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Covid-19: nova ameaça avança

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Portugal contabiliza hoje mais 57 mortes relacionadas com a covid-19 e 2.099 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde. São números significativamente mais baixos do que aqueles que foram divulgados nos últimos dois meses. Mas, em sentido contrário, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.158 pessoas, mais 131 do que no domingo, das quais 502 em cuidados intensivos, ou seja, mais 19.

Entretanto, ao mesmo tempo que as autoridades de Saúde se preparam para receber e começar a distribuir pelos hospitais as primeiras vacinas, as notícias sobre o surgimento de uma nova variante do coronavírus está a provocar alguma angústia.

Os profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central serão os primeiros a ser vacinados contra a covid-19, anunciou hoje a ministra da Saúde, mas as notícias que chegam de outros países que já estão a braços com essa nova variante da doença transmitem alguma preocupação.

Londres isolada, Suécia fecha fronteiras, África do Sul com record de mortes

A nova variante do SARS-CoV-2 detetada no Reino Unido não tem aparentemente mais riscos de complicações hospitalares, nem de letalidade, mas é mais transmissível, o que a torna “mais preocupante”, confirmou Marta Temido.  Até ao momento a nova variante ainda não foi observada em Portugal.

O Reino Unido registou 33.364 novos de covid-19 casos nas últimas 24 horas, um dos mais altos de sempre, ultrapassando os dois milhões desde o início da pandemia, e 215 mortes, divulgou o Ministério da Saúde britânico. O número elevado de casos é atribuído à nova variante do SARS-Cov-2, considerada até 70% mais contagiosa, e que ditou a introdução de um confinamento na região de Londres e sudeste de Inglaterra desde domingo.

O Governo sueco anunciou hoje que fechou a sua fronteira com a Dinamarca, alegando motivos de saúde, já que foram detetados casos da nova estirpe do coronavírus cuja expansão é considerada descontrolada no Reino Unido.

No continente africano, as autoridades da Saúde sul-africanas anunciaram que a nova variante do coronavírus está a impulsionar o ressurgimento de novos casos de covid-19 no país, que regista já cerca de um milhão de infeções.

Foto inédita do cérebro tirada por portugueses

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É uma fotografia inédita, fabulosa, mostra uma parte importante do nosso cérebro. Foi tirada por 2 jovens cientistas portugueses. E revela uma zona do cérebro humano responsável pelo tónus muscular e movimentos motores. De grande complexidade

Paulo Ferreira e Joana Guedes, os autores , são cientistas portugueses que estão na linha da frente das grandes pesquisas mundiais do cérebro humano.

Li um texto deles e fiquei maravilhado. É a foto do cerebelo que “alberga quase metade de todos os neurónios do cérebro. As células Purkinje (verde) estão no centro desta região, sendo os neurónios maiores e mais elaborados que conhecemos”.

Estas células têm formam uma “floresta” espessa que permite o processamento da informação neuronal e sua transmissão para fora do cerebelo.

O cerebelo é responsável pelo equilíbrio, pelo controlo do tónus muscular, dos movimentos involuntários. Nesta imagem conseguimos ver os circuitos do córtex do cerebelo, observando as diferentes células que formam as milhares de  conexões.
A imagem foi obtida através de microscopia confocal. As especificações são as seguintes: objetiva 20x, Calbindina – verde, Parvalbumina – laranja, DAPI, azul. A imagem está em concurso e merece o nosso like AQUI.

Em tempo de Covid-19 há notícias felizes. Os dois jovens cientistas portugueses fazem-nos acreditar num Portugal melhor.

Gastão morreu na explosão

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Nos escombros do edifício que explodiu na rua de Santa Marta, em Lisboa, foi encontrado o cadáver de um jovem. Trata-se do filho da vítima que está em estado grave no Hospital de São José. Pai e filho viviam juntos neste apartamento e é possível que a fuga de gás que deu origem à explosão tenha acontecido na cozinha deles.

O pai, o advogado José Diogo Pereira dos Reis, vivia com dois filhos no no 1º andar do prédio. O filho,  Gastão Reis, era músico, vocalista da banda Zarco. A irmã, que também mora no mesmo apartamento, escapou ao sinistro porque foi passar a noite a casa de uma tia.

Gastão Reis (na foto é o segundo a contar da direita), 25 anos, atuou na passada quinta-feira na Altice Arena, em Lisboa, enquanto integrante do Conjunto Cuca Monga, constituído por músicos pertencentes à editora criada pelos Capitão Fausto, banda próxima dos Zarco.

O vereador da Proteção Civil de Lisboa exlicou que o cadáver foi encontrado às 2h45, durante os prolongados trabalhos de remoção de escombros e escoramento das estruturas restantes.

