QUANDO O JORNALISTA FAZ A DIFERENÇA

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Continua a ser um trabalho imprescindível e de relevante valor jornalístico, as reportagens de Bruno Amaral de Carvalho. O repórter freelance tem colocado os trabalhos na TVI/CNN Portugal, o que faz deste canal de televisão o único órgão de comunicação social português a ter repórteres dos dois lados da guerra.

Tudo o resto são reportagens mais ou menos interessantes, mas algumas vezes a roçar a propaganda disseminada pelo Governo da Ucrânia e seus aliados.

Bruno tem sido descritivo, por vezes cai no erro de sublinhar com palavras as imagens que capta. Ele não é um repórter com escola de televisão, está a aprender enquanto faz, esperemos que tenha quem o aconselhe.

Bruno Amaral de Carvalho trabalha com telemóvel. Funciona quase como se olhássemos através dos olhos dele. Quando Bruno estremece, estremecemos com ele. O ritmo da respiração dele marca a nossa. Sentados no sofá, balançamos nas passadas dele. Infelizmente, vemos tudo em plano geral, principalmente quando é manifestamente perigoso o jornalista aproximar-se mais da cena que nos pretende mostrar.

Com ele, ficamos a saber como vivem as pessoas que permanecem no campo de batalha, em Mariupol. Ele mostra-nos aqueles que ficaram encurralados e que não constam no rol das preocupações caridosas.

Por ele, ficámos ainda a saber que há outros jornalistas europeus daquele lado da guerra. “Não sou o único”, diz-nos Bruno. “Há jornalistas italianos, franceses, catalães, espanhóis. Há diferentes tipos de jornalistas, desde freelancers, enviados especiais de diferentes órgãos de comunicação social, televisão, imprensa escrita”, como quem diz que se não há mais jornalistas portugueses ali é porque não querem.

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