Quando a atual secretária de Estado do Tesouro diz que nunca aceitou e que devolveria imediatamente caso lhe tivesse sido paga qualquer quantia fora-da-lei, no que diz respeito à indemnização que recebeu por sair da TAP, está a gozar com todos nós. É um exercício de cinismo.
Alexandra Reis sabe que não merece 500 mil euros de indemnização. Trabalhou pouco mais de um ano como administradora da TAP. Não fez nada que justifique tal indemnização. Saiu da TAP por vontade própria. Beneficia de uma prerrogativa que lhe é facultada pelo nepotismo regimental de um sistema político feito para beneficiar a elite do arco do poder.
comunicação da TAP para a CMVM
Nomeiam-se uns aos outros, independentemente do partido a que pertencem, para cargos bem remunerados, influenciam grupos económicos para darem emprego aos fiéis que circunstancialmente estão fora da governança, fazem as leis e regulamentos em benefício próprio. Claro que a Alexandra jamais receberia qualquer quantia à margem da lei. A lei foi feita à sua medida: XXL em ganância.
Alexandra Reis, recebeu uma indemnização no valor de 500 mil euros por sair antecipadamente do cargo de administradora executiva da companhia aérea portuguesa, quando ainda teria de cumprir funções durante dois anos. Mas essa indemnização só se justificaria em caso de despedimento sem justa causa. Não é isso o que diz a comunicação da TAP à CMVM, como já vimos antes. Mas afinal, agora, Alexandra diz que foi mesmo despedida.
Mas, logo depois tomou posse como administradora de outra empresa pública, a NAV (controlo do espaço aéreo) e cinco meses depois, entra para o Governo como secretário de Estado do Tesouro. Três nomeações políticas sucessivas. Quando sair do Governo irá receber um subsídio qualquer de reintegração no mercado de trabalho, mesmo se antes de sair já alguém tratou de garantir o futuro dela. Afinal de contas, nunca se viu um secretário de Estado ficar desamparado e ter de ir para o fundo de desemprego.
Ontem, dia 22, fui visitar uma mina de prata, chumbo e zinco, no Cerro Rico, muito perto de Potosi, a mina da Candelária, na Bolívia.
A Candelária foi fundada pelos Espanhóis em 1545 e ainda funciona (477 anos de exploração e parece ter reservas para mais 100). E funciona em moldes pouco diferentes da época colonial.
entrada da mina
Os grupos de turistas (equipados) entram com a mina a laborar. No meu caso éramos oito turistas, com dois guias (um para os que falavam espanhol e outro para os de língua inglesa).
As minas foram todas nacionalizadas em 1952 e depois concedidas a privados por 50 anos. Esta foi concedida à Sociedade Mineira da Bolívia e a concessão termina em 2025. Mas na prática quem faz o trabalho são cooperativas, com grupos de 10 a 100 homens. Em todo o Cerro Rico há cerca de 8 mil mineiros. Na Candelária é a Cooperativa Unificada que trabalha com cerca de 100 homens no total.
Os homens têm entre 13-14 anos e 40 e picos. Sim, leram bem, 13 anos. Ninguém me contou, eu vi. E essa é a primeira surpresa. Se és rapaz e não queres ir à escola, vais para as minas. Aos 40 anos ainda se é novo, mas a esperança de vida média de um mineiro aqui é de 45-50 anos. Quase todos contraem cancro do pulmão e morrem novos.
Estes mineiros trabalham em média 20 anos, para dar um futuro melhor aos filhos. Enviá-los para a escola. E geralmente conseguem. Um mineiro ganha cerca de o dobro do salário mínimo. Depois, os filhos não encontram trabalho na terra e emigram para a Argentina ou para o Chile.
Os homens fazem no mínimo 8 horas de trabalho, mas a maioria faz 10, 12 ou mesmo 14 horas. Param meia hora para almoçar, mas o almoço são folhas de coca! Não comem enquanto estão na mina. Vem cá fora beber e fumar.
Coca, tabaco e álcool também é o que oferecem à Senhora da Candelária e ao Tios, uma espécie de deuses subterrâneos que dão força e coragem aos mineiros.
