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CASA PARA TODOS

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30 de setembro foi dia de protesto contra a falta de habitação. Não houve apenas uma manifestação, foram mais de vinte, de norte a sul do país.

O protesto reuniu milhares de pessoas, mobilizou muitos ativistas, congregou esforços individuais e de grupos associativos, gente empenhada nesta luta por uma vida digna para todos.

Depois da manifestação, sobraram a esperança, a certeza de que a luta continua e os materiais produzidos para apelar à participação e para a “decoração” das diferentes manifestações. Cartazes com apelos, chavões, palavras de ordem.

Em vez de irem para o lixo, duas das associações que organizaram o dia de luta decidiram expor esses cartazes, na maioria dos casos obras gráficas de ilustradores conceituados. E assim, numa parceria Casa da Esquina e Chão das Lutas, nasceu a exposição denominada “Ilustradores pelo Direito à Habitação”, em exposição no muro da Casa da Esquina, até final de outubro.

A Casa da Esquina é uma associação cultural que alberga artistas, promove debates, formações e residências artísticas desde 2008, quando ocupou o edifício.

Alain Corbel, Alice Geirinhas, Nuno Saraiva, Cristina Sampaio, André Carrilho, Mantraste, Nicolau, Catarina Sobral, Daniela Viçoso, Sofia Morais e Luís Henriques são alguns dos artistas que assinam os trabalhos expostos.

A Casa da Esquina situa-se na esquina da rua Aires de Campos com a Rua Fernando Melo, em Coimbra.

A QUESTÃO É TER O MONOPÓLIO DO TERROR

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Ao suspender todos os programas de apoio aos palestinianos, a União Europeia está a penalizar o povo e não o movimento político radical que diz pretender combater, o Hamas.

Ao fazer isto, volta a fechar os olhos a todas as atrocidades exercidas sobre os palestinianos, passadas e futuras. Paradoxalmente, legitima as agressões do Hamas à população civil israelita, que vê em cada judeu um soldado opressor e ocupante da Palestina.

O anúncio da suspensão dos programas humanitários na Palestina foi feito por um senhor que ninguém conhece. Chama-se Oliver Varhelyi.

Oliver é comissário europeu. Alguém o escolheu para esse desempenho, ninguém votou nele. Quando as políticas europeias estão na mão de um grupo de pessoas cooptadas por critério esconsos, alguma coisa vai mal.

Logo ontem, Ursula von der Leyen abençoou a vingança israelita. Escreveu ela que “os terroristas do Hamas atacaram o coração de Israel, capturando e matando mulheres e crianças inocentes. Israel tem o direito de se defender – hoje e nos próximos dias. A União Europeia está ao lado de Israel.”

Poucas vozes se levantaram contra esta declaração. Mas houve quem o tivesse feito. A eurodeputada Clare Daly não se coibiu de criticar a presidente da Comissão Europeia.

Os palestinianos estão numa guerra que não pediram. Ao longo de 75 anos, o mundo tolerou quase tudo aos israelitas e reprimiu quase tudo aos palestinianos. A radicalização da luta deriva da ausência de esperança. O ataque do Hamas foi brutal, sim. Na mesma medida que tem sido a repressão de Israel, sim.

imagem ilustrativa de artigo publicado em 4 de março de 2022

“A minha cabeça é um troféu que a morte quer”

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Não tenho ideia nenhuma por que razão me não apercebi do seu falecimento e pesa-me não ter prestado, na devida altura, a necessária homenagem ao Amigo e ao Poeta, a quem devemos, como, na ocasião, foi devidamente salientado, poemas eternos como «Lisboa, menina e moça» e «Amélia dos olhos doces».

