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O Celibato e a Maria

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fotomontagem de Carlos Narciso

Ao contrário do que muitos pensam, católicos praticantes inclusive, o celibato sacerdotal é uma disciplina que a Igreja segue desde a sua origem (ou seja, desde a época apostólica) não sendo, por isso, “uma invenção medieval do Concílio de Latrão”, nem se tendo iniciado com o Concílio de Trento. Há, também, quem confunda castidade com celibato mas o padre Ângelo Bellon é claro na explicação das diferenças:

“Existe uma diferença muito grande entre castidade e celibato. A castidade é a virtude que protege o amor do egoísmo e o ajuda a ser puro. Sendo assim, todos têm necessidade da castidade, pois a tentação de voltar-se para si mesmo é contínua. Para a Igreja, a castidade é sinônimo de pureza no amor. Quando a Igreja fala de celibato, refere-se ao celibato sacerdotal. Isso significa manter o próprio coração indiviso para estar unido ao Senhor sem distrações e para amar a todos com total dedicação. A castidade é uma virtude que diz respeito a todos, porque todos têm necessidade de amar de maneira autêntica. Já o celibato é uma forma particular de ser casto; é uma espécie de virgindade permanente, porque a pessoa se abstém do casamento e do exercício da sexualidade por motivos mais altos: para estar unida ao Senhor sem distrações e por uma maternidade e paternidade mais amplas e espirituais.”

Posto isto, um leigo pensaria que um padre, que não cumpra este voto, poderia ser punido severamente ao ponto de ser expulso do sacerdócio. O biblista e teólogo Frei Fernando Ventura – Diário de Notícias de 7 de Novembro de 2017 – contudo, tem opinião diferente:

“Há um entendimento generalizado de que a violação do celibato não é causa suficiente para expulsar padres do sacerdócio e os casos são decididos individualmente. Há teólogos a defender fim do celibato obrigatório. Há, em Portugal – e no mundo – padres que tiveram filhos, assumiram legalmente essa paternidade e continuam à frente das suas paróquias. O direito canónico não impõe ordem de expulsão (ou redução ao estado laical) a quem violou o voto de celibato e tudo se resolve no quadro de diálogo, bom senso e tendo em conta o superior interesse da criança.” E é sobre esta última frase que quero escrever hoje.

Segundo o “Correio da Manhã”, de 7 de Abril de 2018, o padre José Júlio de Almeida assumiu a paternidade de uma menina, a Maria. Ao que parece, o padre ter-se-á apaixonado por uma jovem paroquiana, catequista, em Ribeiradio, no concelho de Oliveira de Frades, onde foi pároco durante nove anos. A jovem, educadora numa escola de Viseu, é, segundo as pessoas da terra, de “boas famílias” e “não parava nos cafés”.

A 26 de Março nasceu, fruto desse amor, a Maria. O caso, obviamente, foi notícia na terra e, contrariando a ideia de que as pessoas do interior profundo são conservadoras, a verdade é que, na generalidade, aceitaram o caso sem problemas. O jornal ouviu, entre outras, duas pessoas. Um homem com 68 anos que garantiu: “Enquanto aqui esteve foi um excelente padre. Não tenho nada a dizer dele. Teve uma filha e decidiu assumir e acho que fez bem”, e uma mulher de 86 que foi mais longe: “Não tenho nada de mal a dizer dele e acho bem que os padres se casem. São homens como os outros”.