No corredor de entrada está primeiro a Senhora da Candelária, 100 metros à frente o Tio Jorge. O guia Francisco fez as oferendas aos dois, pedindo proteção para os mineiros e também para nós.
A mina não está eletrificada e quando se apagam as lanternas é completamente escura. Todo o trabalho é manual. Os corredores são estreitos, pouco mais que a largura dos carros que andam pelos carris e quando se ouve o barulho dos carros que trazem o minério há que procurar uma reentrância, encostarmo-nos bem à parede e deixar passar.
A mina tem três níveis, é um labirinto de estreitas e baixas galerias. Fizemos cerca de 1km para cada lado, quase sempre dobrados ou mesmo de cócoras. Para passar de um nível para outro, há umas frágeis escadas de madeira. O calor é muito, as galeria baixíssimas.
Estes homens, e estas crianças, que aqui trabalham não tem salário garantido, nem seguro de saúde, nem segurança social. São pagos ao sábado, em função da quantidade e qualidade do minério que extraíram na semana. Cada grupo tira amostras e leva ao mercado, onde há mais de 30 laboratórios que em loucas horas analisam as amostras e dão os resultados. Eles próprios pagam o material, as analises, e alguns benefícios que façam na mina. São pagos em função dos dois melhores minérios, o 3º não é pago. Quanto mais e maior pureza de prata, mais recebem.
zinco, chumbo e prata
Uma percentagem, baixa – não me quiseram dizer quanto – do que as agências ganham com os tours que aqui trazem reverte para a cooperativa, que, se não for preciso gastar o dinheiro antes, no Natal compra brinquedos para os filhos e filhas dos mineiros.
As condições de trabalho são infra-humanas, em pleno séc. XXI. Não se percebe como não se revoltam. Não admira que ao sábado seja dia de grandes bebedeiras!
Neste dia, à tarde, fui visitar o Museu da Casa da Moeda de Potosi. Os Espanhóis cunhavam aqui moeda para toda a América Latina e funcionou para o Estado Boliviano até aos anos 50. Olhava para aquilo e só via os mineiros…
“A humanidade tem degenerado. O mundo retrocede a passos largos até à conduta das feras”. Alguém o dizia há dias, um abstémio empedernido, na reunião informal que dominava como “digestivo” do almoço. Era a sua forma de revirar o mote da hipocrisia dos votos de Bom Natal, face à violência dos tempos.
De algum modo teria razão. A agressividade dos conflitos, com palcos por todo o mundo, não respeita convenções, nem a dignidade humana, nem tréguas nas hostilidades mais sangrentas. Mas talvez seja abusivo, ou pelo menos injusto, meter no mesmo saco todos os seres humanos à face da Terra.
Se alguns indivíduos em teatro de guerra se comportam como feras, são levados a fazê-lo por lideranças corruptas, políticas e económicas, que se amparam umas às outras sempre escondidas na sombra. Para elas é preferível perderem-se vidas, a dispensarem os lucros escandalosos, obtidos com os monopólios em indústrias de armamento, por exemplo.
Sem ética só pode haver uma completa subversão de valores. E em vez de respeitarem princípios fundamentais, como os da Carta das Nações Unidas, que invocam erros antigos para se evitarem outros semelhantes, fomentam e ampliam esses erros, criando focos de instabilidade por conveniência própria.
A Europa tem sido palco de guerras medonhas e ainda não se encontrou a si mesma, nem à fórmula correcta, para banir líderes perigosos e salvaguardar vidas úteis. Um mal que atinge os outros continentes. A integridade física e psíquica de populações indefesas, continua ameaçada por “meia dúzia” de loucos ambiciosos.
II
O meu primo Plínio Ventura, que eu não podia ter conhecido, era mobilizado em 1917 para a Iª. Guerra Mundial. Integrando o Corpo Expedicionário Português (CEP) pelo lado dos Aliados, fazia parte do batalhão de infantaria de Coimbra, o 23, mas por doença súbita regressava poucos meses depois de partir.
