O Novo Banco não pode distribuir dividendos pelos acionistas até ao final de 2021, mas os gestores podem-se aumentar despudoradamente, mesmo se o banco continua a apresentar prejuízos e a reclamar milhares de milhões de euros do orçamento do Estado.
No debate quinzenal na Assembleia da República com o primeiro-ministro, dia 20 de maio, ficámos a saber que o governo vai descontar esses aumentos nos montantes a transferir do Fundo de Resolução para o Novo banco.
Ou seja, os acionistas do banco que se entendam com os gestores que lá têm.
Sexta-feira, dia 22 de maio, é Dia Internacional da Biodiversidade, oportunidade para celebrar a Natureza e reafirmarmos a intenção de a preservar e proteger.
Para quem vive em cidades, longe dos cenários largos da planície ou da imponência das montanhas, ir ao Jardim Zoológico é uma opção.
Em Lisboa, o Zoo está a preparar atividades específicas, online, na expetativa de que as famílias se lembrem de ir visitar virtualmente os “primos” primatas e todos os outros animais que o Zoológico alberga, através do site do Jardim Zoológico.
Do mais pequeno inseto ao maior mamífero e até ao mais imponente cetáceo, o Jardim Zoológico de Lisboa está empenhado em mostrar como todos contam. Além do lançamento de uma campanha de sensibilização no site, para alertar para o problema da redução da biodiversidade mundial, o parque zoológico e botânico, que é também um importante centro de conservação, preparou três dias de atividades online gratuitas.
Calendário
Esta sexta-feira, 22 de Maio, a partir das 11.00, verá todas as suas questões sobre o rinoceronte-branco serem respondidas por um educador no canal de Youtube do Zoo.
No dia seguinte, 23 de Maio, à mesma hora, terá a oportunidade de aprender mais sobre o ocapi, um mamífero que, apesar das marcas listradas reminiscentes de zebras, pertence à mesma família das girafas. Se não conseguir ver uma destas sessões, não se preocupe: vão ficar ambas disponíveis para serem vistas e revistas em qualquer dia e a qualquer hora.
Por último, no dia 24, sessão online gratuita e interactiva, através do Zoom, com o objectivo de dar a conhecer as mais diversas estratégias de comunicação no mundo animal, das expressões faciais às vocalizações. Para participar, basta aceder à sala virtual, a partir das 11.00.
Se puder realizar uma visita presencial, melhor ainda. O Jardim Zoológico reabriu a 8 de maio, depois de dois meses de encerramento devido à pandemia covid-19
Nem o lay-off nos órgãos de comunicação social, nem os 15 milhões avançados pelo governo para pagamento de publicidade institucional vão resolver o problema das empresas de comunicação social, e dos técnicos e jornalistas que lá trabalham.
Primeiro, porque a crise é de leitores (no caso dos jornais), de telespectadores (no caso das tvs), de ouvintes (no caso das rádios) e de publicidade (no caso deles todos…) e, portanto, nem o lay-off nem os 15 milhões resolvem a crise. Quanto muito servem para ganhar algum tempo.
E se acham que estou a exagerar, reparem bem nas dívidas bancárias dessas empresas.
Por exemplo, a Impresa, que tem a SIC e o Expresso como navios-almirantes… no ano passado, a dívida líquida do grupo Impresa, a dona das marcas SIC e ‘Expresso’, subiu para 179,2 milhões de euros (mais 400 mil euros em relação a 2017).
A Cofina, do Correio da Manhã e da CMTV, deve 13 milhões e meio ao fisco e à segurança social… e, ainda assim, teve direito a receber a sua fatia do bolo dos 15 milhões, o que eu acho estranhíssimo, porque toda a gente sabe que contribuinte com dívidas não pode beneficiar de subsídios do Estado, mas enfim… Não diria que esta quantia de 13 milhões e meio é incobrável, mas tenho quase a certeza que vai ser muito difícil o estado receber esse dinheiro… mesmo se o dono da Cofina é também dono de uma das principais empresas de celulose e pasta de papel de Portugal, que é de onde lhe vem o dinheiro para estar na comunicação social…
Continuando para bingo… o último balanço da Media Capital (TVI e Rádio Comercial) mostra prejuízos de 54 milhões…
A Global Media, grupo que tem o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias, conseguiu que a banca perdoasse 80% das suas dívidas… e o termo perdoar é um artifício de linguagem quando se quer dizer que a banca deu por perdidas todas as esperanças de conseguir cobrar esse dinheiro.
