Início Site Página 320

VELOCIDADE LOUCA

Sabemos agora as razões que levaram ao investimento em novos e sofisticados radares de última geração para controlar o tráfego rodoviário, de que já antes tínhamos aqui falado.

O Governo pretende aumentar significativamente a arrecadação de euros por via das multas por infrações ao Código da Estrada. Os 129 milhões que estão inscritos no Orçamento Geral do Estado, significam um aumento de cerca de 40% sobre o montante recolhido no ano passado.

Digamos que é o modo de financiar o esforço do Estado. O dinheiro recolhido irá para ajudar a suprir despesas públicas. Uma delas há de ser,  certamente, o prometido apoio ao Governo da Ucrânia: 250 milhões €. Neste enquadramento, pode-se até dizer que quem cumprir com o Código da Estrada é putinista…

Cartoon de Hélder Dias:

Os professores são importantes

0

Merlí era uma série de televisão, que passou na RTP2, sobre um professor de Filosofia que usava métodos pouco ortodoxos para levar os alunos a interessarem-se pelas aulas e a pensarem livremente. Teve conflitos com a direcção da escola, com os pais e até com os alunos. Mas ajudou-os como ninguém e foi professor, pai e conselheiro. Curiosamente, no último episódio, alguns anos depois da sua morte, um dos alunos é professor de Filosofia e transmite os ensinamentos de Merlí. Todos o recordam como uma das pessoas mais importantes das suas vidas.

Esta série, fez-me lembrar a professora Sofia Falcão, a Merlí da minha vida. Dava aulas de Português no Liceu que frequentei antes do 25 de Abril. Sendo eu colaboradora do jornal do Liceu, um dia escrevi um texto que o Reitor (director do jornal) não deixou publicar.

Em conversa com a professora, queixei-me. E ela: “Se tu queres ser jornalista tens de te habituar. Dá a volta ao texto e diz a mesma coisa”. Assim fiz e o texto foi publicado. Mas aquela frase “dá a volta ao texto” da minha professora tenho-a na cabeça até hoje e mudou a minha vida.

Há uns anos pediram-me para escrever um texto (desta vez sem censuras) para o jornal da agora Escola Secundária. Escrevi sobre esta professora. Uma amiga nossa providenciou o reencontro e Sofia Falcão disse-me: “Nunca pensei ter tido essa importância na tua vida”. A mesma amiga contou-me, mais recentemente, que num encontro de antigos alunos vários afirmaram que o mesmo sucedeu com eles.

De repente, leio que “ao longo da última década, o Conselho Nacional da Educação (CNE) tem vindo a alertar, em relatórios e recomendações, para o envelhecimento do corpo docente e consequente aposentação, e para a necessidade da sua renovação”. E mais se acrescenta que “interessa também encontrar soluções que permitam reverter a situação criada, considerando que ainda há professores que não obtêm colocação, que a atractividade da profissão é baixa e que o número dos que vão concluir os mestrados que conferem habilitação para a docência, nos próximos anos, poderá não ser suficiente para suprir as necessidades”.

Que os professores ganham pouco é uma verdade, que são tantas vezes maltratados por alunos que não tiveram educação em casa é outra verdade. E será que o ensino de agora continua a dar espaço para os Merlís e Sofias Falcão da vida dos estudantes?

Neste contexto, percebo a fuga em massa a esta profissão de suprema importância. Trata-se de um problema social, de uma sociedade que pouco tem valorizado a transmissão do conhecimento. E isso é muito grave!

PUTIN, A CONTAR ESPINGARDAS

0

Putin Sentou-se à volta de uma mesa redonda com os seus principais aliados e mostrou-se sereno.

