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Violência entre a PSP e residentes no Bairro dos Navegadores, Oeiras

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Segundo o que vem escrito na imprensa, alguém chamou a polícia por causa de “ruido na rua”. A partir daqui os relatos da imprensa deixam de coincidir com o que se consegue saber por parte dos residentes (vejam o vídeo).

Na imprensa lê-se que a polícia respondeu à chamada, quando chegou ao local foi cercada e ameaçada por populares, chamaram reforços e detiveram três pessoas por agressões contra a polícia, ameaças e posse ilegal de arma.

O que se vê no vídeo não é conclusivo, além das imagens serem de má qualidade não se sabe se a gravação foi feita no início, a meio ou no final dos acontecimentos. Mas ouve-se bem. E o que se ouve não coincide com o relato da imprensa (vejam o vídeo).

Tudo isto aconteceu a noite passada, no Bairro dos Navegadores, em Oeiras. Para quem nunca lá passou, o Bairro dos Navegadores não faz parte do rol dos locais considerados problemáticos. A maioria das pessoas nunca ouviu antes falar do Bairro dos Navegadores. É um bairro camarário, maioritariamente habitado por uma população de baixo rendimento, mas onde normalmente se vive sem problemas. Na recente campanha eleitoral, foi visitado pela candidata presidencial Ana Gomes.

Os relatos na imprensa são todos muito parecidos, o que denuncia terem bebido da mesma fonte: o relatório da PSP.

Covid-19: 38 mortes, estamos a conseguir

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Dia após dia, confirma-se a descida dos valores pandémicos e ficamos a saber que tudo depende da atividade da sociedade. O que combate a propagação do coronavírus também mata a economia, mas também não há economia nos cemitérios. De modo que não há escolha, não há maneira de fugir ao confinamento a não ser que queiramos saturar os serviços crematórios.

Hoje, Portugal registou hoje 38 mortes e 691 novos casos de infeção covid-19. O boletim da Direção Geral de Saúde revela também que estão internados 1.997 doentes, menos 170 do que na segunda-feira, o valor mais baixo desde 30 de outubro. Nos cuidados intensivos Portugal tem hoje 446 doentes, menos 23 em relação a segunda-feira.

Das 38 mortes registadas nas últimas 24 horas, 18 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 10 na região Norte, sete na região Centro, uma no Alentejo e duas no Algarve. Desde março de 2020, Portugal já registou 16.389 mortes associadas à covid-19. Do total de mortes, 10.860 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.448 com idades entre os 70 e os 79 anos e 1.447 tinham entre os 60 e os 69 anos.

Ainda de acordo com os últimos dados da Direção Geral da Saúde, Portugal tem atualmente 885.109 pessoas vacinadas: 618.393 com a primeira dose e 266.716 com a segunda dose.

E ainda se queixam?

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Foi nesse dia que, verdadeiramente, iniciei a minha saga nesta pandemia. Não foi por acaso que, presente nessa cerimónia, me fui sentar junto a um colega com quem sempre mantive boas relações e que, profissional de exceção, prestou relevantes serviços públicos.  

Nessa tarde, prevendo que a pandemia se iria estender pelo mundo, eu já havia cancelado uma viagem de longo curso ao Oriente e alarmava-me a inércia, que registava em meu redor. Sentindo a necessidade de um plano de emergência, aproveitei então para, “abusando da cunha” desse colega, solicitar uma entrevista urgente à nossa DGS. Semanas depois, já com o “azar a bater-nos à porta”, foi-me disponibilizado o TMV de um enfermeiro que, perante a indisponibilidade geral, talvez me atendesse…  

A 2 de março, com as máscaras e o gel esgotados, e enquanto se assistia a uma patética corrida ao papel higiénico, o PR havia de fugir de Belém, onde nem sequer haviam montado um plano de contingência.

E, dias depois, também o PM visitava, acompanhado de dezenas de emplastros à molhada e sem máscara, uma unidade de infeciologia da capital, enquanto um Secretário de Estado da Saúde, ainda hoje o “técnico de serviço quando a coisa corre menos bem”, se deslocava ao aeroporto para receber, em “nacional-porreirismo”, o nosso primeiro infetado que chegava do Oriente.