Por várias vezes tive ensejo de ir a casa de Joaquim Pessoa, em Porto Salvo, quando se pensou ser obrigatório dar a conhecer a grande colecção de antiguidades que fora ajuntando ao longo da vida. Na convicção de que a maior parte delas eram autênticas – e, se não autênticas, da época a que poderiam remontar, eram, sem dúvida, autênticas obras de arte – comprara-as, evitando assim que fossem para o estrangeiro, donde amiúde lhe vinham, aliás, chorudas propostas de aquisição.

Sublinhou-me insistentemente este aspecto e, por isso, arrisquei a propor que publicamente se expusessem, a fim de provocar a discussão aberta, pesarem-se prós e contras (como sói dizer-se) e, se possível, de uma vez por todas, a comunidade científica (arqueológica) pudesse dizer de sua justiça.

E quando lhe perguntei, em Abril de 2021, por que razão essa exposição seria importante, não hesitou:

«Penso aquilo que a minha mulher, detentora actual deste núcleo igualmente pensa: é uma forma de dar a possibilidade justa de cumprir um desígnio, mostrando pela primeira vez algo que o público de outra não teria possibilidade de conhecer. É tornar dos outros o que até aqui foi apenas nosso. E também uma homenagem merecida aos artesãos nossos antepassados que nestes objectos deixaram, para além da canseira, o seu tempo, o seu talento, a sua criatividade e uma deliciosa transposição do passado para o futuro».

O intento gorou-se, por duas dificuldades: questões de segurança e elevado custo do seguro. Tive pena e ficou aprazado que voltaríamos a tomar um café, ou dois, ou três, até que houvesse luz ao fundo do túnel. Fomos adiando, ora por um motivo, ora por outro, e Joaquim Pessoa partiu, decerto pesaroso por se não ter logrado um dos seus desideratos. Peço-lhe desculpa por não ter sido mais diligente. Recordo, que nesse Abril, lhe perguntei ainda:

– Como gostaria de ser recordado pelos vindouros?

– Caríssimo Professor, os vindouros não me conhecerão nunca, apenas conhecerão a minha obra, que é tudo o que pude e soube dar aos outros. Essa obra é deles. Julguem-na, e estarão a julgar-me, porque a minha obra sou eu e, se alguma diferença houver para melhor, ela será sempre a favor da Obra, não do Homem.

Folheio de novo Ano Comum, de 2011, o exemplar que tenho com mui fraterna dedicatória.

«Dia 176: No altíssimo de ti, serás humilde. Porque não há na vida muitas coisas justas».

«Dia 220. A minha cabeça é um troféu que a morte quer. […] Um dia alguma coisa falhará e o encontro de frente será inevitável. Espero estar a adormecer ou a beber cerveja, ou mesmo a ver atentamente um daqueles programas repletos de dunas e de árvores muito brancas, filhas de uma floresta de dias esquecidos, os mesmos que se vão acumulando nas ruínas do tempo».

Agarrei neste dois dias aleatoriamente. E assustou-me a vontade de voltar a reflectir sobre cada um dos 365. E acabei por fixar-me no poema final, do Dia 365:

«Termina o ano comum.
Termina o ano como
um outro qualquer. Amei
cada um dos dias que
gastei. E gostei de os
gastar. De os gostar.
E degustei as horas, as
semanas, os meses»

E, por ora, fiquei por aqui – pela vontade, também, de continuar a degustar as horas, as semanas, os meses… Como se devem degustar. Como é imprescindível degustar.

Bem hajas, Joaquim. Descansa em paz!

MAIS UMA RUA SEM TRÂNSITO NA BAIXA DE LISBOA

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A rua da Prata, na Baixa de Lisboa, vai ficar quase só para peões. Poderão circular os elétricos da Carris, trotinetas e bicicletas, apenas. A decisão é da autarquia e agrada aos lojistas. À semelhança do que acontece na rua do lado, a rua Augusta, o comércio só tem a ganhar com o afastamento do trânsito automóvel. Os carros passam, mas como não podem parar, o que deixam é fumo dos escapes e mais nada.

