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Toureiros acorrentados

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Em Lisboa, quatro toureiros acorrentaram-se ao portão do Campo Pequeno, em protesto contra a falta de apoio do governo à atividade tauromáquica. Acorrentaram-se a um portão que não abre e estão todos de máscara, pelo que esperam estar, assim, a não incomodar ninguém e a cumprir com as orientações gerais da DGS quanto a medidas preventivas para evitar o contágio de covid-19.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, autorizou o regresso de todas as atividades culturais, à exceção da tauromaquia. Talvez os toureiros não se importam de fazer faenas à porta fechada, que é o que vai acontecer com outros espetáculos que atraem habitualmente multidões, casos dos jogos de futebol, por exemplo.

Através de um comunicado enviado aos jornalistas, Hélder Milheiro, secretário-geral da organização taurina Pró-toiro, critica o Governo e realça que os agentes da tauromaquia só podem “interpretar esta situação como forma de censura e discriminação, o que é inaceitável em pleno século XXI”.

Mas há cada vez mais pessoas a achar estranho que em pleno século XXI persistam espetáculos onde se torturam animais e estes compreendem e até aplaudem a decisão do governo que foi, de resto, confirmada na Assembleia da República pelo primeiro-ministro num dos últimos debates quinzenais com a oposição.

À semelhança do que acontece um pouco por todos os setores de atividades profissionais, a PróToiro garante que há “artistas” e famílias a passar dificuldades, e acusam o governo de desprezar o sofrimento destes trabalhadores.

No meio desta pequena polémica, os defensores da vida animal dizem que os aficionados desprezam o sofrimento dos animais que torturam na arena e dizem que está na hora dos toureiros se reciclarem em termos profissionais e só têm pena que os cidadãos em protesto não fiquem ali eternamente acorrentados como medida de distanciamento em relação aos animais.

nota: o autor deste texto é a favor da abolição das touradas

Crime, dizemos todos

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Cresci com a imagem odiosa do Simon Legree e a sua violência racista sobre o Pai Tomás. Essas páginas faziam-me sofrer. Foi o primeiro livro que me marcou, li-o muito cedo. Comprei um colar com uma cruz de madeira, ainda em miúda, em homenagem à “Escrava Isaura” que eu via na televisão e que pus ao pescoço. A ideia do racismo foi-me incomportável desde que me conheço.

Como docente de inglês, sempre que pude e posso, falo aos alunos de Martin Luther King e Nelson Mandela. Muitos desconhecem totalmente o que foi a segregação racial nos EUA até há poucas décadas, assim como o regime do apartheid na África do Sul. A maioria, até. Acredito que estas imagens que agora chegam da América lhes provoquem interrogações. O meu filho, de doze anos, falou-me de vídeos e memes virais à conta de George Floyd. Eu sei as notícias, disse-me.

Ser racista não é só contar anedotas sobre negros. Conta-se anedotas sobre imensas etnias, grupos sociais, religiões. Não iria por aí. Ser racista é negar os direitos de igualdade e de justiça, o que vai muito mais para além de piadas, contadas por brancos ou não brancos. Ser racista é considerar que a cor da pele é impeditiva para coisas simples e básicas do quotidiano, como acesso à saúde, à educação, ao emprego, ao amor, à justiça, à dignidade. Ser racista é humilhar. É recusar o direito à mesma panóplia de benesses e de problemas que os cidadãos comuns têm, independentemente da sua origem e cor. Ser racista é querer um mundo separado, entre os que merecem e os que não merecem, entre os que podem e os que não podem, entre os que são e os que não são. É uma visão redutora e castradora da sociedade em que o poder de uns anula ou aniquila quem não faz parte da sua identidade. É um sério caso de crueldade identitária, de soberba discriminatória, de exclusão preconceituosa.

Nos EUA, a maioria dos americanos convive bem com as origens diversas da sua população. Do melting pot à salad bowl, a alegoria para a América não tem  esquecido as suas cores. Teria sido impossível construir a nação americana e sobretudo assistir ao seu desenvolvimento social e tecnológico nos séculos XX e XXI com convulsões constantes. O “American Dream” já foi possível, com todas as suas histórias de frustração pelo caminho. Era a América e nela tudo era possível. Apesar de tudo, alguns descendentes de africanos – e de escravos, se formos lá bem atrás – conseguiram singrar em áreas como a música, o cinema, a justiça, o desporto, o corpo policial, entre outras. Um presidente negro foi eleito e mostrou que o sonho era possível. Não está em análise a sua ação política, mais ou menos apreciada, é assim em democracia, mas o facto de o ter conseguido. Uma inspiração, nesse sentido.

