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Rui, o juiz louco

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Passaram já muitos meses desde que o Conselho Superior de Magistratura instaurou um processo disciplinar ao juiz Rui Fonseca e Castro, até hoje sem resultados práticos. Aos altíssimos magistrados que compõem o CSM – órgão de gestão e disciplina dos juízes – não se lhes pode pedir pressa. Tudo leva o seu tempo.

E no entanto, o juiz Fonseca e Castro tudo tem feito para espicaçar os dolentes. Os seus diretos nas redes sociais são célebres e correm como fogo na palha. O juiz não é só irreverente, é desbocado.

O último caso é o recente vídeo onde ele diz que o Presidente da Assembleia da república é pedófilo e que se devia suicidar. Se não fosse um juiz a dizer uma coisa destas, ninguém ligava. Mas sendo um juiz, recomenda-se alguma agilidade a quem de direito.

O vídeo em questão já foi bloqueado no Youtube, mas corre veloz nas partilhas de outras redes sociais, nomeadamente no WhatsApp. É virtualmente impossível eliminá-lo definitivamente. No Facebook continua ativo: https://fb.watch/746bpkfalc/

Crime Perfeito

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Na madrugada de 2 para 3 de março de 2014, Carla Santos foi esfaqueada até à morte pelo marido, Moisés Fonseca, na residência em Belas, Sintra. Três meses antes, Marcelo Santos, o irmão de Carla tinha sido dado como desaparecido. A morte de Carla foi confessada por Moisés. As razões do crime são as do costume para desfechos fatais de crimes passionais: ciúme.

Moisés foi julgado e condenado. Vinte anos de cadeia é uma pena pesada, no âmbito do código penal português. Ainda está a cumprir essa pena.

Depois de julgado e condenado, Moisés confessa ter morto igualmente o irmão de Carla. Tratou-se de uma confissão informal. Foi uma confissão falada e nunca passada a escrito e assinada. No entanto, os agentes da Polícia Judiciária que escutaram a confissão fizeram um relatório do ocorrido.

Segundo consta nesse relatório, a confissão decorreu ao longo de seis “conversas informais” que tiveram lugar no Estabelecimento Prisional da Carregueira e nas instalações da PJ. Essas conversas foram sempre testemunhadas por três inspetores da PJ.

Curiosamente, nas descrições que fez dos acontecimentos que levaram às mortes de Carla e Marcelo, há grandes semelhanças. Nas palavras de Moisés, tanto Carla como Marcelo foram os primeiros a tentar agredi-lo, ambos munidos de facas, aos dois Marcelo conseguiu subtrair a arma e aos dois esfaqueou até à morte, sempre em legítima defesa. A diferença entre os dois crimes é que, no caso de Marcelo o corpo nunca foi encontrado e no caso de Carla não houve maneira de disfarçar as evidências, apesar do criminoso se ter desfeito da roupa que vestia e que ficou manchada do sangue da vítima.

Enquanto a morte de Carla teve o preço estipulado pela Justiça, a de Marcelo permanece impune. O relato dos inspetores da PJ não teve consequências, estamos perante um crime perfeito e as “conversas informais” apenas serviram para satisfazer o lado mais escuro do ego de Moisés.

Amélia Santos, a mãe que perdeu os dois filhos que tinha, afirma sem medo que “a Polícia judiciária não investigou como deveria” o desaparecimento do seu filho e que foi igualmente incompetente a investigar os indícios de práticas de pedofilia que foram encontrados no computador de Moisés.

Amélia diz que “passados sete anos continua tudo na mesma. O criminoso já confessou que matou o meu filho, e até como o fez, e o que aconteceu? Nada…”

Amélia ainda não fez o luto por um filho que sabe estar morto e continua a reclamar por justiça.

(continua)

Jorge, o nosso campeão

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Duas vezes campeão do Mundo e, agora, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos. Um registo desportivo que não está ao alcance do comum dos mortais, foi conseguido pelo judoca português Jorge Fonseca.

Era miúdo quando chegou a Portugal vindo de São Tomé e Príncipe. A prática do judo aconteceu por mero acaso, quando um professor da modalidade o convidou a experimentar. E que experiência!

Da Amadora para o Mundo, Jorge Fonseca é um exemplo da qualidade do judo português e um exemplo do que se consegue com foco, força de vontade e ambição de vencer. Vencer no judo e no resto da vida, porque sabemos bem como tudo é mais difícil para um pobre rapazinho filho de emigrantes.

Força Jorge, estamos contigo!

Salgado de férias na ilha da Sardenha, cheia de covid

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O “Dono Disto Tudo” (DDT)faz parte de uma casta que tem sempre uma lei disponível, para resolver pequenos incómodos.

Salgado beneficiou da lei que permite aos arguidos com mais de 70 anos não marcarem presença em tribunal, devido aos riscos associados à pandemia. Não foi a tribunal mas está na Sardenha, a gozar deliciosas férias, no meio de uma grave crise pandémica.