Agora, dedicada aos peões, é previsível que os turistas e a animação de rua tomem conta do espaço. Há muitas lojas fechadas, mas acredita-se que irão reabrindo à medida que se criarem condições para montar algumas esplanadas.

A rua da Prata tem sofrido nos últimos meses. Há quase um ano que está esventrada, por causa das obras de um coletor para as águas da chuva. Assim que as obras estiverem concluídas, a rua será pavimentada já com o propósito de se destinar apenas ao movimento pedonal. Claro que estará salvaguardada a necessidade de reabastecimento do comércio, mas o regulamento há de ser idêntico ao de outras ruas pedonais da cidade.

OS DEUSES e o rio Vouga

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O que se passa no quotidiano de cada um, nos aspectos corriqueiros da vida – e aí está a frase a dar-nos o imprescindível alento – também é passível de acontecer no dia-a-dia do investigador. De vez em quando, sucede que se persegue durante anos a explicação para um fenómeno, dúvidas ajuntam-se a dúvidas, acaloradas discussões se levantam e não há meio de se chegar a uma conclusão; e depois, de um momento para o outro, como que por magia, tudo fica esclarecido!

Quando, pelos finais de Novembro do ano passado, demos conta de que nos parecera ter encontrado explicação para as ténues letras subsistentes num pequeno altar romano com que nos deparáramos, proveniente do Castro de Goujoim, União de Freguesias de Arícera e Goujoim, concelho de Armamar, mal queríamos acreditar que, na verdade, se confirmava assim que o rio Vouga fora considerado uma divindade pelos Romanos. O nome do rio era Vacus ou Vacua (segundo outras versões literárias antigas), e o que se lia na pedra era, em nosso entender, Vaco,  ou seja, em português, «a Vaco».

A proposta foi acolhida entre o mundo científico com a natural cautela, houve latentes objecções. Não porque se duvidasse que já nesses tempos antigos ao rio Vouga  – mormente por desaguar naquela enorme e linda ria e largamente irrigasse a sua bacia hidrográfica – se pudesse ter atribuído um génio divino (como, aliás, era hábito entre os Romanos), mas porque essa palavra também aparecera noutras zonas do território peninsular, afastadas desse rio.

Carecia-se, porventura, de mais alguns dados para que a nossa opinião se consolidasse e merecesse mais apoio. E esses dados – mesmo sem expressamente os procurarmos – acabaram por surgir.

Nelson Oliveira, que reside na Rua do Casal, em Queimada – bem haja, amigo, pela gentileza da comunicação! – encontrou, há cerca de 25 anos, aquando da demolição de uma casa na povoação de Queimada, na bifurcação da Rua do Casal, Avenida da Calçada e Rua Dr. António Gomes Teixeira, o pequeno altar de que ora damos conhecimento.

topo do altar encontrado na aldeia de Queimada

É de granito de grão fino, mede de altura 37,5 cm, de largura 24,5 e de espessura média: 18,5. No capitel, como já se vira no altar de Goujoim – e deve ressaltar-se a semelhança, a sugerir que os dois monumentos podem ter saído da mesma oficina –, foi delineado o fóculo, ou seja, o espaço côncavo onde se poderiam queimar essências em honra da divindade.

topo do altar encontrado em Goujoim

A inscrição está, como se vê, muito delida, em consequência dos muitos séculos que por ela mui descuidadamente passaram; no entanto, cremos não haver dificuldade em ler, na 1ª linha, VACO; na 2ª, o nome da dedicante, AVITA; na 3ª, VOTO.

o altar de Queimada

Palavras latinas que, vertidas para português, significam que uma senhora de nome Avita, ao mandar esculpir este pequeno altar, estava a cumprir uma promessa (um voto) que fizera à divindade Vaco.

A divinização da Natureza (rios, fontes, montanhas, o oceano, o Sol…) era, como se sabe, corrente entre os povos antigos, pois se reconhecia que da Natureza dependia o bem-estar e a vida. Hoje, também se reconhece. A diferença está em que, na actualidade, destrói-se; antigamente… venerava-se!

