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A crise está em cena

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A crise no setor da Cultura já levou à criação de pelo menos dois grupos de ajuda alimentar, que começaram por Lisboa, mas nas últimas semanas ganharam núcleos no resto do país, e não sabem até quando terão de funcionar.

Os grupos em questão denominam-se NOS SOS – que se pode ler como “nossos” ou “Nós S.O.S” – e a União Audiovisual.

No caso do NOS SOS, promovido pela companhia de teatro Palco 13, o que começou como um plano de fazer duas entregas pontuais a profissionais do teatro, acabou por transformar-se em entregas semanais a qualquer profissional que tenha uma intervenção direta ou indireta num espetáculo.

Face ao quase inexistente apoio governamental ou mesmo autárquico aos profissionais do espetáculo, os promotores destas iniciativas dizem que mais do que uma crítica pública, o que mais interessa agora é agir. A crítica tem de continuar, as mudanças têm de acontecer, mas neste momento há pessoas que não podem esperar por essa mudança. E decidiram proteger essas pessoas que estão a passar necessidades neste momento.

No início, estipularam a campanha para apenas dois dias. Mas os pedidos não pararam e as doações têm continuado, e o movimento aumentou como uma bola de neve.

Quem quiser contribuir pode procurar por estas duas organizações informais nas redes sociais e estabelecer o contacto a partir daí.

A Palco 13 tem um site – www.palco13.pt – e uma página no Facebook; a União Audiovisual tem um grupo no Facebook, que é fechado mas basta pedir para aderir, e em breve terá uma página na mesma rede social.

Ir à praia

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Os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, a partir de 06 de junho, determinou hoje o Governo.

De acordo com o plano de desconfinamento divulgado após a reunião de hoje do Conselho de Ministros, durante a época balnear, na utilização do areal das praias estão “interditas atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares”.

Nos toldos, colmos e barracas de praia, “em regra, cada pessoa ou grupo só pode alugar de manhã (até 13:30) ou tarde (a partir das 14:00)”, com o máximo de cinco utentes.

Poluição no rio Tejo

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Ativistas ambientais voltam a denunciar mais uma agressão poluidora às águas do Tejo.

A poluição surgiu na zona de Vila Velha de Ródão, e acompanha a corrente do rio até à foz, em Lisboa.

Os suspeitos do costume – as celuloses instaladas na região – deverão agora ser “incomodadas” pelos serviços competentes. A não ser que não surta efeito a denuncia do Movimento pelo Tejo (proTEJO) ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

Novo Banco com mais 850 milhões

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O aparente desentendimento entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a propósito de mais um empréstimo público de 850 milhões de euros ao Novo Banco, foi agora desmentido por Mário Centeno.

O ministro das Finanças garantiu que nada acontece no governo sem o acordo do primeiro-ministro e a aprovação do Conselho de Ministros.

Segundo Centeno, o que aconteceu foi um atraso na comunicação com António Costa que não sabia que o empréstimo acordado e aprovado já teria sido concretizado.

 Mário Centeno afirmou que “não há transferências nem empréstimos feitos à revelia de ninguém”, explicando que “a ficha de apoio ao senhor primeiro-ministro chegou com um par de horas de atraso, e o senhor primeiro-ministro, quando deu a resposta que deu, não tinha à frente dele a informação atualizada”.

O Expresso noticiou na quinta-feira que o Fundo de Resolução recebeu mais um empréstimo público no valor de 850 milhões de euros destinado à recapitalização do Novo Banco.

A notícia surgiu depois de António Costa ter garantido no mesmo dia no parlamento, no debate quinzenal, que não haveria mais ajudas até que os resultados da auditoria que está a ser feita ao Novo Banco fossem conhecidos.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro explicou que não foi informado pelo Ministério das Finanças do pagamento de 850 milhões de euros, tendo pedido desculpa ao Bloco de Esquerda pela informação errada transmitida durante o debate quinzenal.

