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Geada na Sombra

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Têm-me perguntado onde poderá adquirir-se o livro: na incerteza de vir a fazer-se uma apresentação formal, nomeadamente através de uma plataforma digital, é por encomenda à editora – apenaslivros2@gmail.com ou 968018309. Custa 7,50 € (portes incluídos).

Quanto ao título, explico na nota prévia:

Geada na sombra… Algo que teima em resistir ao tempo, aninhando-se sorrateiro junto ao tronco, na secreta esperança de que a seiva haurida pelas raízes lhe seja elixir de vida eterna. E a paisagem está salpicada de branco.

Depois, um fumozinho a desprender-se quando os primeiros raios do Sol abraçam numa entrega total – pois que desaparece e em pouco tempo…

Estes são salpicos ao longo da vida. Momentos fugazes que apetece fixar, na vã teimosia de que resistam à erosão do tempo.

Essa geada na sombra eu a descobri das janelas rápidas do comboio.

«E os homens metem-se em comboios e não sabem por onde vão» – é sempre Saint-Exupéry…

Podem não saber; mas há que, minuto a minuto, saborear a paisagem.

O prefácio é da Doutora Sílvia Laureano Costa, que começa assim:

“Ninguém fica indiferente à geada. Nos campos, a camada fina de gelo prende-se às folhas e queima. Nas cidades, a geada cola-se aos vidros dos carros e enfurece. Lembro-me de passar muito tempo sem ver geada e de sentir a sua ausência. Vivia na cidade e os meus olhos só conheciam o lado pitoresco do manto branco sobre as planícies. Hoje, nas noites frias, temo que a geada semeie a tristeza na minha horta, no meu pomar. Não é possível ignorar a geada. A geada esconde, primeiro, para depois transformar.

José d’Encarnação, meu querido Professor e Mestre, escolhe a geada para o título deste seu livro. Mas não é uma geada qualquer: a geada na sombra – a última a derreter, o gelo resiliente, que escorrega devagarinho, quando um raio de Sol lhe toca ou a temperatura sobe. E que sombra será esta? A do próprio autor? Ou a dos muitos autores que aqui estão reunidos?”

Um convite, pois, à descoberta – e que se me perdoe a ousadia de lha sugerir, hoje, passado o Dia de Reis.

Se um fascista incomoda muita gente, dois fascistas…

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André Ventura tentou meter um velho membro do MDLP na Assembleia da República, como deputado. Para isso, pediu para ser substituído até 24 de janeiro, com o argumento de que precisava de se dedicar em exclusivo à campanha eleitoral.

A pretensão foi chumbada na comissão parlamentar da Transparência e Estatuto dos Deputados. O argumento foi que Ventura “tem direito à dispensa de funções até à data da eleição”, pelo que não precisa de ser substituído.

Mas na verdade ninguém queria ver o substituto de André Ventura sentado no lugar de deputado. Diogo Pacheco Amorim é um reconhecido fascista de longa data, militou no MDLP no período mais negro da História da democracia portuguesa, entre meados de 1975 e abril de 1977, quando o país assistiu a quase 600 atentados e ações violentas da extrema-direita. Operacionais do MDLP, liderado por António de Spínola, fizeram ir pelos ares sedes do PCP, casas, automóveis de quem era conotado com a esquerda, colocaram o país à beira da guerra civil. Deixar que Pacheco se sentasse no Parlamento seria uma afronta. E com isto, Ventura demonstra ao que vem, mais uma vez. Pretensão chumbada. Muito bem chumbada.

Hospitais fecham tudo menos urgências

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A ministra da Saúde ordenou a todos os hospitais da região de Lisboa para que suspendam “de imediato” toda a atividade não urgente, escalando os planos de contingência para o nível máximo. A ordem foi enviada por email para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). Deverá ser aplicada de imediato.

O Governo pretende que os hospitais garantam todos os meios técnicos e humanos disponíveis “à área dos cuidados críticos”.

Teoricamente, esta decisão não faz da covid-19 um exclusivo para os hospitais, mas é evidente que é por causa do covid-19 que os hospitais deixam de ter capacidade para se dedicarem a todas as áreas de trabalho, nomeadamente consultas externas ou cirurgias não urgentes. O pior é que as pessoas ficam sem assistência médica hospitalar, o sistema afunila tudo para os centros de saúde que não têm capacidade para tratar toda a gente.