Contudo, não tenhamos dúvidas, o racismo nos EUA é persistente. A extrema direita, nacionalista, de supremacia branca, não se evaporou definitivamente, nem com o fim da segregação oficial nos estados do sul. Bolsas de comportamentos racistas são frequentemente denunciadas, causando ondas de indignação ocasionais nos media e na sociedade.

O atual presidente dos EUA veio, sem dúvida, legimitar o discurso do preconceito. Contra países, contra nacionalidades, contra instituições, contra grupos, contra concidadãos. O seu lema Let´s Make America Great Again é essencialmente dirigido a uma América conservadora, evangélica, fechada e intolerante. Inventam bodes expiatórios para os infortúnios nacionais, geralmente económicos. Com um presidente assumidamente privilegiado e que exclui os mais fracos, as atitudes discriminatórias e racistas, se existiam antes, podem crescer em número e a descontração com que as exibem também. Para muita gente, o exemplo vem de cima. Sem exemplos de dignidade e tolerância e sem apelos à contenção por parte de um Presidente narcisista, não se pode esperar coexistência.

Estes tumultos de reação ao homicídio de um homem negro que foi friamente asfixiado por um polícia branco, refletem o profundo descontentamento de uma comunidade e de todos os verdadeiros democratas.  Atuações cruéis e crimes racistas não podem ficar impunes. A destruição e pilhagem que se seguiram não servem a causa e há mesmo americanos negros a proteger as suas casas e negócios, de armas na mão.

A violência não é o caminho, Luther King dizia-o claramente. Nem a vingança, mas o racismo endémico de alguma América também não se pode continuar a suportar.  Bom seria que quem preside aos seus destinos o entendesse. 

Covid-19 em Sintra: Marta Temido reúne com Basílio Horta

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O presidente da Câmara Municipal de Sintra recebeu hoje a Ministra da Saúde. Marta Temido teve hoje várias reuniões com diversos autarcas e, sem nunca especificar em concreto os temas abordados nas reuniões, disse estar preocupada com os jovens,  “o novo grupo de infetados” na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde têm surgido o maior número de casos a nível nacional.

Os focos de epidemia detetados nos últimos dias na região de Lisboa e municípios adjacentes estão relacionados com a população migrante que vive sem condições nos centros urbanos. São estrangeiros imigrados e são portugueses vindos de outras regiões do país, são jovens e são mão-de-obra barata e indiferenciada, com pouco poder aquisitivo.

Estes jovens são o grupo social que mais necessita de apoio e as autarquias têm aqui um papel fundamental a desempenhar, uma vez que sabem onde eles vivem, onde eles se aglomeram nas horas vagas, os transportes públicos que utilizam no dia-a-dia, as condições de vida que usufruem.

A atuação das diferentes edilidades tem sido diversa. Algumas câmaras fornecem gratuitamente máscaras, outros municípios vendem-nas a baixo preço, outros nem por isso. Sintra, por exemplo, prometeu em meados de abril distribuir 1 milhão de máscaras pela população e ainda não cumpriu integralmente com essa promessa.

Talvez depois da conversa com a ministra da Saúde a atuação das câmaras municipais passe a ser mais coordenada e mais eficaz.

Sobre a questão de Sintra, em particular, Marta Temido não identificou quais as freguesias que, neste momento, são mais problemáticas mas concedeu que há “várias freguesias onde há maior incidência”, enumerando apenas os “sítios mais povoados, onde há mais concentração de pessoas”. Sublinhando que tudo tem que ser feito “com muito cuidado”, assegurou que “estamos no caminho certo”.

A partir do Palácio Valenças, Basílio Horta (ou alguém do seu secretariado) publicou no Facebook que “Temos todos a obrigação de estar focados na realidade quotidiana que vivemos, porque a situação de crescimento de casos positivos na Grande Lisboa não se pode manter por muito mais tempo”.

Pois não.

Este foi o segundo dia de encontros entre a ministra e as entidades municipais para debater melhores formas de controlar o surto de Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, onde foram já diagnosticados 11.142 casos de infeção.

O revoltoso que era de Alcabideche!

