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Covid-19: cinco mortes e um balde de água fria

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Portugal regista hoje mais cinco mortes (quatro em Lisboa e Vale do Tejo) e 252 novos casos (215 em Lisboa e Vale do Tejo) de infeção por covid-19 em relação a terça-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 49.150 casos de infeção confirmados e 1.702 mortes.

Em todo o território nacional, há 439 doentes internados, o mesmo número do que na terça-feira, e 59 em unidades de cuidados intensivos, menos três do que ontem.

Vacina não é para já

A Organização Mundial de Saúde avisou hoje que não haverá vacinas para a covid-19 antes da segunda metade de 2021, apesar de “sinais de esperança” nos testes clínicos a decorrer. Quando notícias recentes apontavam para a possibilidade de haver uma vacina aprovada até ao final deste ano, a OMS vem deitar um balde de água fria como essa pressa.

Apesar de haver já três projetos de vacina na fase de testes em humanos, a OMS prefere dizer que se trata de potenciais vacinas que ainda não fracassaram, mas que ainda falta um longo caminho até algum desses medicamentos estar disponível pata toda a gente no mercado.

Fundamental é garantir que as vacinas sejam seguras e eficazes e isso levará tempo, diz a OMS.

Neste momento, há três projetos na fase 3 de testagem, um russo, outro inglês e um chinês.

ACABAR COM A PORNOGRAFIA

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A frase mais certeira pertence a David Justino: “É um negócio pornográfico”.

A mulher muda de estação de TV como quem bebe um copo de água. Aparentemente, relações profissionais e pessoais não contam para nada. Se é que existem. Manda o carcanhol e o poder fictício. Uma mudança celebrada com muita hipocrisia e cinismo. Tanto da própria como da SIC, com votos mútuos de felicidades futuras.

Estranha-se é como a TVI, que há bem pouco tempo reclamava apoios públicos e vai recebê-los (3 milhões 342 mil euros), derrete esse apoio em apenas um salário e em apenas um ano. Isto merecia uma petição pública, dirigida ao Governo, no sentido de se pôr cobro ao apoio de milhões de euros em publicidade institucional com que vamos brindar a TVI. Sim, vamos, que o dinheiro é nosso, de todos os contribuintes.

A TVI entrou com tudo – dinheiro, direcção, administração e capital social. Deslumbrada, a mulher ficou derretida, de papo cheio. Conta connosco. Comigo não, conta é com os telespectadores que a seguem. Que estiveram com ela na TVI e depois na SIC. Espera, agora, que a acompanhem no regresso à TVI. Conta com o apoio dos tansos. Sim, sem eles, está tramada. Estão tramadas. Ela e a TVI.

Tenho dúvidas, porém, de que a TVI tenha entrado mesmo com tudo. Nada impede a SIC de entrar com mais dinheiro, duas minas de lítio lá para o nordeste e ainda uns terrenos na lua. E aí, se calhar, teríamos a mulher a mudar de novo para a SIC. Convicta de que os tansos que estiveram com ela na TVI, depois na SIC e de novo na TVI, não deixariam de a acompanhar, outra vez, num segundo regresso à SIC. 

Depois dos votos de felicidades, a SIC reagiu com uma paródia à mulher. Não é má ideia. Se for coisa bem feita, 3 vezes ao dia, no mesmo período em que a mulher voltar a aparecer, mas a horas irregulares, a coisa pode tornar-se feia para a TVI. Nas circunstâncias presentes, pode ser legítimo o recurso ao “vale tudo”. Se é para a desbunda, então façam favor, desbundem a sério – o pagode agradece.

Bonito, bonito, seria, porém, vermos os espectadores a acabarem com a pornografia. Bastaria, para tanto, que dessem um uso correcto aos telecomandos.

(o autor publica a mesma crónica no Jornal de Barcelos)

Covid-19: seis mortes e um hipermercado “bem abastecido”

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No relatório de hoje da Direção Geral de Saúde, estão registadas mais seis mortes, o que corresponde a um aumento de 0.4% em relação ao dia de ontem. Assim, o número de óbitos relacionados com a pandemia passou de 1.691 para 1.697. Há mais 127 casos de novas infeções detetadas o que representa um aumento de 0.3% em relação a ontem.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde se registam mais casos, contabilizando 79,5% dos novos casos, com 101 dos 127. Foi também na zona de Lisboa que ocorreram os seis casos mortais por COVID-19 registados nas últimas 24 horas.

