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Provedor do Animal

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O Provedor do Animal vai tomar conta das condições de vida e morte de um número calculado de 2,5 milhões de animais de companhia e de 60 milhões de animais de explorações pecuárias.

O Governo aprovou em conselho de ministros o diploma que cria esse órgão de defesa do bem-estar animal e o Presidente da República promulgou agora esse diploma.

Marcelo (que não consta ter qualquer animal de companhia) tem dúvidas da viabilidade da função que cabe ao Provedor do Animal, não só pelo número de animais mas, talvez, também, pela tutela bicéfala atribuída que é a do Ministério do Ambiente e do Ministério da Agricultura.

E Marcelo tem razão em duvidar, não demorarão a surgir conflitos tripartidos de interesses entre os dois ministérios e a pessoa que representar a função de Provedor do Animal.

No site da Presidência, o anúncio da promulgação vem com uma nota que transcrevemos na íntegra: “Embora pareça particularmente difícil assegurar uma função cobrindo, por um lado, cerca 2,5 milhões de animais de companhia e, por outro, mais de 60 milhões de animais em exploração pecuária e outras atividades e notando que a solução encontrada é diversa da consagrada relativamente à autonomização do bem-estar dos animais de companhia, atendendo a que é a solução adotada por alguns Estados-Membros da União Europeia e, entre nós, pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e que fica consagrada a dupla tutela dos Ministérios do Ambiente e da Ação Climática e da Agricultura, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que institui o Provedor do Animal com a missão de garantir a defesa e a promoção do bem-estar animal.”

“Morte e Vida Severina”

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“Morte e Vida Severina” é o título de um poema, de um livro, de uma música, de uma história comum a milhões e milhões de pessoas em todas as latitudes. O poema foi escrito por João Cabral Neto, a música é de Chico Buarque, a história é da Humanidade.

“Morte e Vida Severina” também é teatro, desenho e filme. Foi como peça de teatro que teve maior reconhecimento internacional, numa peça encenada por Roberto Freire. O filme que passou nos cinemas é de Zelito Viana. O desenho é do cartoonista Miguel Falcão. E foi a partir destes desenhos que se fez a animação que, só no Youtube, já foi vista por mais de 1 milhão de pessoas.

Não queira ser o último…

Seis tiros, esperamos Justiça para Bruno Candé

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Bruno Candé, assassinado por Evaristo Martinho

Terminou ontem o julgamento de Evaristo Martinho, o homem que há cerca de um ano matou a sangue frio e à queima roupa o ator Bruno Candé, em plena via pública, em Moscavide. Nas alegações finais o Ministério Público considerou provada a motivação por ódio racial e que arguido é um perigo para a sociedade, apesar da sua idade.

A pena máxima para o crime de homicídio qualificado, agravado, que o Ministério Pública imputa ao assassino é de 25 anos de cadeia. O tribunal decidirá qual a pena a aplicar, mas dificilmente andará longe desse máximo, porque Evaristo cometeu um crime sem justificação e de forma premeditada, o assassino não se cansou de dizer que ia matar um preto e, depois de ter consumado o crime, disse alto e bom som que estava preso por ter morto um preto.

Nas alegações finais, a procuradora do Ministério Público considerou que Evaristo Marinho, reformado de 76 anos, “deverá ser condenado a uma pena não inferior a 22 anos de prisão”, ressalvando que “ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém”.

“Tratou-se de premeditação”, “o senhor Evaristo já ia munido com uma arma de fogo”, “a arma já vinha com a munição na câmara”, foram frases proferidas pela procuradora no ato de acusação.

De acordo com o Ministério Público, os “factos são extremamente graves”, adiantando que o arguido tirou a vida de Bruno Candé “de uma forma fria”. Para a Procuradora, ficou demonstrado que crime aconteceu devido a motivos de caráter “fútil”, “de origem étnica”.

“A motivação é fútil e torpe. Não havia qualquer justificação para nenhuma discussão. O ódio racial resulta demonstrado pelas palavras que foram ditas a Bruno Candé”, disse, salientando que “foram corroborados pelas perícias”.

