Durão Barroso.

Os cientistas dizem que o vírus não segue padrões, porque parece que nada o afeta, nem o calor, nem o  frio, vive no ar, resiste a tudo. O caso mais estranho aconteceu na argentina, onde  57 tripulantes da traineira Echizen Maru testaram positivo no regresso de 35 dias de mar. Quando embarcaram estavam negativos.

O covid-19 está a provocar um distanciamento cada vez maior entre ricos e pobres.  A captação da riqueza das nações é a praia da Goldman Sachs Group Inc.

Durão saiu há 44 anos da Federação dos Estudantes Marxistas Leninistas na outra margem do Tejo e, 44 anos depois, está sentado no Finantial District de New York, num cadeirão estofado da Goldman Sachs.

Pelo meio, como presidente da União Europeia, andou de braço dado com Pereira Coutinho numas ilhas do Brasil e em cruzeiros com um grego rico.

Já se percebeu a dificuldade em conter o lucro voraz da indústria farmacêutica. Só faltava ver agora a Goldman Sachs Group Inc envolvida na vacina contra o covid-19.

PAN apoia Ana Gomes

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O partido Pessoas Animais Natureza – PAN – anunciou que apoia a candidatura à Presidência da República de Ana Gomes. Depois do Livre, este é o segundo apoio partidário que esta candidatura recebe.

Bife com batatas fritas leva a divórcio

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Rear view of mature man and son running with arms outstretched on beach

O volta-atrás dos deputados socialistas na votação sobre a residência alternada de filhos, demonstra a nossa dificuldade em gerir o dia-a-dia na área dos afetos e também a causa das coisas. As mães continuarão assim a manter as preferências dos Tribunais de Família, quando atribuem a guarda dos filhos.  Bom seria a igualdade parental, puxada pela residência alternada. Era o fim do matriarcado, fonte de enormes problemas e até de mortes e suicídios. Se a norma primeira fosse a residência alternada, seriam evitadas grandes guerras e o arremesso de crianças entre pais desavindos. Assim, não. A mulher tem quase a certeza de ficar com as crianças e, por arrasto, com a morada de família, por causa da residência não alternada.

O divórcio de um casal é um ato brutal para os filhos, sobretudo quando são menores. A sua tristeza é enorme. Mas tal não evita a ligeireza com que se pede o divórcio em Portugal e a facilidade do tratamento do assunto pelos juízes.

Não existe um número exato, mas há indicadores da taxa de divórcios ser superior a 66 por cento, em Portugal. Um amigo meu belga perguntou-me se os portugueses estariam já todos divorciados. Uma graça. Na verdade, basta um simples SMS para se pedir o divórcio. E se o divórcio for litigioso, é suficiente dizer que o outro é preguiçoso ou desarrumado. Ou porque gosta de comer bifes com batatas fritas, como me afiançou, com ar sério, uma comadre quando me contou que tinha pedido o divórcio. E temos logo matéria para o réu pagar 612 euros de taxas de Justiça pelo divórcio e mais 620 de taxas para o julgamento “fingido” sobre a morada de família.

O resto será um passeio de duas manhãs pelo Tribunal. Desfilará um rol de testemunhas nunca vistas, dizendo barbaridades e perjúrios, que o juiz escuta com enfado.

O pai-de-todos fala em Tribunal

Os Tribunais de Família, em regra, servem apenas para o juiz fazer de pai-de-todos, dando umas desnecessárias lições de moral e conduta.  

As testemunhas dizem barbaridades? Não importa. Trazem ao julgamento coisas desconexas e colaterais? Não interessa. Fazem acusações graves sobre a orientação cívica ou sexual dos réus? Não interessa! Afinal interessa o quê?  Alguns juízes gostam de  ouvir as crianças, muitas vezes levadas ao engano, manipuladas. E pronto, está feito. Porque o divórcio já era facto assente. 

Pagam-se com língua de palmo aquelas duas manhãs que apenas servem para lavrar a sentença da entrega  das crianças às mães, mais o pagamento da pensão de alimentos, a perda de morada de família do progenitor e o fixar de residência dos filhos na casa agora da progenitora.