Nos últimos dias, os dados disponibilizados pela DGS parecem indicar que se verifica um abrandamento no contágio por covid-19. Aliás, já ontem a Ministra da Saúde tinha afirmado que o índice de transmissibilidade estava em 0.97, o que significa que cada contamionado contagio menos do que uma pessoa e que, a continuar assim, a pandemia tende a desaparecer.

Mas também pode recrudescer como, de resto, já aconteceu em Portugal. Basta que algum foco de contágio não seja combatido atempadamente e Portugal tem ainda dezenas de focos ativos. É o caso, por exemplo, do que se passa em Torres Vedras num hipermercado Continente, onde os números têm vindo a aumentar entre os funcionários, havendo já 14 casos confirmados de covid-19.

Hipermercado e lojas desse centro comercial continuam abertos.

GNR abandona quartel em Lisboa

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O antigo quartel de Santa Bárbara da GNR está abandonado há cinco anos, no centro de Lisboa, atravancando a vida aos lisboetas e a todos os que têm de passar por ali.

O quartel é um conjunto de edifícios e de terrenos que dariam habitação a centenas de famílias, com direito a jardim e tudo. Isto é, se a Academia Militar vizinha libertasse os seus espaços verdes que têm um campo de futebol a sério, onde só faltam as bancadas.

O quartel vai da Rua Jacinta Marto ao Largo do Cabeço da Bola. É enorme e devia estar no mercado para arrefecer os preços e… dar vida a Lisboa.

Raios e coriscos, chuva e granizo (galeria de fotos)

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E de repente as condições climatéricas alteraram-se, quase sem pré-aviso. O verão tem destas coisas, quando menos se espera chove e troveja. Em Lisboa, a noite passada teve um festival de cor, luz e som a que todos pudemos assistir das nossas varandas.

Quanto a previsões, valem o que valem, quase sempre são acertadas, e dizem que para os próximos dias continuamos a ter condições para assistir a mais trovoadas e não só em Lisboa, quase todo o país está sob aviso amarelo, como se vê no mapa do IPMA.

Oeiras, Isaltino Morais não usa máscara

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O Presidente da Câmara de Oeiras visitou hoje o jardim da Quinta dos Sete Castelos, depois das obras de reabilitação desse espaço público.

Depois de meses de obras, o jardim está de novo acessível ao público. E ficou bonito, sem dúvida.

Acontece que Isaltino Morais confraternizou com trabalhadores e com quem o acompanhou na visita sem usar máscara. Este à vontade de Isaltino perante o perigo que representa o covid-19 faz lembrar comportamentos muito publicitados nos media internacionais de dirigentes políticos como, por exemplo, Bolsonaro e Trump.

Parece inegável que os exemplos deles influenciaram comportamentos da população e sabemos bem como a pandemia está a devastar esses países.

Salvaguardando as devidas distâncias e a escala da capacidade de influenciar comportamentos, Isaltino não está a fazer muito diferente que Bolsonaro e Trump, dizem os críticos que “se fazem ouvir” nas redes sociais.

A questão de usar ou não máscaras na rua tem dividido opiniões, mesmo entre especialistas. Por exemplo, o pneumologista Filipe Froes é um dos especialistas que defendem que devia ser obrigatório usar máscara, mesmo na rua. Citado pelo jornal Público, Froes diz que “neste momento, em face das evidências que existem e da dificuldade que temos em controlar as cadeias de transmissão, tendo em conta a possibilidade de as pessoas assintomáticas poderem perpetuar a transmissão na comunidade, devemos adoptar todas as medidas para maximizar o controlo da situação e isso passa pela obrigatoriedade do uso de máscara em todas as situações”, diz este médico pneumologista referindo-se não só ao uso em espaços públicos e fechados, “mas em todo o lado, incluindo espaços públicos abertos, nomeadamente a rua”.

Ainda no Público, o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, tem uma opinião diferente: “É uma questão complexa. Sabemos que a máscara ajuda a reduzir o risco, pode ser uma solução interessante. Mas temos de ter em conta o contexto, se há baixa ou alta transmissão, etc. Agora, que permite reduzir o risco, permite, mesmo no contexto exterior”, nota o especialista, referindo que, “particularmente, nos contextos em que haja maior concentração ou proximidade de pessoas, o uso de máscara pode ser importante” e também “para pessoas que têm factores de saúde de risco”.