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Desafiou-me Carlos Narciso para com ele colaborar neste seu espaço de Duas Linhas, a de Cascais e a de Sintra.

Aceitei de bom grado, na medida em que me será possível partilhar, desta sorte, informações e despretensiosos comentários acerca da História, das Artes e do Património Cultural, referentes sobretudo ao território cascalense.

Há sempre surpresas, outros olhares, novidades ou antiguidades que porventura haviam escapado e nos ajudam a fomentar comunidade, a revitalizar memórias e identidade.

Desta feita, a inesperada surpresa veio do Brasil. O professor Luciano Figueiredo, do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense (Niterói), escreveu à Junta de Freguesia de Alcabideche a tentar saber da genealogia e eventuais laços familiares conhecidos de Filipe dos Santos Freire (1678-1720).

Tivera acesso ao seu registo de nascimento, a que também acedemos depois, que reza assim (actualizo a grafia):

«Aos quinze dias do mês de Janeiro de 1678 baptizei e pus os Santos Óleos a Filipe, filho de João Vicente e de Maria Ferreira de Alapraia. Foram padrinhos o Pe. Sebastião Alves [e Isabel (?) Costa] de Alapraia».

Assina o Padre Cura Duarte Pinheiro.

E que interesse haveria neste alcabidechense?

É que estão a ser programadas para o corrente ano as comemorações dos 300 anos da chamada «Sedição de Vila Rica» (Vila Rica era, então, o nome da actual Ouro Preto, em Minas Gerais), de que Filipe dos Santos Freire foi um dos cabecilhas.

Havia sido, naturalmente, mal vista pelos potentados locais a lei segundo a qual aí vinham a ser oficialmente criadas casas de fundição do ouro em pó. Minerador, Filipe dos Santos Freire assumiu-se como o principal cabeça dos amotinados e acabou por ser condenado à pena capital. Enforcaram-no, arrastaram-lhe o corpo pelas ruas da vila e esquartejaram-no, após julgamento sumário perpetrado por uma junta formada pelo governador D. Pedro Miguel de Almeida Portugal, Conde de Assumar, e pelo ouvidor local.

Ora aqui está um herói a cuja naturalidade ainda se não dera a atenção devida!

                                                         

E dos vizinhos que emigraram, que notícias temos?

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Lisboa, 31 mai 2020 (Lusa) – A presença de portugueses nas filas para receberem cabazes de ajuda alimentar na Suíça é apenas um dos sinais de como a crise provocada pela covid-19 está a afetar estes emigrantes, numa dimensão que começa agora a ser avaliada.

“Não são a maioria, mas vi muitos portugueses a irem buscar os cabazes de comida, o que me surpreendeu”, disse à agência Lusa o conselheiro das comunidades neste país, José Inácio Sebastião.

Recentemente este conselheiro participou numa iniciativa de oferta de cabazes alimentares em Genebra e ficou surpreendido por ver tantos portugueses a recorrerem a esta oferta.

“A maioria das pessoas que precisa desta ajuda é oriunda da América Latina, mas também são muitos os portugueses afetados pela perda de rendimento”, adiantou.

Neste país, onde residem 217.662 portugueses, ainda “é grande” a expetativa sobre o real impacto da pandemia. Mesmo os que mantiveram o emprego, mas não puderam exercer a atividade, tiveram perdas na ordem dos 80%, disse o conselheiro.

O setor da economia doméstica (empregadas de limpeza) foi o que mais afetou a comunidade portuguesa, assim como os trabalhadores temporários.

“Houve uma grande perda financeira”, disse.

Na Alemanha, a comunidade portuguesa tem sido elogiada pela forma como acatou as medidas de prevenção contra a covid-19, não se registando até ao momento um único português infetado, conforme disse à Lusa o conselheiro Alfredo Stoffel.

Residente em Sassnitz, este conselheiro da comunidade portuguesa explicou que “a pandemia atingiu todos os setores”.

“Não houve discriminação entre a sociedade alemã de acolhimento e as suas comunidades”, referiu, indicando o confinamento e o impacto financeiro como as principais consequências da doença.

Emocionalmente, adiantou, a pandemia afetou a vida desta comunidade – estimada em 114.705 portugueses – que, de um dia para o outro, se viu privada de conviver com os amigos.

A nível financeiro, ainda “é cedo” para uma avaliação rigorosa, mas as empresas tiveram de se adaptar e estão agora a começar a laborar e os trabalhadores a se aperceberem de como irão regressar ao trabalho.