Outros teriam menor sorte…A batalha de La Lys, a 9 de Abril de 1918, seria um desastre para os portugueses. Exaustos, à espera de serem rendidos pelos ingleses nesse mesmo dia, não aguentavam o cerco dos alemães e sofriam cerca de sete mil baixas…
Sidónio Pais, num período confuso da política portuguesa, ainda considerava mandar mais 15 mil homens para substituir mortos, estropiados, ou feitos prisioneiros. Um modo de ficar bem visto perante os Aliados, apesar de contestado. O Armístício de Compiègne, a 11 de Novembro desse mesmo ano, salvava os indigitados de serem transformados em carne para canhão. O próprio Sidónio seria assassinado um mês depois, e a saga das decisões contraditórias havia de continuar…
Dos homens mobilizados, quero acreditar que nenhum partisse com vontade de ferir, de torturar, de matar, a não ser em legítima defesa. E todos, alguns com educação esmerada e já com sólida formação académica, teriam um respeitável código de valores.
É o que sugere a carta de um amigo de Plínio, preparado para embarcar a qualquer momento, mas ainda sentimentalmente activo e a transpirar correcção na frontalidade. Encontrei o documento por acaso, no escasso espólio de família. A destinatária era uma das irmãs do meu primo, que só viria a saber de tudo mais tarde, quando recuperava da doença.
III
“ Minha Senhora
Fui na sexta-feira absolutamente ridículo.
Aquela carta que lhe mandei entregar pelo meu criado, subscritada para um nome que na vizinhança colhi como sendo seu, dá-me um ar de ingenuidade tola, muito próprio para “Dons Juans” de 14 anos, mas que eu absolutamente detesto.
Peço-lhe que esqueça isso tudo, e agora, que tenho a certeza de me dirigir a si novamente, venho perguntar se quer ser minha madrinha de guerra.
Creio bem que não era uma carta neste teor que esperava, mas a verdade é que essa frase tão batida do “ver-te e amar-te”, é uma mentira grosseira que eu sou incapaz de dizer.
Vi-a pela primeira vez na sexta-feira, e o amor não nasceu como um tortulho por geração espontânea. Achei-a interessante, segui-a, e o interesse aumentou. Hoje a senhora já é alguma coisa na minha vida, que o amanhã pode preencher completamente.
Preciso de a conhecer, de a ver muitas vezes, de lhe escrever, de lhe falar, para não mentir quando lhe disser que a amo. Seja a madrinha carinhosa do mau afilhado que lhe beija as mãos.
Mais de 3 mil automobilistas foram condenados a penas de prisão em 2021. Excesso de velocidade e álcool no sangue foram as principais causas das condenações. Em 2022 os números deverão ter continuado a subir, estimam as autoridades.
Dos mais de 3 mil condenados, apenas 390 cumpriram penas efetivas de prisão. Os restantes ficaram com pena suspensa e convertida em multa. Quem conduz com uma taxa de álcool superior a 1,2 gramas por litro de sangue, está a cometer um crime, à luz da lei em vigor.
Aumento exponencial em 2022
Os dados preliminares relativos a 2022 dizem que o número deste tipo de infrações continua a aumentar. Segundo a GNR, em declarações à Revista ACP, “temos um aumento de 50% em relação ao ano anterior”. A PSP diz que “mesmo comparativamente ao ano 2019, pré-pandemia, há um aumento expressivo de infrações”.
Este ano, até agora, o número de condutores apanhados com taxas proibidas de álcool no sangue aumentou em cerca de 60% e as detenções aumentaram 77%, o que significa que se anda a beber muito mais do que era habitual. Em números absolutos, significa que mais de 18 mil condutores foram multados por excesso de álcool, cerca de 3 mil por mês, ou seja, 100 por dia.
Natal e o Ano Novo ajudam “à festa”
Para se ter a noção da quantidade de alcóol que se anda a beber, é preciso saber que, por exemplo, um homem de 75 quilos que beba dois copos de vinho (125 ml) com um volume alcoólico de 13% à refeição, terá uma taxa de álcool no sangue de 0.4 g/l. Precisará de beber 6 copos de vinho para ultrapassar a taxa crime.
Mas há variáveis, como a quantidade de comida sólida que se ingere com a bebida. Se comer mais, a taxa de alcoolémia desce. Com outro tipo de bebidas, whiskey, gin, licores, aguardentes, de teor alcoólico elevado, não precisa de beber tanto para cometer crimes ao volante de um automóvel.