Ou seja, usar máscara mal não faz.

Vacina covid-19, depois dos russos os ingleses

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Cientistas da Universidade de Oxford afirmam que os resultados preliminares de testes a uma vacina contra a covid-19 mostraram que provocou uma resposta imunitária em centenas de pessoas, segundo um artigo publicado hoje.

“Estamos a observar uma boa resposta imunológica em quase todas as pessoas”, diz o Instituto Jenner da Universidade de Oxford, num comunicado.

Depois dos russos do Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya terem anunciado, esta manhã, que os testes da sua vacina foram bem sucedidos, agora foi a vez dos ingleses marcarem terreno.

Os russos dizem que “os resultados das análises mostram de forma inequívoca que todos os voluntários desenvolveram uma resposta imunitária, como resultado da vacina”, os ingleses usam a expressão “quase todos”, mas a corrida para a vacina está no auge, cerca de uma dúzia de vacinas experimentais diferentes estão em estágios iniciais de testes clínicos em humanos ou prontas para começar, principalmente na China, EUA e Europa, com dezenas de outras em estágios iniciais de desenvolvimento.

Mas por enquanto, ao certo, ainda não há nenhuma vacina capaz de parar esta pandemia.

Covid-19: Rússia diz que tem vacina

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A Rússia anunciou hoje ter concluído com “êxito” a fase de provas clínicas de uma vacina contra o covid-19 que foram realizadas em conjunto com o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya.

“Na manhã do dia 20 de julho, hoje mesmo, o segundo grupo de voluntários recebeu alta”, afirmou o Governo através de um comunicado do Ministério da Defesa referindo que as provas clínicas foram executadas no Hospital Militar Central Burdenko, em Moscovo.

A mesma nota indica que “os resultados das análises mostram de forma inequívoca que todos os voluntários desenvolveram uma resposta imunitária, como resultado da vacina”.

De acordo com o comunicado, a vacina não provocou “complicações” ou “reações indesejadas”.

Os voluntários foram vacinados no passado dia 23 de junho sendo que no próximo dia 04 de agosto vão ser submetidos a uma série de novas análises de controlo para confirmação dos resultados e inocuidade da vacina.

Uma boa filha à casa torna

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Esta semana soubemos que a apresentadora Cristina Ferreira regressou à TVI. A SIC, apanhada desprevenida, classificou essa mudança como uma decisão “unilateral, abrupta e surpreendente”. Ainda hoje, Daniel Oliveira, na sua página do Facebook, fez um comunicado acerca do assunto, declarando a qualidade da sua estação e citando nomes que fazem parte da sua equipa, para afirmar a continuidade dos seus projetos e respeitando a concorrência.

Nas redes sociais, houve clivagens de opinião. Uns ressalvaram a ascensão de uma mulher com garra, alegrando-se com o empoderamento feminino que muita popularidade e muitos milhões significam na mão desta figura televisiva, outros assinalaram a ingratidão que a mesma revelou face a uma casa que a recebeu de braços abertos ainda não há muito tempo, também com doses assinaláveis de fama e de euros em simultâneo.

Uns ainda falam ainda na crise de valores não monetários ,ou seja, do desamor pela camisola, qual jogador de futebol a ser disputado pelos grandes clubes, onde outros consideram precisamente que vencer na transação do mercado é um direito que assiste tanto aos futebolistas homens como às “tv hosts” femininas, argumento este que, admitamos, é dificil de refutar.

Ao privado o que é do privado, que foi sempre, e de resto, a explicação dada para os gastos milionários em nomes que vendem, seja num campo desportivo ou num ecrã, grande ou pequeno. Acontece que, neste caso, o governo injetou capital nos media e nas televisões portuguesas e que lá vai também o dinheiro dos nossos impostos, dizem ainda mais uns, o que não deixa igualmente de ter um fundo de verdade. Para mais, estamos em tempo de pandemia, com toda a contenção de despesa necessária numas áreas para aplicar noutras bastante mais necessitadas. Certo, claro.

