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Atores, músicos, técnicos do espetáculo – “parados, nunca calados”

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Hoje há manifestações dos profissionais da cultura em várias cidades do país, incluíndo Lisboa.

Ao fim do dia, por volta das 18 horas, atores, técnicos e outros profissionaios das artes e espetáculos protestam contra a situação em que estão a viver, de penuria generalizada por falta de trabalho e quase sem apoios governamentais.  

“Parados. Nunca calados”, é o mote desta manifestação nacional que em Lisboa irá decorrer no Rossio.

O Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE) organiza este evento para afirmar o “protesto, de afirmação de que é necessário medidas de emergência de forma urgente”, porque  “passaram três meses desde que a pandemia mudou a vida de todos e de forma muito violenta a dos músicos, trabalhadores de espetáculos e do audiovisual”.

“Num setor em que domina a precariedade, os efeitos são catastróficos e à medida que o tempo passa, sem que sejam tomadas medidas de emergência e de fundo, as consequências são cada vez mais devastadoras e auguram um efeito prolongado sobre a vida dos profissionais e sobre a Cultura”, diz a convocatória do sindicato para esta manifestação.

Desde março, foram adiados ou cancelados todos os espetáculos públicos na sequência das medidas de contingência definidas pelas autoridades para tentar travar a propagação da covid-19.

Lisboa, 3 milhões para munícipes comprarem bicicletas

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A Câmara Municipal de Lisboa anunciou ontem, 3 de junho, várias medidas para promover a mobilidade pedestre e em bicicleta na cidade.

Em resumo, Lisboa vai ter mais espaços verdes, , mais ruas exclusivamente pedonais e maior rede de vias cicláveis.

A autarquia quer diminuir o número de viaturas automóveis na cidade e, assim, vai avançar rapidamente com medidas no âmbito da rede ciclável e redução da velocidade em ruas residenciais.

A grande novidade é a cativação de 3 milhões de euros para apoiar a aquisição de bicicletas pelos munícipes. Para tal, o município criou um “fundo de mobilidade” e os 3 milhões serão adjudicados da seguinte forma:

1- até 100€ para bicicletas convencionais (só para estudantes);

2- até 350€ para bicicletas elétricas;

3- até 500€ para bicicletas de carga.

Estes apoios abrangem  50% do valor da bicicleta a adquirir. O plano da autarquia será coordenado com as lojas de bicicletas de Lisboa, que aderirem ao projeto.

As obras para a construção de mais quilómetros de rede ciclável têm inicio imediatamente e até setembro estão previstos mais 56 quilómetros de vias à disposição dos ciclistas.

A ideia é boa e generosa e há de trazer benefícios ambientais e de lazer para a população, embora Lisboa jamais venha a ser como Aveiro ou Amesterdão porque não tem a orografia ideal.

Covid-19: fotos e vídeos denunciam desrespeito nos transportes públicos

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São imagens obtidas no interior de um autocarro de passageiros de uma das várias empresas privadas que têm concessões de transporte de passageiros da periferia para Lisboa… no caso vertente e sem querer revelar o nome da empresa em questão, podemos dizer que atravessa três municípios a norte de Lisboa antes de entrar na capital, para deixar os passageiros no interface do Campo Grande.

Quase que não vale a pena sublinhar as imagens, não há nenhum distanciamento social dentro deste autocarro, não há nenhum lugar vago, há até passageiros que viajam em pé…

Todos os passageiros usam máscara, é verdade, mas nenhum usa luvas… e todas as mãos se agarram aos mesmos varões.

Nas palavras da leitora do site Duas Linhas que enviou estas imagens, “hoje confirmei que os autocarros não têm dispensadores de desinfetante… Por uma questão de prevenção evitei os horários das “horas de ponta” visto que fui informada que aí é caótico. Fui no que parte às 9h, com pessoas em pé e sentadas ao lado uma das outras, ultrapassava  a lotação recomendada”.

Tudo ao contrário do que era suposto e tudo contra as regras de distanciamento social pedidas pela direção geral de saúde no combate ao covid-19.