TAP poderá ser nacionalizada

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Parece evidente a todos que o governo vai ter de meter muito dinheiro na TAP, de modo a recapitalizar a empresa depois de uma paragem prolongada desde que o turismo paralisou e as fronteiras foram encerradas devido ao covid-19.

O secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, disse agora que o Governo espera ter uma decisão sobre a injeção de dinheiro na TAP, em meados de junho. Até lá alguém deve estar a fazer contas de números com demasiados zeros…

Segundo as regras, “o pedido de auxílio tem de partir da administração da TAP”, disse o membro do governo, referindo que o executivo já recebeu um pedido inicial que versava sobre “várias matérias”, uma das quais a “garantia pública a um empréstimo que a TAP pretende obter”, no valor de 350 milhões de euros.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, já veio dizer que uma injeção repartida entre o acionista privado e o Estado seria “a forma mais tranquila de conversar” sobre uma capitalização da TAP, empresa impactada pela pandemia de covid-19.

O primeiro-ministro, António Costa, assegurou na semana passada que só haverá apoio à TAP com “mais controlo e uma relação de poderes adequada”, mas assegurou que a transportadora aérea continuará a “voar com as cores de Portugal”. Ou seja, Costa pondera se será melhor nacionalizar a empresa, dado que os acionistas privados parecem ser incapazes ou estar desinteressados em se comprometerem com a recapitalização da empresa.

Atualmente, devido à pandemia de covid-19, a TAP tem a sua operação suspensa quase na totalidade e recorreu ao ‘lay-off’ simplificado dos trabalhadores.

Desde 2016 que o Estado – através da Parpública – detém 50% da TAP, o consórcio Gateway (de Humberto Pedrosa e David Neeleman) ficou com 45% do capital da transportadora. Os restantes 5% da empresa estão nas mãos dos trabalhadores.

Passes sociais vão continuar a preço reduzido

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Os efeitos do covid-19 na utilização de transportes públicos ainda é uma incógnita, não só em termos de saúde pública como, também, na diminuição da afluência e consequente redução dos rendimentos das empresas.

Para minimizar a questão financeira, o conselho de ministros decidiu aprovar a continuação do pagamento às empresas das verbas do Programa de Apoio à Redução Tarifária, independentemente da afluência do público a esses meios de transporte.

Segundo o ministro que tutela os transportes, o montante do programa que permitiu a redução dos preços dos passes sociais “continuará a ser pago” às transportadoras, mesmo se  “muito menos passes foram vendidos agora”, desde março, devido à pandemia da covid-19.

Os passes em questão são os que têm a denominação “4-18”, “sub-23” e o passe social.

Este programa pretende atrair passageiros para o transporte coletivo, teve grande adesão inicial, mas agora é provável que muitos utentes optem por voltar a utilizar o carro pessoal, já que assim têm menos contacto com outras pessoas e reduzem o risco de contaminação por covid-19.

Em Oeiras “ninguém ficará para trás”

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A Câmara Municipal de Oeiras não precisa da caridade alheia para auxiliar os seus fregueses e as famílias carenciadas do concelho. Num comunicado assinado pelo próprio Isaltino Morais, afirma-se que “o Município de Oeiras não admitiria que ninguém, absolutamente ninguém, passasse dificuldades resultantes da pandemia do Covid-19”. Assim, a CMO garante que em Oeiras ninguém fica sem apoio da edilidade, “seja em rendas de casa, abastecimento doméstico, aquisição de medicamentos, refeições confecionadas e equipamentos de proteção individual. O Município de Oeiras tem capacidade para apoiar todos os que necessitem de apoio. “

No texto, Isaltino Morais diz que não admite que a pobreza seja motivo para diminuir a dignidade de quem é pobre e que “Oeiras é o segundo município português, depois da capital Lisboa, na criação do Produto Interno Bruto”, pelo que pode assumir as suas obrigações e responsabilidades com os munícipes menos afortunados.