Depois de termos lido na imprensa de “referência” que o homem estava de cabeça perdida, doente terminal, rodeado de inimigos palacianos, é curioso verificar como nada disso se confirma. Claro que ninguém está livre de morrer de um minuto para o outro. Mas, por enquanto, Putin mostra-se decidido a continuar a guerra que iniciou há quase três meses.

vídeo

(Transcrição do texto gravado)

Sentado à mesa com os seus principais aliados, Putin anunciou que o alargamento da NATO à Suécia e Finlândia não chega para assustar a Rússia.

Putin disse que a Rússia não tem problemas com nenhum desses dois Estados, , mas disse que, no futuro, a instalação de infraestruturas militares da NATO nesses dois países irá provocar uma resposta.

A Rússia, com a Bielorrússia, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão, formam uma aliança que engloba um acordo de segurança coletiva, à semelhança do que faz a NATO. Esta aliança surgiu na sequência do desmembramento da União Soviética.

Este grupo de países formou a CSTO – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, aliança militar pós-soviética liderada pela Rússia, com a intenção primordial de participar nas missões de paz das Nações Unidas. Mas, agora, pode tomar outro tipo de iniciativas militares, à semelhança do que já faz a NATO.

Noutra frente deste confronto entre o Leste e o Ocidente, surgiu na net um vídeo do grupo Killnet onde se anunciam ataques cibernéticos à escala global, contra os que promovem a russofobia, é a expressão utilizada nesta mensagem.

Killnet é um grupo de hackers russos. Nas atuais circunstâncias, poderemos considera-los soldados russos da guerra cibernética. Os alvos, neste anúncio, são os EUA, a Grã-Bretanha, a Alemanha, Itália, Letónia, Roménia, Lituânia, Estónia, Polónia e Ucrânia.

Guerra na Ucrânia, a deontologia dos jornalistas

1

Sem mencionar o nome de qualquer jornalista e sem qualquer referência a casos concretos, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalista divulgou um comunicado onde “repudia todas as atitudes que possam configurar tentativas de censura, de condicionamento e de limitação ao acesso à informação por parte jornalistas e da opinião pública.”

A situação do jornalista freelance Bruno Amaral de Carvalho é a que tem suscitado maiores protestos por parte de agentes políticos e de alguma opinião pública, que consideram o trabalho deste jornalista tendenciosamente favorável à posição da Rússia na guerra com a Ucrânia.

Bruno Amaral de Carvalho tem sido o único jornalista português a trabalhar no lado russo do conflito, mas não é o único jornalista ali. Há muitos outros, como de resto ele mesmo referiu numa das suas reportagens.

Agora, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas vem dizer que “uma das formas tradicionais de manipulação da opinião pública é a tentativa de calar ou de descredibilizar as informações e as pessoas que mostram pontos de vista divergentes.” Talvez o termo “divergente” não devesse ter sido utilizado neste contexto. As reportagens e crónicas do Bruno Amaral de Carvalho não divergem com nada. São relatos factuais, circunstanciais. São descritivos. Ele tem relatado aquilo que tem visto acontecer à sua frente. Mas se limita a repetir informações oficiosas, não cita líderes mais mediáticos. Nenhum frete tem sido vislumbrado nos trabalhos deste jornalista.

“A ideia de que todo o trabalho jornalístico se faz a soldo ou ao serviço de um dos lados ou das partes envolvidas nos acontecimentos, em especial num conflito de guerra, resulta da mais abjeta visão do que é o jornalismo e do seu papel na formação de opiniões públicas informadas e do seu contributo para com a democracia”, acrescenta ainda o Conselho Deontológico, sempre sem especificar a quem se refere. Mas, sabemos do que foi dito do trabalho deste jornalista por comentadores televisivos, nomeadamente Ana Gomes, na SIC, ou até por membros do Governo, como foi o caso de João Galamba.

Na sequência destas pressões sobre o trabalho que desenvolvia na Ucrânia, o jornalista Bruno Amaral de Carvalho remeteu uma queixa ao Sindicato dos Jornalistas. Os termos da queixa não foram divulgados. Este comunicado do Conselho Deontológico pode ser entendido como consequência dessa queixa.

