O último balanço da Direção Geral de Saúde indica que nas últimas 24 horas faleceram com covid-19 mais 78 pessoas e que outras 4.369 estão infetadas.
Os números da pandemia mantêm-se elevados e com o surgimento da nova estirpe proveniente do Reino Unido podem vir a piorar, uma vez que esta variante do Sars-CoV-2 é considerada muito mais contagiosa.
Independentemente desse novo fator, o atual agravamento da pandemia está a ser atribuído às festas de Natal e Ano Novo onde, eventualmente, as pessoas descuraram o afastamento físico e o uso da máscara em reuniões familiares. Hoje temos 3.171 pessoas internadas, mais 127, e 510 em cuidados intensivos, mais 10 face a ontem.
Relativamente às 78 mortes registadas nas últimas 24 horas, o boletim revela que 33 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 18 na região Norte, 15 na região Centro, 10 no Alentejo, uma no Algarve e uma na Madeira.
Relativamente à nova estirpe deste coronavírus, recordamos que o Instituto Ricardo Jorge detetou 16 casos da nova variante do SARS-CoV-2 em Portugal Continental. A nova estirpe, que não é mais grave, nem mais letal, foi detetada primeiro na Madeira, em dezembro, em passageiros chegados ao Funchal provenientes de Londres. Os médicos acreditam que as vacinas vão atuar contra esta variante, igualmente. Mas isso ainda está por provar.
Hoje temos mais 3.384 novos casos de infeção com o novo coronavírus e 73 mortes relacionadas com a covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.
Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.118 óbitos. A Direção Geral de Saúde indica que das 73 mortes registadas nas últimas 24 horas, 17 ocorreram na região Norte (23,3%), 10 na região Centro (13,6%) , 36 na região de Lisboa e Vale do Tejo (49,3%), nove no Alentejo (12,3%) e uma no Algarve (1,3%) .
Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico indica que estão internadas 3.044 pessoas (mais 186 do que ontem), das quais 500 em salas de cuidados intensivos (mais oito do que no dia anterior).
A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou o maior número de novas infeções nas últimas 24 horas (1.232).
A nova variante de covid-19 oriunda do Reino Unido já circula em Portugal Continental, tendo sido encontrados 16 casos, segundo informou o Instituto Ricardo Jorge.
Já anteriormente tinham sido confirmados 18 casos da nova variante na Madeira. A nova estirpe da doença é mais contagiosa, embora não esteja demonstrado que seja mais letal. Também ainda não se sabe se esta nova estirpe vai afetar a eficácia das vacinas que foram produzidas e que estão, agora, a começar a ser distribuídas por todo o Mundo.
Embora continue a ser em Bruxelas, Paris, Berlim que tudo se decide, nos próximos seis meses será em Lisboa que se farão as fotografias da praxe. A capital portuguesa tem no CCB a sede da presidência portuguesa da União Europeia que se iniciou no dia 1 de janeiro.
O edifício foi adaptado para essas novas funções, gastaram-se algumas centenas de milhar de euros a criar um centro de imprensa, um centro de creditação, nova decoração para salas e gabinetes, mobiliário, etc. É verdade que o CCB foi construído precisamente para funções idênticas, quando Cavaco Silva em 1992 estava nas mesmas funções de António Costa hoje. Mas na época havia apenas 12 membros da União e agora são 27. O edifício não estava preparado para tanto.
Mas, se nos for permitida uma dúvida, quantas reuniões irão ali ter lugar ainda em época de pandemia? Poucas, certamente. Aliás, o que se tem visto é reuniões online. Talvez, então, seja isso que vai continuar a acontecer e as remodelações todas do CCB (um dia destes havemos de saber quanto custaram) tenham sido apenas para dar ânimo à economia.
