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Sorriso :-)

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Uma chatice, as palavras-passe. É para a aplicação, é o código para entrar em casa, para aceder à conta bancária, para aceder a uma página da Internet… Para tudo, quase!

Felizmente que também inventaram o simples contacto (contactless) e háo botão que nos abre a garagem, o carro, o portão, porque nele inseriram uma espécie de palavra-passe também consubstanciada em misterioso (mas eficaz) sinal de infravermelhos ou ondas parecidas.

E os cookies! Não os deliciosos bolos mas – como se lê na didascália internáutica – «no âmbito do protocolo de comunicação HTTP usado na Internet, o cookie é um pequeno arquivo de computadorou pacote de dados enviados por um sítio de Internet para o navegador do usuário, quando o utilizador o visita». De um modo geral, quando nos perguntam se aceitamos, o habitual é optar pelo ‘sim’, porque isso nos facilita a vida: sempre que acedemos de novo a essa página, se nos identificarmos ou se estamos a usar o nosso computador ou telemóvel habituais, a palavra-passe é-nos de imediato facultada e a porta escancarada!

Questões de segurança, é certo, mas que amiúde nos atrapalham, mormente se a nossa memória já não for tão tenaz como dantes ou termos caído na esparrela de, para cada acção, escolhermos uma palavra-passe diferente e o caos pode instalar-se, designadamente porque, após três tentativas, o bloqueio de acesso aí está, qual portão hermeticamente fechado – e é o cabo dos trabalhos!

Há, porém, informáticos que têm ideias geniais! É o caso do que foi aceite pelo proprietário do Super Brugsen, um supermercado dinamarquês, que escolheu como senha de ingresso – imagine-se!… – o sorriso! Queres entrar? Faz-me um favor: esboça um sorriso!

Confesso que não poderia ter melhor noticia neste começo de um ano que – à partida, oxalá nos enganássemos!… – dispõe de todos os ingredientes para tudo nos provocar menos um sorriso!

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Abençoado Brugsen, semeador de sorrisos! Assim até apetece começar o dia, mesmo que, em troca, haja que fazer… umas comprinhas!

“Rebecca”, um ensaio fotográfico de Joana Fontinha

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A mulher, o seu tacto e finura, as sedas que lhe cobrem o corpo e a taça de vinho que segura com uma mão, ou, mais tarde, de espumante ao ar livre, um livro, um papel, uma coligação de objetos que lhe imprimem potência – e está reclinada na sua cadeira, hirta, pensativa, melancólica, ou de pernas traçadas para o teto, talvez céu, deitada numa cama da sua chambre, verdadeira maîtresse, evocando o sóbrio e o sublime, as tonalidades brancas e cremes, os verdes pálidos do interlúdio, o contraste com os seus cabelos longos e encaracolados, reluzentes, e os olhos azuis de safira… Rebecca!…Sim, “Rebecca”, um ensaio fotográfico de Joana Fontinha [insta: joanasfontinha], uma artista da lente, da objetiva, desde o plano mais diminuto até à angular mais lata.

Tripartido, inspirado num romance de título homónimo de Daphne du Maurier, este projeto empreendido por Joana Fontinha cultiva a alma espectadora com a lição do amor – do amor não correspondido, por exemplo, ou dos amores em que num par um se sobressai do outro nos afetos, nas carícias, nos desejos.

“Rebecca” tem o seu começo num quarto burguês, imponente, e o primeiro golpe de asa de sensações que nos inspira é de complacência com a figura feminina, com a mulher que ama louca e profundamente e que, por infortúnio da glória, se vê trocada, rebaixada – e rebaixa-se com ela o seu esplendor, a sua sedução, instala-se a melancolia, as pupilas dilatadas pela falta de luz, o modesto candelabro acende-se para evitar a escuridão total. Depois, num piquenique, num pequeno apartado metafórico para alhures, guia-nos para a busca do autoconhecimento, da autossuficiência, e do eterno retorno ao mesmo ponto: porque não consegue “Rebecca” atiçar o fogo da sua alma e esquecer a figura idealizada, esse amante perfeito experimentado e odiado que, no fundo, é reconduzido de novo ao seu espírito numa absolvição? Por fim, uma junção de cores mornas, tons de vermelho esbatido no horizonte, e os azuis celestes, quase noturnos, onde “Rebecca” vem repousar a sua alma doce e amargurada, desconte, nunca infeliz, e fluem-lhe os últimos pensamentos – alguns trá-los na cabeça, outros num papel singelo que segura com a sua mão pálida e fria –; será que?… o fim deste projeto fotográfico não pode ser propiamente apelidado de final: a questão inicial do amor volta a ser levantada – será que o amor que se teve não era, enfim, o amor necessário?

