A QUESTÃO É TER O MONOPÓLIO DO TERROR

Anúncio feito hoje na rede social X por um comissário europeu: ficam suspensos todos os programas de ajuda humanitária à Palestina.

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Ao suspender todos os programas de apoio aos palestinianos, a União Europeia está a penalizar o povo e não o movimento político radical que diz pretender combater, o Hamas.

Ao fazer isto, volta a fechar os olhos a todas as atrocidades exercidas sobre os palestinianos, passadas e futuras. Paradoxalmente, legitima as agressões do Hamas à população civil israelita, que vê em cada judeu um soldado opressor e ocupante da Palestina.

O anúncio da suspensão dos programas humanitários na Palestina foi feito por um senhor que ninguém conhece. Chama-se Oliver Varhelyi.

Oliver é comissário europeu. Alguém o escolheu para esse desempenho, ninguém votou nele. Quando as políticas europeias estão na mão de um grupo de pessoas cooptadas por critério esconsos, alguma coisa vai mal.

Logo ontem, Ursula von der Leyen abençoou a vingança israelita. Escreveu ela que “os terroristas do Hamas atacaram o coração de Israel, capturando e matando mulheres e crianças inocentes. Israel tem o direito de se defender – hoje e nos próximos dias. A União Europeia está ao lado de Israel.”

Poucas vozes se levantaram contra esta declaração. Mas houve quem o tivesse feito. A eurodeputada Clare Daly não se coibiu de criticar a presidente da Comissão Europeia.

Os palestinianos estão numa guerra que não pediram. Ao longo de 75 anos, o mundo tolerou quase tudo aos israelitas e reprimiu quase tudo aos palestinianos. A radicalização da luta deriva da ausência de esperança. O ataque do Hamas foi brutal, sim. Na mesma medida que tem sido a repressão de Israel, sim.

imagem ilustrativa de artigo publicado em 4 de março de 2022

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