Como se comprova, tudo gente bem aconselhada e que sabe o que faz!

Médico jubilado, foi então que, tal como mais de mil, correspondi ao apelo da OM, propondo-me a integrar a Linha SOS, que entrara em rotura. Dias depois, o país foi informado da contratação de 250 novos enfermeiros… ao que a Bastonária da OE denunciou, sem qualquer vínculo e a 6 €/hora.

E assim chegámos a abril quando, já em confinamento, as autoridades pediram auxílio logístico, mormente em Portalegre, onde alguns técnicos requeriam alojamento. Detendo a empresa, que aí dirijo, condições excecionais para albergar os “heróis” dessa luta, e mesmo suas famílias, de imediato respondi a esse apelo.

E foi assim que, dias depois, uma administrativa da saúde local me contatou. Porém, embora empenhada, não entendia que tal oferta teria de decorrer segundo regras de segurança pré-definidas. Transferida a chamada para o mais alto responsável disponível, um enfermeiro, este acabaria por me “despachar” com o pedido de envio de um “regulamento”, que seria analisado se e quando possível.

Até janeiro de 2021, quando voltei a ser contatado, desta vez por uma Associação ligada à hotelaria. A intenção era alojar profissionais que, tais como os do Luxemburgo, tinham de ir acudir ao “incêndio” que lavrava no Alentejo. Em resumo, quantas noites é que eu dava? 

Informei então que a nossa oferta era quase ilimitada e sem fins lucrativos, mas que teria de obedecer ao cumprimento de critérios de segurança e de transparência, bem precisos. E depressa cheguei à tarde de sábado de 6 de fevereiro, quando recebi uma chamada do Hospital de São João, do Porto, aparentemente o Serviço que estaria a coordenar tal logística. Ora toma!

Excecional, e após cinco minutos, uma tal Ana Sofia percebeu as regras e logo deu luz verde a um “plano de emergência” muito simples: qualquer admissão, no nosso hotel, passaria por uma entrevista pessoal, ainda que por TMV, e mais o pedido formal eletrónico, por parte de uma qualquer entidade.  

E foi assim que, nos dias seguintes, via Internet, fomos inundados com dezenas de pedidos de origem duvidosa. Explicitadas, de imediato e pela mesma via, as condições e os contatos a ter, e tal como esperávamos, só um respondeu. Muito bem recebido, prometeu voltar não sem antes deixar uma triste história:

Jovem médico interno de Coimbra, e com excelente nota, fora destacado vezes sem conta com outros colegas para Portalegre, sem qualquer prémio e vencendo um salário que mal pagava as despesas da viagem. Para, no fim de 24 horas de serviço contínuo, e sem tempo para ir a casa, lhes terem sido facultadas velhas casas devolutas, sem as mínimas condições de higiene ou outras. O grupo acabaria por se refugiar nos sofás de um colega, até que um voluntário ofereceu a sua própria casa, a quilómetros. Tendo-se apresentado sem a devida credencial, ficaria de insistir nessa formalidade, nada tendo conseguido até agora.  

E enquanto o “vento” silencia a desgraça, muitos milhares de portugueses continuam com os seus processos clínicos adiados, mormente na SS, sem que as centenas de médicos que se voluntariaram tenham sido abordados.

Há dias, quando, em boa segurança, já poderíamos estar a desconfinar algumas atividades económicas em quase todo o território, a comunidade científica foi “bombardeada” com mais uma opinião sem nenhum fundamento técnico. Na sua mensagem, em defesa de um confinamento sine die, o sempre “bom conselheiro” PR afirmou, no que logo foi partilhado pelo PM, que, em Portugal, a pandemia crescia mais depressa do que descia. É falso!

E, depois, ainda se queixam de que a nossa melhor juventude emigra?

Marcelfie e Super Tosta afinal são “Do Contra”

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Quem ainda se lembrar do “Contra Informação” vai encontrar muitas semelhanças com os bonecos “Do Contra”. E não é por acaso. É a mesma fórmula de humor e sarcasmo na construção de ferozes críticas sociais e políticas na boca de bonecos manipulados.

Não se entende a razão de nenhum canal de televisão apostar neste modelo. É bom e não deve ser assim tão caro. A não ser que seja para evitar as polémicas surgidas no passado com o “Contra Informação” que talvez tenha sido um dos programas mais atacados por políticos e anunciantes, durante os 15 anos em que esteve no ar, tanto na SIC como na RTP (nem sempre com o mesmo nome, “Jornalouco”, “ContraPoder”, “Contra Informação”). Foi o tempo em que os principais protagonistas davam pelo nome de Bimbo da Costa, Acabado Silva ou Professor Martelo.

Não sabemos se Bimbo da Costa vai regressar com o mesmo nome, mas o Professor Martelo agora chama-se Marcelfie, em vez do Acabado Silva vamos ter o António Super Tosta. Mas apostamos que alguns dos bonecos de maior sucesso vão ser Marta Tremido, Cristina Malveira ou André Ditadura.

Como nenhum canal de televisão parece querer apostar numa fórmula de garantido sucesso popular, os bonecos voltaram apenas na net, alojados no site Sapo desde há uns dias.

As raspadinhas viciam

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A raspadinha e demais jogos de lotaria podem ser um vício, quem o diz é Francisco Assis, o atual presidente do Conselho Económico e Social, órgão de consulta do Governo no domínio das políticas económica e social.

Assis disse que o Governo deveria reconsiderar o lançamento da nova lotaria instantânea que está prevista no Orçamento do Estado, porque há a possibilidade deste tipo de jogo poder transformar-se num comportamento compulsivo e descontrolado, com os inerentes prejuízos económicos para o jogador e as consequências familiares e sociais que implica ter pessoas viciadas no jogo.

A raspadinha parece ser a maior preocupação de Francisco Assis que disse à agência de notícias Lusa ir “contactar investigadores da Universidade do Minho para que iniciem um estudo sobre as consequências sociais do vício da lotaria instantânea, conhecida por raspadinha.”

A realização deste estudo está prevista no Plano de Atividades do CES para 2021. Segundo Assis declarou, o estudo vai avançar já por considerar que se trata de “um problema social gravíssimo”.

Segundo o Orçamento do Estado para 2021, o Governo vai criar uma lotaria instantânea para financiar intervenções no património cultural do país.

Esta raspadinha está prevista nas principais medidas de política orçamental como Lotaria Instantânea do Património Cultural, com uma receita esperada de 5 milhões de euros. Para Francisco Assis não é aceitável pensar em financiar qualquer investimento à custa do empobrecimento de quem é viciado neste tipo de jogo.

Mas, Assis não explicou como pretende separar a lógica da raspadinha com a dos outros jogos e lotarias. Se a raspadinha vicia, também o Euromilhões pode viciar, ou a Lotaria clássica ou o Totobola.

As várias raspadinhas existentes representam 50% do total das receitas de lotarias, uma receita que tem crescido significativamente desde 2010. O valor das raspadinhas vendidas em Portugal foi de 1.594 milhões de euros, o que significa que cada pessoa gastou, em média, cerca de 160 euros por ano nas lotarias instantâneas.

Uma tese de doutoramento de 2015, de Maria João Ribeiro Kaizeler, citada por Francisco Assis, concluiu que em Portugal se consome, em média, mais jogos de lotaria do que na Europa e no mundo inteiro. Francisco Assis referiu ainda que, segundo especialistas médicos, as raspadinhas criam facilmente adição ao jogo porque são rápidas, são baratas, não é necessário entender o jogo e são fáceis de comprar pois estão à venda em muitas lojas.

“E são as pessoas de menores rendimentos que são mais viciadas”, salientou Assis.

Francisco Assis não explicou, no entanto, se as pessoas jogam por serem pobres e verem no jogo a única hipótese de deixarem de ser pobres ou se empobrecem porque jogam.

Lisboa, videovigilância para combater o crime

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O Ministério da Administração Interna anunciou que Lisboa vai ter um sistema de videovigilância em ruas e praças consideradas “locais com risco de ocorrência” de crimes.

Segundo a comunicação publicada no site do Governo, está autorizada a “instalação e utilização de um sistema de videovigilância composto por 216 câmaras”, colocadas em pontos estratégicos na Praça do Comércio, Cais das Colunas, Praça D. Pedro IV, Praça dos Restauradores, Praça da Figueira, Rua Augusta, Rua Áurea, Rua da Prata, Rua dos Fanqueiros, Rua do Comércio e restantes transversais, Avenida Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Santa Apolónia – Rua dos Caminhos de Ferro e Avenida D. Afonso Henriques, Campo das Cebolas e Miradouro de Santa Catarina.

Numa primeira apreciação, parecem ser locais onde costuma haver maior concentração de veraneantes e não zonas habitacionais. Ou seja, parece que os criminosos procuram preferencialmente turistas do que vizinhos.

O sistema irá funcionar “ininterruptamente” 24 horas por dia, todos os dias, e “sempre que se verifique uma situação de perigo concreto para a segurança de pessoas e bens é permitida a captação e gravação de som”. As câmaras estarão à vista de todos e não será permitido que gravem imagens através de janelas, portas ou varandas para o interior dos edifícios.

O sistema ficará sob a jurisdição da PSP, a quem cabe a responsabilidade de conservar e tratar os dados recolhidos. A nota do Ministério da Administração Interna não indica data para a entrada em funcionamento deste sistema de videovigilância.

Covid-19: 34 mortes, viajante com comprovativo covid falsificado

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Os números da pandemia continuam a baixar. Hoje, o boletim epidemiológico regista 34 mortos e 394 novos casos de infeção covid-19, valores semelhantes aos registados em outubro.

O boletim revela também que estão internados 2.167 doentes (mais dois do que no domingo), dos quais 469 em cuidados intensivos (menos 15).

Desde março de 2020, Portugal já registou 16.351 mortes associadas à covid-19. Das 34 mortes registadas nas últimas 24 horas, 15 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 10 na região Centro e nove na região Norte.

Morreram três médicos com covid-19

Desde o início da pandemia em Portugal, quase 28 mil profissionais de saúde ficaram infetados com o vírus SARS-CoV-2, dos quais 19 morreram.

O maior número de mortes de covid-19 foi registado no passado mês de fevereiro (nove), seguido do mês de janeiro, com seis óbitos de profissionais de saúde.

Relativamente ao número de profissionais infetados, os dados apontam que, desde o início da pandemia até 26 de fevereiro, totalizaram 27.973, a maioria assistentes operacionais (8.732), seguidos dos enfermeiros (7.357) e médicos (3.454).

Entre os profissionais que faleceram, estavam três médicos, um enfermeiro, um técnico superior de diagnóstico, dois auxiliares de saúde, um auxiliar de enfermagem, dois administrativos, um colaborador de Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), um bombeiro e sete com categoria desconhecida.

Comprovativo covid falso detetado pelo SEF

Em comunicado, o SEF informa que este fim-de-semana foram detetados vários viajantes com documentação falsa, nos aeroportos de Lisboa e Porto. Um dos casos era de um viajante proveniente de Paris que ostentava um comprovativo de teste covid falsificado.

O viajante em questão teve de efetuar um teste nas instalações do SEF, que pagou, antes de lhe ser autorizada a entrada em Portugal.

Lisboa vai evitar acumulação de animais em casa das pessoas

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Já há políticas definidas para as colónias de animais abandonados. Em vários bairros da cidade, existem colónias de gatos que, por terem sempre vivido em condições precárias e selvagens (sim, a cidade pode ser uma selva), dificilmente se adaptarão a ambientes fechados, como apartamentos, ou a viver em família com humanos. Já existem políticas de esterilização de animais nestas condições que, depois, são normalmente devolvidos ao “habitat” onde aprenderam a viver. Matilhas de cães são menos vulgares, mas também surgem em arrabaldes urbanos ou locais ermos e abandonados.

Mas, em cidades como Lisboa, o mais comum é serem as pessoas a propiciar o surgimento de concentrações de animais, normalmente nas suas próprias residências. Quase sempre, são casos de pessoas solitárias e, por vezes, com perturbações psíquicas. Muitas vezes, são pessoas idosas. Quase sempre, animais e humanos acabam a viver demasiado confinados, em situações degradantes que podem até constituir um problema de saúde pública.

Tornaram-se conhecidos casos como o dos 29 cães que viviam em condições degradantes num apartamento em Campolide ou dos cerca de 100 gatos encontrados num apartamento na Avenida Almirante Reis.

