WIKILEAKS, 17 anos depois

Há 17 anos, o mundo olhava com espanto, curiosidade, horror, os segredos da atividade militar dos EUA divulgados pela Wikileaks, um consórcio de jornalistas de diferentes origens liderado pelo australiano Julian Assange.

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Durante semanas, meses, anos, a Wikileaks foi divulgando milhões de documentos relacionados com o militarismo norte-americano e aliados, segredos da geopolítica, crimes de guerra.

O foco estava nas guerras no Iraque e Afeganistão, à época eventos recentes. Alguns dos vídeos são verdadeiramente chocantes. Retratam as circunstâncias em que militares norte-americanos matam indiscriminadamente mulheres, crianças, civis.

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Na eventualidade do YouTube dificultar o visionamento deste vídeo, podem recorrer a este link para a página Duas Linhas no Telegram.

Os jornalistas da Wikileaks não se imitavam a “escavar” documentação e a divulgar o que consideraram ser do interesse público. Eles iam aos locais entrevistar testemunhas, sobreviventes, viúvas e órfãos. Deram nomes às vítimas.

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Os EUA acusaram Assange de espionagem e querem-no atrás das grades para sempre. Estão a consegui-lo. Assange está detido há anos numa prisão de alta segurança inglesa, onde aguarda pela decisão sobre a sua extradição.  

Os que lutam por ele são considerados extremistas ou esquerdistas, numa mistura de conceitos com que se pretende desacreditar a palavra dos que pedem a libertação de Assange.

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A declaração na íntegra da eurodeputada Clare Daly pode ser vista no Twitter.

Antes de ser um proscrito da lei dos EUA, Assange recebeu vários prémios de jornalismo e de direitos humanos, as informações obtidas pelo Wikileaks foram partilhadas por jornais como, por exemplo, o El País, o Le Monde, o Der Spiegel, o Guardian ou o New York Times. Hollywood fez filmes com esse material, os canais de televisão produziram muitos programas com essa temática. Hoje, poucos jornalistas escrevem ou falam sobre ele e, no entanto, Julian Assange continua detido.

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