Os juízes em Tribunal aproveitam para admoestar, gritar e apoucar os réus. E podem até dizer uma coisa numa sessão e depois sentenciar em contrário.  E valem-se do superior interesse das crianças para não deixarem as”escandaleiras” serem presenciadas por terceiros.

O volta-a-trás na residência alternada

A reviravolta dos deputados socialistas já era previsível, porque talvez tinham andado a “contar espingardas”. Os socialistas queriam a residência alternada como regime preferencial. Mas os sociais-democratas terão imposto uma redação diferente. Ficou assim: o tribunal “pode determinar” a residência alternada do filho, “independentemente de mútuo acordo nesse sentido e sem prejuízo da fixação de alimentos. Claro, no caso deste regime “corresponder ao superior interesse da criança” e “ponderadas todas as circunstâncias relevantes”

No caminho natural da residência alternada, tínhamos de um lado os conservadores, apoiados por uma facão doutrinária do Centro de Estudo Judiciários (CEJ). Do outro lado, a outra ala do CEJ conotada com um certo arco-íris. Tem sido sempre assim.

Os deputados pesaram e voltaram atrás. Por causa de uma parte da Igreja Católica. Que é retrógrada. Que se deixa fotografar em grande gosto com o líder do Chega, a direita autoritária. E talvez também por causa de algumas estruturas de lares, que vêm alegadamente na alteração das leis uma ameaça à sua sobrevivência.

Pai tratado como cadastrado

Com o volta-a-trás ficámos na mesma. E ninguém quis ver o Centro Vitae, erguido por António Roseiro, onde a maioria dos utentes são homens. Perderam a família, a casa e contacto diário com os filhos.  

Todos os dias saem pelas 9 para trabalhar e regressam pelas 17 horas. Têm direito a um banho, roupa lavada e a uma tarimba para dormir, porque não conseguem pagar 300 euros por um quarto.

Quando fiz uma reportagem sobre este centro, 252 utentes eram homens e 6 utentes eram mulheres. António Roseiro explicou-me ser este era resultado, em parte,  das sentenças dos Tribunais de Família. Já faleceu, era um homem justo e de bons costumes. Ajudou muitos homens que são acolhidos num gigantesco barracão dividido com paredes de tijolos, em quartos de dois beliches.

Os senhores deputados deveriam ter visitado os centros que acolhem homens que tinham família, para responderem a uma simples pergunta: como pode um pai conviver com os filhos naquelas condições?   Ah! Já sei a resposta. Janta às quartas-feiras com os filhos no McDonalds. E no fim-de-semana, de 15 dias em 15 dias, vai com eles à Praia de Pedrouços, em Lisboa. Ou à da Foz, no Porto, de Buarcos na Figueira da Foz, da Barreta em Faro. Ouvi a solução da boca de um conhecido advogado com ares de juiz. Em boa verdade, um pai é tratado como um cadastrado a quem lhe dão umas horas de luz no pátio.  

A questão radica logo na residência não alternada, que lhe faz perder a morada de família. E esbater a ligação aos filhos, porque as mulheres continuam a ter o privilégio de ficarem a guarda dos filhos, não se sabe porquê. Este tema faz parte do labirinto da Justiça portuguesa. Mas os deputados voltaram atrás. E o Governo? O Governo já tinha aumentado o teto salarial dos juízes.

Lisboa presta homenagem a Alcindo Monteiro

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A Câmara Municipal de Lisboa vai, hoje, prestar homenagem a Alcindo Monteiro, o jovem português de ascendência cabo-verdiana assassinado na Rua Garrett há 25 anos, num crime de ódio racial, com uma placa evocativa.

A placa evocativa tem o seguinte texto:

“Nos 25 anos do assassinato de ALCINDO MONTEIRO (1967-1995) neste mesmo local, a cidade de Lisboa reafirmou o seu dever de memória e justiça e o seu compromisso com o combate ao racismo e ao fascismo sob todas as suas formas”

A placa está patente no local onde Alcindo morreu, junto ao nº19 da Rua Garrett, na baixa lisboeta.