Esta decisão surgiu depois de ter sido conhecido que o país teve, nas últimas 24 horas, um novo máximo de infeções covid-19, ou seja, 10.027 novos casos. Mais de 70% das novas infeções estão concentradas na região de Lisboa de Vale do Tejo e na Região Norte.

Covid-19: atingido novo máximo diário de infeções

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A ministra da Saúde acaba de anunciar, na Assembleia da República, durante o debate para votação da prorrogação do estado de emergência, que já foram vacinadas mais de 42 mil pessoas, em Portugal. Ainda assim, a cada dia que passa reforça-se a sensação de que a pandemia se agrava. Hoje foi atingido novo máximo diário de novas infeções, com 10.027 casos detetados e registados no boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde. No mesmo documento, estão também registados 91 falecimentos de doentes covid. Números muito elevados, sem dúvida.

A par destes números, estão também os dados relativos a internamentos, igualmente com tendência de subida desde há alguns dias. Hoje o registo é de 3.293 doentes internados, mais 33 que ontem, e 513 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais um do que na terça-feira.

Trabalhadora do IPO não morreu por causa da vacina

Entretanto, foi divulgado o resultado da autópsia feita à funcionária do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto que morreu depois de ter sido vacinada contra o covid-19. Segundo essa perícia médico-legal, a causa da morte não se deveu à vacina, como foi divulgado pelo Ministério da Justiça.

A pessoa em questão foi vacinada contra a covid-19 a 30 de dezembro, morreu a 1 de janeiro, de forma súbita. O IPO do Porto já tinha informado que na altura da vacinação, a trabalhadora não tinha revelado qualquer sintoma adverso.

Frio e correntes de ar nas escolas

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A fotografia circula nas redes sociais e não nos parece que seja aldrabice, embora possa ter sido encenada. Mas se foi encenação é uma representação da realidade que hoje se vive nas escolas portuguesas. A foto terá sido tirada na Escola Secundária de Serpa, no Alentejo, mas as correntes de ar e o frio nas salas de aula são gerais.

Aliás, em cumprimento com as orientações da Direção Geral de Saúde, os directores das escolas devem organizar a sala de aula do seguinte modo: os alunos devem estar distantes uns dos outros entre 1,5 a dois metros, as mesas devem estar o mais possível junto das janelas e encostadas às paredes, e os alunos não devem ficar de frente uns para os outros. A autoridade de saúde considera, ainda, que é importante uma frequente renovação do ar. Por isso, as janelas e as portas devem estar abertas e é preferível a ventilação natural. Se existir ar condicionado, deve ser usado em modo de extração e nunca em modo de recirculação do ar. Na escola, todos devem usar máscara e lavar as mãos à entrada e à saída da escola. Os portões e as portas das salas devem estar abertos, para evitar tocar nas maçanetas.

Ou seja, correntes de ar e frio pode haver. Antes uma gripe ou uma pneumonia do que covid-19. Talvez seja uma opinião sustentável, do ponto de vista clínico. Mas não havendo outras alternativas, excepto fechar as escolas e voltar a implementar o ensino à distância, o que está fora de questão, pelo menos de momento, convém que os miúdos vão para a escola muito bem agasalhados.

Prisão abandonada na praia

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É uma prisão abandonada, por entre as ruínas há histórias que vão ficando esquecidas. Num dia ameno, o sítio merece uma visita, até porque a Trafaria é uma localidade curiosa. É mais ou menos por ali que o rio acaba e o mar começa. E é precisamente ali que estão as ruínas de um presídio militar que também serviu de cadeia a presos políticos.

O presídio está numa localização privilegiada, tem uma praia à porta e um cais acostável que hoje serve os pescadores da vila mas, ontem, serviu navios que levavam presos políticos para o degredo no Tarrafal ou mais longe ainda. Muitos dos que ali embarcaram, nunca mais voltaram. Alguns morreram mesmo ali, sem nunca precisarem de embarcar. Creio que os últimos presos políticos que ali “residiram” foram Vasco Lourenço e Almeida Bruno, militares apanhados na sequência da tentativa de sublevação em março de 1974. Um mês depois foi o 25 de abril.

