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Deitar o smartphone para o lixo

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Deitar o telemóvel para o lixo é uma questão que muitos têm colocado nos últimos dias, desde que o Governo anunciou que iria propor à Assembleia da República a adoção de uma lei que obrigasse as pessoas a utilizar a App Stayaway Covid. A celeuma é grande e muitos gritam “ditadura”. No meio da gritaria, lembrei-me do José Rocha Diniz, jornalista português que vive em Macau há quase 4 décadas e que tem de usar uma App quer queira quer não, porque “a China é uma ditadura”.

Covid-19: pandemia agrava-se e Ana Gomes rejeita aplicação no telemóvel

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Novo máximo no número de infetados chegou hoje a  2.101 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, o valor diário mais elevado desde o início da pandemia, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Mais de metade dos novos casos de infeção (54,5%) são no Norte do país. Registaram-se mais 11 óbitos, nas últimas 24 horas.

Portugal continental entrou às 00:00 de hoje em situação de calamidade devido ao agravamento da pandemia covid-19. Depois de um mês em situação de contingência, o nível de alerta no continente subiu um escalão e vai manter-se, pelo menos, até 31 de outubro, altura em que o Governo fará uma reavaliação.

As novas regras e medidas aprovadas na quarta-feira pelo Governo:

1- Os ajuntamentos estão limitados a cinco pessoas na via pública e em outros espaços de natureza comercial e de restauração, exceto se pertencerem todos ao mesmo agregado familiar.

2-  Os eventos de natureza familiar, como casamentos ou batizados, marcados a partir de hoje, passam a estar limitados a um máximo de 50 participantes.

3- Nas universidades e politécnicos são agora proibidas festas que não tenham a ver com as aulas, nomeadamente receções aos novos estudantes e praxes.

A PSP, GNR e ASAE vão reforçar a fiscalização das regras de controlo da pandemia de covid-19 na via pública e junto dos estabelecimentos comerciais e de restauração.

O Governo recomenda ainda o uso de máscaras na rua, sempre que não for possível manter o distanciamento social necessário, assim como a instalação da aplicação Stayaway Covid e a comunicação de teste positivo através desta.

A intenção do Governo é que o uso da máscara na rua e a utilização da aplicação stayaway covid em contexto laboral e escolar passe a ser obrigatório, tendo, para tal, enviado para o parlamento uma proposta urgente.

Ana Gomes rejeita aplicação no telemóvel

A candidata presidencial Ana Gomes considera que o Governo deve avançar para a requisição civil do setor privado e das parcerias público-privadas (PPP) da saúde caso se chegue a uma situação de emergência com a covid-19, avançou a agência Lusa ao promover uma entrevista com a candidata que será divulgada amanhã na íntegfra.

“Se o país chegar a uma situação de tremenda exigência do Serviço Nacional de Saúde, o Governo deve considerar uma requisição dos meios que hoje estão alocados aos privados e às PPP, que não podem estar à margem do esforço nacional e da emergência nacional, seja para tratamento de casos covid-19, seja para lidar com os casos não covid-19 que estão a ser deixados para trás por causa da situação sanitária. É uma prioridade para o Estado”, disse Ana Gomes.

Ana Gomes advertiu que não dispõe dos dados que tem o Governo sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

“Mas temo que, em resultado daquilo que a própria ministra da Saúde admite, que a situação esteja muito grave. Estou a ouvir vários responsáveis de hospitais a dizer que é preciso abrir hospitais de campanha para aumentar a capacidade dos cuidados intensivos. Portanto, admito que seja necessário requisitar esses cuidados que hoje existem na esfera dos privados em Portugal”, insistiu.

Noutro contexto, a candidata presidencial apelou à reprovação pela Assembleia da República da proposta de lei que visa tornar obrigatório a utilização da aplicação para telemóvel Stayaway Covid, considerando inconstitucional a intenção do Governo de António Costa para conter a progressão da pandemia, numa iniciativa legislativa que também prevê a obrigatoriedade de utilização de máscara na via pública quando na proximidade de outras pessoas.

Sobre a aplicação Stayaway Covid, Ana Gomes disse ser “uma violação da privacidade” e iria criar uma discriminação contra pobres e idosos e todas as outras pessoas que não possuem smartphones, imprescindíveis para descarregar e utilizar a App em questão.

Rui Carruço na galeria do Casino Estoril

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Vai estar patente na Galeria de Arte do Casino Estoril, a partir das 17 horas de sábado, 17, e até 10 de Novembro, uma exposição de pintura de Rui Carruço.