Obviamente que o caso teria de ser analisado pelos responsáveis máximos da Igreja e fiquei curioso em saber como se comportariam os bispos perante este caso. Li o que escreveu o padre Anselmo Borges, no Diário de Notícias de 16 de Fevereiro de 2018, e fiquei convencido de que o caso teria um final feliz. Escreveu ele:

“O recente documento da Conferência Episcopal Irlandesa, que Francisco quer estender a toda a Igreja, estabelecendo que os padres devem, como qualquer outro pai, assumir as suas responsabilidades, colocando os interesses da criança em primeiro lugar, com todas as consequências: afectivas, legais, morais, financeiras. É inaceitável que os filhos dos padres continuem a ser “sobrinhos” ou “afilhados”. As crianças têm direito à sua identidade e a mãe não pode ficar sozinha e excluída. Se a Igreja prega os direitos humanos aos outros, tem de praticá-los em primeiro lugar no seu próprio seio. Ter sido pai não deve implicar automaticamente o abandono do sacerdócio. A questão deve ser dialogada entre o padre, o bispo, a mãe e a comunidade a que o padre preside. Se quiser casar-se, deverá seguir o seu caminho, abandonando.”

O padre Júlio Almeida, depois de reunir com o seu bispo, D. Ilídio Leandro, tomou conhecimento das condições em que podia prosseguir a ser padre nas freguesias de Candal, Santa Cruz da Trapa e S. Cristóvão de Lafões. E aceitou-as! Prometeu ter, de futuro, “uma vida casta” e não se relacionar com a mãe da menina embora a possa acompanha “à distância”.

Provavelmente passará, também, a dar conselhos matrimoniais e a explicar aos seus paroquianos, como o bispo deve fazer ainda com mais ênfase, o que são “os superiores interesses das crianças”. De todas as crianças menos da sua filha. Maior exemplo de hipocrisia, não conheço. A única boa notícia, em toda esta história, é que a Maria vai viver longe deste homem que, felizmente para ela, nunca será o seu pai.

(in “FRASCO DE VENENO – Dose Final”)

SEF e uma escolha que não agrada a ninguém

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Dizem que se ouviram gritos e impropérios na Penha de França quando se soube que o SEF ia ser comandado e reestruturado por um oficial do exército antigo comandante geral da GNR.

A nomeação do tenente-general Botelho Miguel deve ter sido um balde de água gelada para o superintendente-chefe Magina da Silva, o comandante geral da PSP que andou meses a discutir com o MAI a reestruturação do SEF e a criação de um novo corpo policial que abarcasse as competências conjuntas da PSP e do SEF.

Alguém deve ter criado expectativas ao comandante geral da PSP que, agora, foram pelo cano abaixo. O ministro Cabrita não deve ter sido, manifestou-se muito surpreendido quando Magina anunciou publicamente as suas ideias. A ser genuína, a surpresa, podemos excluir o primeiro-ministro, Costa jamais iria atropelar as competências de um dos seus amigos que trouxe para o Governo. Cabrita é um fiel e Costa sabe agradecer. Como o anúncio de Magina foi feito à saída de uma audiência com o Presidente da República, admite-se como possível que ele tenha saído daquele gabinete convencido de que era o homem certo com as ideias certas.

No SEF, a entrada do tenente-general, que liderou a GNR entre 2018 e 2020, é vista com “estranheza e como uma fuga em frente do Governo”, escreve a Visão online. Há 30 anos que não se via um militar a comandar o SEF, o que não significa que este corpo da polícia civil não tenha nos seus quadros muitos militares. Aliás, o novo comandante vai lá encontrar vários militares que saíram da GNR para o SEF.

O ministro Cabrita defendeu a escolha que fez, diz que o tenente-general é um tipo qualificadíssimo, que sabe imenso daquilo, mas a memória que deixou na GNR não abona muito a favor dele no que diz respeito a relações humanas e hierárquicas. Se foi assim num corpo militar, como será que vai ser num corpo de polícia civil… O ministro Cabrita lá saberá o que anda a fazer. Aliás, é a segunda vez que nomeia Botelho Miguel para cargos de comando, já que foi ele quem o escolheu em 2018 para liderar a GNR.

Covid-19: 75 mortes entre as quais a de um adolescente

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O boletim diário da Direção geral de Saúde sobre a epidemia covid-19 regista hoje a morte de 75 pessoas nas últimas 24 horas e o surgimento de mais 4.336 novos casos de infeção.

