Arte e espetáculos na corda bamba

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A partir de segunda-feira podemos voltar aos cinemas e ao teatro, haverá de novo espetáculos musicais, embora com regras muitom restritas.

As regras para a reabertura das salas de espetáculo e eventos culturais ao ar livre, divulgadas esta semana, exigem máscaras, lugares marcados, definição de vias de entrada e de saída, limpeza e desinfeção das instalações e recintos.

A adaptação não é fácil e é previsível que muitas salas permaneçam fechadas por mais algum tempo.

As salas que reabrirem já têm de o fazer com a lotação reduzida, respeitando as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde.

A NOS Cinemas, na sexta-feira, anunciou que as salas que explora “não abrirão na próxima segunda-feira”, sem avançar uma data para a reabertura.

A Medeia Filmes anunciará na segunda-feira as condições de reabertura do cinema Nimas, em Lisboa, e a programação das primeiras quatro semanas.

O espetáculo “Deixem o Pimba em Paz”, com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, que terá participações especiais de Salvador Sobral e Samuel Úria, vai reabrir o Campo Pequeno, em Lisboa, na segunda-feira, enquanto sala de espetáculos.

A reabertura do Coliseu de Lisboa será só em 13 de junho, com um espetáculo de Pierre Aderne e dos músicos da Rua da Pretas, com músicos e espectadores em palco, com uma lotação muito reduzida.

Também em Lisboa, o Centro Cultural de Belém reabriu dia 18 de maio os espaços de exposições e galerias, mas remeteu para breve informações sobre as condições de reabertura dos auditórios, capacidade de assistência, regras de palco e sobre a programação, e a Fundação Calouste Gulbenkian indicou que está a fazer testes de palco com instrumentistas, remetendo para a primeira quinzena de setembro o anúncio da nova temporada de música.

No Teatro Nacional de São Carlos, que tutela o coro e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, não há uma data de reabertura, mas “em breve” serão revelados os procedimentos de trabalho das duas formações musicais e alguma programação.

A ópera, em São Carlos, conta, em quase todas as produções, com a orquestra localizada no fosso do palco, prática interdita, pelas normas sanitárias em vigor.

O Teatro Nacional D. Maria II diz que só volta em setembro.

Em Cascais, o TEC mantém em cartaz o espetáculo que ficou adiado, a peça de Tennesse Williams “Bruscamente no verão passado” e anuncia “Camino Real”, do mesmo autor, para estrear a 3 de julho.

Alguns espaços reabrem na segunda-feira, mas isso não quer dizer que acolham já público. O Teatro da Garagem, com sede no Teatro Taborda, em Lisboa, abre na segunda-feira para a equipa de trabalho, mas conta apresentar um “pequeno espetáculo” no final de julho.

A Barraca, também em Lisboa, terá os primeiros espetáculos nos dias 5 e 6 de junho, uma iniciativa que reúne música, texto e poesia do poeta e dramaturgo andaluz Federico García Lorca.

No plano de ‘desconfinamento’ faseado apresentado pelo Governo, as salas de espetáculo, teatro e cinemas são os últimos espaços culturais a reabrirem, depois de meses fechados por causa da covid-19.

A 4 de maio reabriram as livrarias, bibliotecas e arquivos, e, a 18 de maio, reabriram os museus, monumentos e palácios, galerias de arte e similares.

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