O infantilismo na política

Lenine escreveu, a 12 de Dezembro de 1920, que “o esquerdismo é a doença infantil do comunismo”. A verdade é que, se entendermos “esquerdismo” como “radicalismo”, a frase pode ser adaptada para todas as ideologias.

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O radicalismo, como todos os facciosismos, é sempre sinónimo de imaturidade, infantilismo e pouca inteligência. Todos os dias nos deparamos com situações absurdas de gente a defender, obviamente sem argumentos válidos, as mais absurdas ideias unicamente “porque sim”. Qualquer discussão sobre futebol, por exemplo, é, disso, exemplo acabado.

O clubismo sobrepõe-se a qualquer tipo de racionalidade até porque o cérebro (?) se recusa a considerar o que os olhos registam, desde que as imagens não venham de encontro às ideias e aos gostos de cada um.

Mas, regressando à política, o facciosismo e o radicalismo conseguem levar gente, que pensávamos inteligente, a tomar atitudes incompreensíveis e inaceitáveis. Em altura de eleições, obviamente, o grau de imbecilidade aumenta substancialmente.

Fazem-se as acusações mais torpes, insulta-se do modo mais soez, mente-se descarada e convictamente, inventa-se para além do que a imaginação mais fértil poderia conceber. E tudo sabendo-se, antecipadamente, que os resultados serão, sempre, péssimos.

Diz-se, com frequência, que o Povo Português é politicamente ignorante e que aceitará qualquer promessa que lhe queiram vender ou acreditará em qualquer aldrabice que lhe possam impingir. Claro que haverá quem se deixe influenciar mas, no fim da contagem dos votos, indubitavelmente, aqueles que se tentam impor com base em ataques pessoais, na maior parte das vezes reconhecidamente falsos, ficarão pelos 1 ou 2 por cento. Mais ou menos a percentagem de imbecis que se espalham pelo mundo.

Nas eleições autárquicas, por exemplo, é incompreensível que munícipes de quem não se conhecia uma crítica, um reparo, uma chamada de atenção, apareçam, em épocas de campanha, com discursos derrotistas criticando todas as decisões do Executivo.

O volume de críticas infundadas e insultuosas aumenta, como seria de esperar, na proporção da falta de conhecimentos e da imaturidade dos candidatos. Confirmando o infantilismo de que venho falando.

Querer subir com base na destruição dos adversários (que consideram “inimigos”), sem olhar a meios nem ao respeito pela verdade ou pelo bom nome destes, é vulgar, principalmente nos candidatos mais jovens ou “estreantes”. Mas, infelizmente, também acontece com cinquentões e sexagenários (de idade real que não intelectual).

É o país que temos…

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