Pouco consegue mexer com as emoções. Vários livros, músicas e fotografias tentaram e, sobremodo, falharam. Mas este projeto, orquestrado na égide mais profunda do âmago de Joana Fontinha, obriga o espectador a vivenciar uma jornada e a extenuar-se por não saber lidar com a beleza, a doçura e a finura. Digno de lágrimas cristalinas e de palmas estridentes, “Rebecca” ficará para sempre na memória como O Projeto, A Obra, que Joana empreendeu e com ela triunfou: conseguiu fundar sobre si um novo império: o império da imagem que roça o Adágio.

fonte https://www.instagram.com/joanasfontinha

Os gatinhos são lindos

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Os gatinhos heiram bem, fazem miau-miau e, se tivermos sorte, não nos arranham nem nada. Os gatinhos são bichinhos cheios de sorte. Têm sete vidas, podem perder uma ou duas em algum contratempo, têm as outras todas para continuar a apanhar sol no verão, dormir ao pé do aquecimento no inverno. Do mesmo não se podem gabar os humanos que com eles vivem e dividem o que é de dividir: ron-rons e comidinha.

É claro que um gato precisa de ter alguma sorte. Mas isso, é como tudo na vida. Em algumas zonas do planeta, não é bom ser gato.

CÚMPLICES NOS CRIMES

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O Facebook continua a censurar por motivações políticas. Os filtros implantados no sistema para deteção de textos ou imagens relativamente à situação na Palestina, funcionam como verdadeiros censores políticos.

Quando algum desses conteúdos é detetado, o sistema trata de o isolar, esconder, para impedir que a mensagem passe.

É o que se está a passar com o vídeo intitulado “Assassinos” e que retrata vários casos de palestinianos assassinados por militares israelitas. Os censores desta organização que gere a rede social Facebook não só escondem a publicação como, ainda, nos grupos onde ela já foi partilhada a remetem para o fundo do feed.

O censor decide sozinho, não pergunta aos administradores dos grupos se pode intervir, se se sentem incomodados com a partilha ou se acham a partilha interessante. Por exemplo, neste grupo que se chama “Denuncia dos crimes de Israel contra o povo palestiniano” o Facebook informa que a publicação foi movida “para uma posição mais abaixo no Feed”. Ou seja, pouco importa ao Facebook a finalidade para a qual o grupo foi criado.

Para o Facebook, importa que determinadas situações não sejam do conhecimento público, importa defender, neste caso, os crimes de Israel. Se juntarmos a ação do Facebook com a medida tomada pelo YouTube de dificultar o visionamento do vídeo, percebemos o escudo protetor erguido pelos donos das redes sociais em torno das ações genocidas de Israel.

Para eles, a violência está na mensagem e não nas ações que a mensagem denuncia. Ora, isto é de um cinismo e de uma hipocrisia monumentais. Eles são, afinal, parceiros nos crimes, nos massacres, na limpeza étnica que os israelitas estão a levar a cabo na Palestina.

Para perturbar este bloqueio, partilhem a partir daqui.

ASSASSINOS

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Há cada vez mais evidências de abusos de toda a ordem do exército israelita, tanto na Faixa de Gaza como na Cisjordânia.

Os casos mais flagrantes são os de execuções sumárias.

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Caso o YouTube dificulte o acesso a este vídeo, o visionamento pode ser feito na rede Telegram, aqui neste link.

PELA CULTURA SE DISTINGUEM OS POVOS

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Primeiro, foi o grande tremor de terra, grau 7,6 na escala de Richter, em toda a costa ocidental, vindo de grande profundidade e com centenas de réplicas (cada uma um tremendo terramoto).

Quem apenas olha para o número de mortos e feridos, pode pensar que se trata de um terramoto inferior ao de Lisboa, de 1755. Porém, não é o caso. O que foi diferente, foi a tipologia da construção dos prédios e a disciplina japonesa em cumprir as regras estipuladas na construção. No Japão, há muito os arquitectos e construtores são responsáveis pelas suas obras. As licenças de construção não são “compráveis” porque a ética nipónica não o permite.

A meu ver, o que de momento está a acontecer no Japão, embora muito triste, é uma vitória da ética profissional japonesa, que se impôs abertamente contra a ganância e assim os estragos são muito menores do que se poderia esperar.