Além de “casa de reclusão”, as instalações também acolheram serviços de informações militares. É portanto um local cheio de interesse histórico. Até é estranho nunca termos escutado ideias de transformar o presídio num hotel de 5 ou mais estrelas, para gente endinheirada e que goste de sossego. Já falámos da praia, a vila é pacata, tem uma tradição gastronómica de ameijoas à bulhão pato e outras iguarias do mar, no horizonte tem Lisboa. Não se pode pedir mais.

todas as fotografias utilizadas neste artigo foram retiradas da internet, nomedamente do blogue de Rafael Oliveira em https://oliraf.com/2017/05/17/%F0%9F%93%8C-a-descoberta-do-forte-presidio-da-trafaria/

Covid-19: pandemia aumenta, mulher morre depois de ser vacinada

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Lá vamos nós outra vez. Tudo indica que a pandemia está a recrudescer. Hoje há registo de mais 90 mortes relacionadas com a covid-19 e 4.956 novos casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 3.260 pessoas, mais 89 do que ontem e das quais 512 em cuidados intensivos, ou seja, mais duas. Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.286 mortes.

O aumento do número de casos de contágio está a stressar os hospitais, onde neste momento cerca de 70% a 90% da capacidade de internamentos estão ocupados com doentes covid.

Nova variante ainda em estudo

Neste momento existem 417 surtos ativos, dividindo-se entre 55 na região Norte, 25 na região Centro, 284 em Lisboa e Vale do Tejo, 29 no Alentejo e 24 no Algarve. A grande maioria dos surtos localizam-se “em estruturas residenciais para idosos” e alguns em “instituições de saúde”, havendo “menos em escolas”, segundo informações prestadas hoje por Graça Freitas, diretora geral da DGS.

Mas as escolas podem vir a ser um problema sério, por causa da disseminação da nova variante do Sars-CoV-2 que é mais contagioso  e que afeta mais os jovens. Graça Freitas disse que as características da nova variante ainda estão a ser estudadas e, portanto, carecem de confirmação, mas “pode haver uma estratégia diferente” para as escolas caso se prove que seja necessário. “Temos sempre de conjugar as duas coisas, a transmissão, ou seja, mais casos, e a gravidade dos mesmos. Como disse há pouco, não há indícios de que esta variante seja mais agressiva”, disse.

Morreu depois de ser vacinada

A vacinação em curso já abrangeu 32 mil pessoas no país, disse ainda Graça Freitas.  No entanto, a diretora-geral da Saúde alertou que tal não significa que se deva baixar a guarda, até porque nem todas as pessoas “vão ficar imunizadas” porque a vacina não é 100% eficaz e ainda não há imunidade de grupo. Além do mais, estas 32 mil pessoas ainda só tomaram a 1ª das duas doses da vacina.

Sobre o falecimento da funcionária do IPO do Porto que morreu após receber a vacina da covid-19, Graça Freitas disse que o caso está “em investigação”, sugerindo que “há fenómenos que podem estar temporalmente relacionados, mas não quer dizer que um seja por causa do outro”.

Traficâncias arqueológicas

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O mais recente artigo de Cândido Ferreira sobre traficâncias arqueológicas gerou polémica, principalmente entre os profissionais dessa área. Trata-se, provavelmente, de uma reação corporativa. Ninguém quer ser arrolado nos que prevaricam.

Logo no início do artigo, Cândido Ferreira diz que “a presente pandemia, ao agravar a crise financeira e ao restringir o tráfego internacional, realçou uma evidência que há muito venho denunciando: o património arqueológico lusíada, em prejuízo da ciência histórica e da nossa identidade cultural, continua à mercê de oportunistas e pilha-galinhas”.

Ainda assim, pelas reações evidenciadas, alguns arqueólogos não perceberam o significado da expressão “que há muito venho denunciando”. Foi o caso deste leitor, que deixou dois comentários no Duas Linhas:

Outros, alimentaram a discussão noutras plataformas de comunicação, nomeadamente nas redes sociais. Mas sempre alimentando o mesmo equívoco de que Cândido Ferreira estaria a denunciar esta situação pela primeira vez: “entendo que a liberdade de expressão de uma crónica não autoriza a que, sem evidência explícita, se enlameie a dignidade de quase toda uma classe profissional. Se o Dr. Cândido Ferreira está, na verdade, de posse de informações tão graves, só tem um caminho: dirigir-se (por esta ordem) à Polícia Judiciária e à DGPC. Depois (admitindo que não o fez até agora), terá certamente mais autoridade para certo tipo de apreciações e comentários”.