Por essa razão, muitos “sentem-se inseguros” em relação à doença, receando uma nova vaga.

Em França, “todos foram apanhados” pela crise provocada pela covid-19, disse à Lusa o conselheiro da comunidade portuguesa Paulo Marques, que preside igualmente à Associação dos Eleitos Portugueses, Luso-Franceses e Europeus em França.

Com 595.900 cidadãos nascidos em Portugal, esta comunidade é a mais significativa em França e tem sido apoiada pelo Governo francês.

“É o que está a salvar as empresas francesas de portugueses”, adiantou.

Mas só a partir de 02 de junho, quando a retoma do trabalho for a 100%, é que a dimensão do impacto da doença e das medidas de confinamento será realmente conhecida, adiantou.

“Só então se saberá, mas acredito que em outubro já teremos uma noção mais concreta”, disse.

Segundo Paulo Marques, os setores mais afetados foram a restauração, com muitos estabelecimentos encerrados e outros a terem de se adaptar ao ‘take away’.

Um outro setor que está totalmente parado é o da organização de eventos, com os artistas a não conseguirem saber como será o dia de amanhã.

“Os artistas não podem expor, não há público, não há concertos, nem exposições”, lamentou, referindo que existiam “várias coisas programadas” que tiveram de ser desmarcadas, ou adaptadas à realidade virtual.

Nestas alturas, sublinhou, tem-se destacado o lado solidário da comunidade que tem procurado ajudar os portugueses mais velhos e que vivem em populações afastadas.

“Em França, durante dias e dias só se falava de máscaras, mas a população mais isolada não tinha acesso às máscaras. Fizemos algumas ações de entrega de máscaras e só isso ajudou estas pessoas a sentirem-se mais apoiadas”, acrescentou.

Atento a esta realidade, o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) tem vindo a manifestar as suas preocupações, nomeadamente com “os mais vulneráveis, idosos, cadenciados, desempregados e doentes”, disse à Lusa o presidente deste órgão consultivo do Governo para as políticas relativas à emigração e às comunidades portuguesas no estrangeiro.

Segundo Flávio Martins, a pandemia afetou várias empresas “por todo o mundo”, especialmente na área da construção e do comércio em geral, exceto o de alimentos.

SMM // VM

Lusa

(transcrição integral do texto publicado no site da Agência Lusa em acesso livre)

Covid-19: vigilância especial para Sintra, Amadora e Lisboa

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Em Portugal, a pandemia covid-19 está com tendência para baixar, a contabilidade diária diz que o contágio está a baixar em todo o país exceto na região de Lisboa e Vale do Tejo, principalmente nos municípios de Loures, Odivelas, Amadora, Lisboa e Sintra.

Por isso, a Direção Geral de Saúde tomou medidas específicas de saúde pública, tendo em conta as características dos novos casos de covid-19 nestas zonas. A “estratégia de contenção” envolverá, “ao longo dos próximos dias” o reforço dos seguintes aspetos:

– O rastreio do novo coronavírus focado nas nos grupos profissionais da construção civil e armazéns de logística;

– O acompanhamento clínico dos casos confirmados de covid-19 diariamente por profissionais de saúde, designadamente por visitas domiciliárias para melhor perceção do contexto e acompanhamento dos doentes.

– A identificação de locais alternativos para o confinamento domiciliário” quando se comprove que as condições de habitabilidade não reúnem os critérios de exequibilidade para o isolamento;

A ministra da Saúde acredita que esta estratégia permitirá reduzir o número de contágios e minimizar o risco de transmissão comunitária nesta região. Mas Marta Temido apela a todos que tenham sintomas para, voluntariamente, não irem trabalhar e contactar as autoridades sanitárias.

Está já em curso uma operação de testagem de trabalhadores em empresas e locais de trabalho com fatores de risco na região da Grande Lisboa, a operação vai decorrer ao longo dos próximos dias e está integrada na “estratégia traçada para prevenir e conter os riscos de contágio.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo registou o maior aumento de novos casos nas últimas 24 horas (231 dos 257 novos casos).

Lisboa tem, no total, 2365 casos confirmados.

Amadora tem 821 casos confirmados.

Oeiras tem 416 casos confirmados.

Cascais tem 551 casos confirmados.

Sintra tem 1173 casos confirmados.