Também o desastre da aviação no aeroporto japonês, revelou uma disciplina impecável, salvando-se as centenas de passageiros e tripulantes a bordo do grande avião, que, em poucos minutos, foi engolido pelas chamas.

Não ouve quase pânico a bordo. Tanto a tripulação como os passageiros evitaram a gritaria e egocentrismos. Todos perceberam a necessidade de imediatamente se levantarem e saírem pelos escorregas, deixando as bagagens de mão no avião. Muito possivelmente os sapatos também. Caso único, desta dimensão, a nível global!

Levanto-me, em respeito, pela cultura japonesa que conseguiu triunfar nestes segundos onde se decidiu o grau da catástrofe para tantos.

A Bandeira Vermelha da Vingança

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O Irão içou uma bandeira vermelha na cúpula da mesquita Jamkaran. O ritual significa que há uma vingança em marcha.

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Soleimani foi morto num ataque aéreo dos Estados Unidos, em 3 de janeiro de 2020, perto do Aeroporto Internacional de Bagdad. O ataque teria sido uma resposta pelos ataques contra a embaixada americana em Bagdad, em dezembro de 2019, executado por uma milícia iraquiana aliada do Irão.

Qasem Soleimani

Segundo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o general Qasem Soleimani estaria a planear mais ataques contra diplomatas e militares americanos e tinha pessoalmente aprovado o ataque contra a embaixada. Estas alegações nunca foram verificadas de forma independente.

E assim, de vingança em vingança, as relações internacionais estão cada vez mais longe da paz e da cooperação entre os povos.

A DIREITA CONTRA O CHEGA

A nova AD pretende ressuscitar três mortos: Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Ribeiro Telles. Mas esta AD não nasceu para combater o PS. Com uma aliança à direita, Montenegro tenta contrariar a fuga de votos para o Chega. Invocar Sá Carneiro pode parecer uma boa ideia, mas falta comprovar que assim é. Num país de gente de fraca memória e sem referências políticas marcantes, quem se lembra de um dirigente que morreu há 44 anos?

Para já, a nova AD adia a certidão de óbito do CDS que, com este acordo, vê garantidos dois lugarzinhos no futuro parlamento que sair das eleições de março.

cartoon de Hélder Dias

O RACISMO NO PARLAMENTO

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Numa nota publicada na página oficial da Presidência, pode ler-se que Marcelo Rebelo de Sousa optou por promulgar o decreto que cria a CICDR “atendendo à importância da política pública em apreço”. Mas Marcelo tem muitas vezes um mas, desta vez diz que o organismo em apreço apenas vai responder “parcialmente às pretensões designadamente das comunidades ciganas”.

Claro que a existência da CICDR na dependência da Assembleia da República não vai impedir que o discurso racista continue a ser propalado pelos corredores do palácio de São Bento. Ainda ontem ouvimos a deputada Isabel Moreira criticar esse discurso que brota pelas goelas dos deputados do Chega…

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O que era bom era que a República tivesse armas suficientes para fazer calar discursos de índole fascista e de ódio racial. Mas talvez ainda não seja o tempo.

O CASO DAS ‘GÉMEAS ZOLGENSMA’

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fotomontagem

O caso das gémeas brasileiras que receberam a nacionalidade para poderem beneficiar do SNS e de um tratamento que custou 4 milhões de euros aos contribuintes portugueses, esteve hoje em discussão na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na Assembleia da República.

No âmbito das responsabilidades do seu Ministério, a ministra esvaziou o assunto, negou qualquer favorecimento, diz que a atribuição da nacionalidade é um processo rápido, nos casos de crianças que descendem de portugueses, que é o caso destas gémeas luso-brasileiras e que até houve outros casos decididos mais rapidamente, paralelamente ao caso das gémeas.

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A audição da ministra da Justiça foi pedida pelo Chega sob o princípio de que houve favorecimento no processo de atribuição de nacionalidade, assim como em todo o processo que culminou com o tratamento ministrado num hospital público português. A ministra não comentou a questão do tratamento médico, ficou gorado o “foguetório” pretendido pelo Chega.

As gémeas vieram para Portugal em dezembro de 2019 e ficaram no país até fevereiro de 2023. O medicamento foi administrado no dia 23 de junho de 2020 a uma das meninas e dia 25 de junho de 2020 à irmã. As alegações de favorecimento surgiram primeiro numa reportagem televisiva na TVI.

O Zolgensma é um medicamento utilizado para o tratamento da atrofia muscular espinhal. Segundo dados do Infarmed, pelo menos 33 crianças em Portugal já receberam o fármaco descrito como o mais caro do mundo.