Ou seja, todas essas empresas devem imenso dinheiro ao Estado, à segurança social e à banca privada, vivem de arranjinhos com os amigos banqueiros (que usam o dinheiro dos depositantes) e dos arranjinhos com os amigos da política, a trilogia do costume – empresários incompetentes, banqueiros irresponsáveis e políticos manipuladores.
No meio disto tudo, os jornalistas e demais trabalhadores são cada vez mais mal pagos, a precarização do trabalho instalou-se, nunca o ambiente laboral foi tão mau no setor como é agora…
Nos anos 80 do século XX fiz muitas reportagens sobre fecho e falências de empresas de comunicação social… o meu primeiro emprego foi num jornal que acabou por falir, era o Tribuna e pertencia ao presidente do Sporting, João Rocha.
O meu segundo emprego foi no Comércio do Porto, um jornal centenário, cheio de história, que explorava indecentemente os estagiários (trabalhei lá um ano, todos os dias, com horário definido pela hierarquia, nunca me pagaram um dia que fosse…), acabou por falir também…
Trabalho nesta área desde 1980 e pela experiência que adquiri, por aquilo que tenho visto, o serviço público de comunicação social é o único que vale a pena salvar, os privados obedecem a outros interesses e se não são sustentáveis que fechem portas… a maravilha do capitalismo é a necrofagia de que se alimenta e, portanto, sempre que um vai à falência há outro a abrir atividade na porta do lado para se aproveitar da mão-de-obra experiente e disposta a tudo para voltar a trabalhar, sempre por menos dinheiro e menos direitos laborais, é claro.
É claro que tenho pena de ver grandes marcas da comunicação social em risco de desaparecer… a TSF é um desses casos, não só por aquilo que representa na história da rádio em Portugal, mas pelo serviço que presta à comunidade… a TSF começou por ser uma cooperativa de trabalhadores, depois foi comprada e vendida sucessivamente por grupos empresariais que nunca souberam fazer a TSF crescer, transformar-se, adaptar-se aos novos tempos, os gestores nunca foram capazes de antecipar modelos de negócio, nunca arriscaram nada e apenas se limitaram sempre a reagir… a gestão medíocre da contenção de despesas, de salários baixos, da coisa pobrezinha… e o resultado está à vista, estão todos com os pés para a cova.
Depois, há o caso do jornal Público, não sei que dívidas tem, mas pertence à SONAE e portanto quem aguenta com o prejuízo do jornal é o grupo económico… e por fim temos o Observador, um projeto empresarial, tem uma matriz política de direita democrática, não conheço as contas da empresa mas parece que não aceitou a fatia que lhe cabia dos 15 milhões que o governo disponibilizou.
A SIC, a TVI, a Global Media, a Cofina, qualquer contabilista tosco vos dirá que vivem nas vascas da agonia e que sem o constante amparo do estado já há muito que teriam fechado portas…
Estas serão com toda a certeza as palavras mais lidas, as palavras mais vezes soletradas neste site que vos apresento agora.
Em duas linhas vamos dar notícias, vamos contar histórias, vamos falar da vida mesmo se, depois, as histórias, as notícias e a vida não caibam em duas linhas de texto escrito ou em duas linhas de conversa.
Podem ser também duas linhas de comboio, a prometer viagens e encontros com a gente da terra. De Lisboa a Cascais, de Lisboa a Sintra, há um Mundo, são os que aqui vivem e os seus problemas e alegrias, e são os que daqui partiram e se espalharam pelo Mundo e as experiências que vivem e as histórias que têm para contar.
O comunicado da PSP não revela nenhuma hipótese quanto às motivações das agressões que ocorreram esta noite no Lumiar, em Lisboa, apenas diz que a polícia foi se deslocou ao local pelas 22:19 por haver notícia de “alegadas agressões” entre grupos.
A PSP não refere que grupos estiveram envolvidos, mas sabe-se que se tratavam de adeptos benfiquistas que perseguiam três adeptos do Sporting. Mesmo com o campeonato nacional de futebol parado devido ao covid-19, alguns adeptos continuam entretidos com os passatempos do costume.
No final, três homens foram agredidos por um grupo de 15 pessoas, tendo dois sido transportados para o Hospital Santa Maria para receber tratamento, diz o comunicado da PSP.
De acordo com o Comando Metropolitanos de Lisboa (Cometlis), três homens, com idades entre os 20 e os 26 anos, terão sido agredidos por um grupo de cerca 15 pessoas, desconhecendo-se a sua identidade.