Os dados da DGS dizem, ainda, que morreu mais um jovem com covid-19, desta vez um jovem do sexo masculino com idade entre os 10 e os 19 anos. É o segundo caso de morte de adolescentes no espaço de uma semana.

O boletim epidemiológico da DGS revela que o número de internados está realmente a baixar. Hoje estão internadas 3.061 pessoas, menos 81 do que na quinta-feira, das quais 484 em cuidados intensivos, menos 10. Há quatro dias que o número de internamentos regista um decréscimo. Desde o dia 15 que saíram do internamento hospitalar um total de 112 doentes.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 5.977 mortes, amanhã estaremos acima da fasquia das seis mil mortes, certamente.

Relativamente às 75 mortes registadas nas últimas 24 horas o boletim revela que 31 ocorreram na região Norte, 27 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 12 no Centro, quatro no Alentejo e uma na Região Autónoma dos Açores.

Covid-19: Quim Barreiros em risco

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Quim Barreiros está infetado com covid-19. O artista tem 73 anos e, quanto mais não seja pela idade, pertence a um grupo de risco.

Quim Barreiros não apresenta sintomas e está em isolamento, em casa.  Na sua página de Instagram, o artista partilhou um vídeo onde se mostra otimista e mantém o bom humor. “Estou em casa, estou muito bem, e quero-vos dizer que estejam atentos à minha nova música ‘Vamos Todos à Vacina’ – já anda aí pela Internet”, disse Quim Barreiros.

O cantor foi testado antes de entrar no palco do “Preço Certo”. Tratava-se de um teste rápido e deu positivo.

Dolores Aveiro vai dar na TVI

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A mãe de Cristiano Ronaldo está à experiência na TVI. Há um novo programa anunciado para estrear este sábado, que se chama “Mãe Energia”, onde pontuam Pedro Fernandes e a dona Dolores Aveiro.

Sobre o programa pouco se sabe, apenas que serão 7 episódios. Ou seja, a TVI arrisca pouco, não vá a coisa não pegar pelo lado do público.

É provavel que o programa seja patrocinado por algum fornecedor de energia e que, no fundo, seja mesmo mais marketing do que entretenimento televisivo. Logo se vê, quem quiser ver.

Petição para expulsão de jornalista

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Corre nos meios sociais-digitais uma petição pública a exigir nada mais que a expulsão de um jornalista. A petição aproxima-se das duas mil assinaturas, o jornalista é João Adelino Faria, da RTP.

Antes do mais acho-me no dever de fazer aqui uma declaração de intenções, coisa que está muito na moda neste país, tal como aquela outra de um político falar na qualidade de “cidadão”. Não se enervem estimados leitores, não vou por aí, talvez numa próxima crónica entre por aí, mas agora o que está em causa é um jornalista que não conheço pessoalmente, não foi meu contemporâneo na RTP e, quando o vejo no meu televisor, analiso-o do ponto de vista técnico mais do que do pessoal.

E posso dizer que não gosto dele, isto é, não gosto dele do ponto de vista profissional. Não gosto da histrionia dele, não gosto dos trejeitos faciais dele, não gosto da voz dele e não gosto do estilo de não pronunciar as últimas palavras de forma audível e compreensível.

Dito isto, vamos ao caso. O J.A. Faria (JAF) foi o jornalista convocado pela direcção de informação (ou qualquer que seja o nome dos seus superiores) da RTP, para fazer as entrevistas aos candidatos presidenciais. Começou pelo candidato do PCP, João Ferreira, seguiu-se o candidato do Chega, André Ventura e, no momento em que escrevo, acabou de entrevistar a candidata pelo Bloco de Esquerda. Marisa Matias. Notei no jornalista uma diferença de comportamento técnico em relação a esta última.

