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4ª vaga a chegar

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Os especialistas já falam na quarta vaga da pandemia em Portugal, o registo de hoje no boletim da DGS anuncia que nas últimas 24 horas registaram-se seis mortes e 1350 novos casos da infeção.

Desde fevereiro que não havia registos tão altos. O boletim epidemiológico regista mais cinco pessoas internadas com covid-19 nas últimas 24 horas, com o total a subir para 351, das quais 83 em unidades de cuidados intensivos, onde entraram mais quatro doentes.

A maior parte dos novos casos de infeção (928) foi diagnosticada na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde também ocorreram os seis óbitos de pessoas com covid-19.

Com a situação a piorar de novo, o primeiro-ministro afirmou que Lisboa terá o mesmo tratamento que os outros concelhos em função da matriz de risco da covid-19. Ou seja, Lisboa e Vale do Tejo está por um fio para regredir no desconfinamento. A capital está agora com uma incidência de novas infeções superior a 240 por 100 mil habitantes.

“Todos os concelhos são iguais. Lisboa não será diferente dos outros concelhos e terá exatamente o mesmo tratamento”, garantiu António Costa.

A casa onde nasceu o Marquês de Pombal

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Onde nasceu o Marquês de Pombal, afinal de contas? O município de Sernancelhe diz que foi lá, em 13 de maio de 1669, mas em Lisboa há um velho palácio abandonado que tem uma placa onde se lê que “Nesta casa nasceu aos 13 de Maio de 1699 Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquez de Pombal, a quem a cidade de Lisboa deveu a sua reedificação depois do terramoto de 1755, consagrando por este facto a sua memória. A Vereação de 1923”.

Para resolver o dilema, Sernancelhe (vila portuguesa no distrito de Viseu, com cerca de 1 100 habitantes, sede do município de Sernancelhe) integrou um consórcio que está a financiar investigações e estudos sobre o homem que verdadeiramente mandou no país no reinado de D.José I  (1750-1777). O Marquês foi baptizado com o nome Sebastião José Carvalho e Melo e foi um dos mais controversos políticos dessa época. Além do papel que desempenhou na liderança do Governo após o terramoto de 1755 que devastou Lisboa, foi ele quem mandou executar a família dos Távora e a expulsão dos jesuítas de Portugal.

O processo contra os Távora foi uma intriga sangrenta, Francisco Távora e dois filhos foram espancados em público e queimados, em Belém. A mulher de Francisco, Leonor, Marquesa de Távora, foi decapitada.

Enfim, é este homem que muitos admiram e até disputam a naturalidade. Lisboa, Oeiras e, agora, Sernancelhe, querem ligar-se intimamente à memória deixada por Sebastião. A verdade é que o malvado funciona como chamariz turístico. Um dia, ainda vamos ver a recriação das execuções públicas e dos açoites nos padres.

Em Lisboa, o velho palácio bem precisa que olhem por ele. A placa comemorativa, por si só, não sustenta paredes decrépitas, telhados apodrecidos, não repõe vidraças partidas nem azulejos roubados.  

Evoluir Oeiras, os seis pontos para a evolução

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A coligação Evoluir Oeiras apresentou-se ao eleitorado. Numa ação que decorreu no Parque Urbano de Miraflores, a cabeça-de-lista Carla Castelo apresentou os seis pontos a partir dos quais o programa eleitoral vai ser desenvolvido:

  1. Alterar o Plano Diretor Municipal de Oeiras, para criar um instrumento de planeamento e gestão territorial de vanguarda, que demarque áreas estruturantes sem construção e que sejam a base de uma rede de corredores verdes.
  2. Dar primazia a políticas de acesso à habitação a custos controlados em vez de privilegiar condomínios de luxo.
  3. Mudar o modelo urbanístico para criar tecido urbano com habitação e local de trabalho próximos, ou acessíveis a pé, de bicicleta ou de transporte público.
  4. Promover um pacto de Responsabilidade Ambiental com as Empresas sediadas no concelho, para a criação de um Fundo Ambiental, cujas verbas sejam investidas na redução das emissões de CO2, em especial no sistema de transportes.
  5. Recuperar a designação “Município de Oeiras” e deixar de associar o concelho a um V de Valley, numa extravagante e dispendiosa operação de marketing.
  6. Tornar transparente a governação da autarquia.