A PSP informa ainda que “está a desenvolver diligências no sentido de apurar a identidade dos intervenientes”.
Quando o coronavírus galgou a China, e alastrou pelo planeta, logo percebi que o mundo ocidental não tinha planos para combater uma peste há muito prevista. Preocupado com a sua rápida expansão, também nunca hesitei em defender que, em prejuízo da economia a curto prazo, a Humanidade deveria privilegiar a defesa da vida humana: limitando os contágios que afogariam os sistemas de saúde e assim ganhar tempo para instalar arsenais e testar novas armas e estratégias de combate a este terrível inimigo. Em pleno séc. XXI estava, no entanto, longe de imaginar que o caos se iria instalar em Portugal, e no mundo, perante o eclipse da classe médica. Ainda antes do confinamento já eu denunciava que era uma classe política impreparada, e dominada pelos interesses da indústria farmacêutica, quem estava a ditar regras desastrosas. Naturalmente preocupado com evidentes falhas, erros e omissões, também nunca me cansei de apontar os rumos que a ciência e a sensatez recomendavam. Defendi então que, sob um forte comando técnico, tal combate deveria centrar-se na rápida formação sanitária da população e da proteção civil, no confinamento físico e no uso obrigatório de máscaras. Não falhei uma só previsão ou recomendação mas, com as atenções centradas na construção de hospitais de campanha, ao lado de hotéis desertos, e nos testes e ventiladores que nunca faltaram, ninguém me levou a sério! País periférico e de hábitos reservados, Portugal teve, contudo, a “felicidade” de ficar para trás e, ao ver as barbas dos outros a arder, aviar “meias-receitas”. Medidas tardias e sem fio condutor, sobretudo evidenciadas nas áreas de maior risco, mas que ainda assim evitaram o temível pico e a rotura do SNS. Hoje, no momento de pôr fim a um confinamento económica e socialmente insustentável, Portugal prepara-se para reabrir. As variáveis são imensas e muito há que fazer, mas, fazendo bem e depressa, ainda podemos sonhar com a retoma. Visão talvez otimista, quando é certo que, até no Futebol, que a par da Saúde e do Turismo é dos setores que melhor funciona, o “pessoal” tarda em definir regras e se entender. Face a esta primeira vaga, de que colhemos lições, estou convencido de que o pior já passou. Os raios ultravioleta são o pior inimigo do covid-21, pelo que até acho um exagero todo o folclore atualmente montado em torno do regresso às praias, afinal estâncias a recomendar a todo o mundo. Porém, mais do que nunca, Portugal precisa hoje de mudar de vida, sem margem para cometer mais erros nas esferas política, económica e social. António Costa saiu reforçado desta crise, mas o caminho é estreito e a simples queda de Mário Centeno provocaria um terramoto político e económico de consequências inimagináveis. Terá o Primeiro-Ministro consciência, força e determinação para tornar prioritária a libertação da Administração Pública das garras das tribos político-económicas dominantes e de, urgentemente, reforçar a governação com patriotas de reconhecido mérito, político, técnico e científico? Portugal inteiro vai enfrentar, nos próximos meses, um desafio gigantesco e, com a Europa “à solta”, nem sequer temos margem para acreditar nas prometidas ajudas financeiras. É uma “fonte” por demais seca, com:
milhares de pequenos e médios agricultores e empresários em vias de falência, porque os biliões de euros de fundos europeus, do Programa 20/20, foram desviados para outros fins;
indemnização a inúmeras vítimas dos incêndios, entretanto trocada por fraudulentas aquisições e brinquedos caros;
milhares os lesados da banca, por ressarcir, envolvidos numa tenebrosa telenovela de reguladores e de ladrões;
milhares de empresas que atravessam graves dificuldades porque a Administração não cumpre prazos de pagamento;
milhões de salários e pensões, por atualizar;
estragos do Leslie ainda por reparar…
E, sobretudo, porque ninguém vai preso!… Perante uma calamidade sem precedentes, será o Primeiro-Ministro capaz de retirar as lições de um passado recente, ganhar fôlego e vencer a “tempestade perfeita” que sobre nós se abateu?
Ou será que, num “vira-o-disco-e-toca-o-mesmo”, vai continuar a acreditar que, com a velha aristocracia reinante, consegue relançar uma Nova República? Quanto a mim, e até na sequência das convulsões de ontem, não restam dúvidas que ele precisa, mesmo, de mudar de vida…
(Cândido Ferreira é médico jubilado, escritor e filiado do PS)
17 de maio é Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia e as comemorações realizaram-se um pouco por todo o Mundo, pelo menos pelo Mundo onde se praticam a Liberdade, Igualdade e a Fraternidade.
