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Manifestação Contra o Racismo (vídeo)

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“Revista de imprensa” sobre a manifestação Contra o Racismo em Lisboa. Imagens e sons de diferentes origens, desde as emissões das televisões e rádios mainstream, até ao que foi publicado nas redes sociais. Contra a violência policial e o racismo institucional. Por uma vida melhor. palavras de ordem da manifestação em 6 de junho de 2020.

No âmbito da mobilização “Resgatar o futuro e não o lucro”, várias organizações decidiram organizar uma manifestação contra a violência policial, entre elas o SOS Racismo.

João Nascimento, o pai do ventilador português

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O ventilador português é uma máquina simples e que custa apenas mil euros e que pode ser construída em qualquer lugar do Mundo.

O projeto Open Air, erguido por João Nascimento para levar avante a construção do ventilador, é 100% solidário e contou com milhares de voluntários em todo o Mundo.

É isso que João Nascimento acaba de oferecer ao Mundo, através dos Médicos do Mundo, a organização a quem ele ofereceu todos os direitos e patentes desta máquina que salva vidas.

Covid-19 volta a fechar hospitais de Lisboa, Amadora, Sintra e Loures.

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O governo voltou a suspender a atividade não urgente nos hospitais lisboetas de Santa Maria, São Francisco Xavier e Dona Estefânia, assim como no Amadora-Sintra e Beatriz Ângelo, em Loures, devido à concentração de casos de covid-19 nos municípios servidos por esses hospitais.

A decisão será publicada em Diário da República esta semana, os hospitais já foram, entretanto, avisados e, assim, cirurgias e consultas não urgentes voltam a ser suspensas nesses hospitais.

A decisão baseia-se no princípio fundamental de que a prioridade é a salvaguarda da prontidão de resposta à infeção por SARS-Cov-2.

A decisão é para vigorar “enquanto a situação epidemiológica o justificar”, indicou a fonte contactada pela agência Lusa.

A diretora geral da Saúde, Graça Freitas, já tinha referido na sexta-feira que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem “números de incidência relativamente elevados” em relação ao resto do país, representando 89% dos novos casos de covid-19 registados naquele dia.

Agressões a polícias e violência policial, faces da mesma moeda

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Bairros sociais e bairros degradados são, por norma, lugares violentos. A pobreza e o desemprego geram criminalidade e potenciam focos de doença (como se tem visto). Nesses bairros vivem pessoas de diversas origens e etnias, mas entre portugueses pobres e portugueses ciganos e portugueses de origem africana é indiscutível que há muitos imigrantes que, por falta de alternativa, também se acolhem nesses lugares.

Neste enquadramento, o confronto com a polícia é quase inevitável. E é assim que os agentes da Polícia de Segurança Pública trabalham frequentemente em ambientes hostis e violentos. Em resultado disso, segundo divulgado agora pela PSP, nos primeiros quatro meses do ano 203 agentes foram agredidos no desempenho das suas funções. Em termos estatísticos, significa que houve uma redução acentuada de agressões a agentes da polícia, já que no mesmo período do ano passado registaram-se 263 agressões.

A violência contra a polícia é, também, muitas vezes, resultado da reação perante atuações policiais desadequadas.

Nesse sentido, a deputada independente Joacine Katar Moreira, entregou um projeto de resolução no parlamento que recomenda ao governo a criação de uma campanha nacional antirracista. A campanha deverá ter âmbito nacional através da divulgação nos media e nas escolas.

Portugal tem sido palco de várias ações características do ódio racial como seja, por exemplo, os recentes casos do linchamento na via pública em Bragança do estudante cabo-verdiano Luís Giovanni ou da violência policial na Amadora sobre a imigrante angolana Claúdia Simões.

A deputada Joacine diz que “a banalização da violência sobre as identidades e os corpos negros, o encarceramento massivo da juventude negra e a violência policial normalizada, precisam de um basta!”

Já a PSP considera grave a existência de agressões aos polícias, sustentando que “mais do que o número é preocupante a violência das agressões”.

Paulo Rodrigues, dirigente sindical da ASPP, em declarações à agência Lusa, diz que as agressões aos polícias “são cada vez mais violentas e feitas em grupo”, frisando que, nos últimos anos, têm aumento as ameaças aos polícias, bem como os apedrejamentos.