No início desta última sessão, o coletivo de juízas reforçou que não foi detetada “doença mental” ao arguido, depois de se terem realizado perícias psiquiátricas.

No tribunal, a irmã de Bruno, Olga, disse esperar “que isto acabe para que possamos continuar a viver”, porque enquanto a Justiça não for feita, tudo está em suspenso desde 25 de julho do ano passado, quando Bruno foi fuzilado por um racista.

A leitura do acórdão está marcada para o dia 28 de junho, às 11:00, Tribunal de Loures.

Secretas zangadas com a Câmara de Lisboa

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Adélio Neiva da Cruz, o chefão do SIS, terá recebido telefonemas dos seus colegas de outros países. Da Grã-Bretanha, por exemplo, que tudo faz para proteger os dissidentes russos. Muitas vezes sem sucesso. De Navalni a Markov.

Aliás, Rússia procede do mesmo modo com os dissidentes ocidentais, como Eduard Snowden , que revelou que andamos todos sob escuta e conseguiu depois abrigo em Moscovo.  

Existe um acordo de cavalheiros na comunidade das informações mundial para que as coisas não caiam no absurdo. E, por isso, estranhou-se que a Câmara de Lisboa se metesse nestas cavalarias altas.

O ex-espião Jorge Silva Carvalho, autor do livro «Ao Serviço de Portugal», deitou água na fervura, ao revelar que os russos têm humor e até contam as melhores piadas.

Jorge Silva Carvalho foi a pedra mais importante na mudança de instalações do Serviço de Informações e Segurança (SIS) da Avenida Alexandre Herculano para o Forte do Lumiar. Onde agora está sentado ao comando Adélio Neiva da Cruz .

Silva Carvalho conhece o embaixador Mikhail Kamynin, que garantiu não ter transmitido os dados a Moscovo. As informações terão sido desprezadas, porque tudo tem regras. Para que todos possam continuar nos seus papéis a jogar as cartadas.

A verdade sobre a falência da Ongoing, segundo Rafael Mora

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Devem estar a chegar ao fim os trabalhos da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução… os deputados têm interrogado toda a gente que decidiram chamar a prestar esclarecimentos. Há quem diga que os trabalhos desta comissão não serviram para nada, mas é mentira. Iremos ter novidades daqui a algum tempo.

Para quem não é especialista na matéria, as audições mais interessantes têm sido as dos chamados grandes devedores, os que levantaram dinheiro do BES às centenas de milhões de euros e não pagaram.

Quando a Ongoing faliu deixou uma dívida bancária superior a mil milhões de euros. Mil e cem milhões de euros, rezam as crónicas. Cerca de metade dessa dívida ficou a alargar o buraco do BES e o restante no rol dos calotes suportados por outros bancos, casos do Millenium BCP e Caixa Geral de Depósitos.

Mas houve também outras histórias giras e hoje eu chamo a vossa atenção para o que disse Rafael Mora, membro do conselho de administração da Ongoing e sócio de Nuno Vasconcelos noutras empresas e sócio de sócios de Nuno Vasconcelos noutros negócios.

O que é dito neste vídeo não me surpreende. O famoso instinto de matador de Francisco Pinto Balsemão ficou mais uma vez provado com este testemunho. Não foram os mil milhões de dívida bancária que determinaram a falência da Ongoing, foi uma guerrinha de poder com o padrinho Pinto Balsemão.

Noah

A verdade sobre o que se passou, os sustos que teve, os perigos que correu, só mesmo ele poderá contar, um dia. A polícia procura desvendar a verdade sobre o que se passou durante as 35 horas em que Noah esteve desaparecido e andou quilómetros a fio por caminhos florestais.

Há os que não acreditam que o miúdo com apenas 2 anos e meio tenha andado tanto sozinho. Garantem mesmo que ou a criança é fisicamente super dotada ou alguém esteve com ele. Não sabemos. Mas a Marinha Portuguesa já se perfilou para o receber nas suas fileiras.

O país emocionou-se e festejou com a sorte do miúdo. Um uff em uníssono que se ouviu nos antípodas…

Dizem que sai a um avô já falecido que teve fama de maluco e aventureiro. Veremos o que Noah nos reserva para o futuro. Para já, oferecemos-lhe o cartoon desenhado pelo Hélder Dias.