A compota e o tricot

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A minha amiga rica telefonou-me. Já não está em Itália. Cansou-se do alegre papaguear das amigas e voltou para casa. Mas está com um problema… vai passar o Natal sozinha. Ouviu o doutor Rui Portugal na televisão e ficou em pânico. Ela detesta compotas. Que horror!

“O menino já viu alguma coisa tão pindérica? Oferecer compotas??”, resmungou ao telefone. “No El Corte Inglés há muito por onde escolher, nem precisa de ir à Louis Vuitton na Avenida da Liberdade”, dizia-me ela a ver se a coisa pegava.

Mas sempre me falou que a Louis Vuitton tinha uns cachecóis Kim Jones que ela “adorava!”. E eu a pensar que a minha amiga anda a ver muitas fotografias da Meghan Markle nas revistas cor-de-rosa…

Tive de lhe explicar que o bom do doutor Rui Portugal iria ficar contente se ela me fizesse um cachecol de lã, à mão.

“A menina sabe tricotar?”, perguntei-lhe numa jogada de contra-ataque. Ao que ela respondeu, “claro meu anjo, não faço outra coisa na vida”.

Ficámos empatados. Nem compota nem cachecol, mas sempre vamos brindar com moscatel que tenho aqui guardado para ocasiões especiais. Passo-lhe a garrafa por cima do muro que divide os jardins das nossas casas e espero que ela ma devolva… A chegada do próximo ano é um desses momentos especiais. Não porque 2021 prometa grande coisa, mas porque estamos todos fartos de 2020. Bom Natal para todos e todas.   

Lisboa, fuga de gás explode prédio de 4 pisos

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Uma explosão, um pouco antes das 8 da manhã, fez desabar um prédio na rua de Santa Marta, mesmo em frente à entrada principal do Hospital de Santa Marta. Destroços da derrocada atingiram carros que estavam estacionados na via pública

Há vários feridos, um deles queimado em estado considerado grave. A explosão foi seguida de incêndio e deve ter sido provocada por uma fuga de gás, segundo relatos dos bombeiros. As vítimas foram transferidas para o Hospital de São José, sendo que quatro dos feridos tiveram alta horas depois.

No Hospital de Santa Marta há alguns prejuízos provocados pelo sopro da explosão, nomeadamente vidros partidos e caixilharia de janelas partidas, mas não há vítimas pessoais, apesar do susto que todos apanharam. Foram retiradas 47 pessoas dos ediífcios adjacentes por uma questão de precaução. 

O edifício ficou sem condições de habitabilidade. O prédio tinha quatro andares e está em risco de desabar por completo. Se não cair por si mesmo, a demolição é inevitável. Trata-se do edifício número 41/42.

Covid-19: vírus modificou-se e nova variante ataca em Inglaterra

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Hoje há registo de mais 71 mortes e 3.334 novos casos de infeção covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). O boletim da DGS revela que estão internadas 3.027 pessoas, mais 54 do que no sábado, das quais 483 em cuidados intensivos, menos dois.

Relativamente às 71 mortes registadas nas últimas 24 horas, o boletim revela que 25 ocorreram na região Norte, 22 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 21 no Centro, duas no Alentejo, uma no Algarve e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores não tiveram qualquer óbito. O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos, seguido das pessoas entre os 70 e os 79 anos.

Vírus transforma-se

Entretanto, já está confirmado que este coronavírus SARS-CoV-2 está em mutação e uma nova variante já foi detetada no Reino Unido. Em Portugal, segundo as autoridades de Saúde, ainda nenhum doente foi detetado como tendo sido contagiado com essa nova variante.

As autoridades de Saúde inglesas dizem que a nova variante é ainda “mais facilmente transmissível” que a anterior, embora não se saiba ainda se é mais letal que a a terior. Também se desconhece em que medida esta nova variante afeta a eficácia das vacinas desenvolvidas. Por causa disto, Holanda, Bélgica e Itália já suspenderam ligações aéreas com o Reino Unido.

Muralha de D. Dinis escondida em igreja de Lisboa

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Uma história de paixão jaz escondida na baixa de Lisboa, enterrada debaixo da Igreja de São Julião, em Lisboa, onde, nas catacumbas da Igreja, foi encontrada uma pequena secção da muralha da cidade erguida no tempo do rei D.Dinis.

O meu avô contou-me que dois irmãos namoravam, sem saber, a mesma dama. Escondidos na sombra da muralha, onde ninguém os conseguia ver. Uma noite apareceu um dos namoradores surpreendendo o casal e, cegos pelo ódio ciumento, quiçá sem se reconhecerem, os dois irmãos mataram-se à punhalada.