“É uma tendência que deixa os polícias preocupados e que dá a ideia de que a polícia perdeu autoridade”, disse.

Paulo Rodrigues afirmou que a ASPP enviou na semana passada uma proposta ao Governo, direção nacional da PSP, grupos parlamentares e Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

No documento, intitulado “Agressões a agentes de autoridade”, a ASPP refere que é “necessário uma profunda reflexão sobre a forma de evitar ou pelo menos atenuar significativamente este tipo de ocorrências, que coloca em causa não apenas a integridade física e psicológica dos elementos agredidos, mas danifica de forma muito séria, grave e algumas vezes até irremediavelmente, os alicerces que fundam a autoridade do Estado”.

Neste documento, os polícias reivindicam a revisão do modo de atuação no terreno, a atribuição de subsídio de risco, o uso de colete à prova de bala e a introdução de tecnologia no equipamento policial coma sejam as bodycam (câmaras de vídeo) e rastreador de GPS.

A Assembleia da República tem de apreciar, assim, duas propostas aparentemente antagónicas. Políticos habilidosos iriam tentar encontrar forma destas propostas se tornarem complementares.

Os filhos das mágoas

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Não basta dizer que o melhor do mundo são as crianças. Não basta desejá-las. Não basta apreciar o seu encanto de bebés e os primeiros triunfos do crescimento. Não basta amamentar, não basta cuidar, nem sequer basta amar enquanto dura a relação afetiva dos progenitores. É sobretudo necessário amá-las depois também, em tempos de crise, especificamente na crise que é o fim de uma relação entre um pai e uma mãe que já não se querem.

A vida é feita de escolhas e de acasos. Entre umas e outros, as circunstâncias mudam e os filhos são afetados por estas quando se veem divididos por duas casas e por duas famílias. Por esta razão, e por si só, qualquer tumulto que passe além de uma mudança relativamente pacífica significa mais dor. O melhor que os pais podem fazer aos seus rebentos é respeitarem-se entre si, é fazerem um esforço para mostrarem o melhor de si, é gravarem nos filhos a memória perene de um pai ou mãe amigos e solidários. Quando isto não é possível e o lado passional prevalece, os erros cometidos pelos adultos são puros atos de egoísmo.

Quando pais e mães usam as crianças para atingir o outro, por separação, divórcio ou o que quer que seja, isso é um comportamento passional. Quando pais e mães põem o seu próprio interesse de vingança do outro à frente do bem estar das crianças isso é um comportamento passional. Quando pais e mães impedem o outro de ver as crianças num dia especial, por exemplo, apenas porque lhes dá uma sensação de poder isso é um comportamento passional. São gestos extremos em que o amor pelos filhos é colocado em segundo plano na pirâmide das emoções. São gestos que podem marcar definitivamente uma criança, lança-la numa confusão de sentimentos que estraga a ideia do profundo conforto e amparo com que a mesma perceciona a sua família.

Quer isto dizer que a família tem de ser ideal e tem de ser eterna? Não, em absoluto. O que tem de ser eterno é o amor e o respeito por aqueles que nos nasceram e a destruição dos seus modelos por algum tipo de coerção ou violência não faz parte desse amor. O afeto por um filho permanece para lá de uma relação que chegou ao seu limite. Não há grandes dúvidas sobre isso e, no entanto, são frequentemente feias muitas palavras e acções que são ditas ou feitas durante o processo em que se toma decisões futuras, nomeadamente sobre a custódia ou a guarda dos menores. Palavras e ações que decorrem da procura de uma vitória moral sobre o outro, especialmente quando o final do relacionamento não foi da vontade de ambos. A guerra pelos direitos e a guerra pelos afetos instalam-se como tentativa de ganhar os filhos, qual troféu que se consegue através de uma competição dificil. Todos conhecemos histórias destas, de diferentes formas, em diversos lugares e tempos.

Não precisamos de falar em cultura ou meio que o promova. Os comportamentos de índole passional extravasam culturas, géneros e o background socioeconómico. Observamo-los em qualquer cultura, independentemente da lei ser favorável ou não,  em qualquer extrato social, em qualquer género. Adotar uma postura passional é não pensar nas consequências, é colocar o primário à frente do discernimento. É, e neste caso, focar a divisão nas mágoas e nos ressentimentos e não no bem que se tem em comum.

As crianças não têm de ser armas de arremesso entre os pais. Não podem mas continuam a sê-lo. O diálogo é difícil, o entendimento também e o perdão nem se fala. Mesmo em nome do fruto de algo que foi o resultado de uma união antes. Ora é isto que temos, enquanto adultos, de fazer – proteger e amar incondicionalmente quem nos nasceu sem pedir e quem nos deveria ter tornado melhores. Na saúde e na doença, na bonança e na crise, os filhos são eternos e é dessa forma que não os devemos instrumentalizar em favor do nosso orgulho ou da nossa desilusão.

Corrupção na EDP: a luz tremelica para Mexia e Manso Neto

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Quando se soube que o hacker Rui Pinto tinha pirateado emails da sociedade de advogados PLMJ, em 2018, nasceu a suspeita de que alguns dos megaprocessos que a Justiça portuguesa tem em mãos poderiam ganhar um novo fôlego, se as provas recolhidos puderem ser utilizadas em tribunal.

Um desses processos é o que envolve o antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, e vários administradores da EDP. António Mexia e João Manso Neto foram constituídos arguidos a 2 de junho de 2017, mas o processo já corre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) desde 2012.

O juiz que neste momento tem o processo nas mãos é o célebre Carlos Alexandre. Entretanto, o juiz já foi alvo de um pedido de afastamento, fundamentado pelos advogados de Mexia com argumentos que sugerem que Carlos Alexandre tem algum interesse pessoal em comandar o processo e, dizem os advogados, “um juiz não pode escolher os processos que quer”.  

De qualquer modo, até agora, o Conselho Superior de Magistratura ainda não retirou o juiz deste processo e, assim, o artificio dilatório não surtiu efeito e Carlos Alexandre continua a interrogar os envolvidos no processo e será ele quem vai decidir, em breve, as medidas de coação a impor aos arguidos.

Se Carlos Alexandre concordar com tudo o que os procuradores lhe pedem, António Mexia e João Manso Neto vão ficar, na prática, impedidos de continuar a exercer a administração das empresas do grupo EDP.

O ministério público pede o corte de todos os laços que prendem Mexia e Manso à EDP. Querem que os arguidos fiquem impedidos de exercer funções, proibidos de entrar nos edifícios da EDP, que entreguem os passaportes, que fiquem inibidos de contactar com outros arguidos e com testemunhas ou funcionários que de alguma forma estejam envolvidos no processo que está em investigação.

O Ministério Público pede uma caução de 2 milhões de euros para Mexia e 1 milhão para Manso Neto.

Os arguidos são suspeitos de corrupção e participação ativa em negócio.

Há 14 anos que António Mexia é presidente executivo da EDP

Conhecendo o histórico deste juiz, acreditamos que Mexia e restantes compagnons de route têm tido algumas noites de insónia, ultimamente.

O Benfica perdeu, afinal…

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O regresso das competições de futebol profissional não trouxe nada de novo. A bola continua redonda, são na mesma onze contra onze e as claques continuam a ser um feudo de marginais.

Quem ataca outros à pedrada comete um crime. Eu diria que é tentativa de homicídio. Com dolo, porque não se tratou de um impulso do momento. Quem atacou o autocarro do Benfica esperou, teve tempo de pensar naquilo que ia fazer e se fez foi porque era mesmo aquilo que queria ter feito.

Há um jogador com estilhaços de vidro num olho. Podia ter ficado cego. Uma pedrada na cabeça pode matar. Há tipos que são completamente malucos mas não são inimputáveis, não podem continuar sem castigo, este tipo de bullying é inaceitável, os clubes perdem mais do que ganham com claques desordeiras e com instintos assassinos.

O Sporting já teve o seu episódio tristemente célebre. Alcochete foi um aviso do que pode vir aí, seja em que clube for. O facto de muitos dos invasores de Alcochete não terem sido condenados não significa que o episódio de Alcochete não existiu.

O que aconteceu agora depois do jogo do Benfica com o Tondela devia merecer outra reação da direção do clube que um comunicado de circunstância, recebido nos órgãos de comunicação social, a dizer que se repudia o acontecido e que se vai colaborar com as autoridades. Cumprir “mínimos olímpicos” não é suficiente, em situações deste calibre.

A notícia do apedrejamento vem na capa de todos os jornais hoje, o site do clube publicou um curto comunicado a censurar o sucedido. Sabe a pouco, já vimos isto acontecer, fica sempre tudo na mesma.

O resultado final do jogo foi Benfica – 0  Adeptos Criminosos- 1.

Cascais, diamante ou pechisbeque

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A construção em massa, apelidada de desenvolvimento, tem tido Cascais como palco. Interesses particulares em detrimento do bem comum, têm tido o apoio incondicional do executivo camarário, enquanto outras áreas, designadamente a política sanitária, o planeamento urbanístico e a segurança social, continuam a ser secundárias. A autarquia permite que se comece a casa pelo telhado.

Alguns movimentos cívicos tentam trazer a público os perigos desta “euforia construtiva” e debater o seu impacto na qualidade de vida dos cascalenses, mas a sua forma de luta é fragilizada por máquinas de comunicação com meios suficientes para dividir opiniões. O foguetório faz o resto.   

Cascais fica assim dividido entre a azáfama de obras, o recorrente aumento populacional e consequente impacto na estrutura social, em detrimento de uma vida melhor que tenha como base a requalificação e melhoramento das estruturas existentes – aumentando o investimento no interior do concelho, mantendo uma política de respeito pelo meio ambiente e promoção da identidade cultural. Se para alguns, betão é progresso, para outros representa a perda da identidade que tornaram Cascais valioso.

A geografia é propicia à aposta na qualidade, mas o caminho escolhido tem sido a massificação.

O aumento dos investimentos centrados na linha de costa e locais privilegiados cria assimetrias no território, gerando questões dogmáticas no plano do serviço público com consequências no âmbito da gestão territorial.

Cascais é um diamante que alguns querem transformar em pechisbeque aperaltado. Ficamos como? Diamante ou pechisbeque? O valor de um depende da raridade, do outro de parecer ser alguma coisa.

Covid-19 levou a Assembleia da República até à Azambuja

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As condições em que se despoletou um foco de contágio covid-19 na zona industrial da Azambuja, onde funcionam centenas de grandes empresas de logística e distribuição, foi tema colateral de uma discussão política que envolveu Bloco de Esquerda, Chega e o primeiro-ministro, António Costa.

Covid-19: alarme soa em Sintra e Azambuja

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Mil quatrocentos e cinquenta e cinco mortos – 1455 mortos – e trinta e três mil quinhentos e noventa e dois casos de infetados – 33.592 infetados, no total – escritos por extenso os números parecem mais pesados ainda.

Até hoje, dia 4 de junho, estes são os números totais da pandemia covid-19 em Portugal.

Mais no Norte, um pouco menos no Sul, embora a tendência seja para inverter estas posições, uma vez que a região de Lisboa é onde a pandemia se está a espalhar com maiores dificuldades de controlo por parte das autoridades sanitárias.

Por concelhos, na Área Metropolitana de Lisboa:

  1. Lisboa tem 2486
  2. Sintra 1400
  3. Loures 1114
  4. Amadora 915
  5. Odivelas 602
  6. Cascais 593
  7. Oeiras 456
  8. Vila Franca de Xira 441
  9. Almada 408
  10. Seixal 405
  11. Barreiro 233
  12. Moita 166
  13. Montijo 121

O governo e a Direção Geral de Saúde dizem-se preocupados com a evolução dos casos em Sintra e, ainda, no concelho da Azambuja que tem vários focos em empresas de logística e distribuição, mas as pessoas infetadas nem todas vivem naquele concelho, apenas lá trabalham, pelo que esses casos estão plasmados nos números dos concelhos de residência dos infetados.

O presidente da Câmara Municipal da Azambuja está envolto numa polémica, porque pediu uma cerca sanitária a um prédio onde vivem várias famílias ciganas com 19 casos positivos para covid-19, decisão que os residentes, organizações da sociedade civil e alguns partidos políticos consideraram discriminatória.

As autoridades sanitárias locais impuseram quarentena a todos os casos positivos e aos respetivos contactos, decisão que o presidente de Câmara terá considerado insuficiente.