Santos Populares proibidos

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Este ano não teremos as tradicionais festas dos santos populares. Por decisão do governo, no âmbito do combate à pandemia covid-19, “na Área Metropolitana de Lisboa o acesso, circulação ou permanência de pessoas em espaços frequentados pelo público, bem como as concentrações de pessoas na via pública encontram -se limitadas a 10 pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar”, é o que se pode ler na Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020 datada de 29 de maio de 2020.

A proibição dos tradicionais arraiais já tinha sido, de resto, anunciada logo em abril pela própria Câmara Municipal de Lisboa e o cancelamento abrange, ainda, as procissões e os casamentos de Santo António.

Assim, este ano todas as atividades atividade em espaços abertos, em espaços ou vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, incluindo os de coletividades, associações e instituições similares, são para esquecer. Exceto aqueles que forem expressamente autorizados pelas autoridades que coordenam as medidas a aplicar contra a pandemia covid-19.

Ser português!

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Só quem não me conhece é que não sabe.

Sempre procuro resolver os problemas a velocidade meteórica e raramente me é ouvida a palavra NÃO.          

Por isso, hoje não vou falar da pandemia, que em tempos anunciei e para a qual, oportunamente, recomendei medidas urgentes de formação sanitária das populações, a começar pela Proteção Civil.

Não falhei uma só previsão, e eram sensatos e tecnicamente irrebatíveis os meus argumentos, mas logo me acusaram de alarmismo, quiçá de oportunismo.

Embora silenciado vezes demais, mesmo assim não consigo remeter-me a um silêncio total. Até porque, ainda hoje, detetamos falhas imperdoáveis e incríveis desentendimentos na linha de comando do combate à pandemia como a suspensão de emergências médicas, “apenas” por que a GNR se recusou a desinfetar as ambulâncias, como vinha fazendo. Enfim, mais um episódio grotesco que ninguém, que não viva à custa do alheio, atura. 

Estou, como já devem ter percebido, em casmurra maré de “não e mais não” e só não dou início a este texto com essa inusitada palavra, por razões de ordem “estética”.

Em boa verdade, eu deveria abrir esta “obra” com um velho dito popular:

– Não há fome que não dê em fartura!

 “Atacado” de dois em dois minutos, e por todos os lados, com preciosidades da pandemia, tais como as regras que devemos observar para ir aos saldos nos centros comerciais da cosmopolita Lisboa, ou, mais ou menos, como teremos de nos deslocar até à praia, onde há sempre um amigo com um barco à nossa espera, quero solenemente declarar que estou farto, fartíssimo, desde há três meses, de pregar sobre o Covid-19, a quem a nossa DGS durante muito tempo até nem “passava atestado”.

Por não vos querer chagar mais com a pandemia, não vou dar, hoje, para esse peditório, preferindo abordar a “portugalidade”. 

Ora toma, que isto hoje é para intelectuais!…

É na verdade um tema que dá pano para mangas… desde D. Afonso Henriques a Albuquerque e de Camões a Pessoa.

E até vem muito a propósito, dada a recente polémica em torno de uma proposta presente na Assembleia da República, onde se discute conceder a nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus, alegadamente “expulsos” de Portugal por D. Manuel I. 

Esta história está um pouco aldrabada mas, é indesmentível, com o édito de expulsão dos judeus pelos “Reis Católicos”, grande parte da comunidade judia peninsular refugiou-se em Portugal, onde ganhou a preponderância que dissolveu o convívio equilibrado e pacífico com a religião maioritária.

Pressionado pela política, D. Manuel I até nem foi muito intolerante e só a sua ausência de Lisboa terá possibilitado o massacre de 1503, um incidente horrível que não ilustra a nossa História.

Certo é que a vida não estava nada fácil para os judeus, tendo então o nosso rei, já então chefe de um “país de brandos costumes”, mandado batizá-los à força e assim os transformar, com a bênção divina, em “cristãos-novos”.