Cristo e José não são personagens de um presépio, mas protagonistas do escrito alegórico de autoria de Isabela Figueiredo, recentemente publicado. É costume as editoras guardarem as melhores apostas para as épocas de maior consumo e o Natal é a altura em que se vendem mais livros. Este livro será, talvez, aquele que melhor se adapta a esse ambiente. Não só porque fala de Cristo (o cão) e de José (o amigo do cão), mas também porque nos relembra a rebeldia revolucionária e a propalada opção pela pobreza de Jesus Cristo. É evidente o paralelismo entre os relatos bíblicos e a história destes Cristo e José.
É um livro bandeira, no sentido em que nos guia no caminho pelo respeito e pelos direitos dos animais. Poderá ser livro de cabeceira para ativistas do IRA ou militantes do PAN, dependendo se se posicionam mais à direita ou à esquerda. Ou para os que apenas gostam de animais.
Eu diria que “Um Cão no Meio do Caminho” é uma boa história.
A previsão meteorológica aponta para um dia de Natal molhado. O aviso do IPMA adverte para “agravamento do estado do tempo devido à precipitação prevista para os distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Viseu, Guarda e Castelo Branco”, já durante a madrugada de 25 de dezembro.
Ficam de sobreaviso os habitantes e os organismos de socorro e proteção civil para a possibilidade de inundações e deslizamentos de terra nas bacias dos rios Lima, Cávado, Douro, Vouga, Mondego, Tejo e Sorraia.
Quem andar na estrada, atenção aos lençóis de água.
No relacionamento com trabalhadores, as empresas de comunicação social são semelhantes a tantas outras e as salas de redação não são santuários. Onde trabalham mais de duas pessoas há potencial de conflito. Umas vezes pela competição inerente ao exercício da profissão, outras vezes por invejas e outros “pecados” de carácter, o ambiente de trabalho deteriora-se com frequência.
O caso mais recente vem da RTP, onde há um jornalista suspenso “por várias vezes, ter olhado fixamente para o seu ‘superior hierárquico’ Hélder Silva”, segundo rezam as crónicas, o que é considerado “uma atitude provocatória, hostil, intimidatória, ameaçadora e agressiva”. Sobre este caso, a Comissão de Trabalhadores da RTP afirma que os pretextos apresentados na nota de culpa com vista a despedimento de Hugo cadete “são fúteis”.
Ainda na RTP, Inês Gonçalves também tem um processo disciplinar com vista a despedimento. Neste caso, trata-se de uma eventual falha de ética quando a jornalista aceitou apresentar a gala do 110.º aniversário da Associação Futebol do Porto, no passado dia 10 de setembro, evento que foi difundido pelo Porto Canal.
Na SIC reina a paz, neste momento, aparentemente, mas a TVI tem tido alguns sobressaltos. Depois dos conflitos com Ana leal, Alexandra Borges e Judite de Sousa, que saíram da empresa intempestivamente, há o caso mais recente com a jornalista Conceição Queiroz.
Segundo foi noticiado, a jornalista estará a sofrer bullying por parte da direção, num processo de degradação propositada do ambiente que a rodeia para, eventualmente, criar condições para a sua saída da empresa. Conceição Queiroz não presta declarações, mas o que foi publicado pela TV Guia não foi desmentido pela TVI.
Este tipo de conflitos pode ter diferentes motivações. Podem ser casos de mera inimizade que levam à má gestão de recursos humanos, incompetência das chefias incapazes de potenciar os ativos de que dispõem. Podem ser razões economicistas. O patrão querer desfazer-se dos trabalhadores com melhores salários, por pensar que pelo preço de um compra três. Podem acontecer interferências políticas, como parece terem sido os casos de Sandra Felgueiras (quando saiu da RTP) e o de Manuela Moura Guedes (quando saiu da TVI). As empresas podem sobreviver, mas o jornalismo vai morrendo. Más condições de trabalho potenciam a manipulação. Não há jornalismo quando os jornalistas vivem aprisionados pelo medo de perder o emprego.