A falta de transparência é, de resto, uma das acusações mais vezes repetida. Carla Castelo lembrou que  a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa realizou um estudo, que entregou a Isaltino Morais, em julho de 2019. Esse estudo mantém-se secreto, segundo Carla Castelo, a autarquia não o divulga e os autores do documento estão obrigados contratualmente a um silêncio de 5 anos imposto pela CMO. Um discurso que terminou com o repto lançado ao presidente da Câmara para abrir à discussão pública os contributos que a ciência pôs à disposição dos oeirenses.

A coligação Evoluir Oeiras é formada pelo movimento Evoluir Oeiras e os partidos Bloco de Esquerda, Livre e Volt.

Sintra, Guilherme Leite quer dar a independência a Queluz

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O candidato à Câmara de Sintra, Guilherme Leite, apresentou a sua lista para as eleições autárquicas, assim como alguns pontos do seu programa eleitoral.

A criação de um novo município em Queluz é uma das ideias mais surpreendentes desta campanha, digo eu… na opinião de Guilherme Leite quando um filho cresce deve partir para viver a sua vida de modo independente, contando sempre com o apoio dos pais, evidentemente, e Queluz já terá pernas para andar sem precisar de tutela…

A candidatura do Nós Cidadãos Juntos pelos Sintrenses promete dar luta a Basílio Horta, vai ser uma campanha sem papas na língua e com perguntas a que o governo da vila não vai ter resposta fácil…

No final desta sessão falou João Chaves, que está a organizar a lista para a Assembleia Municipal, que falou na necessidade dos sintrenses deixarem de ter medo e assumirem o combate para renovar a prática política em Sintra, manchada por compadrios e com tiques de autoritarismo, segundo rezam as crónicas.

Dezenas de animais mortos à fome, apenas um sobrevivente

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Uma história horrível revelada pelo IRA – Intervenção e Resgate Animal – que na sequência de um alerta que recebeu, pediu a intervenção da policia.

Arrombada a porta da vivenda de 4 pisos, depararam-se com as cenas retratadas pelas fotografias publicadas na página do IRA no Facebook.

Ainda não há um número final de animais mortos, mas serão dezenas, certamente. Cães, gatos, pássaros e cobras exóticas, peixes ornamentais. É possível que a casa servisse de sede a um negócio de venda de animais.

O animal sobrevivente foi levado para o Centro de Recolha Oficial de Loures onde permanecerá para observação clínica e instrução do processo crime.

Quanto à proprietária desta Mansão dos Horrores, que o IRA identifica como sendo Maria de Fátima, alega que não tinha conhecimento dos animais ali presentes e que não era responsável pelos mesmos.

Dezenas de animais mortos de fome, em Loures

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Mais uma cena de puro horror. O IRA – Intervenção e Resgate Animal – acaba de divulgar novo achado macabro de dezenas de animais abandonados numa casa, mortos de fome e de pura maldade.

Há ainda poucos pormenores sobre mais esta “casa dos horrores”. Segundo o IRA a casa situa-se ironicamente no Bairro da Fraternidade, em Loures, e trata-se de uma vivenda grande, com 4 pisos.

Foram encontrados 17 gatos, tartarugas, cobras e aves, todos cadáveres. Mas a contagem ainda não terminou…

Pelas fotografias divulgadas, o abandono foi prolongado. A casa está cheia de dejetos, porcaria por todo o lado.

No texto publicado na página do IRA no Facebook, pode-se ler que “a proprietária já foi identificada e encontra-se bem de saúde, imaginem.” Mas, não. Quem é louco não está bem de saúde.

Politicamente zarolhos

O “arraial liberal” promovido pelo partido IL (Iniciativa Liberal) abriu um precedente difícil de contrariar. A partir de agora, qualquer partido político pode invocar “atividade política” e passar a promover concentrações onde quiser e como quiser, desde que esses eventos lhes sirvam para atingir objetivos eleitorais.