Em março passado, o Conselho de Ministros aprovou a despesa para o arrendamento do Centro Cultural de Belém. Segundo a Resolução do Conselho de Ministros n.º 12/2020, publicada em 24 de março de 2020 em Diário da República, só o arrendamento vai custar uma fortuna: “autorizar a realização da despesa destinada a suportar os encargos decorrentes do contrato de arrendamento a celebrar com a Fundação Centro Cultural de Belém, até ao montante global de (euro) 5.024.741, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor”, lê-se no documento.
Vamos soletrar: cinco milhões, 24 mil, setecentos e quarenta e um euros. Deve ser o metro quadrado mais caro do Mundo.
Em 1506 a população de Lisboa estava a ser dizimada pela Peste Negra. Não havia conhecimento científico capaz de parar com aquele contágio mortal. O desespero levava as pessoas para as igrejas, onde rezavam por ajuda divina. Numa dessas missas, alguma coisa aconteceu que despoletou um ação de grande violência contra a minoria judia que vivia na cidade. Relatos da época falam em mais de 4 mil mortos. Queimados vivos. Uma espécie de holocausto à escala da época e do reino. A velha igreja de São Domingos ficou, assim, para sempre, marcada por esse horror que durante dias queimou gente viva ali mesmo.
pintura representativa do massacre de Lisboa
Dizem que foi um sítio amaldiçoado a partir de então. Vinte cinco anos mais tarde, um prenúncio do cataclismo que iria acontecer, a igreja de São Domingos ficou parcialmente destruída por um sismo. Em 1755 voltou tudo a ser deitado abaixo, no grande terramoto que destruiu a cidade.
A 50 metros de distância da porta da igreja estava o Palácio dos Estaus. Pois foi ali mesmo que se instalou a Casa do Despacho da Santa Inquisição. Durante 300 anos, a Inquisição Portuguesa perseguiu, julgou e puniu pessoas acusadas de cometer crimes considerados heréticos. As vítimas eram, quase sempre, judeus. Ou mulheres, as bruxas. Morreu muita gente, Lisboa guarda essas memórias e um dia há de ser dia de pedir perdão por tantos pecados.
Por isso, foram muitas as pragas rogadas e o edifício pagou esse preço. O então chamado Palácio dos Estaus caiu com o terramoto de 1755. Demoraram 50 anos a reconstrui-lo e lá se instalaram gabinetes do governo monárquico da época durante muitos anos. Era Ministério das Finanças quando foi de novo destruído. Dizem que foi um súbdito arruinado pelos impostos que lhe pegou fogo. A verdade é que o edifício ardeu em poucas horas, com as chamas alimentadas por toneladas de papeis processuais de cobranças de impostos. Se não foi vingança, não se sabe o que mais poderia ter sido.
Reconstruído de novo, foi ali instalado o Teatro Nacional D. Maria II, lugar de cultura e de criatividade, de arte e redenção, mas que voltou a ser destruído pelas chamas na noite de 1 de Dezembro de 1964. A tarefa de reconstrução demorou 14 anos, reabrindo, finalmente, as portas ao público na noite de 11 de Maio de 1978.
incêndio no teatro Nacional Dona Maria II em dezembro de 1964
Já antes a igreja de São Domingos haveria de passar também pela purificação das chamas, num grande incêndio que ali deflagrou em 13 de agosto de 1959. Ardeu tudo, toda a talha dourada e valiosas pinturas e imagens religiosas. A igreja só voltou a reabrir ao público em 1994. Agora, pode ser que os espíritos dos que morreram injustamente estejam apaziguados e este pedaço de Lisboa possa, finalmente, viver em paz. Ou talvez não.
O boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde regista hoje mais 73 mortes por covid-19 e 3.241 novos casos de infeção. O boletim indica ainda que estão internadas 2.858 pessoas, mais 52 do que na sexta-feira, das quais, 492 nos cuidados intensivos (mais nove).
Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.045 mortes. Relativamente às mortes registadas nas últimas 24 horas, 22 ocorreram na região Norte, 14 na região Centro, 28 em Lisboa e Vale do Tejo e 9 no Alentejo.