Este mosaico de opiniões tem a sua graça mas, admita-se, nada adianta em relação ao que está feito. A apresentadora fez a sua escolha, após um muito discreto namoro, e sobe mais uns degraus na escadaria do sucesso pessoal, independentemente de muitos de nós não lhe apreciarmos o estilo ou lhe reconhecermos talento ou qualidade no que faz ou, sobretudo, no modo como o faz.

Entretanto, a própria sentiu necessidade de justificar o volt-face mediático que criou com a quebra de contrato com a SIC. Assim, “Alguém me disse que a casa-mãe precisava de mim. Ninguém gosta de ver a casa da mãe a cair”, disse ao Expresso. Desconhecendo em que moldes a casa da mãe estava, podemos essencialmente ter duas reações perante esta justificação.

Por um lado, podemos considerar esta ação como um ato generoso de quem não conseguiu cortar o cordão umbilical, por outro podemos classificar esta afirmação como pura hipocrisia, num mundo em que todos nos movemos por interesse de uma maneira ou doutra e numa altura em que ter dinheiro na mão nos assegura mil preocupações a menos.

E se fosse um homem? Os homens também dão berros na televisão, sobretudo naqueles debates sobre futebol que muitos de nós não veem por opção. Respondendo, não parece que o Manuel Luís Goucha ou o Cláudio Ramos sejam propriamente apreciados por todos, se falarmos de apresentadores. E o mesmo vai para nomes como Manuel Serrão e companheiros de berraria e nervos que assaltam os canais informativos nas muitas noites de jogos.

A verdade é que o estilo e a qualidade podem não ser consensuais e a isso temos direito. Outra verdade é que a apresentadora revela esperteza na forma como tem subido na televisão e até na sociedade portuguesa, sem dúvida. Pode até ser uma trabalhadora incansável e uma pessoa boa para os demais, não é essa sequer a questão. A questão é que ela simboliza, mulher ou homem, a ambição atual em ganhar cada vez mais, também no sentido literalmente financeiro da palavra. Por isso, tudo o que há a fazer é não negar isso. Que não nos digam, tão somente, que estes regressos são por pura abnegação ou extrema necessidade de colo.

O Campeão do Mundo regressa aos treinos

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O judoca Jorge Fonseca, português nascido em São Tomé e Príncipe, Campeão do Mundo na categoria -100 kg, está de regresso aos tapetes e aos treinos.

Jorge Fonseca testou positivo para covid-19 e esteve três semanas em isolamento. Agora, depois de quatro testes negativos, está de regresso depois de ultrapassar este problema de saúde.

Na sua página pessoal do facebook, o judoca da seleção nacional fez a festa.

Jorge Fonseca e Wilsa Gomes (-57 kg) tiveram testes positivos para covid-19 em 24 de junho, quando a Federação Portuguesa de Judo se preparava para iniciar o primeiro estágio alargado das seleções, em Coimbra.

O campeão mundial de -100 kg expressou ainda a sua “solidariedade a todos aqueles que se encontram infetados com esta maldita doença”, nomeadamente àqueles que “não tiveram a sorte” de passarem a pandemia como o judoca, assintomático.

“Desejo que, com o apoio dos nossos incansáveis profissionais de saúde, consigais também, todos vós, vencer esta luta”, concluiu.

Jorge Fonseca vai agora integrar o quinto estágio das seleções de judo, de terça a sexta-feira, novamente em Coimbra.

As provas de judo deverão recomeçar em setembro, mês para o qual estão previstos o Grande Prémio de Zagreb (18 e 20) e o Campeonato Nacional (26 e 27). Os Europeus de Praga, que deveriam ter-se disputado em maio, foram adiados para o período entre 8 e 10 de novembro.

Nascido em São Tomé e Príncipe a 30 de outubro de 1992, Jorge Fonseca chegou a Portugal com 11 anos. Começou a praticar judo na escola, na Damaia.

Demorou pouco a impor-se. Em 2013 conquistou o título português de sub-23 e conseguiu algo de inédito para o judo nacional ao tornar-se o primeiro atleta masculino português a alcançar o título de Campeão da Europa de sub-23.

Um tumor numa perna quase lhe roubava a possibilidade de tentar uma carreira brilhante no judo, mas os tratamentos e a resiliência deram resultado e em 2019, no Japão, Jorge Fonseca conquistou o título mundial na categoria de -100 kg, ao vencer o russo Niyaz Ilyasov na final.

Agora, o campeão está de regresso. Força Jorge!