O “arraial liberal” teve parecer desfavorável da Direção Geral de Saúde, nomeadamente a montagem das 20 barraquinhas de comes e bebes. Ou seja, comer e beber passou a ser um ato político, agora mais do que nunca. Foi uma espécie de esperteza de “bimbalhões” que deveria sair caro aos seus promotores, dizem os mais críticos que lembram as condenações ferozes dos dirigentes do IL quando o PCP manteve a realização da Festa do Avante.

Segundo o parecer do delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o evento com as características de arraial “atendendo ao princípio de precaução em saúde pública, e pela situação epidemiológica atual na cidade de Lisboa, não deverá ocorrer e ser adiada”.

Além de questionar as barracas de comes e bebes previstas (e que foram colocadas no local), o delegado de Saúde escreveu que no recinto deviam ser cumpridas normas como a lotação máxima de uma pessoa por oito metros quadrados; os lugares deviam ser sentados, com o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas, em todas as direções; devia assegurar-se o uso de máscara durante todo o tempo, incluindo quando os oradores se encontrassem no uso da palavra, devendo a mesma ser substituída a cada quatro horas, e recomendava “fortemente a testagem dos participantes”.

No que se referia ao serviço de catering, a delegação de saúde considerava-o “totalmente desaconselhado, uma vez que promove a aglomeração de pessoas” e que as refeições “constituem momentos de risco elevado de transmissão de SARS-CoV-2”, bem como, tendo em conta as temperaturas atuais, poderia haver risco de infeções alimentares.

Mas Cotrim e companheiros fizeram ouvidos moucos. Não acertam uma no alvo.

cartoon de Hélder Dias

O infantilismo na política

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O radicalismo, como todos os facciosismos, é sempre sinónimo de imaturidade, infantilismo e pouca inteligência. Todos os dias nos deparamos com situações absurdas de gente a defender, obviamente sem argumentos válidos, as mais absurdas ideias unicamente “porque sim”. Qualquer discussão sobre futebol, por exemplo, é, disso, exemplo acabado.

O clubismo sobrepõe-se a qualquer tipo de racionalidade até porque o cérebro (?) se recusa a considerar o que os olhos registam, desde que as imagens não venham de encontro às ideias e aos gostos de cada um.

Mas, regressando à política, o facciosismo e o radicalismo conseguem levar gente, que pensávamos inteligente, a tomar atitudes incompreensíveis e inaceitáveis. Em altura de eleições, obviamente, o grau de imbecilidade aumenta substancialmente.

Fazem-se as acusações mais torpes, insulta-se do modo mais soez, mente-se descarada e convictamente, inventa-se para além do que a imaginação mais fértil poderia conceber. E tudo sabendo-se, antecipadamente, que os resultados serão, sempre, péssimos.

Diz-se, com frequência, que o Povo Português é politicamente ignorante e que aceitará qualquer promessa que lhe queiram vender ou acreditará em qualquer aldrabice que lhe possam impingir. Claro que haverá quem se deixe influenciar mas, no fim da contagem dos votos, indubitavelmente, aqueles que se tentam impor com base em ataques pessoais, na maior parte das vezes reconhecidamente falsos, ficarão pelos 1 ou 2 por cento. Mais ou menos a percentagem de imbecis que se espalham pelo mundo.

Nas eleições autárquicas, por exemplo, é incompreensível que munícipes de quem não se conhecia uma crítica, um reparo, uma chamada de atenção, apareçam, em épocas de campanha, com discursos derrotistas criticando todas as decisões do Executivo.

O volume de críticas infundadas e insultuosas aumenta, como seria de esperar, na proporção da falta de conhecimentos e da imaturidade dos candidatos. Confirmando o infantilismo de que venho falando.

Querer subir com base na destruição dos adversários (que consideram “inimigos”), sem olhar a meios nem ao respeito pela verdade ou pelo bom nome destes, é vulgar, principalmente nos candidatos mais jovens ou “estreantes”. Mas, infelizmente, também acontece com cinquentões e sexagenários (de idade real que não intelectual).