Ainda segundo o boletim da DGS, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou o maior número de novas infeções nas últimas 24 horas, 1.418 ou seja 43,7% do total.
Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções. O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 70 anos.
As palavras devem ser pensadas, quando morre um homem grande. Mas o Partido Comunista Português fez o contrário com Carlos do Carmo. O elogio do PCP foi uma dentada à má fila.
Veio também o Presidente e o cortejo das habituais tagarelices. Como alguns jornalistas, que voam meio-mundo para falarem em cima de grandes acontecimentos. Querem ser importantes, quando só incomodam.
Há 20 anos, Carlos do Carmo era apontado como “o fadista comunista”. O dono de O Faia, levou a mesma traulitada de José Viana, Rogério Paulo e outros homens grandes, que abriram os braços ingénuos ao PCP. Depois fartaram-se dos sovietes do país que foi uma mega-fraude. Confirmou Mikhail Sergeevitch Gorbatchov.
O PCP teve 6,34% nas últimas eleições. Em rigor, 332.018 votos. Carlos do Carmo foi um Universo. Menino do Institut auf dem Rosenberg. Homem de grande cultura. Fluente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol. Com o português, seis línguas.
Leiam-se agora as suas entrevistas, em silêncio. Escute-se o seu canto, com admiração. Quando morre um homem grande não é um programa da Cristina. Nem um panfleto do PCP.
Está frio, não é? Gela a água do bidé… quero lavar os pés, não posso. É bonito, não é? Há uns 50 anos, a criançada cantarolava esta lenga-lenga quando fazia frio. Hoje, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera lança alertas pela net. E o que diz o alerta? Que está frio, que vai fazer frio nos próximos dias.
Veja, por exemplo, o quadro da previsão do IPMA para os próximos dias para a região de Lisboa. Até terça-feira, mínimas entre 4 e 5 graus, máximas até 12 graus. Na quarta-feira, a coisa piora: mínima de 2 graus, máxima de 9. A água do bidé vai mesmo gelar…
Então, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera decidiu colocar sob aviso amarelo 10 distritos, mais a norte, a partir de hoje e até segunda-feira de manhã: Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre estão sob aviso entre as 00:00 de hoje e as 07:00 de segunda-feira.Guarda e Bragança vão ser hoje os distritos com as temperaturas mínimas mais baixas (-3º Celsius) e a cidade de Faro com a máxima mais elevada (14º).
A partir das 00:00 de domingo também os distritos de Évora, Faro, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa e Beja estarão sob aviso amarelo devido ao frio. Cuidado com o vírus… da gripe.
Telefonei à minha amiga rica, para saber da minha garrafa de moscatel… Na noite de 31 tínhamos combinado um brinde por cima do muro que separa os nossos quintais, mas quando lhe passei a garrafa ela disse que ia à cozinha apanhar um copo e nunca mais voltou. Bebi o meu moscatel sozinho, mas gostava de reaver a garrafa com o sobrevivente líquido respetivo.
Ela pediu imensas desculpas, disse que o telefone tinha tocado e que tinha ficado a conversar com a Brigitte até às 12 badaladas. Passou o ano ao telefone, vocês acreditam? E o pior é que enquanto conversava ia repondo o líquido no copo… não sobrou nada. Mas será que ela sabe o preço da bebedeira que apanhou?
Lamentou-se que não ficou em estado de tirar fotografias. Ela adora publicar as suas fotos no Insta para fazer inveja às outras. Mas assim, nada feito.
Perguntou-me se eu tinha visto o Quim Barreiros a dizer que já não tinha covid. Se eu acreditava naquilo? Sei lá… se o homem diz que está safo, é porque está.