“Medida” que não surtiu grande efeito porque a grande maioria prosseguia secretamente com as suas práticas tradicionais. “Escândalo” que, décadas depois, daria origem à Sacrossanta Instituição Santo Ofício de quem, já no séc. XX, a PIDE herdaria tiques ainda hoje presentes na sociedade portuguesa.

Ao correr mundo deparei, na África do Sul e nos Estados Unidos, na Turquia e na Holanda, com judeus que, dizendo-se descendentes de portugueses, conseguiam recitar orações e reproduzir cânticos entaramelados, mas em que se reconhecia a nossa língua materna.

Será que, se verdadeiramente o provarem e o desejarem, não merecem mais a nacionalidade portuguesa do que milhares de estrangeiros que, nem ao cabo de gerações, irão abraçar a nossa bandeira ou cantar o nosso hino?

Já agora, no momento em que o Brexit suscita a questão de Gibraltar, permitam-me que introduza na sociedade portuguesa um novo tema:

Por que não falamos, também, dos irmãos que deixámos abandonados em Olivença, do outro lado do Rio Guadiana, sem nunca termos ido em seu socorro?

Séculos depois acredito que a maioria dos oliventinos, “traídos” por Portugal, tenha perdido os laços com o seu país de origem por que se bateram alguns dos seus ilustres ancestrais.

Não será tempo de, num ato de coragem, inteligência e reparação, concedermos, também, àqueles oliventinos que o desejarem a nacionalidade portuguesa?

Afinal, o que é ser português?

Cascais, postos de combustível sem cerveja depois das 20 horas

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A imagem que documenta esta notícia, circula nas redes sociais há uns dias já. Trata-se do posto de combustível no Estoril, e a fila é de pessoas que, maioritariamente, queriam comprar bebidas alcoólicas, segundo testemunhos recolhidos em comentários no Facebook e Instagram.

Hoje, pelos mesmos motivos, a situação já não se poderá repetir, uma vez que a autarquia de Cascais emitiu um despacho a proibir a vem da de bebidas alcoólicas em postos de combustível.

A proibição tem horário e define que depois das 20 horas e até ao encerramento do posto de combustível não se podem adquirir bebidas alcoólicas nesses estabelecimentos. O referido despacho foi anunciado pelo presidente camarário na sua página do Facebook.

Lixo e desinfeção da via pública

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A limpeza, manutenção e, agora, desinfeção de ruas e equipamentos públicos cabe às autarquias, nomeadamente às juntas de freguesia.

Enquanto vigorou o regime de confinamento, as autarquias nunca deixaram de efetuar esses serviços que, de resto, são essenciais para a contenção da pandemia.

Mas, agora, com cada vez mais pessoas a circular pelas ruas e a utilizar transportes públicos, a desinfeção das ruas está a tornar-se mais complicada. Com as pessoas a aglomerarem-se de novo junto às paragens de autocarro ou farmácias, por exemplo, os funcionários autárquicos encarregues do serviço de desinfeção não têm conseguido cumprir essa missão de forma cabal.

A agravar esta situação, principalmente em Lisboa, mas também na Amadora, as pessoas regressaram do confinamento com os mesmos maus hábitos que já tinham: deitam papéis para o chão, cospem na via pública, deixar cair pontas de cigarro por todo o lado, e as ruas voltaram a estar bastante sujas.

Durante o confinamento, muitas autarquias decidiram fechar espaços verdes e respetivos serviços de apoio, como bares e esplanadas, mas agora tudo está a funcionar de novo e com os mesmos problemas de antes da pandemia.

Na autarquia de Lisboa, estes problemas notam-se mais em jardins públicos, nas imediações de edifícios de escritórios e de locais onde funcionam serviços muito solicitados pelo público e nas imediações de supermercados.

 O lixo já era um problema. Agora, nas novas circunstâncias ditadas pela pandemia covid-19, é um problema acrescido. Todas as autarquias da região deviam ter este problema já solucionado, mas em Sintra, por exemplo, a recolha e tratamento de lixo continua a ser disfuncional, assim como a prevenção relativamente a despejos ilegais de lixo na via pública.

E há o “novo” lixo constituído maioritariamente por máscaras cirúrgicas abandonadas na via pública depois de terem sido utilizadas.