É o país que temos…

Querem abandonar a vacina da Astrazeneca

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Esta gente não sabe a angústia que provocam nas pessoas quando avançam com opiniões mal sustentadas, mal explicadas, sobre a qualidade das vacinas anti-covid.

Agora foi um tal Marco Cavaleri, citado pela agência Lusa como sendo um “alto funcionário da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla inglesa)”, que terá dito numa entrevista ao jornal italiano La Stampa que “seria melhor deixar de administrar a vacina anticovid-19 da AstraZeneca a todos os grupos etários quando houver alternativas disponíveis.”

Marco Cavaleri é “responsável pela estratégia de vacinação na EMA”. Acontece que as vacinas que estão a ser utilizadas em Portugal (e na maior parte dos países europeus), foram aprovadas pelo regulador europeu, ou seja, por ele mesmo.

Porque razão Cavaleri mudou de opinião? Não está explicado. Os acidentes relacionados com a vacinação anti-covid têm sido noticiados como “casos raros” e que o benefício é substancialmente maior que o risco. Não podem vir agora dizer sem explicar que o melhor seria abandonar uma dessas vacinas, no caso a Astrazeneca. É irresponsável, provoca maiores danos que benefícios para a credibilidade das instituições e do sistema. Se havia duvidas, não deveria ter havido autorizações e, muito menos, discursos encorajadores para que as pessoas aceitassem estas vacinas.

Quanto ao jornalismo que apenas serve de caixa de ressonância, acrítico e indolente, a pata que vos chocou, meus senhores. Não podem colaborar na confusão criada por tipos que parecem estar enredados em interesses comerciais. Não podem apenas teclar textos sem medir consequências das angústias que essas mensagens criam no público. A nossa profissão é fazer as perguntas que as pessoas querem ver respondidas. Se não o conseguem fazer, não contribuam para aumentar a confusão.

Deixo aqui a notícia em questão, tal e qual a Lusa a difundiu:

Os bufos jogadores de mikado

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O que se passou com os ativistas russos anti-Putin evidenciou várias práticas que são exemplo da pouca vergonha em que vivemos.

A recolha de dados sobre promotores de manifestações e o envio dessa informação (denúncia…) a entidades estrangeiras, sejam embaixadas ou outras, é uma prática miserável e indigna. Revela o desprezo dos políticos de topo pelo ativismo de base. Quando lhes dá jeito ensaiam as habituais palmadinhas nas costas com que julgam que recompensam os serviços prestados, mas vemos agora que não sofrem de nenhum prurido no exercício da bufaria. Tudo depende do que colocam em cada prato da balança.

Inquéritos foram abertos e juras de arrependimento foram feitas, mas sabemos que não será possível encontrar o culpado ou culpados pelo ato. Neste caso, como noutros, há uma lei que permite este tipo de atuações. A legislação que regula a realização de manifestações que está em vigor foi aprovada em 2011 pelo Governo liderado por Passos Coelho. Qual dos críticos de Medina quer pendurar Passos Coelho num candeeiro da Avenida da Liberdade?

Estamos a assistir a mais um joguinho entre clubes da política caseira. Afinal, a culpa é de Passos Coelho e o executor da denúncia teria sido, segundo foi erradamente publicado por um jornal de referência, um discreto militante do CDS, Alberto Laplaine Guimarães, secretário-geral da autarquia lisboeta.

O senhor Laplaine é mais um daqueles boys partidários que tem feito a vida sossegadamente à conta de fidelidades político-partidárias. Tem tido a habilidade de navegar entre o CDS e o PS, quase sem se dar por ele. Foi um apagado assessor do Presidente da República Jorge Sampaio e chegou à CML na sequência desse brilhante desempenho. Sabemos bem como um assessor fiel nunca fica desempregado.

A CML está carregada desse tipo de gente, uns mais competentes que outros, todos boys partidários, jogadores mais ou menos habilidosos de mikado. Fernando Medina que se cuide. Por mais boys socialistas que o rodeiem, não deixa de estar rodeado de inimigos políticos.