SÃO MARIONETAS

0

Já começou o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, aka FIMFA. A coisa dá-se no teatro do Bairro, em Lisboa, Rua Luz Soriano (ao Bairro Alto). O primeiro espetáculo foi o Jardineiro Imaginário, performance do Teatro de Marionetas do Porto. Agora, vamos ter a oportunidade de ver o extraordinário HEN.

HEN, “o cabaré de uma marioneta queer e punk, que ultrapassa as fronteiras de género e faz voar todas as algemas! HEN é uma marioneta única e não pode ser limitada a uma categoria. O seu rosto e o seu corpo são múltiplos: mulher e homem, feminino e masculino. Uma personagem cheia de vida, exuberante, diva enfurecida e viril de saltos altos, que se expressa ao cantar o amor, a esperança, os corpos, o prazer, a sexualidade com liberdade”. É o que diz o marketing do espetáculo e nós acreditamos.

HEN, foi escrito por Johanny Bert e vai ser levado ao palco pelo Théâtre de Romette, de França. Uma estreia nacional, ah oui.

Mais tarde virão os Bonecos de Santo Aleixo com Auto da Criação do Mundo e ERSATZ do Collectif AÏE AÏE AÏE, de França. À bientôt.

Receber refugiados dá nisto…

2

O que liga Kabul a Beja? É uma pessoa que constrói pontes com um pincel. Chama-se Kaihan Hamidi e Portugal tem a sorte deste refugiado ter aqui chegado.

Kaihan vivia em Kabul, era professor de arte e pintor. Um artista de grande prestígio na sociedade afegã. O regresso dos taliban ao poder e a fuga dos americanos fizeram de Kaihan um proscrito. Os taliban não são apreciadores de arte.

Kaihan fugiu com a família e depois de algumas etapas em Doha e Lisboa, acaba por chegar a Beja. Vive com o apoio que o Estado português lhe concede pelo estatuto de refugiado e a ajuda da Santa Casa da Misericórdia de Beja que lhe disponibilizou uma casa.

Kaihan paga-nos com a sua arte. Retrata o que vê, num estilo muito original. As suas aguarelas são caracterizadas pelo contraste entre a luz e a sombra. É uma pintura muito interessante e esteticamente bela.

Em Kabul, Kaihan tinha uma galeria de arte e uma escola de pintura. Ensinava a sua arte a outros. Em Beja, seria interessante ele poder fazer o mesmo.

a escola de kaihan Hamidi em Kabul, Afeganistão

Numa entrevista ao jornal Correio do Alentejo, Kaihan Hamidi diz que “se sente em casa”, em Beja. Diz que os portugueses são “gentis e amáveis”. Diz que se não fosse a língua que seria “como se vivesse entre o meu próprio povo”. Kaihan fala como um homem agradecido.

Na verdade, somos nós que lhe deveríamos agradecer, porque a presença dele é regeneradora de feridas que sangram da intolerância e do racismo que persistem entre nós.

NOTÍCIAS ESCONDIDAS SOBRE A GUERRA

0

Durante uma guerra, as partes em conflito necessitam de controlar a opinião pública. Primeiro, a sua própria opinião pública, a que lhe garante apoio popular. Depois, se for possível, a opinião pública do campo inimigo. Se isso acontecer, a guerra está ganha.

Por isso, do “lado de cá” da guerra, os órgãos de comunicação social russos foram silenciados. E o mesmo se passa no “lado de lá”. Nem nós conseguimos aceder facilmente às notícias que circulam na Rússia, nem os russos sabem bem o que por cá se diz deles.

Bonecos fardados

Uma notícia recente, do canal India Today, fala na utilização de “bonecos”, manequins fardados, colocados pelos ucranianos nas trincheiras da linha da frente. Servem para enganar a espionagem aérea feita por drones e aviões telecomandados, incapazes de distinguir entre bonecos e gente de carne e osso. Fornecem as coordenadas, os mísseis são disparados de muito longe e apenas “matam” bonecos. E assim se esgotam os meios e os stocks de armamento e munições dos paióis russos.