Então, é sempre bom lembrar que atirar lixo para o chão é punível com coima. De um modo geral, os regulamentos municipais estabelecem o dever de não abandonar os resíduos na via pública ou noutros locais não adequados a todos os cidadãos, o que abrange o  lançamento para o chão de qualquer resíduo, nomeadamente papéis, latas, vidros, restos de alimentos, beatas de cigarros e outros resíduos que comprometam a segurança e salubridade públicas ou depósito ou abandono de dejetos de animais.

A violação destas regras constitui contraordenação punível com coima de 250 a 2.500€ no caso de pessoas singulares e de 500 a 22.000€ no caso de pessoas coletivas, penalizações semelhantes estão em vigor em muitos outros países.

Autocarros sempre cheios, na hora de ponta

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“Os autocarros vão sempre cheios”, dizem os utentes. Desde as 6 da manhã, quase todas as carreiras interurbanas com destino a Lisboa vão cheias, tão cheias como se não estivéssemos a sofrer o impacto de uma pandemia covid-19.

Nos municípios circundantes de Lisboa, os índices de contágio têm estado a aumentar mas, mesmo assim, as empresas de camionagem não cuidam de respeitar as orientações da Direção Geral de Saúde relativamente ao distanciamento entre passageiros.

As pessoas levam máscara posta quando entram nos autocarros mas, depois, lá dentro, viajam em pé, na maioria das vezes, encostadas umas às outras por falta de espaço.

A maioria dos utentes não usa luvas quando apanha um transporte público e, ao contrário do que seria suposto, nos autocarros não existem desinfetantes para as mãos, sendo que os autocarros também não são desinfetados com a frequência ideal, como é evidente.

Os desabafos nas redes sociais são muitos: “Hoje confirmei que os autocarros não têm dispensadores de desinfetante. O horário que está em vigor é o que existia na pré- pandemia para os domingos, com exceção das carreiras diretas que continuam a ser efetuadas. Por uma questão de prevenção evitei os horários das “horas de ponta” visto que fui informada que aí é caótico. Fui no que parte às 9h, quando chegou a Guerreiros com pessoas em pé e algumas sentadas ao lado uma das outras, ultrapassava já a lotação recomendada. Outra situação caricata é que não existe afixada informação sobre as alterações de horários.”

Desabafos.

Ataque à Academia de Alcochete: SIM, HOUVE TERRORISMO

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A 15 de Maio de 2018, cerca de cinquenta imbecis, com as caras tapadas e aos gritos, invadiram a Academia de Alcochete do Sporting Clube de Portugal.

Tinham, como missão, “pedir contas” ao desempenho da principal equipa de futebol daquela agremiação.

Segundo aquele grupo de idiotas – constituído por uma maioria de catraios que nunca trabalharam na vida nem frequentam escolas, chefiados por dois ou três “jovens quarentões” que vivem do dinheiro recebido, “por baixo da mesa”, de dirigentes que, assim, compravam a sua fidelidade canina – havia que ser dada uma lição aos atletas que não respeitavam a camisola que envergavam.

Dentro da Academia houve pânico, há que reconhecer.

E houve agressões, a mais grave das quais com a fivela de um cinto na cabeça de um jogador, que teve de ser suturada com alguns pontos, umas bofetadas e muitas ameaças.

No dia seguinte, a Guarda Nacional Republicana fez vinte e três detenções.

E o número foi aumentando até terem sido presos praticamente todos os “invasores”.

Todos os órgãos de comunicação social ocuparam enormes espaços de papel e tempo no relato e análise do caso.

Não houve um português que não se tivesse pronunciado sobre o tema.

Justificava-se a atenção.

Os jogadores de futebol são endeusados e o acto bárbaro de uma agressão cobarde merece a mais acérrima das críticas.

Os jornais exigiam medidas exemplares.

Os comentadores radiofónicos e televisivos gastaram os adjectivos mais severos.

O povo considerou o acto como um crime de “lesa pátria”.

Fiquei expectante sobre a posição que os Magistrados tomariam.