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1976, Rui Carruço sentiu que a sua vida deveria estar ligada às ciências exactas, e, por isso, nessa direcção caminhou. Todavia, outra paixão cedo o começou a seduzir: a pintura.

Primeiro, como autodidacta. Considerou, depois, que o melhor era mesmo enveredar por aí, com todas as veras da sua alma. Começou por frequentar, em 2000, o curso de Desenho na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa; seguiu-se, em 2003, o Curso de Gravura da Cooperativa de Gravadores Portugueses e andou, nesse ano, a ganhar experiência por vários ateliês de artistas. Em 2004, rumou a Florença, inspirador berço de artistas, onde fez o curso de Técnicas de Pintura Renascentista, na Angel Academy of Arts. Regressado a Portugal, despertou-lhe a atenção Pêro Pinheiro, de grande tradição no trabalho da pedra, e aí fez, pois, em 2005, o curso de Escultura em Pedra, no Centro Internacional de Escultura.

Dotado de toda esta bagagem, Rui Carruço aspirou a ser uma «voz original no mundo da Arte». Assim a modos de uma síntese entre as tais ciências exactas que deixara e o mundo da Arte que o seduzira. Diz ele que encarreirou pelo «sinuosismo», eco dos saberes científicos do «espaço-tempo curvo e do movimento perpétuoP, ideias bebidas no mundo da Física, que irmanou com a pintura e que, desde 2013, começou a ensinar no Atelier Internacional de Belas Artes, de que é co-fundador.

Levou-o por esse mundo fora a vontade de expor os seus trabalhos e já tem o privilégio de ver quadros seus nas salas de entidades públicas e, claro, em casas de particulares, entre os quais tenho o privilégio de me incluir.

Para se ter uma ideia do sinuosismo – qual simbiose equiparável (perdoe-me, Carruço, se escrevo um disparate) ao geometrismo a que já o talento de Nadir Afonso nos habituou no túnel do Parque Palmela para o paredão, em Cascais – olhe-se para o quadro que ilustra esta nota, que é o pano de fundo do convite, pintura a que o artista deu o sugestivo e mui oportuno título de «colorir os teus dias cinzentos».

Cinzentos podem ser, de facto, nossos dias, na atropelada azáfama da rua urbana, pejada de automóveis e de gente, ameaçada (dir-se-ia) pelo gigantismo medonho dos arranha-céus que a ladeiam. Tudo delineado, geometricamente contido, sem lugar para o sonho, porque só lá ao fundo estreita e cinzenta nesga de céu se deixa entrever. Em contrapartida, porém, atraem-nos essas escassas manchas vermelhas em primeiro plano, aqui e ali, e os amarelos cor de pele. São eles, de facto, que, na «inquietude do Ser», logram emprestar cor aos nossos dias cinzentos! São… gente! E de pessoas andamos ora sequiosos, que o confinamento delas nos forçou a apartar!

Uma exposição, pois, a ver com os olhos da mente!

Covid-19: regresso ao “estado de calamidade”

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O Governo decidiu hoje elevar o nível de alerta por causa da pandemia, que passa da “situação de contingência” para “situação de calamidade”. Os índices da pandemia estão a atingir valores muito elevados, hoje o boletim da Direção Geral de Saúde assinala sete mortes e 2.072 casos de novas infeções em apenas 24 horas.

Em termos de novas infeções é recorde absoluto em Portugal. Até agora, o valor mais alto de contaminações num só dia tinha sido registado em 10 de abril com 1.516 casos.

O número de internamentos também estão a aumentar, hoje há 957 doentes internados (mais 41) e 135 em cuidados intensivos (mais três).

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 802 novos casos de infeção, 38,7% do total. Na região Norte há registo de 1001 novos casos de covid-19, 48,3% do total.

3 mil casos por dia

A expectativa das autoridades sanitárias e do próprio Governo é de que tudo pode ainda piorar bastante, a ministra da Saúde avisou hoje que podemos vir a registar brevemente 3 mil casos diários, isto segundo uma estimativa feita pelo Instituto Ricardo Jorge que a ministra citou.

Tudo depende da atitude da população, avisou Marta Temido. Sem uma alteração de comportamentos, a pandemia vai continuar a afetar cada vez mais pessoas.

Marta Temido salientou que estes números não têm em conta as medidas decididas e anunciadas hoje em Conselho de Ministros, como o uso de máscara na via pública ou a redução para cinco pessoas do limite máximo de ajuntamentos.