Artigo em co-autoria com José Carlos Santos

COMBATE AMBIENTALISTA, um teatro de urgências

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Ecologistas ingleses dão o exemplo. Quase todas as semanas promovem ações de grande impacto social. Interrompem o trânsito em ruas de grande movimento nas principais cidades,  pintam as fachadas de grandes empresas notoriamente poluidoras, borram a pintura de conhecidas obras de arte, são uma espécie de diabos à solta que a polícia prende e leva a tribunal com frequência.

A mais recente ação foi no palco do teatro londrino Sondheim, interromperam o musical Les Miserables, peça teatral baseada no romance de Victor Hugo, publicado em 1862. Lá por ter sido escrita há mais de 160 anos, a história não perdeu atualidade.

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Os ativistas Just Stop Oil tornaram-se radicais porque todas as outras tentativas de mudar o rumo dos acontecimentos falharam. É urgente mudar o paradigma do desenvolvimento, acabar com a extração de hidrocarbonetos, deixar de poluir, cuidar do planeta. É o que estas pessoas nos estão a dizer. #juststopoil

MATOU DOIS MOTARDS E NÃO VAI PARA A CADEIA

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O Tribunal de Penafiel condenou um homem de 27 anos a quatro anos e sete meses de pena suspensa por ter matado dois homens e ferido outro com gravidade num acidente em abril de 2019. Além disso, está proibido de conduzir por 16 meses. As famílias das vítimas queriam mais. O sobrevivente desse acidente queria mais. O homem conduzia embriagado a 102 quilómetros por hora, numa via onde a velocidade máxima é 50.

O acidente causou três vítimas, duas morreram e um terceiro ficou em estado grave. Eram três motards que realizavam um passeio de fim-de-semana, quando Pedro Magalhães saiu de uma curva fora-de-mão e os “passou a ferro”. Chamada a GNR, o teste de alcoolemia foi elucidativo.

O tribunal alegou que o Magalhães não tinha antecedentes criminais, era jovem e  pediu desculpa. Pelos vistos, é o suficiente, para alguém que matou duas pessoas e provocou graves ferimentos numa outra, se livrar da cadeia. O réu foi apenas condenado a pena suspensa, uma multa de 5 mil euros, inibição e conduzir durante uns meses.

Os que morreram e o que ficou com sequelas para a vida, também eram bons rapazes, igualmente jovens e nunca antes tinham tido problemas com a justiça. Mas foram eles os mais castigados.

ARQUEOLOGIA ‘ACIDENTAL’

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A história é referida por António Carlos Silva no livro Memórias das Pedras Talhas, a que o autor houve por bem dar o subtítulo «Fragmentos na vida de um arqueólogo acidental».

‘Acidental’, diz ele, porque acha ter sido «por acidente» que, um dia, se encarreirou pelas lides das escavações pré-históricas. Confessa-se incréu e essa é a justificação por lhe parecer que terá sido o acaso a indicar-lhe tal caminho. Não foi, bem no sei eu; mas isso é outra conversa, na medida em que é, a todos os títulos, notável trabalho levado a cabo por António Carlos Silva. Fez parte, por exemplo, da equipa que, nos primórdios da década de 70, mui corajosamente, se prontificou a efectuar, pioneiramente, o levantamento das gravuras rupestres do vale do Tejo que iam ficar submersas pelas águas da barragem de Fratel, a famosa «Geração Tejo». A esse trabalho de campo se seguiria toda a actividade burocrática que, após a superintendência, no quadro da EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, S. A.), de todas as intervenções arqueológicas na vastíssima área que as águas do Alqueva iam inundar. E, nos últimos tempos, antes da aposentação em 2017, no âmbito da moribunda Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

Lembrou-se de ir anotando, no blogue Memórias das Pedras Talhas, o que, dia a dia, lhe merecia reflexão. Vive «há mais de um quarto de século» no Monte das Pedras, em Guadalupe, freguesia dos arredores de Évora, vizinha do conhecido e classificado cromeleque dos Almendres. Merece, pois, para já, dar-se a conhecer por que razão o monte se chama assim e o blogue «das pedras talhas».