As tatuagens nazis

Um vídeo que circula no Telegram, com o logotipo do programa “60 minutos” do canal Russia 1, mostra combatentes ucranianos que se renderam em Mariupol, a serem revistados. São obrigados a mostrar o corpo e a mostrar as tatuagens de suásticas nazis que a farda esconde. Desse vídeo, retirámos apenas alguns fotogramas.

A guerra biológica

A agência noticiosa TASS publica declarações de Irina Yarovaya, co-presidente da Comissão Parlamentar de Investigação dos Laboratórios Biológicos dos EUA na Ucrânia. Sim, os russos têm uma comissão de inquérito parlamentar a investigar as alegações sobre a existência na Ucrânia de laboratórios onde os americanos desenvolviam agentes patógenos para a guerra biológica.

A deputada russa diz que existem já provas sobre a existência desses laboratórios onde, segundo ela diz, estavam em curso programas de desenvolvimento de “vírus Ébola e varíola.” Não é referida especificamente a varíola dos macacos, de que há agora um surto inexplicado e que já afeta pelo menos 12 países, incluindo Portugal (23 casos segundo a Direção-Geral da Saúde).

título da TASS sobre laboratórios militares americanos na Ucrânia

Sabão azul e branco

3

Decerto como eu muita gente terá achado piada ao facto de, logo no início da pandemia, prontamente se ter dado a sugestão de lavar as mãos com sabão azul e branco. Uma velharia, éramos capazes de pensar, a que ora de novo se queria recorrer, por se haver reconhecido o seu valor.

Tínhamos, de facto, em casa sabão azul e branco. Aliás, julgo que foi produto que por aqui nunca faltou. De resto, a minha convivência com ele vem desde criança. Nas décadas de 40 a 60, trabalhavam nas pedreiras de Cascais homens solteiros vindos das Beiras, do Alentejo e do Algarve. Minha mãe, que sempre conheci a trabalhar em lides complementares das domésticas, era uma das mulheres a quem eles pagavam para lhes tratar da roupa. E era com sabão azul e branco que a Maria dos Santos esfregava as calças de ganga, as camisas de flanela, as camisetas de algodão, os peúgos de linha…

Tive há dias uma rotura na canalização da cozinha. Foi necessário retirar tudo quanto se guardava sob o guarda-loiça e pasmei! Cerca de cinquenta embalagem de lá saíram! De lixívias várias, amaciadores para a roupa de cor e para a roupa branca, detergentes com as mais diversas finalidades… 46 embalagens contei eu! E lembrei-me das virtudes do sabão azul e branco, que ele, sozinho, amaciava e erradicava fortes sujidades da roupa branca e da roupa de cor, manuseado a preceito pelas mãos de minha mãe.

As ideias foram-se atropelando, vertiginosas, enquanto preparava o telemóvel para fotografar todo aquele arsenal de limpeza, de cuja existência só agora, vendo-o assim reunido à luz do dia, eu tomava plena consciência. Ai, o meu rico sabão azul e branco! E a todas se sobrepunham as do lixo que o Miguel Lacerda e o seu esquadrão da Associação Ambiental CASCAISEA amiúde mostram, depois de mais uma campanha de limpeza na costa. E aqueloutra, também frequentemente chamada à colação, em que as embalagens de plástico são já como uma ilha no meio do oceano…

Vivemos melhor. «Pronto a usar», «desinfectante de tecidos» «desinfectante mãos», «desinfectante superfícies», «eficaz contra bactérias e fungos»… Uma infinidade! Diante das prateleiras do supermercado, perdemos minutos a ler, a observar… «Será melhor este ou aquele?», «Deixa-me ler», «Quanto  custa?», «Ah este é para as lãs e o algodão»… Sim, descobriram mil formas de nos facilitar a vida. Facilitarão?