Depois perguntou-me se eu tinha visto a figurinha da Catarina Furtado a bater no tacho? A bater no tacho…? Fui ver e realmente… o tacho nem era dela. Mas enfim, cada uma tem o tacho que merece, disse-lhe eu. A minha amiga suspirou e disse apenas que não se importava nada de ter “um tacho igual ao da Catarina” …
Foi então que lhe perguntei se tinha visto o Insta do Cristiano Ronaldo…. Claro que tinha! “Naquela fotografia que ele publicou estava uma multidão acima do recomendado”, disse a minha amiga. “Mas era ele com a mulher e os filhos, apenas”, respondi-lhe. “Filhos são quatro!”, disse a minha amiga, sem disfarçar o horror… “e em Itália não são permitidas reuniões familiares com tantas pessoas”, concluiu.
Portugal contabiliza hoje mais 66 mortes e 6.951 novas infeções de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde.
Estão internadas 2.806 pessoas (menos 34 do que na quinta-feira), das quais 483 nos cuidados intensivos (mais uma). Desde o início da pandemia, Portugal já registou 6.972 mortes.
Críticas da Ordem dos Médicos
A Ordem dos Médicos defendeu hoje a mudança de critérios de vacinação contra a covid-19, privilegiando o fator idade, para facilitar a identificação dos grupos-alvo e permitir reduzir a mortalidade, morbilidade e pressão nos serviços. A Ordem dos Médicos concorda com a prioridade dada aos trabalhadores da Saúde, mas diz que os idosos deveriam estar em pé de igualdade. Para justificar esta ideia, a Ordem dos Médicos lembra que “a taxa de letalidade varia de cerca de 0,3% na faixa dos 50 aos 59 anos até aos 13,6% acima dos 80 anos”.
A esperança de António Costa
António Costa endereçou uma mensagem de Ano Novo aos portugueses, onde expressa os desejos de que seja possível completar o plano de vacinação anti-covid-19 e “reanimar a economia”. Estas são as prioridades traçadas hoje pelo primeiro-ministro.
Na mensagem, António Costa afirma que “a prioridade das prioridades” é a vacinação contra a covid-19, para alcançar “a ansiada imunidade de grupo”, embora o processo se estenda até “ao final do primeiro trimestre de 2022″. O primeiro-ministro acredita que “se nenhum percalço ocorrer” no final do verão “é possível que alcancemos a ansiada imunidade de grupo”, lê-se na mensagem.
Alguns dos segredos mais excitantes que a vida me revelou, resultaram de incursões pela “grande floresta da arqueologia”, um recanto de evasão. Nessas longas “caminhadas”, que me abriram a um conhecimento mais profundo sobre o desenvolvimento humano, tive a felicidade de apreciar, e em certos casos até de poder preservar, inúmeras raridades de quase todas as civilizações e épocas.
Um raríssimo auroque em mármore, proveniente do Alentejo, ainda com a assinatura em X, corrente na pré-história
No rescaldo dessas “aquisições”, que agora procuro distribuir por museus, uma certeza assentei: dotado de um clima privilegiado e de um confinamento imposto pelo oceano, sem espécies concorrentes fortes e com uma orografia que permitiu bons abrigos, o território que habitamos facilitou suaves povoamentos que deixaram marcas geniais. Sem dúvida, Portugal é dos países mais ricos em achados arqueológicos.
Rara estátua de uma “deusa da fertilidade”, em alabastro, encontrada em Abrantes
Mas como pode um simples “curioso” sugerir tal opinião se, desde há décadas, não aparecem artefactos com interesse e se os nossos museus apenas se enchem de cacos? Há quantos anos não aparece ouro, por exemplo?
Estátua de mamute, rarissima, talvez única no mundo que não é de osso ou marfim, encontrada em Sintra
A resposta a esta magna questão vai sempre “bater no mesmo ceguinho”. Com uma Jurisprudência assente em leis que “protegem ferozmente o interesse público”, a nossa Justiça, quando funciona, quase sempre sacrifica o justo e protege o pecador. E é assim que até o património à guarda de importantes instituições se volatiliza, ainda de forma mais segura do que em Palmira ou Bagdad. Será preciso recordar exemplos?
