A Televisão em Movimento

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Tudo indica que os novos donos da TVI já indicaram a porta de saída a Nuno Santos. A relação Nuno/Cristina é uma relação impossível. Estava à vista de todos e já aqui tinha sido anunciada. A não ser que alguém se rebaixe a um ponto impensável, disponível para aguentar todo o tipo de humilhações.

Santos entrou na TVI antes do aparecimento em cena de Mário Ferreira. Cristina aparece depois, já com o dono da Douro Azul. As notícias plantadas nos jornais acerca da relação entre os dois faziam adivinhar o pior. E a manchete do “CM” da semana passada, pese embora a azia entre a administração daquele jornal e o novo patrão da TVI, faz sentido. A corda está esticada e alguém vai perder o lugar. A “dona da bola”, neste momento, é ela, apesar de as audiências não descolarem de forma rápida, como pretendem, e de até já terem sido cometidos alguns deslizes por parte da “directora do entretenimento”.

Em causa estão duas personalidades dotadas de uma ambição doentia. Santos, que já foi um “cavalo de Tróia”,  prestou-se à miserável tarefa de tentar substituir quem o “inventou”, Emídeo Rangel. Deve tudo ao criador da SIC e da TSF. Em rigor, na área da Informação nunca se distinguiu em coisa nenhuma. Pessoalmente, não me recordo de qualquer reportagem dele. Trabalhou comigo na apresentação, esporádica, do “Praça Pública” e não me lembro de ele alvitrar uma única ideia. Rangel, com as suas enormes qualidades, mas também com alguns defeitos, errou, por vezes, nalgumas apostas pessoais.

Derrotado na guerra com Rangel, saiu da SIC para a PT, onde iam parar os “órfãos” de muitas “freguesias”. Seguiu-se a sub-direcção e a direcção de Programas da RTP. Depois, Angola. E novamente a RTP, como director de Informação, onde, como já disse, não tem qualquer histórico. Demitiu-se na sequência de uma história mal contada relativamente à cedência de umas imagens à PSP. Na Informação, a tarimba faz toda a diferença… Acantonou-se, posteriormente, numa empresa de TV com negócios na África do Sul e em Moçambique. Mais recentemente, passou pela Federação Portuguesa de Futebol. Está na TVI, inicialmente como director de Programas, agora como director-geral.

Quanto a Cristina, o percurso e a ambição são sobejamente conhecidos. Registei, há dias, declarações dela enaltecendo Moniz. Registei, também, que o Moniz se demitiu há umas semanas da vice-presidência do Benfica. Vêm aí mais episódios da série “A televisão em movimento”…

Na RTP, assistimos à rubrica “Nós, Portugueses”, transmitida após o Telejornal. Entrevistados bem escolhidos. Tenho, no entanto, dúvidas -muitas dúvidas- quanto à forma. O recurso a figurantes desacredita a informação. Não se percebeu, ainda por cima, essa necessidade. E o drone, que paciência!… Já não se aguenta o drone. No “Nós Portugueses” acho que foi tudo feito com drone. Movimentos contínuos para direita, para a esquerda, para cima, para baixo… Uma pessoa fica zonza. É uma escola que está, erradamente, a conquistar terreno, o que revela, fundamentalmente, uma preguiça monumental da parte de realizadores, repórteres de imagem e jornalistas.

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