Medina corta cabeça de funcionário

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O presidente Medina veio dar o peito às perguntas dos jornalistas. Até porque está na calha para primeiro-ministro. Ele já tem ciclovias para se coçar. E quer continuar o seu caminho para a chefia do Governo sem escolhos. 

Foi assim com Jorge Sampaio, que subiu à presidência da República, e António Costa, que lá chegará.

Medina averiguou e descobriu situações políticas melindrosas entregues a simples funcionários administrativos. A culpa do clamoroso erro Russiagate tem nome. É gestor de dados da Câmara Municipal de Lisboa. 

Medina marcou pontos. Falta-lhe agora o caminho para a popularidade atravancado de ciclovias, que nem aos lisboetas agradam. 

É provável que o Russiagate faça renascer um Medina de mangas arregaçadas. Um presidente que saiba receber críticas e transformá-las em sucessos.

Medina assume ser o Shelltox

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Já não bastavam as medidas restritivas que Medina & Companhia têm vindo a impor à força
através de cortes de ruas, ciclovias, obras sem fim, obras intermitentes, uma nova ordem urbana que transformou Lisboa numa cidade Lego para propaganda política e gáudio de fanáticos que consideram as cidades uma aberração ecológica.
E se agora a cidade fica mais uma vez entregue ao abandono, à restrição social, ao medo, em nome da saúde pública, tal facto deve-se ao autarca chefe que desvalorizou o controle sanitário a favor da festa do futebol.
Lisboa tem vivido nas últimas semanas num total forrobodó com esplanadas abertas e cheias de gente ao molhe e sem máscaras, onde a possibilidade de contágio pelo covid tem toda a possibilidade de acontecer. Confundiu-se liberdade com falta de higiene.


A cidade que importa mão de obra estrangeira, e que tem uma comunidade alargada e diversificada de gente oriunda de vários destinos, devia ser mais prudente e eficaz nas medidas a implementar contra a pandemia.
O Sr. Medina prefere antes o espectáculo político, agradar a todos que possam contribuir com o voto para a sua reeleição possível, dada a incompetência total da oposição, começando no sr. Moedas e acabando nos pândegos da Iniciativa Liberal.


A partir de agora, vai cair no esquecimento a história da delação dos burocratas que enviaram para Putin os nomes de uns rapazes contestatários, o aquecedor a óleo em formato gigante que passou a fazer parte da fachada principal do Palácio da Ajuda vai tornar-se numa obra
minimalista, e os milhares de Lisboetas que dormem com os carros no quarto bem vão poder reclamar os lugares de estacionamento que tinham, pois Medina vai surgir como o Superbombeiro que feito Shelltox vai matar até se fartar do bicho de coroa.


Marcelo tinha razão na prudência de regressarmos ao confinamento histérico. Costa viu aqui uma boa oportunidade para enfrentar o PR.
O país, Lisboa, não aguentam mais o Estado de Sítio. Os cidadãos precisam de respirar a vida, e a Lisboa que está a ser sitiada em nome do vírus, está cansada de tanto laboratório político.
A seguir, Medina vai proibir a circulação automóvel aos fins de semana, para que os turistas de pé descalço possam calcorrear a cidade de chanatos nos pés, enquanto os lisboetas ficam barricados no silêncio imposto, ou melhor: na taxa do confinamento

Desconfinamento não está a resultar

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Apesar da vacinação e dos avisos para a contenção, a verdade é que os números da pandemia estão a remontar e o Governo decidiu medidas mais restritivas, no sentido de tentar conter os contágios na Área Metropolitana de Lisboa. Este fim-de-semana estão proibidas entradas e saídas na Área Metropolitana de Lisboa.

Há 1233 novos casos de covid-19 em Portugal, revela o boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde, e há ainda duas mortes a assinalar.

Nos hospitais estão 364 doentes internados (mais 13 que ontem) e nos cuidados intensivos estão 88 doentes (mais 5).

O Rt está em 1,12 na globalidade do território nacional e 1,13 no continente: em ambos os casos, são os valores mais altos registados desde 15 de março.