Numa nota divulgada ontem, a Câmara Municipal de Lisboa afirma que “perpetua desta forma a memória sobre a sua vida e sobre o que a sua morte representou: um gesto de barbárie de uma ideologia que não se desvaneceu e que ainda está presente sob muitas formas em muitos países, incluindo Portugal”.

A cerimónia será presidida por Fernando Medina, presidente da autarquia.

imagem Google maps da Rua Garrett, Lisboa

Recordando, foi em 1995, na madrugada de 10 para 11 de junho, um grupo de cerca de 50 ‘skinheads’ invadiu as ruas do Bairro Alto, em Lisboa, e atacou com violência várias pessoas. Onze foram julgados e condenados por homicídio, seis foram condenados por agressões e dois foram absolvidos.

Alcindo Monteiro tinha 27 anos quando foi assassinado. Vinte e cinco anos depois, os assassinos já estão em liberdade e novamente a contas com a justiça: em maio deste ano, o Ministério Público constituiu como arguidos 37 neonazis suspeitos de agressões brutais e tentativas de homicídio contra afrodescendentes e homossexuais, entre os quais se contam cinco dos condenados pela morte de Alcindo Monteiro.

O dótor seringa

O cartoon de hoje de Hélder Dias é sobre o homem que descobriu armas de destruição massiva no Iraque e colaborou na invasão daquele país, o mesmo que, agora, se dispõe a organizar a vacinação massiva da Humanidade.

Durão Barroso acaba de ser escolhido para presidir à Aliança Global para as Vacinas, mediante um qualquer critério que não seja o de perceber alguma coisa de infeciologia.

“Tudo farei para ajudar a concretizar estes objetivos, tão nobres e tão importantes, não só para as pessoas mais carenciadas, estou a pensar em África, mas também em geral, para a comunidade internacional, para conseguir criar proteção suficiente contra estas pandemias”, disse Durão Barroso em declarações à Lusa.

O cargo não é remunerado, mas quem é chairman e diretor não-executivo da Goldman Sachs International, já tem cartões de crédito suficientes.

A derrocada no Metropolitano (fotografias dos bombeiros)

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A circulação de comboios do Metropolitano de Lisboa continua interrompida no troço onde se verificou um desabamento provocado por obras à superfície, na Praça de Espanha.

A linha azul do Metropolitano está cortada nos troços Reboleira-Laranjeiras e Marquês de Pombal-Santa Apolónia.

Em conferência de imprensa hoje de manhã na Praça de Espanha, Vítor Domingues dos Santos, administrador do Metropolitano de Lisboa,  disse que está a aguardar aprovação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para que os trabalhos de reparação prossigam.

“Os trabalhos já se iniciaram, toda a limpeza foi efetuada, o comboio retirado e o buraco que tínhamos ontem já está tapado por baixo com cofragem.” O presidente do conselho de administração indicou que terá mais notícias a meio da tarde de hoje, após o desenvolvimento das operações do LNEC e a execução de trabalhos preliminares. “Não me quero comprometer com prazos, temos de olhar bem ao que se vai fazer. Estamos a trabalhar em pleno. Espero hoje à tarde definir um prazo com mais certeza do que agora”, referiu.

O transtorno para os utentes é uma das consequências deste acidente que, recorde-se, provocou apenas 4 feridos ligeiros. Foi uma sorte, se atendermos ao facto de que quando se verificou a derrocada passava no local um comboio com centenas de passageiros no interior.

Os passageiros estão a ser transportados numa articulação entre o Metro e a rodoviária Carris, através de um reforço das carreiras 746 e 726.

As fotografias que exibimos foram feitas por um elemento das equipas de socorro do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique, que transportaram os feridos para o hospital e tiraram os restantes passageiros do interior do comboio.

As fotografias estão publicadas na página dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique.