Início Site Página 189

MAIS ELÉTRICOS CHINESES EM PORTUGAL

0

O setor dos automóveis elétricos está em alta voltagem. A Salvador Caetano Auto anunciou acordo com um dos maiores produtores de carros elétricos da China, Dongfeng Motor Corporation, para a representação para Portugal e Espanha das três marcas deste grupo: Voyah, Dongfeng e a M-Hero.

um dos modelos Dongfeng elétrico

A Salvador Caetano já representa em Portugal a marca BYD. Não foram anunciados preços de venda ao público, mas adivinha-se o agudizar da guerra comercial no setor.

CHINA E O DESEMPREGO NA EUROPA

A francesa Stellantis, que se prepara para lançar o e-C3 a preços “chineses”, vai avançar com a produção de carros elétricos na fábrica de Mangualde já este ano.

O presidente executivo do grupo automóvel, o português Carlos Tavares, lembrou que a unidade de Mangualde registou em 2023 um “recorde de produção”, com um total 84 mil veículos, estando a “trabalhar para várias marcas”, como a Opel, Fiat, Peugeot e Citroën.

Tavares diz que o preço dos carros elétricos continua numa média demasiado alta, diz ele que “se os produtos não forem acessíveis, a classe média não compra”, o que é incontestável.

Tavares diz ainda que o preço a que os chineses colocam os carros no mercado europeu pode provocar falências de empresas do setor com os custos sociais que isso implica.

“Se tiver de vender ao preço dos chineses vou ter de reestruturar a empresa”, garantiu Carlos Tavares, referindo-se obviamente a despedimentos. Em 2023, o grupo Stellantis encerrou o ano comercial com uma quota de mercado europeu de 18,4%.

NICHO DOS CARROS DE LUXO

Já o nicho dos carros de luxo parece viver sem grandes problemas. A Porsche apresentou o Macan elétrico, carro que numa das versões tem 640 cv de potência. É o segundo modelo elétrico da marca alemã.

Desportivo, robusto, algo excêntrico, este SUV vem equipado com um head-up display de realidade aumentada e pode ter no seu interior até três ecrãs: um painel de instrumentos digital de 12,6 polegadas, um ecrã central de 10,9 e um ecrã para o passageiro da frente (opcional) também com 10,9 polegadas.

O Macan elétrico está disponível em duas versões, uma com cerca de 400 cv e outra com 640 cv, a versão menos potente tem autonomia de 613 km e a outra de 590 km. Os preços são igualmente ‘luxuosos’, dependem dos equipamentos opcionais, mas disparam a 87 mil euros e 119 mil euros, consoante as versões.

Porsche Macan elétrico

Praticar parkour em Gaza é fácil

0

Se um dia for modalidade olímpica ou se organizarem campeonatos mundiais de parkour, os palestinianos arriscam-se a ser dos melhores do mundo.

vídeo

De acordo com o seu fundador, o francês David Belle, o parkour consiste essencialmente em superar todos os obstáculos, seja eles físicos ou mentais em qualquer tipo de ambiente, natural ou urbano.

A prática requer treino físico metódico, dedicação e visa principalmente a eficácia, poupando energia para ultrapassar os obstáculos de modo seguro.

Salto de precisão, um dos saltos mais comuns na prática do parkour

A prática do parkour ainda é olhada com algum preconceito. Muitos dizem que os seus praticantes são salteadores, escalam prédios para roubar, são arruaceiros ou, do mal o menos, pessoas desocupadas. Em Gaza não. Quanto muito, treinam parkour para melhor fugir às bombas israelitas.

Hussam, o ‘Newton de Gaza’

0

Hussam Al-Attar vive com familiares numa tenda fornecida por uma ONG humanitária em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Quando havia escolas em Gaza, já lhe tinham notado jeito para as tecnologias, era bom a matemática e gostava de físico-química.

No campo de refugiados não há nada. Nem escola, nem comida, nem água potável, nem eletricidade. Em vez de se deixar abater por tantas adversidades, o jovem Hussam começou a matutar em como fazer para resolver algum desses problemas.

Nos escombros das casas destruídas, foi encontrando peças que poderia reutilizar. Assim, juntou duas ventoinhas que pertenceram a aparelhos de ventilação, fio elétrico, interruptores, baterias e tudo o mais que foi necessário para construir um sistema de produção e energia eólica.

Através do infalível método de tentativa e erro, a engenhoca funcionou. Hoje, a tenda da família Al-Attar tem luz elétrica à noite. A notícia correu célere pela comunidade, Hussam passou a ser conhecido pela alcunha “Newton de Gaza” e, se quiser, pode pensar em montar um negócio de produção de energia elétrica. Clientes não faltarão.

Hussam viveu até hoje e fez o que aqui se conta. Muitos outros, igualmente promissores, já se perderam nesta guerra.

Esta história foi difundida pelo fotojornalista Ibraheem Abu Mustafa que trabalha para a Reuters, em Gaza. No Instagram podem ver alguma coisa do trabalho que ele tem realizado desde 2016. Sim, o conflito com Israel vem de longe… Em 2021 venceu um prémio de reportagem de guerra.

A VIAGEM DE BABOU DIOUF

0
fotografia de Nacho Doce /Reuters

Primeiro, trabalhou nas estufas de hortícolas de Almeria, no sul. Trabalho sazonal e mal pago. Os proprietários espanhóis têm cães treinados para ladrar e rosnar, se um trabalhador abranda o ritmo por instantes para endireitar as costas, diz Babou ao repórter Charlie Devereux da agência Reuters.

Sobrevivia mal. Em 2008 quase morreu de fome, nesse ano só conseguiu trabalho durante três semanas. A sorte de Babou mudou quando soube que havia falta de pescadores numa terreola chamada Burela, no norte da Galiza.

Pescador sempre tinha ele sido no Senegal, desde criança. E por lá teria ficado se o mar não tivesse ficado sem peixe. O peixe desapareceu devido à pesca excessiva praticada, principalmente, pelas frotas da China e da Europa, que operam nas águas senegalesas ao abrigo de acordos de pesca firmados com o Governo local.

Por exemplo, a União Europeia paga ao Senegal 1 milhão e 700 mil euros por ano pelos direitos de pescar cerca de 10.000 toneladas de atum. Na verdade, ninguém controla a quantidade de peixe capturado. Babou pergunta “o que é que os senegaleses ganham com isto?”. “Retiram recursos aos africanos e agora dizem que os africanos que chegam à Europa são uma dor de cabeça.”

Nos barcos de pesca de Burela há gente de 44 nacionalidades. A maioria são asiáticos da Indonésia. Depois há algumas centenas de cabo-verdianos e 90 senegaleses. Também há alguns portugueses, mas cada vez menos. Os europeus fogem deste tipo de trabalho duro e perigoso. Preferem trabalhar nas fábricas em terra firme. Os trabalhadores estrangeiros constituem cerca de sete em cada dez tripulantes da frota pesqueira de Burela. Babou trabalha a bordo do Sarridal.

A bordo do Sarridal, trabalha-se por turnos de 14 horas. Há sempre tarefas para cumprir, desde a preparação do aparelho de pesca até à recolha e armazenamento do peixe no porão frigorífico. O capitão do barco, Francisco Gonzalez, diz que a indústria pesqueira espanhola não pode sobreviver sem migrantes. “Há poucos jovens espanhóis, por isso o futuro está na formação de imigrantes.”

Mas mesmo com trabalhadores como Babou Diouf, a indústria pesqueira espanhola pode não sobreviver. Em Burela, cerca de metade da frota pratica a pesca com palangre, um aparelho armado no fundo do mar, que a União Europeia pretende proibir para evitar a extinção de algumas espécies de peixe, como será o caso da pescada, por exemplo.

Babou Diouf não quer voltar a ter de peregrinar à procura de um modo de vida. Casou com a espanhola Silvia e tem duas filhas, Itziar (11 anos) e Saly (2 anos), a mais velha de um primeiro casamento da mulher. Nas horas vagas está a aprender a manusear motosserras e a conduzir camiões. Quando a pesca acabar, será madeireiro ou camionista. “Tem sido assim toda a minha vida”, diz ele. “Durmo quando posso, não quando quero.”

Hoje, ao ver na televisão notícias de migrantes senegaleses a chegar às Ilhas Canárias, lembra-se da mesma viagem perigosa que empreendeu há 18 anos e do árduo caminho que o levou até Burela, na costa norte de Espanha. Se há alguém que merece viver ali em paz, é ele. E todos os outros como ele.

Em 2006, Babou pagou 500.000 CFA (francos da África Ocidental, cerca de 900 neuros) por um lugar numa piroga de traficantes da Mauritânia. Em 2023, cerca de 7 mil pessoas morreram ao tentar a travessia de África para a Europa. Babou não fica indiferente a isto. “Atravessamos o oceano, sem saber que vamos enfrentar a morte.”

(fotos de Nacho Doce para a Reuters)

Ainda a propósito dos debates televisivos

0

As análises aos debates feitas por jornalistas em vários órgãos de comunicação, com pontuações positivas e negativas, a cada intervenção do candidato, num somatório de atributos argumentativos, os quais, no final darão a vitória a um dos lados, transformam um debate numa contenda desportiva, com nota artística, ao bom estilo das danças ou patinagem. Parece-me ridículo.

O jornalista tem uma opinião e tem o direito de a exprimir. Até ter uma afiliação partidária. Pode manifestar a sua concordância ou discordância em relação às ideias dos candidatos, mas daí a quantifica-la como se estivéssemos numa competição artística ou desportiva vai uma grande diferença.

Qualquer jornalista bem formado no plano académico e profissional, devia saber que há uma predisposição do espectador que assiste a um debate deste género, que o leva a entrar em jogo, como audiência, já com uma ideia pré formada sobre os intervenientes.

Ora aquilo que se espera deles, intervenientes, é que um deles possa desfazer essa percepção do espectador para um dos lados, convencendo-o a mudar-se para o seu, com base nos argumentos expostos.

Mas alguém acredita que os eleitores se interessarão pela pontuação atribuída pelos jornalistas aos candidatos, sabendo muitos de nós quais as suas simpatias políticas, em face dos candidatos?

Se o jornalismo não se coibir de promover tanto facciosismo que por aí pulula nos órgãos de informação, acabaremos todos num pântano.

DEBATES NÃO ESCLARECEM

0

A nossa democracia está prestes a comemorar 50 anos de vida. Também os debates televisivos entre candidatos ou partidos políticos estarão a celebrar os seus 49 anos de existência. Devem ter começado com a Assembleia Constituinte de 1975.

Portugal vinha de uma ditadura com 48 anos de regime fascista. A sociedade portuguesa estava faminta de liberdade. Desejava um profundo debate de ideias e troca de argumentos políticos, em face da sua absoluta ignorância sobre as ideologias e a economia em geral. Tínhamos um longo caminho a percorrer. Percurso esse onde se alinhavam os vencedores do 25 de Abril e os perdedores, que com alguma argúcia se reorganizaram em partidos liberais e democratas cristãos, prometendo juras eternas à democracia e ao Estado Social.

Nos anos a seguir ao 25 de Abril o debate ideológico sobre o futuro de Portugal e da Europa gerava na sociedade uma excitação e uma participação muito forte. Estávamos no período da chamada Guerra Fria. Para além do que se passava cá dentro havia uma envolvência muito forte do exterior, que acabava por condicionar também a nossa existência. Os debates pré-eleitorais só eram ultrapassados em termos de audiências, pelas telenovelas brasileiras, que apareceram no final dos anos 70, como uma novidade recreativa, aos serões.

Portugal entrou para a CEE em 1986. Depois disso, entrou para a moeda única, substituindo o escudo pelo euro. Mais tarde aderiu ao espaço Shengen. Com tudo isto, a nossa independência como Estado foi-se transferindo para uma interdependência entre Nações. Perdemos autonomia. Prescindimos de decidir por nós próprios.