A lenda esfumou-se na memória dos lisboetas, mas a muralha está lá. Basta descer às catacumbas da igreja, agora transformada num excelente museu da autoria de Gonçalo Byrne e Falcão Campos.

Muralha de Dom Dinis, Museu do Dinheiro, Lisboa

A muralha de D. Dinis foi descoberta há 10 anos, quando a igreja mártir de S.Julião passou a Museu do Dinheiro. Inicialmente, a igreja ficava na esquina da Rua de S.Julião com a Rua Augusta. Foi destruída pelo terramoto de 1755. Reerguida junto à Câmara de Lisboa, ardeu em 1816. Pertence ao Banco de Portugal desde 1930. A má sorte da igreja resultou num belo museu onde a história do dinheiro revelou  a muralha soterrada.

O meu avô sabia da sua existência, porque lhe contou um avô que a ouvira do avô. Mas acrescentando um ponto. Como sempre acontece. No caso, uma trágica história que se perpetuou mesmo quando os livros eram escassos em Portugal. Mas atenção! A história do meu avô também mora à entrada de S. Pedro de Sintra, no Túmulo dos Dois Irmãos, aqueles que estão de cabeceiras opostas.

Túmulo dos Dois irmãos, Sintra

JRR/CN

O nosso Portugal

Rui Portugal  deve ser um tipo bem disposto, mas não tem a noção do ridículo. Não se trata de nenhum defeito muito grave, mas quando se é um potencial director-geral de um qualquer serviço do Estado convém ter outro tipo de discurso. A não ser que se queira mesmo ser gozado incessantemente.

Em junho foi nomeado subdiretor-geral da Saúde. O cargo tornou-o mais visível para a opinião pública. É seguramente um médico competente e quando abre a boca as pessoas riem-se muito, o que até podia ser bom se fosse essa a intenção.

Mas quando se quer ser levado a sério, é preciso ter outros argumentos de comunicação.

O problema não é só o que ele diz. É como ele diz. Por isso, Rui Portugal é o feliz eleito pelo cartoonista Hélder Dias, nesta semana que passou.

cartoon de Hélder Dias

Covid-19: mais de 6 mil mortes desde que tudo começou

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Portugal atingiu hoje 6.063 mortes relacionadas com a covid-19, depois de registar nas últimas 24 horas 86 óbitos e 3.835 novos casos de infeção, dados divulgados hoje no boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim mostra que estão internadas 2.973 pessoas, menos 88 do que na sexta-feira, das quais 485 em cuidados intensivos, mais uma que ontem. Desde 15 de novembro que o número de internamentos não estava abaixo dos 3.000 (2.929).

Relativamente às 86 mortes registadas nas últimas 24 horas, 43 ocorreram na região Norte, 29 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 10 no Centro, duas no Alentejo, uma no Algarve e uma na Região Autónoma da Madeira.

O que os números dos últimos dias revelam é que a pandemia está a baixar de intensidade, embora o número de mortes continue elevado. Há sempre uma dessincronia entre o número de infeções e o número de mortes, sendo que o primeiro factor tem de baixar para passados uns dias o segundo começar a diminuir também. Isto é, as medidas de confinamento parecem estar a resultar e se as vacinas que aí vêm forem eficazes podemos ter esperança de resolver esta questão dentro de uns meses, durante o próximo ano.

Diretor Nacional da PSP pode ter cartas na manga

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Em Portugal há resmas de lojas de chineses e paquistaneses. E armazéns de indianos. E restaurantes de nepaleses. A questão não é a imigração. Que até nos faz falta, porque somos cada vez  menos. Esses imigrantes gastam tudo o que têm num bilhete de avião à procura de esperança. São heróis, como dizia  José Lello dos nossos emigrantes. Temos 5 milhões de portugueses espalhados pelo mundo. Lello era o homem feliz do PS, secretário de Estado das Comunidades, elogiava cada emigrante português.

O problema dos imigrantes chineses, paquistaneses, indianos, nepaleses é não ficarem. Dormem nos fundos e nos esconsos, comem meia tigela de arroz, pagam milhares de euros. E esperam seguir para Paris, Munique, Amesterdão. São explorados.

“Dou-lhe mil euros de renda pelo armazém!” E a resposta é “O indiano dá-me 4 mil”. À pergunta quantos empregados tem, os  “patrões” respondem “10 ou 20, não sei”. Acontece em Lisboa, nas zonas da Baixa, Alfama, Castelo, Avenida Almirante Reis. E já se espalhou para Cascais, Torres Vedras, Torres Novas, Setúbal. E o SEF aparentemente nunca viu essa exploração de mão-de-obra.

Razão tem o superintendente-chefe Magina da Silva. Trunfos não lhe faltam para acabar com o SEF. E refundar a PSP. Que nasça a Polícia Nacional.