Portugal registou este sábado mais 257 infeções por covid-19. Destes novos casos, 231 são na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Não vale tudo

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O assassino vestia uma farda da polícia e a vitima era um desempregado.

A detenção foi feita sem que o detido tivesse oferecido resistência, mas o polícia deve ter tido gozo em humilhar o cidadão.

A vítima morreu asfixiada pelo peso do corpo do polícia centrado num joelho que pressionava o pescoço da vitima que avisou várias vezes que não conseguia respirar.

Quando deixou de falar, estava morto.

Foi então que o polícia desmontou da vitima.

E foi então que a revolta se apossou das pessoas, que vieram para as ruas e protestaram e exigiram vingança e se excederam nos protestos e só assim obrigaram o Estado a reagir…

O assassino foi finalmente detido e está acusado pela morte do cidadão que subjugou de forma absolutamente brutal e insensível.

Eu espero que isto sirva de aviso a todos os polícias que acham que se podem ultrapassar os limites da Lei, que eles podem tudo, que a eles tudo lhes devia ser permitido.

Não é assim, nem na América e muito menos em Portugal.

Uma bagatela penal não pode justificar a brutalidade policial… e a polícia não pode torturar, não pode matar.

Polícias assim, ninguém os quer, a sociedade rejeita isto, as pessoas não pactuam com crueldade, quando o fazem deixam de ser pessoas e passam à condição de bestas humanas.

Já ninguém sonha com a América e a land of freedom, a terra da liberdade, é cada vez mais um sítio mal frequentado e a evitar, principalmente se tiver cara de espânico, se for negro ou achinesado…

Em Portugal também temos tido os nossos racistazinhos de trazer por casa, nem sempre polícias, mas também polícias…

O Luís Giovanni morreu e ainda não sabemos porquê? Os criminosos ainda não foram julgados, mas hão de ser, claro… e então veremos o que acontecerá…

Claudia Simões também foi montada por um polícia e ficou com a cara feita num bolo. Justiça? Continuamos à espera para saber o que pensam os executores da Justiça sobre o sucedido na Amadora. Na altura a senhora disse que teve medo de morrer… e disso, desse medo horrível que ela sentiu, ninguém pode duvidar.

Conheço muitas histórias destas onde o racismo desposta indisfarçavelmente…

durante alguns anos fiz um programa na SIC que se chamava Casos de Polícia, alguns mais velhos e de boa memória deverão estar lembrados. Nesse programa contei muitas histórias deste tipo, a violência policial não é novidade para ninguém. Há uma história de que me lembro com frequência… a história d eum cigano que estava preso, condenado a 7 ou 8 anos de cadeia por tráfico de droga. Um dia veio ter comigo um militar da GNR que me contou a história. Ele tinha pertencido ao grupo que participou na ação policial que levou à detenção do cigano. O homem seria de facto traficante, mas quando foi detido pela GNR não tinha droga com ele. Mas puseram-lhe 1 kg de cocaína na mala do carro. Cocaína que teria sido retirada do cofre onde a GNR guarda droga apreendida antes de ser destruída. A prova do crime foi plantada na mala do carro do cigano. E assim condenaram o homem.

No final, o GNR que denunciou isto deu a cara por aquilo que afirmava, diz que o fez por estar arrependido, levou com um processo disciplinar e demitido da GNR.

E é contra isto que temos de combater. Não vale tudo.

Arte e espetáculos na corda bamba

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A partir de segunda-feira podemos voltar aos cinemas e ao teatro, haverá de novo espetáculos musicais, embora com regras muitom restritas.

As regras para a reabertura das salas de espetáculo e eventos culturais ao ar livre, divulgadas esta semana, exigem máscaras, lugares marcados, definição de vias de entrada e de saída, limpeza e desinfeção das instalações e recintos.

A adaptação não é fácil e é previsível que muitas salas permaneçam fechadas por mais algum tempo.

As salas que reabrirem já têm de o fazer com a lotação reduzida, respeitando as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde.

A NOS Cinemas, na sexta-feira, anunciou que as salas que explora “não abrirão na próxima segunda-feira”, sem avançar uma data para a reabertura.

A Medeia Filmes anunciará na segunda-feira as condições de reabertura do cinema Nimas, em Lisboa, e a programação das primeiras quatro semanas.

O espetáculo “Deixem o Pimba em Paz”, com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, que terá participações especiais de Salvador Sobral e Samuel Úria, vai reabrir o Campo Pequeno, em Lisboa, na segunda-feira, enquanto sala de espetáculos.