O autor do artigo vem, agora, esclarecer o seguinte:

1 – Tenho por hábito, inviolável, nunca discutir na praça pública com quem, sem pedir esclarecimentos, envereda por ataques descabidos ou infundamentados.

2  – Cidadão observador das leis, certamente que há muito alertei a PJ para irregularidades e “vazios legais”, tendo, em sequência, até merecido a honra de ser chamado a “peritar” uma coleção muito polémica, tal como está claramente indiciado no meu primeiro artigo sobre este tema, publicado no “DUAS LINHAS” e que deve ter passado despercebido.

3 – O mesmo acontece em relação ao Ministério da Cultura e ao Instituto dos Museus e Conservação, que até já emitiram pareceres sobre algumas coleções por mim doadas ou a doar, certamente com o conhecimento da aludida DG .

4 – Animado de boa vontade, e dotado de bom feitio, sempre estive aberto a aprender com quem sabe e empenhado em esclarecer quaisquer equívocos e dúvidas de natureza técnico-científica.

5 – Quem vier por bem, pode contatar-me para candido.mferreira@gmail.com.

Assinado: Cândido Ferreira

Lojas da Baixa de Lisboa fecham portas

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A nossa felicidade tem vivido dos preços da “uva mijona”. Mas pode ser o nosso azar, neste futuro próximo. Uma em cada seis lojas da Baixa de Lisboa já encerrou. E Fernando Medina continua desaparecido nesta tragédia.

Andámos a plantar hipermercados a torto e a direito, para termos melão do Chile, uvas da África do Sul, tangerinas de Marrocos. Enfim, as Nações Unidas nas prateleiras de Belmiros e Companhia que abastecem agora 75 por cento dos portugueses.

Entre os cinco maiores importadores em Portugal, estão a Sonae e a Jerónimo Martins, que depois nada exportam. Tal como em 1383-1385, saímos da crise a comprar tudo ao estrangeiros e não temos nenhuma Aljubarrota para nos redimirmos. Preferimos a papaia do Brasil e não apanhar as toneladas de laranjas do Ribatejo.

Calamo-nos quando as empresas portuguesas dão de borla o primeiro carregamento para entrar nas grandes superfícies. Não nos revoltamos quando os fornecedores portugueses recebem conforme a prateleira onde são colocados no hiper. Concentrámos tudo nas mãos de meia dúzia. E eles espremem os empregados a salário mínimo.

Vasco de Melo da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina alerta: “a situação vai agravar-se”. O pequeno comércio está pela hora da morte.

251 milhões para Cristiano Ronaldo

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Quem não está nas redes sociais não é gente. O Facebook, por exemplo, tem mais de seis milhões de perfis de portugueses, embora alguns possam ser falsos e ao serviço de intuitos políticos desprezíveis. E depois há o YouTube, o Vimeo, o Whatsapp, o Twitter, o Skype, o LinkedIn, Badoo, Snapchat, Tik-Tok, Messenger, Instagram e mais umas quantas mais vocacionadas para a população chinesa.

Quem é gente está em pelo menos duas ou três dessas redes sociais. A ideia é inserir-se num grupo de pessoas com interesses comuns, sejam eles recreativos, profissionais ou meramente familiares.

Figuras públicas, principalmente atores e músicos, mas também desportistas, dedicam-se com afinco a animar as suas redes sociais. Não só mantêm os fans atualizados e entretidos, como alguns ainda ganham muito dinheiro com isso. Há artistas e os chamados “influencers” que arrecadam milhões por ano à conta dos vídeos que publicam nas redes sociais aos quais é agregada publicidade a produtos ou marcas.

Não sabemos se Cristiano Ronaldo está neste rol, mas a verdade é que o homem é famoso. Podem escrever famoso com letra grande. Por exemplo, no Instagram acaba de ultrapassar a marca de 250 milhões de seguidores (a última vez que olhámos já ia em mais de 251 milhões…). Um marco assinalado como se tivesse marcado golo ao Real Madrid.

Claro que os festejos foram replicados no Facebook, onde ele tem mais de 146 milhões de seguidores. Serão os mesmos que estão no Instagram ou devemos somá-los?