Assim, Oeiras rejeita a criação das chamadas “caixas solidárias”, locais na via pública onde quem pode deixa alguma coisa que possa ser consumida por quem passa dificuldades. Com isto, Oeiras rejeita a pobreza envergonhada, a humilhação de quem tem de ir a um local na via pública para recolher alguma ajuda alimentar.

Isaltino não aceita que as pessoas sejam tratadas “animais errantes, procurando alimento num canto ou numa caixa. Isto é totalmente contrário aos princípios que devem nortear uma sociedade decente, e é violador da dignidade dos que menos têm”, afirma-se no comunicado que estamos a citar.

O texto termina com um apelo aos que podem e querer ajudar os vizinhos mais necessitados, para que o façam através da “Câmara, as Freguesias, as Paróquias e instituições públicas ou privadas com essa natureza”, e Isaltino garante que o Município de Oeiras apoiará com tudo o que for necessário.

A última frase deste comunicado é “ninguém ficará para trás”.

O último mural político do MRPP

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Durante décadas, muitos partidos políticos usavam as paredes das ruas das cidades para pintar propaganda das suas ideias e propostas. Alguns murais tornaram-se ícones de um tempo em que a luta político-partidária era muito ideológica e pouco pragmática.

Alguns desses murais deveriam ter sido preservados e qualificados como património, não só pela qualidade artística que ostentavam mas, também, pela memória que representavam.

Mas com o tempo todos foram desaparecendo, não só porque a cidade foi sendo renovada, os muros e prédios velhos foram sendo substituídos, mas também porque os partidos políticos optaram por outros meios de transmissão da mensagem: os painéis, os panfletos, as newsletters, as redes sociais.

A última pintura mural do PCTP/MRPP foi feita na Avenida do Brasil, em Lisboa, em maio de 2011, numa campanha eleitoral para eleições legislativas.

Fica aqui essa memória.

As abelhas estão a desaparecer

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O Parlamento Europeu acaba de divulgar um documento que explica a importância dos insetos polinizadores, o seu impacto na economia e as principais causas do seu desaparecimento. A ideia é lançar a discussão, uma vez que os eurodeputados vão debater este tópico e votar uma resolução em sessão plenária já no próximo mês de janeiro.

Deixamos-lhe um breve resumo, para saber mais sobre estes importantes auxiliares para os agricultores!

É um facto: nos últimos anos os apicultores europeus detetaram uma grande redução no número de colónias de abelhas, especialmentenos países no Oeste da UE, como França, Bélgica, Espanha e Holanda. Contudo, muitos outros países no mundo, como os EUA, a Rússia e o Brasil, estão a experienciar o mesmo problema, indicando uma crise global nesta matéria.

A ameaça da extinção dos polinizadores tem atraído muita atenção, uma vez que as abelhas e outros insetos polinizadores são essenciais para os ecossistemas e biodiversidade. Menos polinizadores significa um declínio de várias espécies de plantas, que podem até desaparecer, por dependerem, direta ou indiretamente, destes animais. Para além disto, a diminuição do número ou da diversidade das populações de polinizadores tem um impacto na segurança alimentar, com a queda do rendimento de algumas pastagens agrícolas.

Neste sentido, a Comissão Europeia apresentou a primeira iniciativa a nível europeu nesta matéria, a “Ação da UE relativamente aos polinizadores”, em 2018, no âmbito das políticas ambientais, agrícolas e para a saúde. A ideia é elucidar a população sobre o declínio destas espécies, travando as causas e consciencializando sobre o problema. No dia 3 de dezembro, a Comissão para o Ambiente, a Saúde Pública e Segurança Alimentar adotou uma resolução, solicitando medidas mais direcionadas para proteger os polinizadores selvagens. Os eurodeputados pediram ainda a redução do uso de pesticidas e maior financiamento para a investigação sobre esta matéria.

Em pandemia, a angústia de trabalhar num hospital

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Ricardo Belo, residente em Sintra e trabalha numa unidade hospitalar privada. O contágio pelo covid-19 é um perigo com que ele se relaciona de muito perto.