Pré-campanha em confinamento

A pandemia requer uma atitude responsável. Não há argumento algum válido contra esta lógica. Uma das primeiras reações, nesse sentido, foi a da candidata à Presidência da República, Ana Gomes, que decidiu “confinar” todos as ações de pré-campanha previstas para as duas próximas semanas.

“Devido ao agravamento da situação da pandemia em Portugal e à necessidade de cumprir com o máximo rigor e sentido de responsabilidade cívica as medidas sanitárias hoje determinadas pelo governo, a candidatura de Ana Gomes à Presidência da República decidiu cancelar todas as ações de campanha programadas para as próximas duas semanas em todo o país”, refere uma nota da candidatura enviada à agência Lusa.

A candidatura de Ana Gomes “reconhece a pertinência das novas medidas hoje adotadas pelo governo e pelas autoridades de Saúde no sentido do reforço das medidas sanitárias, visando diminuir os riscos de contágio da população e reduzir as consequências sanitárias, económicas e sociais da pandemia”.

Estão, assim, cancelados todos os debates públicos subordinados ao tema “Cuidar de Portugal” já anunciados para a próxima sexta-feira, dia 16, em Braga, e para o próximo sábado, 17, no Porto.

Os debates irão realizar-se nos mesmos locais, “logo que a situação sanitária o permita”, esclarece ainda a candidatura de Ana Gomes.

Melting Pot

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É certo que podia ter usado a nossa palavra cadinho, que tem praticamente o mesmo significado de melting pot, mas encontro mais vezes melting pot do que cadinho e sempre me dá um ar mais trendy.

Não sei se será por cadinho estar fora da moda em que certas palavras nos invadem cem vezes ao dia nos discursos dos políticos, nos textos dos jornalistas, ou até na verborreia dos pretensos sabichões disto tudo. Sustentável, dito isto, ambiente, o covid – em vez de a covid –trendy (que usei sem vergonha logo à entrada), tive em vez de estive, distanciamento, máscara, monitorização, e por aí fora, martelam-nos os ouvidos, estafam os nossos pobres neurónios, especialmente o Tico e o Teco, abrutalham as expressões de alguns de nós, meros cidadãos cumpridores de tudo o que tem de ser cumprido.

Já para não falar do sufixo inho, tão do agrado da tuga gente menos do meu desde que numa loja, quando entrei sem desinfectar as mãos que já vinham tratadas desde a loja ao lado, se aproxima a empregada de serviço que me atira diligentemente aos ouvidos olhe, se tocar ou quiser mexer em alguma coisa tem de desinfectar as mãozinhas. Mãozinhas? Mãooozinhas? Num instante dei meia volta e saí quase a correr, ofendido no meu mais profundo íntimo olhando para as palmas das minhas mãos, tamanho 8 e meio de luvas, no meio de um sentido desabafo mental, mas.. a “gaja” nem sequer olhou para as minhas mãos, p…..a!!! Mãozinhas era com a minha neta quando tinha idade para eu lhe perguntar à avô educador, já lavaste as mãozinhas? Cafézinho, leitinho, facturazinha, continha, pãozinho, docinho … e por aí… habitam o nosso quotidiano de tal forma intrusiva que já nem damos por elas.

Por isso, ou nem por isso, o melting pot ajusta-se à finalidade deste espaço onde pessoas, estilos, teorias, opiniões se misturam em saudável partilha do espaço e das ideias.

Cadinho. Não fiques chateado, yah?

José d’Encarnação ganha Premio Biennale Internazionale

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José d’Encarnação, cascalense e Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, foi um dos insignes galardoados com o prémio ARTECOM-onlus per la Cultura – 2020.

Trata-se de um galardão de prestígio e honorário, atribuído de dois em dois anos a “Personalidades do mundo da Cultura e da Arte que enriqueceram, valorizaram e protegeram o património cultural”.

O prémio será entregue aos distinguidos numa cerimónia a decorrer amanhã, 15 de outubro, em Roma, na Biblioteca Vallicelliana.

Parabéns ao nosso cronista, José d’Encarnação. No site Duas Linhas achamos o prémio mais do que merecido.

A Televisão em Movimento

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Tudo indica que os novos donos da TVI já indicaram a porta de saída a Nuno Santos. A relação Nuno/Cristina é uma relação impossível. Estava à vista de todos e já aqui tinha sido anunciada. A não ser que alguém se rebaixe a um ponto impensável, disponível para aguentar todo o tipo de humilhações.

