Covid-19: pandemia agrava-se e Ana Gomes rejeita aplicação no telemóvel

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Novo máximo no número de infetados chegou hoje a  2.101 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, o valor diário mais elevado desde o início da pandemia, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Mais de metade dos novos casos de infeção (54,5%) são no Norte do país. Registaram-se mais 11 óbitos, nas últimas 24 horas.

Portugal continental entrou às 00:00 de hoje em situação de calamidade devido ao agravamento da pandemia covid-19. Depois de um mês em situação de contingência, o nível de alerta no continente subiu um escalão e vai manter-se, pelo menos, até 31 de outubro, altura em que o Governo fará uma reavaliação.

As novas regras e medidas aprovadas na quarta-feira pelo Governo:

1- Os ajuntamentos estão limitados a cinco pessoas na via pública e em outros espaços de natureza comercial e de restauração, exceto se pertencerem todos ao mesmo agregado familiar.

2-  Os eventos de natureza familiar, como casamentos ou batizados, marcados a partir de hoje, passam a estar limitados a um máximo de 50 participantes.

3- Nas universidades e politécnicos são agora proibidas festas que não tenham a ver com as aulas, nomeadamente receções aos novos estudantes e praxes.

A PSP, GNR e ASAE vão reforçar a fiscalização das regras de controlo da pandemia de covid-19 na via pública e junto dos estabelecimentos comerciais e de restauração.

O Governo recomenda ainda o uso de máscaras na rua, sempre que não for possível manter o distanciamento social necessário, assim como a instalação da aplicação Stayaway Covid e a comunicação de teste positivo através desta.

A intenção do Governo é que o uso da máscara na rua e a utilização da aplicação stayaway covid em contexto laboral e escolar passe a ser obrigatório, tendo, para tal, enviado para o parlamento uma proposta urgente.

Ana Gomes rejeita aplicação no telemóvel

A candidata presidencial Ana Gomes considera que o Governo deve avançar para a requisição civil do setor privado e das parcerias público-privadas (PPP) da saúde caso se chegue a uma situação de emergência com a covid-19, avançou a agência Lusa ao promover uma entrevista com a candidata que será divulgada amanhã na íntegfra.

“Se o país chegar a uma situação de tremenda exigência do Serviço Nacional de Saúde, o Governo deve considerar uma requisição dos meios que hoje estão alocados aos privados e às PPP, que não podem estar à margem do esforço nacional e da emergência nacional, seja para tratamento de casos covid-19, seja para lidar com os casos não covid-19 que estão a ser deixados para trás por causa da situação sanitária. É uma prioridade para o Estado”, disse Ana Gomes.

Ana Gomes advertiu que não dispõe dos dados que tem o Governo sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

“Mas temo que, em resultado daquilo que a própria ministra da Saúde admite, que a situação esteja muito grave. Estou a ouvir vários responsáveis de hospitais a dizer que é preciso abrir hospitais de campanha para aumentar a capacidade dos cuidados intensivos. Portanto, admito que seja necessário requisitar esses cuidados que hoje existem na esfera dos privados em Portugal”, insistiu.

Noutro contexto, a candidata presidencial apelou à reprovação pela Assembleia da República da proposta de lei que visa tornar obrigatório a utilização da aplicação para telemóvel Stayaway Covid, considerando inconstitucional a intenção do Governo de António Costa para conter a progressão da pandemia, numa iniciativa legislativa que também prevê a obrigatoriedade de utilização de máscara na via pública quando na proximidade de outras pessoas.

Sobre a aplicação Stayaway Covid, Ana Gomes disse ser “uma violação da privacidade” e iria criar uma discriminação contra pobres e idosos e todas as outras pessoas que não possuem smartphones, imprescindíveis para descarregar e utilizar a App em questão.

1 comment

  1. não aprenderam nada com tudo o que esta escrito desde 1910 com a pandemia espanhola, os privados podem estar a aganahar e SNS pode estar a ter algum comportamento de risco, tanto com os covid como os naõ covid

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