A reabertura do Coliseu de Lisboa será só em 13 de junho, com um espetáculo de Pierre Aderne e dos músicos da Rua da Pretas, com músicos e espectadores em palco, com uma lotação muito reduzida.

Também em Lisboa, o Centro Cultural de Belém reabriu dia 18 de maio os espaços de exposições e galerias, mas remeteu para breve informações sobre as condições de reabertura dos auditórios, capacidade de assistência, regras de palco e sobre a programação, e a Fundação Calouste Gulbenkian indicou que está a fazer testes de palco com instrumentistas, remetendo para a primeira quinzena de setembro o anúncio da nova temporada de música.

No Teatro Nacional de São Carlos, que tutela o coro e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, não há uma data de reabertura, mas “em breve” serão revelados os procedimentos de trabalho das duas formações musicais e alguma programação.

A ópera, em São Carlos, conta, em quase todas as produções, com a orquestra localizada no fosso do palco, prática interdita, pelas normas sanitárias em vigor.

O Teatro Nacional D. Maria II diz que só volta em setembro.

Em Cascais, o TEC mantém em cartaz o espetáculo que ficou adiado, a peça de Tennesse Williams “Bruscamente no verão passado” e anuncia “Camino Real”, do mesmo autor, para estrear a 3 de julho.

Alguns espaços reabrem na segunda-feira, mas isso não quer dizer que acolham já público. O Teatro da Garagem, com sede no Teatro Taborda, em Lisboa, abre na segunda-feira para a equipa de trabalho, mas conta apresentar um “pequeno espetáculo” no final de julho.

A Barraca, também em Lisboa, terá os primeiros espetáculos nos dias 5 e 6 de junho, uma iniciativa que reúne música, texto e poesia do poeta e dramaturgo andaluz Federico García Lorca.

No plano de ‘desconfinamento’ faseado apresentado pelo Governo, as salas de espetáculo, teatro e cinemas são os últimos espaços culturais a reabrirem, depois de meses fechados por causa da covid-19.

A 4 de maio reabriram as livrarias, bibliotecas e arquivos, e, a 18 de maio, reabriram os museus, monumentos e palácios, galerias de arte e similares.

Petição online

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Está a decorrer uma petição online para dar o nome do morador mais antigo da aldeia do Funchal, em Sintra, a uma das ruas da aldeia. Nada mais justo.

O Ti Mafra, de seu nome Emídio Silva, tem 88 anos de idade e ainda trabalha todos os dias nas suas terras com o seu tractor. Todas as pessoas da aldeia gostam dele e o respeitam muito. Ele sempre foi um pilar e uma referencia da aldeia do Funchal, concelho de Sintra, desde que ali casou, há cerca de 68 anos, e lá ficou a viver. A alcunha do Ti Mafra deve-se ao facto de ter nascido perto do “calhau”, o carinhoso nome que o povo dá ao Palácio Nacional de Mafra. A verdade é que todos o conhecem apenas por Ti Mafra.
O Ti Mafra sempre viveu do que a terra dá e da produção de leite que entregava na famosa VIGOR, quando a fábrica era ao lado da sua casa, em Odrinhas.
Nos final dos anos 90 o Ti Mafra ficou famoso numa série de televisão da RTP, recrutado pelo seu vizinho Guilherme Leite, para fazer “apanhados” no programa CROMOS DE PORTUGAL.
Agora o Ti Mafra tem milhares de pessoas em todo o mundo que vêm os videos sobre o seu dia a dia que são colocados online na Saloia TV, a webtv da sua terra.

O coronavírus e a violência doméstica (vídeo)

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(vídeo)

A violência doméstica é um crime.

Com o surgimento da pandemia covid-19, os casos de violência doméstica foram silenciados. O confinamento e a insegurança motivada pela crise provocada pela pandemia contribuíram para a diminuição aparente de casos.

 Em média havia 29 denúncias de violência doméstica por dia, em Portugal.

Como pode ser contactada a APAV?

Pode ser contactada pessoalmente em qualquer um dos 13 Gabinetes da APAV (Lisboa, Porto, Braga, Vila Real, Coimbra, Cascais, Odivelas/Loures, Setúbal, Faro, Tavira, Portimão, Albufeira, Loulé), por fax, carta ou e-mail e também pelo telefone: 707 20 0077.

Para ter acesso aos contactos: www.apav.pt