Santos entrou na TVI antes do aparecimento em cena de Mário Ferreira. Cristina aparece depois, já com o dono da Douro Azul. As notícias plantadas nos jornais acerca da relação entre os dois faziam adivinhar o pior. E a manchete do “CM” da semana passada, pese embora a azia entre a administração daquele jornal e o novo patrão da TVI, faz sentido. A corda está esticada e alguém vai perder o lugar. A “dona da bola”, neste momento, é ela, apesar de as audiências não descolarem de forma rápida, como pretendem, e de até já terem sido cometidos alguns deslizes por parte da “directora do entretenimento”.

Em causa estão duas personalidades dotadas de uma ambição doentia. Santos, que já foi um “cavalo de Tróia”,  prestou-se à miserável tarefa de tentar substituir quem o “inventou”, Emídeo Rangel. Deve tudo ao criador da SIC e da TSF. Em rigor, na área da Informação nunca se distinguiu em coisa nenhuma. Pessoalmente, não me recordo de qualquer reportagem dele. Trabalhou comigo na apresentação, esporádica, do “Praça Pública” e não me lembro de ele alvitrar uma única ideia. Rangel, com as suas enormes qualidades, mas também com alguns defeitos, errou, por vezes, nalgumas apostas pessoais.

Derrotado na guerra com Rangel, saiu da SIC para a PT, onde iam parar os “órfãos” de muitas “freguesias”. Seguiu-se a sub-direcção e a direcção de Programas da RTP. Depois, Angola. E novamente a RTP, como director de Informação, onde, como já disse, não tem qualquer histórico. Demitiu-se na sequência de uma história mal contada relativamente à cedência de umas imagens à PSP. Na Informação, a tarimba faz toda a diferença… Acantonou-se, posteriormente, numa empresa de TV com negócios na África do Sul e em Moçambique. Mais recentemente, passou pela Federação Portuguesa de Futebol. Está na TVI, inicialmente como director de Programas, agora como director-geral.

Quanto a Cristina, o percurso e a ambição são sobejamente conhecidos. Registei, há dias, declarações dela enaltecendo Moniz. Registei, também, que o Moniz se demitiu há umas semanas da vice-presidência do Benfica. Vêm aí mais episódios da série “A televisão em movimento”…

Na RTP, assistimos à rubrica “Nós, Portugueses”, transmitida após o Telejornal. Entrevistados bem escolhidos. Tenho, no entanto, dúvidas -muitas dúvidas- quanto à forma. O recurso a figurantes desacredita a informação. Não se percebeu, ainda por cima, essa necessidade. E o drone, que paciência!… Já não se aguenta o drone. No “Nós Portugueses” acho que foi tudo feito com drone. Movimentos contínuos para direita, para a esquerda, para cima, para baixo… Uma pessoa fica zonza. É uma escola que está, erradamente, a conquistar terreno, o que revela, fundamentalmente, uma preguiça monumental da parte de realizadores, repórteres de imagem e jornalistas.

Quando a lei é mito

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O mito de que a Lei protege as mulheres grávidas contra despedimentos, caiu por terra. É mais uma vitima do novo coronavírus. Desde que a crise sanitária se instalou no Mundo, nomeadamente em Portugal, que o números de grávidas despedidas aumentou. A crise provocada pelo covid-19 é um argumento difícil de ultrapassar mas, na verdade, as estatísticas dizem que nos últimos cinco anos as empresas têm vindo a despedir cada vez mais grávidas e homens que reivindicam o usufruto da licença parental.

A Lei, em abstrato, protege as grávidas, ao estipular que não podem ser despedidas pelo facto de estarem grávidas ou, até mesmo, por estarem a amamentar filhos. Ou seja, nenhum patrão pode despedir uma mulher por ela estar grávida, mas pode despedir uma grávida por inúmeras outras razões. E todos sabemos como é fácil encontrar um argumento para despedir trabalhadores.

É assim que tem havido cada vez mais despedimentos de grávidas. Em 2019 o número desses casos tinha passado de 687 para 1759, quase triplicou. Trata-se de uma “contabilidade” forçosamente mal feita e que peca por defeito, uma vez que as empresas que despedem não especificam que a senhora “ípsilon” estava grávida ou que o senhor “xis” estava em gozo de licença parental. Apenas dizem que despediram trabalhadores e justificam com reestruturações, adaptações e outras questões mais ou menos mentirosas, na maioria dos casos.

O Estado não fiscaliza como devia, o Ministério do Trabalho só se dedica a questões macro e deixa as quezílias laborais para outras instâncias. O trabalhador/a injustiçado que se queixe a quem de direito. Mesmo no site da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego – CITES – apenas encontramos informação institucional e nenhuma pista que oriente trabalhadores para a defesa expedita dos seus direitos. Acontece que na maioria dos casos as pessoas desconhecem os meandros da Lei, muitos nem sequer têm apoio jurídico através dos sindicatos, e a urgência é encontrar novo meio de subsistência porque, afinal de contas, as necessidades do bebé não esperam por inspeções do trabalho nem por decisões jurídicas.