Com os dois primeiros convidados, JAF foi exageradamente agressivo, não deixou os entrevistados desenvolverem os seus raciocínios, roçou a má educação ao cortar com frequência as respostas dos entrevistados mais parecendo estar a proceder a um debate em que é claramente parte interessada do que em extrair dos entrevistados a essência dos seus projectos para o país como Presidentes da República. Usa uma técnica de barreira de ataque para confundir o entrevistado (a), corta o discurso, exige resposta à pergunta que introduziu no meio de um conceito, enfim, fez com que não ficássemos a saber quase nada sobre os projectos presidenciais dos candidatos.

Marisa Matias, com uma visão mais global, liberta de partidarismos de cassete, conseguiu passar parte da sua mensagem e deixar-nos perceber o que fará em algumas situações se for eleita. Isto apesar de várias vezes ter usado a expressão “se me deixar concluir”, porque Faria é dono do corte.

Portanto, estou numa posição em que posso dizer que não gosto do estilo dele, não faz parte da minha escola de jornalismo e acho que devia rever com a humildade que caracteriza os grandes, os anticorpos que produziu. Vamos aguardar os próximos embates para podermos afirmar, ou não, que JAF está a cumprir uma qualquer agenda. Chamei-lhes embates simplesmente porque o jornalista se colocou numa plataforma fora das normas habituais para entrevistas para as quais ele transferiu o conceito de debate.

Não é nem será por todas estas razões que eu assinaria uma petição para “expulsar do Serviço Público” um jornalista. Se fossemos por aí, tínhamos de chafurdar em muitos trabalhos de outros canais, mesmo que não pagássemos um tostão para o cofre deles. Isto porque a questão do Serviço Público tem muito que se lhe diga e o facto de pagar uma taxa não significa que se ganha o direito de admitir ou despedir pessoas.

Para conclusão, deixo aqui o texto da petição: “Envergonhou Portugal, envergonhou o jornalismo ao quebrar todos os códigos deontológicos. Ao jornalista cabe perguntar e ao entrevistado, cabe responder. Um canal público, não pode nem deve permitir que um jornalista desça a tão baixo nível… O jornalismo deveria estar isento do poder partidário/político e da opinião pessoal dos jornalistas… principalmente daqueles que são pagos pelo erário publico. Aquilo que se viu hoje na entrevista a um candidato a Presidente da República envergonha qualquer português que defende a democracia. Não quero que o meu dinheiro contribua para tão mau serviço público. A expressão facial diz. tudo. Um inquisidor disfarçado de jornalista medíocre.”

A crucificação de um jornalista

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Simpatizantes, militantes e crentes no partido Chega e do deputado Ventura levaram a mal o tom, a expressão facial e as perguntas que João Adelino Faria colocou ao candidato da extrema-direita durante a entrevista na RTP.

Daí até algum deles ter tido a ideia de exigir que demitam, expulsem ou a aplicação de outra medida sancionatória semelhante, foi um passo ou menos, bastou um click e assim nasceu uma petição para o saneamento de João Adelino Faria da RTP.

Os interessados devem procurar a petição na net, se forem a alguma página do Facebook de seguidores do Chega, certamente encontrarão meio fácil de lá chegar. Não há como errar.

Na dita petição, que neste momento já conta com quase 2 mil peticionários, há lugar igualmente para comentar a questão. É uma espécie de vazadouro de bílis, um penico onde os que estão zangados com João Adelino Faria escarram o ódio. É ali que se faz a verdadeira crucificação do jornalista porque, como é bom de ver, uma petição com este teor não vai a lado nenhum.

Covid-19: 87 mortes e confinamento para António Costa

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Registaram-se nas últimas 24 horas mais 87 mortes relacionadas com a covid-19. No mesmo periodo, foram detetados 4.320 novos casos de pessoas infetadas com a doença.