A estes exige-se a ponderação que falta ao “Zé” e à “Maria” que não perdem a entrada de um arguido nos tribunais, para os apuparem e insultarem, ao mesmo tempo que repetem os pedidos de prisão perpétua e pena de morte repetidos, à exaustão, por alguns partidos pró-fascistas para quem só aquelas medidas chegam.

Os Magistrados tinham, sobre as suas secretárias, o processo e alguns jornais.

E, nas cabeças, registadas as declarações dos arguidos e os relatos de rádios e televisões.

O que resultava da consulta de uns e outras?

O processo e as declarações reconheciam ter havido agressões que deveriam ser consideradas ligeiras (uns pontos na cabeça de um jogador provocados por um dos invasores do espaço) e algumas bofetadas a outros.

Os jornais, as rádios, as televisões repetiam comportamentos altamente criminosos.

A Lei apontava para, no máximo, invasão de propriedade alheia e agressões de pouca gravidade

As opiniões publicadas – e, por arrastamento, a opinião pública – “exigiam” punições exemplares.

No entanto, com base na Lei, nem sequer se poderia determinar qualquer prisão preventiva já que as penas máximas a que os cinquenta invasores poderiam ser condenados seriam inferiores a cinco anos.

Ora, se havia alguma certeza naquele momento, a mais evidente é que o alarido que os “justiceiros” fariam, se a opção fosse deixar todos em liberdade até ao julgamento, seria imenso.

Uma vez mais, juiz que não alinhasse pelo trajecto apontado pela comunicação social seria arrasado.

Qual a “solução” encontrada?

Acusar todos os invasores de terrorismo!

A única acusação que poderia levar à opção pela prisão preventiva.

Isto para além de outras “vantagens” como, por exemplo, poderem fazer-se buscas domiciliárias a qualquer hora do dia ou da noite nas residências dos arguidos.

De repente, em Portugal, havia cinquenta acusados por terrorismo.

Um por dar com a fivela do cinto na cabeça de um jogador de futebol, provocando-lhe um ferimento que teve de ser suturado com alguns pontos, e trinta e nove por gritarem parvoíces e palavrões.

A todos foi decretada a prisão preventiva.

O ex-Presidente do Sporting Clube de Portugal (que, curiosamente, ficou em liberdade apesar de ser considerado o “responsável moral” de todos os crimes cometidos) foi, por si só, apontado como autor moral do ataque, ficando acusado de 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada e 38 de sequestro.

Ilícitos que, no entendimento do Ministério Público, configuravam 97 crimes de terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a dez anos. 

A 28 de Maio de 2020, dois anos depois dos acontecimentos, foi lido o Acórdão de Sentença:

Caíram, como não podia deixar de ser, as acusações de terrorismo, associação criminosa e sequestro.

O ex-Presidente foi absolvido, tal como a maioria dos arguidos.

A diferença é que, muitos destes, o foram depois de terem cumprido vários meses de prisão preventiva.

Uma vez mais, uma interpretação envieseda da Lei permitiu que Magistrados as tivessem decretado.

E, disso, não terão de prestar contas a ninguém.

Assim, quando me perguntam se houve terrorismo no caso de Alcochete, não tenho dúvidas:

Claro que houve.

A artimanha usada para prender, preventivamente, mais de quarenta cidadãos, não pode ter outro nome.

(Vítor Ilharco é cidadão 100% benfiquista)

Lavem as mãos!

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O que interessa haver o dia Mundial da Criança e estarem transcritos o seus direitos em Declaração Universal, se em cada minuto que passa cinco delas vão morrer de um vírus muito mais mortífero que a Covid19, que se chama FOME e para o qual sempre existiu vacina.

Só que os poderosos, aqueles que possuem essa CURA em abundância, negam-se a fazer a sua distribuição e ministrá-la a estes seres indefesos e, assim, em cada ano que passa mais de 2,5 milhões destas crianças estão condenadas a morrer…

E o que fazem agora esses arquétipos da Humanidade?

Pedem-lhes para que lavem as mãos!!