Primeiro, fizeram greve nos dias de saldo da Black Friday, 24 e 25 de novembro e, depois, convocaram nova greve que devia ter começado hoje, 23 de dezembro. A greve foi desconvocada porque o patronato aceitou as exigências dos trabalhadores.
Assim, cerca de mil assistentes de loja da Zara, de 44 lojas localizadas na Galiza, em Espanha, vão ter um aumento salarial de 322 euros mensais. Qualquer coisa à volta dos 25% de aumento. O salário atual dos assistentes de loja da Zara, em Espanha, oscila entre os 1.058 euros e os 1.400 euros.
Além dos 322 euros de aumento, há ainda um “prémio” de mil euros para ser pago em fevereiro de 2023.
É evidente que estamos perante um caso excepcional que dificilmente terá paralelo noutra empresa europeia. Mas a Zara percebeu que iria ter prejuízos monstruosos com greves de Natal e Ano Novo. E percebeu que vivemos em circunstâncias muito especiais, com a inflação galopante que está a afetar a Europa. E ao aceitar as exigências dos trabalhadores, conseguiu a contrapartida de nos próximos dois anos os aumentos serem diminutos: 20 euros em 2023 e 40 euros em 2024.
Sempre que é Natal, há notícias frescas sobre o nascimento de Cristo, mesmo se aconteceu já há 2022 anos. Uma das razões para tal é a persistência de alguns mistérios sobre a vida de Cristo ou dos que o rodearam. Por exemplo, agora arqueólogos israelitas estão a divulgar que a chamada gruta de Salomé está prestes a abrir ao público e há novidades para contar.
O local sempre foi referenciado pelos povos que ali habitaram nos últimos 2 mil anos, mas sabia-se pouco sobre o sítio. Os cristãos acreditam que naquela gruta foi enterrada Salomé. Os arqueólogos dizem que a gruta pode ter sido a câmara funerária de Salomé, mas antes dela foi câmara funerária de judeus.
gruta de Salomé, vista aérea do sítio arqueológico
Na Bíblia, a única referência a Salomé é como tendo sido uma das muitas pessoas que seguiram Jesus, nas pregações pela galileia. A referência surge apenas no episódio que envolve a crucificação de Jesus no calvário, e o seu sepultamento. Mas os arqueólogos dizem que ela foi, de facto, a parteira que ajudou Maria no parto. A ser verdade, o parto de Maria foi tudo menos sobreanatural.
Nos trabalhos de preparação para a abertura da gruta de Salomé ao público, foi destapado um pátio com 350 metros quadrados, cujas lajes de pedra e mosaicos são consistentes com um túmulo familiar para judeus proeminentes, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel (AIA), anteriores à época de Cristo.
Também foram encontradas inscrições – algumas em árabe – e candeeiros de óleo decorados que revelam que a gruta serviu peregrinos cristãos, incluindo até ao século IX após a conquista muçulmana da região, segundo a AIA. Terá sido lugar de peregrinação ou de descanso para viajantes.
gruta de Salomé, sala principal
Mas é certo que a gruta foi adaptada a capela cristã, dizem os arqueólogos israelitas, depois de terem encontrado várias cruzes de pedra e dezenas de inscrições gravadas nas paredes da caverna, datadas da época bizantina e islâmica primitiva. E que já nessa altura a capela era dedicada a Salomé, a parteira.
Portugal nas telas do cinema mundial, por causa de um filme produzido por Leonardo DiCaprio.
O filme chama-se “From Devil’s Breath”, numa tradução livre “O Assopro do Diabo” e retrata a catástrofe que aconteceu em Pedrogão Grande, em 2017.
trailer de “From Devil’s Breath”
“From Devil’s Breath” é uma curta-metragem documental de 40 minutos que conta a história de sobreviventes do grande incêndio de Pedrógão Grande, no verão de 2017, que vitimou 66 pessoas.
As gravações para o documentário decorreram no início de 2020 e retratam a história de Nádia Piazza, que perdeu o filho e que foi presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, de um dos feridos graves, Vítor Neves, do bombeiro Sérgio Lourenço e de Sofia Carmo, dinamizadora de projetos de reflorestação na área afetada.