O boletim epidemiológico da DGS revela ainda que estão internadas 3.142 pessoas, menos 39 do que na quarta-feira, das quais 494 em cuidados intensivos, mais oito que ontem.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 5.902 mortes.

António Costa confinado

O primeiro-ministro testou hoje negativo ao covid-19, exame que efetuou após ter estado na quarta-feira, no Palácio do Eliseu, em Paris, com o presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontra infetado com o novo coronavírus.

twitt de António Costa

O primeiro-ministro está, contudo, em isolamento profilático preventivo, aguardando que a autoridade de saúde defina o confinamento resultante do contacto de risco que teve com Macron.

Pelo menos cinco líderes da União Europeia entraram em quarentena por terem estado nos últimos dias com o Presidente francês, Emmanuel Macron, que hoje se confirmou estar infetado com covid-19.

twitt de António Costa

Os chefes dos governos português, António Costa, belga, Alexander de Croo, espanhol, Pedro Sánchez, e luxemburguês, Xavier Bettel, bem como o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, isolaram-se voluntariamente, por precaução.

Todos estiveram juntos no Conselho Europeu de 10 e 11 deste mês, em Bruxelas, sendo que António Costa voltou a estar com Macron na quarta-feira enquanto Sánchez e De Croo estiveram com o Presidente francês na segunda-feira.

Com resultados negativos ao teste do novo coronavírus estão a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Segundo o Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, Macron deve ter sido contagiado entre a noite de segunda-feira e o dia seguinte, mas não foram explicadas as circunstâncias do contágio.

Como se fabrica um sucesso de vendas

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Quando lançou o livro, depois da primeira vaga de polémica, Cristina Ferreira disse numa entrevista com José Alberto Carvalho que iria doar cada cêntimo que viesse a ganhar com a venda do livro “Pra Cima de Puta”. As receitas sobre a venda do livro “vão ser entregues a associações que combatem o bullying”, garantiu Cristina Ferreira na conversa que teve com José Alberto Carvalho. Afinal, tratar-se-ia de uma ofensiva contra o bullying que a apresentadora sofre nas redes sociais, onde os insultos serão mais que muitos e do mais rasca possível, isto segundo a narrativa que a autora imprimiu no livro. Assim, as organizações que lutam contra o bullying iriam receber esse apoio financeiro proveniente da vernda do livro.

Entretanto, o marketing que “vende” a imagem de Cristina Ferreira acaba de anunciar que o livro já vai na 4ª edição, o que significa um bom número de exemplares vendidos. Aliás, ainda o livro não tinha saído e já a editora se gabava de que a 1ª edição já estava esgotada. Está na altura de saber se a iniciativa já rendeu alguma coisa que se veja e qual foi a organização ou organizações que já receberam o apoio prometido.

Mas também ficamos a saber que, afinal, o livro não trata só de bullying. Também fala de traições perpretadas pela “melhor amiga”. Dito assim, soa a cena passional mas, se repararmos bem, trata-se de traição “profissional”, o que é bem pior, mexe com dinheiro e status. Inadmissível e imperdoável, por certo. Mas, malditos publicitários, não revelam a cena, apenas destapam um bocadinho da ponta do pé, mas quem quiser espreitar por debaixo dos lençóis tem de comprar mesmo o livro.

Ainda se tivessemos a certeza de que era para ajudar a combater o bullying… por vezes, as pessoas que levam com marketing comercial redigido como se fosse notícia também se sentem incomodadas com a insistência: comprem, comprem, comprem o livrinho da Cristina Ferreira. É uma espécie de bullying, de certa maneira.

Nasceu o mais recente “filho” de José

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José d’Encarnação é cronista no Duas Linhas, escreve sobre a História de Cascais, principalmente. É um homem da cultura e do conhecimento, principalmente da transmissão do conhecimento. Professor, historiador, dedica-se com prazer às coisas da cultura. Acaba de lançar um livro, Geada na Sombra, de que damos conta nesta reportagem: