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Tuk-Tuk de Sintra podem ser reconvertidos

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Enquanto ontem se manifestavam pelas ruas de Sintra contra as medidas decretadas pelo autarca local, os trabalhadores e pequenos empresários de tuk-tuk não adivinhavam que o seu futuro estava já nas preocupações do governo.

Os tuk-tuk andam às moscas, os turistas são escassos para a oferta existente e as constantes interdições ao trânsito na serra, alegadamente devido ao risco de incêndio, que são decretadas pela autarquia aos fins-de-semana são a machadada final na sobrevivência deste negócio.

Basílio Horta, o edil de Sintra, talvez nem tenha escutado o clamor das buzinas dos tuk-tuk, mas a ocasião deu uma ideia ao primeiro-ministro que sugeriu que os milhares de profissionais do setor do turismo que estão no desemprego (ou na miséria) por causa da crise pandémica podem ser convertidos em profissionais do setor social.

A opinião de António Costa foi transmitida no decorrer de  um evento sobre o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), onde o Governo anunciou a contratação de mais 15 mil trabalhadores até ao final deste ano para as IPSS, mutualidades, misericórdias ou cooperativas.

O programa, apresentado pela ministra do Trabalho e Solidariedade Social, tem um orçamento de 110 milhões de euros e destina-se a reforçar o setor social, nomeadamente com a contratação de 15 mil funcionários.

Ora, quem conduz um tuk-tuk pode muito bem empurrar cadeiras de rodas ou transportar doentes não urgentes, desde que venha a ser devidamente formado, evidentemente. Textualmente, o primeiro-ministro disse: “como todos sabemos, um dos setores mais atingidos por esta crise económica e que de forma mais duradoura vai ser atingido é, por exemplo, o setor do turismo. Ora, muitas das milhares de pessoas que estão neste momento a perder o emprego no turismo são pessoas que já têm uma formação de base e uma experiência de cuidado pessoal e relacionamento pessoal que são um recurso fundamental para, com formação naturalmente, serem facilmente convertidas para continuar a trabalhar com pessoas agora nas instituições do setor social“.

Talvez os próprios veículos tuk-tuk pudessem ser igualmente aproveitados para transporte dos idosos para consultas ou pequenos passeios higiénicos. Mas sobre isto, nada foi dito.

Lisboa privatiza jardim público

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Começou por ser uma revista que divulgava marcas e promovia negócios para, depois, serem eles mesmo uma marca no mundo dos negócios. Foi assim que ficaram com a concessão do antigo Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, em Lisboa, onde subalugam espaços para coworking, hotelaria e comércio, organizam a animação do espaço com concertos e continuam a fazer a revista.

É uma organização muito ativa e, aparentemente, com métodos expeditos e bem sucedidos. Os problemas parecem não ser entraves de monta. Com as novas regras de distanciamento social e limitação do número de pessoas em espaços confinados, a Time Out deu mais um passo expancionista e instalou-se no jardim público na Praça Dom Luís I, mesmo ao lado do Mercado da Ribeira.

Nada disto seria controverso se o espaço público não tivesse ficado barrado ao público. Passa a ser apenas para clientes da Time Out. Se alguém quiser descansar as pernas num dos bancos do jardim público, à sombra de uma das árvores regadas pela água que todos pagamos, não pode. Os avisos espetados no solo são claros e não deixam dúvidas. O jardim público passou a espaço exclusivo de clientes de uma entidade privada.

Não há notícia de que esta apropriação do espaço público abra excepções a residentes locais, às pessoas que sempre usaram o jardim muito antes da Time Out existir. Não há notícia de que existam excepções para idosos ou grávidas ou crianças. Ninguém pode gozar da frescura daquelas sombras, a não ser que queira um hamburguer gourmet.

Procuramos justificações para isto no site da Câmara Municipal de Lisboa e não encontramos. Assim como não encontrámos nada no site da própria Time Out. Mas que o jardim está vedado, lá isso está.

Covid-19: morreu uma bebé de 4 meses

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Nas últimas 24 horas, morreram mais duas pessoas com covid-19, uma delas um bebé de 4 meses de idade.

Em relação a ontem, além das duas mortes contabilizaram-se mais 253 infetados.

Quanto ao bebé, trata-se de uma menina de quatro meses que tinha outras patologias para além da infeção por SARS-CoV-2. A criança estava internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o contágio terá sido familiar. “A bebé sofria de uma cardiopatia congénita bastante grave e a COVID-19 levou ao agravamento da patologia”, disse. “A criança morreu vítima de um choque sético provocado pela infeção”, acrescentou.

Região de Lisboa com mais de metade dos novos casos

Lisboa e Vale do Tejo regista mais de metade (63%) dos novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 159 das 253 novas infeções.

Em todo o território nacional, há 329 doentes internados, menos sete que ontem, e 35 em unidades de cuidados intensivos, menos três que na terça-feira.

O boletim da Direção Geral de Saúde deixou de indicar o número de casos por concelho. Através desta via, deixou de ser possível termos uma noção quanto à proximidade dos casos existentes. A informação agora é dada por regiões, nem sequer por distritos. Agora é Norte, Centro, Algarve, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo, Madeira e Açores., como podem verificar na imagem que publicamos.

Benfica livra-se de Rui Pinto (ou o jogo de sombras)

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Rui Pinto vai deixar o Benfica definitivamente em paz, agora que lhe deram ordem de soltura. O acordo com o hacker será ainda mais vasto, com a sua passagem à reforma absoluta.

Por agora, vai estar sob a vigilância constante da Polícia Judiciária. E poderá também ter em cima de si a secreta SIS, se o primeiro-ministro assim entender.

O pirata informático só terá endereços informáticos fornecidos pelas autoridades portuguesas. E isso já se refletiu na sensaboria das mensagens trocadas entre ele e Isabel dos Santos. Só faltou o convite para um drink.

Muitas das provas que Rui Pinto terá obtido nunca poderão ser usadas, porque foram adquiridas de forma ilícita. Aliás, o hacker andou a reforçar muitos murmúrios que nunca deram investigações de grande monta em Portugal. Por motivos talvez óbvios.

Aconteceu o mesmo com Altino Dias de Oliveira, quando encheu uma revista do Expresso com uma entrevista cheia de revelações sobre terrorismo, em Dezembro de 1980. E não aconteceu nada. A não ser o posterior assassinato de Gaspar Castelo Branco, director-geral dos Serviços Prisionais.

Isabel do Carmo (Brigadas Revolucionárias) tornou-se depois nutricionista e Carlos Antunes não sei. O PRP-BR evoluiu então para as FP-25 de Abril, que muito trabalho deram a Orlando Romano. Mas, no fim, Orlando Romano sumiu, o magistrado do Ministério Público mudou de nome e Otelo Saraiva de Carvalho e mais uns tantos acabaram  amnistiados, apesar de várias mortes em atentados.

Há um ano ouvi, para os lados de Abrantes, um “lá saber, sabemos, mas é necessária vontade política”. Já no tempo do PRP-BR a vontade era só do Inspector Catarino. E nas FP-25 de Abril, a vontade foi de Orlando Romano, director do DCCB (Direcção Central de Combate ao Banditismo). Depois a Justiça foi o que foi.

No Processo Marquês percebemos que o computador pertencia ao Ministério da Justiça e que o juiz do processo até teve uma premonição e não compareceu no sorteio.

Resumindo, sabemos as falsas alegrias que o futebol nos dá. As centenas de milhões de euros que movimenta, por exemplo a transferência de Félix. E o conjunto de nações representadas.

Qual será então o caminho de Rui Pinto?

Desaparecer! Mudar de identidade e deixar Isabel dos Santos a entender-se com João Lourenço. E os portugueses continuarão a esperar sentados que os imbróglios do País se resolvam na paz dos anjos.

Esqueçam o hacker, esqueçam Rui Pinto, porque o rapaz acaba de aceitar a reforma.

Assafora: água da lagoa apodreceu e os peixes morreram

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O caso teve repercussão nas redes sociais, ainda assim os serviços camarários levaram mais de 24 horas a agir. A pequena lagoa da Assafora era um espelho de tranquilidade e de vida aquática. O deambular dos peixinhos entretinha novos e velhos e a água atraía passarada. Era um sítio bonito que a população prezava, na sua maioria.

Mas, de repente, a água tornou-se veneno. Os peixes morreram às centenas. Os pássaros deixaram de bicar naquela água. Passou a ser um sítio feio.

A população diz que nem a Junta de Freguesia nem a Câmara Municipal de Sintra fizeram manutenção ao lago. A água circula em circuito fechado, o calor pode ter causado a proliferação de micro-algas ou de algum outro organismo que tenha tornado a água imprópria para a manutenção da vida.

Só ontem, ao fim da tarde, alguém a mando da autarquia esteve a retirar as centenas de peixes que já apodreciam na lagoa. E foi tudo o que fizeram. Testemunhos locais garantem que ninguém recolheu água da lagoa para ser analisada. Provavelmente porque sabem o que aconteceu.

Teatro, Aurora Negra

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Aurora Negra é um espetáculo que vai subir ao palco do Teatro Nacional D.Maria II, de 3 a 13 de setembro.

Em Aurora Negra, o canto começa na voz de uma mulher que fala. Fala crioulo. Fala tchokwe. Fala português. Em cena três corpos, três mulheres na condição de estrangeiras onde são faladas essas três línguas. Em cada mulher uma essência, personalidade e trajetória que se cruzam com a certeza de que nada voltará a ser igual. Nesta Aurora Negra, buscam as raízes mais profundas e originais dessas culturas celebrando o seu legado e projetando um caminho onde se afirmam como protagonistas das suas histórias.

Trata-se do espetáculo vencedor da segunda edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. Uma performance que nasce da constatação da invisibilidade a que os corpos negros estão sujeitos nas artes performativas. E mais não dizemos, não queremos ser “spoilers” e preferimos que a sala encha dentro dos limites definidos pelas novas regras de saúde pública.

A Bolsa Amélia Rey Colaço destina-se a apoiar a produção de espetáculos de jovens artistas e companhias emergentes com o intuito de promover a renovação da criação teatral portuguesa. Esta iniciativa tem como objetivos principais:

1- Contribuir para um aumento do acesso de jovens artistas e novas companhias de teatro a meios de produção fundamentais

2- Promover o espaço da pesquisa nos processos de produção e criação teatrais

3- Contribuir para a consolidação do corpo de trabalho de companhias e artistas emergentes

4- Promover e incentivar a criação de novas dramaturgias

5- Promover o alargamento de públicos e o reconhecimento do trabalho de novos artistas e companhias

Na primeira edição, o projeto vencedor foi Parlamento Elefante, que esteve em cena em 2019. Na segunda edição, o projeto vencedor foi Aurora Negra, que será agora apresentado no D. Maria II.

O machismo mata

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De 15 em 15 dias, às vezes todas as semanas, há notícia de uma mulher assassinada em contexto de violência doméstica. Quase sempre mortas por conjuges ou por alguém que com elas vive ou viveu.

Este ano, a contagem já vai em vinte casos. Vinte mulheres foram assassinadas desde o início do ano em Portugal, registando-se ainda 29 tentativas frustradas de femicídio.

A contabilidade é apresentada assim pelo Observatório das Mulheres Assassinadas, grupo de trabalho da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

O machismo mata, os dados não permitem nenhuma outra conclusão e, por isso, urge investir em políticas que contrariem esta tendência que persiste na sociedade portuguesa.

Câmara de Lisboa, esqueceram-se de dar o número…

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O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda para a Câmara Municipal de Lisboa divulgou ontem uma nota onde dá conta da abertura de um novo espaço municipal de atendimento e prevenção da violência doméstica.

A nota diz que o serviço estreou ontem, segunda-feira, é constituído por atendimento telefónico e que é gratuito. Acrescenta que funciona 14 horas por dia e que só há atendimento presencial por marcação.

Entre os especialistas desta matéria há a convicção de que o período de confinamento terá provocado um agravamento da violência doméstica e de género e a nota do vereador Manuel Grilo garante que este novo serviço municipal se destina a reforçar o apoio das vítimas desse tipo de violência.

A nota diz algumas coisas mais e foi, entretanto, difundida pela Agência Lusa e esse texto está a ser replicado nos diversos sites informativos existentes, e muito bem.

Acontece que a notícia não dá conta de um pormenor de importância fundamental: o número de telefone para o qual as vítimas de violência doméstica devem ligar. Qual é o número?? Não sabemos dizer. Assim, resta dizer que, para já, quem precisar de ajuda deve ligar para o 112, em caso de urgência. Este número acciona os serviços que têm por missão garantir a segurança dos cidadãos, PSP e GNR. Se não for uma urgência imediata, aconselhamos a ligar para a APAV – Apoio à Vítima, cuja Linha de Apoio à Vítima tem o número 116 006 (dias úteis: 09h – 21h).

Sintra, continua a luta de Ildefonso

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Depois de termos publicado mais um relato sobre o que se tem passado com o sr. Ildefonso, um cidadão em protesto contra a Câmara de Sintra, em que damos conta dos sucessivos atropelos à lei executados pela Polícia Municipal e também pela GNR, “por ordens superiores”, recebemos mais uma reacção de outro advogado que esclarece o seguinte:

“A Constituição da República Portuguesa confere a todos os cidadãos os mesmos direitos e deveres independentemente da sua cor de pele, raça, etnia, credo ou estatuto social. Já agora , também confere a todos o direito à habitação condigna.

Todos sabemos que se trata de um conjunto de normas programáticas o que equivale a dizer que, sendo desejável que aconteça, não é obrigatório – como está à vista de todos – que aconteça.

Em tempos, um dirigente político ( com enormes responsabilidades ) disse ( e bem, dessa vez) que havia mais um Direito (além dos reservados à Constituição da República Portuguesa): o direito à indignação.

O caso do senhor Ildefonso é o exemplo do exercício desse direito. Luta, pugna, escreve, reclama por uma habitação. Porventura nem muito condigna. Nem essa lha dão. E protesta. Faz bem.

A questão está em que certo emburguesamento da classe política (no caso da Câmara Municipal de Sintra) considera que o direito do senhor Ildefonso colide com a imagem e os interesses da autarquia preocupada que está, sobretudo, em vender turismo a turistas que partiram.

E quando o senhor Ildefonso no rescaldo de mais um episódio de “desocupação da via pública” (leia-se desocupação de um direito) se indigna mais uma vez e pretende apresentar queixa, porventura pelo exercício indevido de autoridade, senão mesmo abuso, eis que a queixa é recebida e autuado mas contra ele próprio.

Mais uma violação de um Direito (não receber a queixa por si apresentada) desta vez (ou mais uma vez) inadmissível e violadora de um princípio básico.

Fernando Arrobas da Silva, advogado.”

Cabe aqui acrescentar que, caso a GNR continue a não aceitar as queixas que o senhor Ildefonso pretende apresentar, que existe a possibilidade dessa queixa ser feita no DIAP da Comarca de Lisboa Oeste – Sintra.

O DIAP é o Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público, funciona no Tribunal de Sintra (Av. General Mário Firmino Miguel, nº 2, 2714-556 Sintra) e, em princípio, há de lá estar sempre um Procurador de serviço para atender o público.

Deixamos aqui esta sugestão para quem queira ajudar de facto o senhor Ildefonso nesta “cruzada” contra o poder instituído em Sintra. Dêem-lhe uma boleia até ao tribunal.

Lisboa subsidia compra de bicicletas

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A autarquia de Lisboa já gastou cerca de 14 mil euros a subsidiar a compra de bicicletas pelos munícipes, mas está disponível para gastar muito mais. O Programa de Apoio à Aquisição de Bicicleta já efectuou os primeiros 50 pagamentos, embora já tenham dado entrada 373 candidaturas ao subsídio.

Segundo informou a Câmara de Lisboa, das 50 bicicletas comparticipadas, 74% são elétricas e 26% convencionais.

As candidaturas ao programa, que tem uma dotação total de cerca de três milhões de euros, deverão ser submetidas através do site www.pedala.lisboa.pt e os requerentes que cumpram todos os requisitos recebem uma quantia, variável em função do tipo e do valor da bicicleta, pela sua aquisição.

As compras têm de ser feitas numa das lojas aderentes, a lista de lojas está disponível no site site www.pedala.lisboa.pt onde também pode consultar o regulamento que estipula as diferentes percentagens de apoio concedido, consoante se trate de uma bicicleta elétrica ou convencional ou de uma bicicleta adaptada.