A par destas perdas de soberania a partir do inicio do seculo XXI, com a generalização, primeiro da internet, e, posteriormente, com o aparecimento das chamadas redes sociais, a forma de comunicação de massas levou uma reviravolta monumental. A crise no jornalismo e dos meios de comunicação social em geral, não estão dissociados deste fenómeno. Pelo contrário, são as primeiras vitimas. Depois seremos nós próprios, com a desinformação, fora deste quadro clássico.

Hoje a maioria das pessoas são formatadas através das redes sociais para um conjunto de “verdades alternativas” construídas na base da manipulação e da mentira. Pessoas essas que se auto excluem do modelo tradicional de informação e comunicação social. Daí as sondagens falharem como nunca. Há uma parte oculta da sociedade que foge ao modelo tradicional dos estudos de opinião.

O modelo de debate televisivo, por outro lado, acaba por ser mais um instrumento de propaganda, quando não se resume apenas a um lavar de roupa suja e ataques pessoais, onde as verdadeiras questões que nos interessam a todos como entidade coletiva, ficam por debater e esclarecer.

Tenho para mim, que pouca gente altera o seu sentido de voto com os debates televisivos. Não é isso que as conforta. As pessoas mudam sim, quando se sentem excluídas de uma solução que lhes traga segurança e previsibilidade. Uma boa parte dos reformados continuará a votar nos partidos à esquerda, até por não ter capacidade reivindicativa, mesmo depois de todas aquelas trapalhadas do governo, nestes dois anos de maioria absoluta. É bem provável que muitos jovens a trabalhar a recibos verdes, com empregos precários, bem como à procura de casa, votem em partidos que lhes prometam outras soluções que este governo não lhes proporcionou. Até podem nem acreditar muito nelas, mas estão dispostos a mudar o seu sentido de voto por frustração.

Para minimizar esta perda de audiências, há que no mínimo alterar o modelo de debate televisivo, alargando o tempo disponibilizado a cada candidato, para 20 minutos, procurando que cada um deles, nos primeiros 15 minutos, só possa explanar e abordar as suas ideias e o seu modelo de governação. Que procure explicitar sucintamente as suas propostas politicas e económicas, mas sem contraponto às do interlocutor. Os 5 minutos finais serão dados aos intervenientes para criticarem as propostas uns dos outros, bem como as suas ideias politicas. 

Se não formos para uma solução deste género vai ser muito difícil os debates alcançarem o seu objetivo. Esclarecer o eleitor.   

(neste link: 2º parte deste artigo)    

Homenagem a Armando Freire, o “Caracol”

0

A sessão teve lugar no Casal Saloio do Outeiro de Polima, que foi aberta por Severino Rodrigues que referiu o trajeto de vida de Armando “Caracol”, os empréstimos e cedências de uma série de peças da sua colecção para ilustrar vários aspectos da vida dos saloios que ilustram várias salas do Casal Saloio.

José d’Encarnação lembrou o que era o Casal Saloio do Outeiro de Polima, a sua importância para a arquitectura vernácula da região que lentamente vai desaparecendo, como foi o caso do Casal da Pintora, em Polima. Referiu então a amizade de longos anos com o “Caracol”, ora nos almoços do 1º de Maio, que a classe dos Canteiros organiza todos os anos no telheiro da Horta do Paizinho, em Trajouce, encerrando a palestra com a leitura de uma entrevista que tinha feito ao Armando Freire, nos inícios do século XXI, em que enaltece o trabalho de recoleção das peças que guarda ciosamente no seu museu.

Carlos Carreiras, Presidente da Edilidade Municipal, encerrou a sessão desenvolvendo o seu discurso através da importância da cultura popular nomeadamente na vertente agrícola, que tenta recuperar através da introdução de hortas comunitárias, em diversos pontos do município, a produção de cereais, bem como a de vinho de Carcavelos, através da produção em terreno municipal, no Arneiro, Carcavelos, e a formação de parcerias com produtores que ainda possuem terrenos vinhedos.

De seguida, ofereceu a Armando “Caracol” uma placa que é uma cópia da Carta de Criação da Independência de Cascais da sujeição de Sintra, que significa a liberdade que os munícipes têm ao promover através do seu trabalho o conhecimento e bem-estar de todos os cascalenses.