É para evitar isto que a Assembleia Municipal aprovou a recomendação do PAN que visa a criação de equipas multidisciplinares para prevenção e intervenção em casos de acumulação de animais no município. A proposta foi aprovada por maioria, com o voto contra do PCP e abstenção de um deputado independente.

A recomendação prevê a criação de um manual de procedimentos e de uma equipa composta por psicólogos, médicos veterinários, autoridades de saúde e associações zoófilas para prevenir, intervir e acompanhar os casos identificados. A ideia é, ainda, que sejam definidos protocolos com a Casa dos Animais de Lisboa e com as associações zoófilas locais para assegurar a recolha, esterilização e encaminhamento para adoção destes animais. A proposta aprovada pela Assembleia Municipal pretende que se crie, também, um mecanismo de acompanhamento psicossocial das pessoas acumuladoras, uma vez que está em causa uma perturbação mental que requer tratamento. Dado que os estudos apontam para uma taxa de reincidência entre 60% a 100%.

Portugal absteve-se na luta contra o racismo

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Em Portugal não foi notícia. A televisão só dá covid-19 e, de resto, noticiário sobre política internacional só quando há muitos mortos e feridos ou dá jeito a alguma potência amiga.

A notícia seria que Portugal não votou a favor da “eliminação do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e formas conexas de intolerância”, assim se designa a resolução com o código A/RES/75/237 da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O voto do Estado português é uma tentativa de passar entre os pingos da chuva. Não alinha com os Estados Unidos, Inglaterra ou Alemanha, mas também não alinha com a grande maioria das nações do Mundo que votaram a favor e aprovaram a resolução.

Uma abstenção numa matéria destas é uma atitude aparentemente cínica e cobarde. Faz pensar que a abstenção portuguesa é uma tentativa de não comprometimento para evitar futuras represálias.  Nenhum Estado europeu votou a favor, a maioria absteve-se, alguns votaram contra. Sem explicações oficiais, ficamos com a sensação de que houve concertação diplomática para orientar o voto dos europeus.

Seja como for, é uma pena. Para o futuro, o que fica é o voto expresso. Todos os países de língua português votaram a favor, até mesmo o Brasil de Bolsonaro. Aquilo que deveria ser um tema consensual, não mereceu o voto de Portugal num momento em que tem um Governo sustentado pelo Partido Socialista. No futuro próximo, veremos que implicações tem tudo isto quando quiserem reeleger António Guterres como secretário-geral da ONU.

Duas Linhas pediu esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre os considerandos que levaram a esta abstenção na votação sobre a resolução 75/237 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Se alguém no Palácio das Necessidades nos responder, daremos conta das justificações do Governo português.

Covid-19: 41 óbitos e 900 milhões €

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Portugal registou hoje 41 mortos relacionadas com a covid-19 e 718 novos casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela também que estão internados 2.165 doentes (menos 15 do que no sábado), dos quais 484 em cuidados intensivos (menos oito).

Esperemos que números baixos não se devam ao fim-de-semana nem à redução da testagem.

900 milhões € gastos em 2020

A despesa paga pelas entidades do Ministério da Saúde com a pandemia de covid-19 no ano passado ultrapassou os 900 milhões de euros.

Os dados oficiais indicam que a despesa no Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou 11,3% em janeiro deste ano relativamente ao mesmo período de 2020, mais 93 milhões de euros, totalizando 915,9 milhões.

A maior fatia da despesa foi para gastos com pessoal e material de consumo clínico.

Segundo dados do Ministério da Saúde, para conseguir dar resposta à pandemia, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) contratualizou até final de janeiro deste ano 745 camas com o setor privado e social e 236 com as Forças Armadas, num total de 981.  

No início da pandemia, em março do ano passado, o SNS tinha um total de 1.142 ventiladores para ventilação mecânica invasiva adaptáveis ao tratamento de doentes covid-19 e a capacidade quase duplicou, pois há neste momento 2.2161 ventiladores deste género.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, em fevereiro atingiu-se o pico de doentes internados tanto em enfermaria (6.869, dia 1 de fevereiro) como em UCI (904, dia 5 de fevereiro).

(com LUSA)