Estava o arqueólogo Henrique Leonor de Pina a dirigir, em 1964, a escavação dum outro monumento arqueológico classificado, a chamada Anta Grande do Zambujeiro, ao pé de Évora, quando…

Ora demos a palavra a Galopim de Carvalho, que, a 20 de Maio de 2018, evocando a memória desse arqueólogo, é quem contou a história, que  António Carlos transcreve na p. 398 do seu livro:

Dá-se-lhe o nome de cromeleque, por ser um conjunto de grandes pedras ao alto, colocadas em forma de círculo, a rodear, portanto, um espaço interior. Toda a gente já ouviu falar em Stonehenge, na Inglaterra. Pois já se designou o cromeleque dos Almendres de «o Stonehenge português». Acredita-se que a disposição espacial das pedras tem a ver com crenças e observações astronómicas desde tempos ancestrais. Por isso, os equinócios da Primavera e do Outono aí têm sido celebrados, assim como os solstícios de Inverno e de Verão. Há pedras alinhadas com o nascer do Sol nesses dias…

Cromeleque dos Almendes ao pôr do sol

Classificado como Monumento Nacional pelo decreto n.º 4/2015, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 44, de 4 de Março, o sítio merece, de facto, uma visita. Acede-se-lhe a partir da estrada Montemor-o-Novo / Évora, a cerca de 10 km de Évora. Está bem sinalizado o desvio para Guadalupe. Uma visita que vai requerer serenidade, para melhor se captar o génio que, queira-se ou não, daquele lugar inevitavelmente se desprende

capa do livro

WIKILEAKS, 17 anos depois

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Durante semanas, meses, anos, a Wikileaks foi divulgando milhões de documentos relacionados com o militarismo norte-americano e aliados, segredos da geopolítica, crimes de guerra.

O foco estava nas guerras no Iraque e Afeganistão, à época eventos recentes. Alguns dos vídeos são verdadeiramente chocantes. Retratam as circunstâncias em que militares norte-americanos matam indiscriminadamente mulheres, crianças, civis.

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Na eventualidade do YouTube dificultar o visionamento deste vídeo, podem recorrer a este link para a página Duas Linhas no Telegram.

Os jornalistas da Wikileaks não se imitavam a “escavar” documentação e a divulgar o que consideraram ser do interesse público. Eles iam aos locais entrevistar testemunhas, sobreviventes, viúvas e órfãos. Deram nomes às vítimas.

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Os EUA acusaram Assange de espionagem e querem-no atrás das grades para sempre. Estão a consegui-lo. Assange está detido há anos numa prisão de alta segurança inglesa, onde aguarda pela decisão sobre a sua extradição.  

Os que lutam por ele são considerados extremistas ou esquerdistas, numa mistura de conceitos com que se pretende desacreditar a palavra dos que pedem a libertação de Assange.

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Na eventualidade do YouTube dificultar o visionamento deste vídeo, podem recorrer a este link para a página Duas Linhas no Telegram.

A declaração na íntegra da eurodeputada Clare Daly pode ser vista no Twitter.

Antes de ser um proscrito da lei dos EUA, Assange recebeu vários prémios de jornalismo e de direitos humanos, as informações obtidas pelo Wikileaks foram partilhadas por jornais como, por exemplo, o El País, o Le Monde, o Der Spiegel, o Guardian ou o New York Times. Hollywood fez filmes com esse material, os canais de televisão produziram muitos programas com essa temática. Hoje, poucos jornalistas escrevem ou falam sobre ele e, no entanto, Julian Assange continua detido.

SINTRA, UMA TENDA NO JARDIM

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