Ah! meu abençoado sabão azul e branco!

TASKMASTER, televisão fútil

0

O programa da RTP apresentado por Vasco Palmeirim e Nuno Markl chegou ao fim. Mas ameaça voltar. O último episódio foi uma espécie de penoso best of dos episódios anteriores.

Se o programa voltar é porque o povo gosta mesmo das tentativas de ser engraçado do Nuno Markl ou porque os amigos são para as ocasiões. Mas eu nem sei se quem aprova os programas da RTP é amigo do Palmeirim ou do Markl. Mas desconfio…

O programa talvez tenha tido o objetivo de entreter com boa disposição. Mas quem viu um, viu todos. Ou seja, os “palhaços” deste circo eram sempre os mesmos. Ou quase sempre. Isto é, não havia novidade, exceto nos números destinados a serem interpretados por Gilmário Vemba, Inês Aires Pereira, Jessica Athayde e Toy. Depois ainda havia um artista convidado, diferente em cada episódio. Nenhum deles ficou na memória.

Não sendo um programa de humor, foi pedido ao painel de artistas que se divertisse e nos divertissem. Mas teria sido preciso um outro nível de produção. Primeiro, na escolha do painel. O único tipo com humor genuíno era o Gilmário Vemba. A Jéssica e a Inês são actrizes. Okey. So what? O Toy é cantor, um tipo simpático. Às vezes, aquilo parecia um convívio de amigos.

Taskmaster é um franchise (o cenário de mau gosto oriental deve ser uma questão contratual). Não nos parece que tenha sido um sucesso, em Portugal. As audiências nunca passaram da mediania, com share médio a rondar os 10%, algo equivalente a 400 mil telespetadores ou pouco mais. Ou seja, nunca foi um programa vencedor na faixa horária onde o colocaram.

As graçolas de Marcelo

0

Marcelo em digressão por Timor-Leste, um show de alegria, empatia e algumas mentirolas. Imprecisões, se quiserem. A última foi reproduzida pela RTP, no Telejornal. Vimos e ouvimos o senhor Presidente dizer ao seu homólogo timorense que “tem aqui 200 professores e professoras que, todos os dias, em todos os pontos do território de Timor, estão a trabalhar pela sua Pátria…”.

Dito assim até pode soar bem. Mas é uma falácia. Falta contar o resto da história. Vejam bem. Duzentos professores, metade dos quais estão colocados na Escola Portuguesa de Dili. Da outra metade, uma boa parte tem funções administrativas ou de assessoria em diferentes ministérios do Governo timorense. Os que sobram, estão colocados nas chamadas “escolas de referência”, uma dúzia de estabelecimentos escolares, espalhados pelo país. Ou seja, é mínimo o número de escolas que beneficiam da colaboração de um professor português. Tanto mais que o universo escolar timorense soma cerca de 8 mil escolas básicas. Uma em cada aldeia. Quer isto dizer que o número de falantes de português diminui percentualmente todos os dias.

Em 2012, o Banco Mundial publicou um relatório sobre o sistema de ensino em Timor-Leste. Dizia esse relatório que mais de 70% dos professores timorenses não tinham mais do que o equivalente ao ensino secundário e que 30% desses professores só sabiam transmitir conhecimentos em língua bahasa indonésio.  E dizia, ainda, que a quase totalidade das crianças das escolas do ensino básico não tinham acesso a manuais ou livros escolares.

Quem vive ou viveu em Timor-Leste sabe que esta é a realidade escolar do país e sabe que o ensino de português é uma tarefa votada ao insucesso, na perspetiva de que venha algum dia a ser a língua falada em Timor-Leste. Quem conhece Dili, sabe que há várias escolas privadas de ensino de língua inglesa e nenhuma onde se possa aprender a falar português. Ou seja, o ensino do português não é negócio. É uma questão política, paga pelos contribuintes portugueses.