DERRUBAR PINTO da COSTA, o desafio

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Pinto da Costa é o mais velho dinossauro do futebol português. Uma longa vida e uma longa administração de um grande clube de futebol. A importância do F.C. do Porto é enorme na cidade do Porto e em toda a região norte, mas ultrapassa fronteiras. Hoje, encontramos adeptos do clube espalhados por toda a geografia da língua portuguesa, mesmo entre pessoas que nunca puseram um pé na cidade do Porto ou, sequer, em Portugal.

Pinto da Costa chegou à Presidência do clube em 1982. Até hoje. É demasiado tempo. O uso prolongado do poder cria vícios e dificulta a sucessão. Pinto da Costa fez um clube de cidade crescer, ocupou um espaço que até então era quase monopólio de dois clubes de Lisboa, principalmente do Benfica. Mas os zum-zuns de corrupção e nepotismo são audíveis há muito tempo. As mais recentes investigações judiciais que levaram diretores do clube e um líder de claque a ficar em prisão preventiva são evidências de que alguma coisa tem de mudar. E, para mudar, Pinto da Costa deverá sair.

E, no entanto, o homem resiste a deixar que alguma coisa mude. Recandidata-se a mais um mandato. Aos 87 anos de idade, não será apenas para ficar com o nome no Guiness Book of Records.

Nestas eleições, Pinto da Costa enfrenta André Villas-Boas e Nuno Lobo. Uma oposição dividida, o que teoricamente dá vantagem ao atual Presidente. Quem quiser votar terá de ir ao Estádio do Dragão. Não há voto eletrónico, por correspondência, nem urnas nas casas do clube espalhadas pelo país e pelo mundo. O vencedor fica com tudo. Não divide nada com os candidatos que ficarem atrás dele. Não se aplica aqui o método de Hondt e não existe um parlamento onde as tendências minoritárias possam influenciar as políticas da administração.

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