A explicação para esta “anomalia” é muito simples. A nossa legislação foi plasmada da lei francesa, onde qualquer novo “tesouro arqueológico” é pertença do Estado. Um quadro legal que os franceses contornaram habilmente porque, desde aí, a Bélgica passou a ser sede oficial de quase todos os achamentos relevantes. Já no nosso país, com a obrigação de se suspenderem imediatamente demolições ou escavações, restam duas “safas” a quem tiver o “azar” de topar qualquer “coisinha”: ou cala o bico e arrasa tudo; ou, dentro do velho princípio de que o segredo é a alma do negócio, procura retirar algum provento nas redes de tráfico dirigidas sobretudo para a vizinha Espanha.
Mas há ainda mais e ainda pior. A par da “garimpagem privada” que, tal como a prostituição, só em teoria é combatida, o “negócio” depressa alastrou ao setor público onde se desenvolveu uma cultura de pilhagem a que raros investigadores escapam.
Passo a explicar, até por ser uma “praia” que frequento há dezenas de anos. As investigações arqueológicas, ancestralmente entregues a estudantes em férias sob a égide de professores credíveis e interessados, passou, entretanto, a ser pasto de dezenas de “empresas privadas” a quem o Estado contratualiza os serviços de exploração. Sociedades controladas na maioria por agentes do Estado, não espanta a garantia de negócios lucrativos: se nada aparece de relevante, a empreitada é a “despachar”; se surgem “peças boas”, sacam-se pela calada da noite e ainda voam mais depressa do que no Egipto, no século XIX; e se aparecem cacos ainda bem, pois assim se reforçam currículos e se alimenta a indústria de restauros que também tem direito à vida.
Há muito procurado para emitir pareceres técnicos sobre peças antigas, e vítima como os demais portugueses de confinamento físico, em 2020 fui surpreendido pela mostragem de peças que, na posse de privados, não conseguiram “passaporte” fácil para sair de Portugal. Desde sempre interessado em promover a defesa do nosso património e cultura, e com muito tempo livre, entre outras preciosidades que me foram presentes dei-me ao cuidado de, recentemente, destacar uma coleção que integra milhares de peças do Paleolítico e que será uma das mais importantes “jazidas” extraída numa só “estação”, em todo o mundo.
Resgatada, há décadas, por um amador, sob a ameaça constante da burocracia e da “ciência oficial”, que neste caso optaram por privilegiar uma abusiva extração de areias, nunca a “autópsia” ao local foi promovida. E, no entanto, pela morfologia e composição dos artefactos, tudo ali aponta para que o povoamento da Europa se tenha iniciado há centenas de milhares de anos e pelo Estreito de Gibraltar.
Há cerca de dois meses, quando anunciei este “achado” em crónica que mereceu várias publicações e milhares de visualizações, acrescentei ser essa também a tese adiantada por novos autores que, com base em estudos genéticos, sugeriam que os nossos primitivos seriam berberes e não caucasianos. Para minha surpresa, dias depois, também a revista “Super Interessante” avançava com a mesma tese, agora num extenso artigo de um reputado autor espanhol que se fundamentava em provas arqueológicas bem menos consistentes do que as que Portugal dispõe.
Tendo, desde sempre, os legítimos proprietários deste “resgate” manifestado firme vontade em o disponibilizar aos “estudiosos” de carreira, quando divulguei a sua existência acreditei, ingenuamente, que em breve seria contatado por alguém. No entanto, apesar das explícitas fotos que acompanhavam o texto “Adão e Eva”, nunca tal veio a acontecer. Inconformado, resolvi então informar alguns investigadores nacionais, na berra, da existência desta coleção. No entanto, espantosamente ou talvez não, nenhum respondeu a uma comunicação que certamente fará as delícias de qualquer Instituto Europeu da especialidade.
Um verdadeiro sarilho se tal vier a acontecer, comprovando uma pandemia negada por todos os interesses dominantes, em Portugal. Como tudo indicia, refiro-me ao “vírus da corrupção”, contra o qual parece não haver vacina disponível nos próximos anos.