Assim crescem as filas nos centros de emprego do IEFP. Assim se alimenta o caudal de jovens quadros qualificados para a emigração, a maioria dos quais jamais voltará depois de constituírem família nos países que os acolherem e de lá terem nascido os filhos que podiam ter tido aqui. A prazo, o país, a nação, vai pagar caro o desleixo e a falta de visão dos que podiam ter decidido bem e não o fizeram.

Em maio de 2020, o Diário de Notícias replicava um artigo da Lusa onde se lê que a emergência sanitária da covid-19 desencadeou uma crise paralela no mercado do trabalho e “o vírus dos despedimentos devia ser tratado como uma pandemia e não está a ser”, alertava o economista José Castro Caldas.

Em permanência, o jornal online Observador tem uma página onde se acumulam casos e histórias de empresas que despedem como se não houvesse amanhã. Na verdade, para muitos não haverá um amanhã dignificante.

Covid-19 mata 16 e “rasteira” CR7

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Os números da pandemia continuam gordos, o boletim da Direção Geral de Saúde regista hoje 16 mortes e 1.208 novos casos de infeção com o novo coronavírus.

Segundo o boletim, das 16 mortes registadas, 10 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, cinco na região Norte e uma na região Centro.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 340 novos casos de infeção, 28,1% do total e, na região Norte, há 713 registos, ou seja, 59% do total.

Ronaldo apanhou covid-19

Cristiano Ronaldo testou positivo à covid-19 e vai falhar o encontro de quarta-feira com a Suécia, da Liga das Nações, revelou hoje a Federação Portuguesa de Futebol.

“Cristiano Ronaldo foi dispensado dos trabalhos da Seleção Nacional após teste positivo para covid-19, pelo que não defrontará a Suécia. O internacional português está bem, sem sintomas e em isolamento”, lê-se numa nota publicada no site oficial do organismo.

Ronaldo é o terceiro jogador de Portugal a estar infetado com o novo coronavírus, depois de José Fonte e Anthony Lopes.

Escola não deixa aluno entrar

Um aluno do 9.º ano de uma escola de Lisboa está a ser impedido de entrar no estabelecimento de ensino depois de ter tido covid-19, apesar de a mãe já ter apresentado o resultado negativo do teste.

A escola exige um “atestado de cura”, documento que nenhum médico se tem mostrado disponível para passar, segundo relata a agência Lusa.

O aluno teve covid-19 mas o teste de despistagem já veio confirmar que está curado. A mãe enviou, na semana passada, os resultados laboratoriais para a diretora de turma da Escola EB23 Luís de Camões, que respondeu dizendo que o aluno só entra nas instalações com um “atestado de cura”.

A mãe contactou o Centro de Saúde, ligou para o SNS24, tentou contactar a médica de família, mas todos os que responderam ao seu pedido de ajuda disseram que bastava o resultado do teste e que não iriam passar qualquer declaração.

Devia haver uma norma para estas situações mas, pelos vistos, não há.

Barrete

Depois do Prós&Contras, Fátima Campos Ferreira estreou um novo programa. Em vez de debate controlado, confissões pessoais em relatos de vida. O marketing da RTP dizia “Fátima Campos Ferreira traz-nos conversas construídas a partir da narrativa pessoal do entrevistado, onde se procura a essência do seu pensamento.”

O programa chama-se “Primeira Pessoa” e a primeira pessoa, a pessoa a quem foi dada a honra de estrear o programa foi António Barreto, sociólogo de formação, o ministro que pariu a chamada Lei-Barreto  feita para acabar com a Reforma Agrária, nos idos de 1976, o peão que Mário Soares manipulou na luta contra o PCP e que não se coibiu de mandar a GNR reprimir os “alentejanos voadores” (porque sempre que a GNR disparava para o ar, caía um alentejano que ia a passar…), tradições alentejanas, portanto. António Barreto que em questões de filiação ou simpatias político-partidária derivou do PCP para PS, passou entretanto pela AD e, agora, provavelmente, sentou-se mais à direita ainda.

Foi presidente do Conselho de Administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e foi protagonista de um anúncio do Pingo Doce. Um tipo habilidoso, merecedor do cartoon de Hélder Dias:

cartoon de Hélder Dias