Lisboa e Vale do Tejo somou 804 novos casos esta quinta-feira, o que representa 65,1% do total nacional. A região é assim, pelo 18.º dia consecutivo, responsável por mais de metade dos novos casos identificados pelas autoridades de saúde locais. Dos dois óbitos que constam no boletim da DGS, um ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo, enquanto a outra morte relacionada com a covid-19 foi registada a Norte.

Quanto à proibição de entradas e saídas da Área Metropolitana de Lisboa, a decisão vale a partir das das 15h00 desta sexta-feira, 18 de junho.

A ministra Vieira da Silva justificou a decisão como um modo de tentar impedir que o contágio que grassa nos concelhos da AML possa extravasar para outras zonas do país. Mas não se percebe muito bem porque motivo só o fim-de-semana é considerado como mais propício ao contágio.

A AML engloba 18 municípios: Alcochete, Almada, Barreiro, Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sintra, Sesimbra, Setúbal e Vila Franca de Xira.

A importância do zero à esquerda da vírgula

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No Tribunal Constitucional não existe nenhuma justificação sobre a proveniência de 5 milhões e seiscentos mil euros em depósitos bancários em nome de Basílio Horta. A existência dessa fortuna foi omitida nas declarações de património e rendimentos que o autarca de Sintra depositou, por força da Lei, no Tribunal Constitucional nos anos de 2010 e 2011.

Depois da denúncia, Basílio Horta enviou uma carta ao Tribunal Constitucional, onde afirmou, na terceira pessoa do singular, que “nas diversas declarações de rendimentos e património apresentadas junto desse venerante tribunal, sempre teve a devida preocupação tendente a expor de forma assertiva e clara os seus rendimentos e património”,  mas que, ainda assim, “as declarações de 2010 e 2011 encerram um manifesto lapso no que concerne ao valor de um dos depósitos”, pretendendo justificar, assim, como lapso, a diferença entre 5.600 € e 5.600.000 €. Carta assinada pelo próprio punho do autarca, com entrada registada no Tribunal Constitucional em 10 de agosto de 2017.

Num segundo documento sobre o mesmo assunto, uma semana depois, Basílio já dizia que o “lapso” afinal era “erro material”. Provavelmente, quer dizer o mesmo. É como quem diz, enganei-me.

Quanto à proveniência do dinheiro (que é o que realmente interessa saber), nada consta na pasta “Basílio Horta” no Tribunal Constitucional. Se o juiz conselheiro que preside ao Tribunal Constitucional recebeu alguma justificação, terá sido em conversa pé-de-orelha. Por escrito, nada consta, tanto quanto nos foi dado a verificar.

Questionado sobre este assunto, o Tribunal Constitucional, através do gabinete de imprensa, respondeu que “a responsabilidade da verificação do conteúdo material das DPRs é, ao abrigo do regime transitoriamente em vigor, do Ministério Público.”

Endereçámos as mesmas questões ao Ministério Público, mas enquanto os esclarecimentos não chegam lembramos que foram publicadas notícias que asseguravam que “Basílio Horta teve de ir ao Tribunal Constitucional, a pedido do Ministério Público junto daquele tribunal superior, para explicar a origem de 6,5 milhões de euros que declarou ter em três depósitos bancários a prazo” (escreveu o Jornal de Negócios em 21 de fevereiro de 2018). Mas se foi explicar, não deixou nada escrito, o que não nos parece bem, digamos assim.

A sabedoria popular diz que “todos somos iguais perante a Lei, mas há uns mais iguais que outros”. E, de facto, de acordo com a lei do Controlo Público da Riqueza dos titulares de cargos políticos, o artigo 3º, referente ao incumprimento estabelece que “quem fizer declaração falsa incorre nas sanções previstas no número anterior e é punido pelo crime de falsas declarações, nos termos da lei.” A mesma lei estabelece a perda de mandato, nos casos de incumprimento culposo.

A questão é que para se chegar a uma conclusão, qualquer que ela seja, é preciso investigar. E o argumento de que se tratou de um “lapso” não deveria ser suficiente.