A sessão terminou com um vinho de Carcavelos oferecido pela edilidade.

ESPIÕES NA RÚSSIA

0

Martins da Silva, de 36 anos, e a francesa Cassiope Vien, de 35, viajaram juntos até Arkhangelsk, na costa do Mar Branco, no norte da Rússia, onde chegaram em 31 de dezembro. Instalaram-se num hotel para celebrar a passagem de ano.

Só que, no dia de Ano Novo foram passear até Severodvinsk, uma outra cidade a cerca de 40 kms de distância. Acontece que Severodvinsk é um local muito vigiado. É nos estaleiros navais da cidade que se constroem muitos dos submarinos nucleares da Rússia.

Ao pescoço do senhor Silva, uma boa máquina fotográfica equipada com uma teleobjetiva. Cassiope levava apenas um belo sorriso, dizem os polícias que mandaram parar o táxi onde os dois se deslocavam. A ideia seria apenas identificar os passageiros, mas foram surpreendidos por dois turistas de passaporte diplomático, nas proximidades de um estaleiro naval militar super protegido de olhares indiscretos.

Há um vídeo publicado pelo canal russo News29, onde se pode ver o momento em que polícias de trânsito mandaram parar o táxi. Solicitam aos passageiros que apertem os cintos de segurança e apresentem identificação. Os passaportes diplomáticos conferem imunidade em território russo, mas não livre acesso a zonas militares.

Ainda no vídeo, os polícias de trânsito informam os visitantes estrangeiros que teriam de obter permissão por escrito para visitar Severodvinsk.

vídeo

Sobre o senhor Martins da Silva não há informações, mas depreende-se que, sendo diplomata português, estará colocado na embaixada de Portugal em Moscovo. Sobre a senhora Cassiope Vien, o canal News29 diz que a diplomata é fluente em inglês, russo, checo, italiano, espanhol e holandês. Estudou em San Diego (EUA), formou-se em universidades da Bélgica e da Holanda. Bacharel em Relações Internacionais e Direito Internacional. Especialização – Europa Central e Oriental. Estudou pós-graduação na Universidade de São Petersburgo, na Faculdade de Relações Internacionais. Praticante de karaté. Uma espécie de James Bond de saias. Numa inversão dos papéis do guião original da saga James Bond, neste episódio Martins seria o ‘adorno’ a ser ‘comido’ pela temível operacional Cassiope.

O canal News29 exibe uma foto onde Cassiope Vien está com diversas pessoas, entre elas um tal coronel Laurent Lesaffret, adido de segurança interna da Embaixada da França em Ruanda. Enfim, a foto não acrescenta grande coisa, excepto que Cassiope se dá com tipos ligados à segurança do Estado francês.

A CENSURA INSTITUCIONALIZADA

0

Um minuto depois de ter publicado no Facebook, o algoritmo censurou a publicação.

Creio que foram detetadas as imagens das crianças palestinianas que estão na composição gráfica para a publicação que, afinal, apenas divulga uma canção de música folk irlandesa.

Tanto a canção como o grafismo denunciam a violência de Israel que já matou mais de 27 mil pessoas na Palestina, a maioria mulheres e crianças.

Mas o Facebook, considera que a violência está na denúncia…

vídeo no YouTube

Como talvez o YouTube venha, igualmente, a considerar a canção de Seth Staton Watkins “perigosa para a comunidade”, podem ver o vídeo no Telegram do site Duas Linhas.

Oh Palestina! Oh Palestina!

1

Chama-se Seth Staton Watkins e começou a cantar folk irlandês por simpatia política com a causa independentista da província britânica irlandesa.

Nasceu nos EUA, filho descendente de imigrantes, mas a herança de rebeldia dos irlandeses corre-lhe nas veias.

Ligar a causa da independência da Palestina com a luta dos independentistas irlandeses é uma inevitabilidade.

A canção “Oh Palestina! Oh Palestina!”, desde que foi gravada e publicada no Tik Tok tornou-se viral.

vídeo