Em Portugal, o primeiro-ministro assinalou a data com uma mensagem em que salienta que uma sociedade “verdadeiramente livre” não discrimina ninguém. António Costa reafirmou a sua intenção de prosseguir políticas de combate a todas as formas de ódio.
“Uma sociedade verdadeiramente livre e tolerante é aquela que aceita todos como iguais e não discrimina ninguém. Neste Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, reafirmamos o empenho no combate a todas as formas de ódio”, escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.
A festa do Avante costuma ser em setembro, mas por causa do covid-19 a controvérsia já se instalou. Os críticos dizem ser uma irresponsabilidade manter a realização da festa, tanto mais que todos os espetáculos e festivais musicais foram proibidos. O PCP diz que a Festa do Avante não é um festival nem um espetáculo e que, sendo uma realização de caracter político, pode realizar-se desde que cumpra com as regras de segurança sanitária definidas pela DGS.
Numa conferência de imprensa, depois de uma reunião do Comité Central, o PCP reafirma que não abdica da sua festa se estiverem reunidas as condições para tal.
Um dos críticos é Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República diz que nenhuma festa partidária ou popular deve ter regras diferentes das demais, e se umas foram proibidas outras também deverão ser.
O secretário-geral do PCP contrapõe garantindo que “estamos a quatro meses da realização da festa, mas a garantia é que, tal como em outras festas anteriores, das primeiras entidades a que recorremos é sempre a Direção-Geral da Saúde para garantir as condições sanitárias na nossa Festa do Avante”, disse Jerónimo de Sousa.
Portanto, tudo depende da evolução da pandemia nos próximos meses e da avaliação que a DGS fizer sobre a perigosidade de uma grande concentração de militantes comunistas.
Casal dos Machados, freguesia do Parque das Nações, Lisboa. Grande farra pela noite fora, música alta e muita cerveja. Vizinhos incomodados com o barulho e, provavelmente, também com a imprudência, decidiram chamar a polícia.
A polícia chega e pede para a festa terminar. Cerca de 100 foliões não acataram a ordem policial. Os agentes voltaram três vezes ao mesmo local. À terceira, foram recebidos com pedradas, arremesso de garrafas e tiros, segundo reza o relatório da PSP.
Chamados os reforços policiais considerados necessários, a festa teve mesmo de acabar. No final, há três policias ligeiramente feridos e alguns estragos em viaturas policiais.
Eram 4 e 15 da manhã quando a PSP deu a ocorrência por concluída.
A PSP refere ainda que está a desenvolver diligências para proceder “à identificação dos autores dos ilícitos e vai continuar a fazer cumprir as normas sobre aglomeração de pessoas de acordo com o definido pela situação de calamidade, bem como garantir a ordem e tranquilidade pública naquele local”.
Na próxima segunda-feira já pode ir ao restaurante, sentar-se numa mesa e comer. As regras de funcionamento foram decretadas pelo governo e os restaurantes terão de se adaptar: 50% da lotação para permitir distanciamento entre mesas e clientes, utilização de máscaras pelos funcionários, higienização frequente dos equipamentos – estas são algumas das regras impostas para diminuir o perigo de contágio pelo covid-19.
De acordo com as normas e recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), os estabelecimentos terão de ser higienizados várias vezes ao dia, será obrigatório realizar a higiene das mãos à entrada e a utilização de máscara na circulação pelos espaços será sempre aconselhada, entre muitas outras medidas.
Vai ser uma revolução na restauração, muitos comportamentosa serão alterados, resta saber se a fiscalização pelo cumprimento das regras fica ao critério de cada um ou se a ASAE vai entrar em cena nestas questões.
É evidente que os restaurantes mais espaçosos terão vantagens relativamente aos mais pequenos. Cortar a lotação para metade num grande restaurante não é o mesmo que cortar para metade num espaço mais exíguo. Muitos estabelecimentos irão ter dificuldade na adaptação, provavelmente muitos não irão sobreviver.
Antes assim que continuar tudo fechado, dizem os proprietários e gestores da hotelaria, que sem apoios do governo já teriam falido na grande maioria. O serviço de take-away não chega para alimentar o negócio e manter os postos de trabalho, o lay-off não se poderá prolongar eternamente, pelo que reabrir os negócios será a única solução de viabilizar economicamente o setor.
O Governo aprovou novas medidas que entram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.