O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros alerta, desde 16 de Julho último, para o estado de emergência pandémico, que inclui a ilha autónoma da Sardenha. Sujeita a condições especiais de entrada e permanência.

É curioso verificar como as autoridades portuguesas estão sempre descoordenadas. Os tribunais isentam-no de comparecer no banco dos réus, mas não cuidam de saber dos alertas do Governo sobre a situação nacional e internacional da pandemia. Não têm tempo.

Depois desta pérola. Há-de chegar a altura em que Ricardo Salgado mandará calar o Correio da Manhã. E pronto. Viverá na paz dos anjos

Já uma vez assisti. O diretor de então do CM desceu à cave e decretou: “de hoje em diante não haverá mais acidentes com os autocarros Volvo-laranja”. E nunca mais se escreveu uma notícia sobre esses estouros. Uma semana depois chegavam 3 Volvo-tipo Cadillac para a administração e começava um suplemento semanal para jovens, patrocinado pela marca sueca. Bonito.

Despidas na esquadra

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Revi as reportagens criminais audaciosas de Mariana Van Zeller, no Canal National Geographic. E a mítica  “Balada de Will Street”. E as séries do narcotráfico do “Odisseia”. Não encontrei nenhum procedimento semelhante à revista da PSP que obrigou as detidas a despirem-se. Nem na ficção, nem na realidade em situações mais graves.

A “Balada de Hill Street” ainda continua a inspirar ao “Furões” da PSP, mas faltam advogados nas esquadras portuguesas. A Ordem dos Advogados devia ter em permanência um advogado de turno, onde alguns policiais perdem a cabeça.

Eu já fui detido por estar sentado num dos largos portões da Fundação Gulbenkian. E frente à Esquadra da Damaia porque causa do barulho do motor do meu UMM. E na zona no Casal Ventoso… em reportagem. E identificado no Parque das Nações, por ter raspado um pin de borracha. Mas nunca me pediram para me despir de pirilau à vista.

O que aconteceu há já uma semana foi um corte de trânsito numa rotunda de acesso ao aeroporto de Lisboa por duzentas pessoas. E nada mais. Nem foi o Sporting, nem a final da Taça, nem o Ramadão, nem a manif no Rossio, etc.

Mas na rotunda, a PSP deteve 26 dos 200 manifestantes e as mulheres “foram alvo de revistas injustificadas, tendo sido forçadas à nudez (nalguns casos sem roupa interior)”, segundo a queixa de uma das ativistas detidas.

Admira-me muito que a deputada Isabel Moreira não tenha posto a Assembleia da República ao rubro. E que o Diretor da PSP Magina da Silva esteja em silêncio. Do ministro Cabrita, já sabemos o que contar.

Sexo, política e vídeos

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Já se adivinhava o que aí vinha, depois da divulgação do vídeo de Paulo Rangel a cair de bêbado na via pública, em Bruxelas. Até agora, as alusões à opção sexual do deputado eram feitas de modo muito dissimulado, frases sub-reptícias na imprensa, declarações enigmáticas, tudo muito subentendido.

Agora, um semanário da praça trouxe à estampa o assunto, assumindo que Rangel é homossexual. No mesmo texto, mistura álcool com sexo e política. Uma mistura que costuma dar explosões pirotécnicas grandiosas. É dito que Rangel nunca se assumiu “pelo receio de magoar a mãe” e que o assunto, nos meandros mais esconsos da política, “há muito que é tema de conversas”, uma vez que se tratará de “um dos segredos mais mal guardados da nossa política”.

É mais ou menos assim que a alegada homossexualidade de Paulo Rangel é tratada, sem esquecer que o homem tem sido visto como um dos prováveis futuros líderes do PSD. Um texto pejado de citações de fontes anónimas. Ou seja, todos falam que o tipo é gay, mas nenhum deles quer ficar com o ónus da divulgação das intimidades do deputado.

Tudo começou com a divulgação do vídeo. Na impossibilidade de se saber quem o publicou e espalhou pelas redes sociais, adiantam-se hipóteses. Pode ter sido alguém do próprio PSD, para queimar o putativo adversário à liderança de Rui Rio. Ou pode ter sido alguém do PS, pelos mesmos motivos. O que diz tudo sobre a política caseira.

Não se governam nem se deixam governar

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Aproximam-se eleições e o Governo está sob uma tremenda pressão para aliviar as medidas de combate à pandemia, principalmente aquelas que limitam as liberdades das pessoas e a retoma das atividades económicas.

Apesar dos números de contágios e mortes continuarem preocupantes, os partidos políticos da oposição não perdem a oportunidade de cavalgar o desespero de empresários sem atividade e da população cansada de medidas de restritivas.

Hoje, Portugal registou, nas últimas 24 horas, um novo aumento no número de pessoas internadas, com 2.316 casos de novos infetados. Há, ainda, seis mortes a lamentar, segundo dados da Direção-Geral da Saúde. Estão internadas 928 pessoas, mais nove do que na segunda-feira, e 200 estão em unidades de cuidados intensivos, mais duas pessoas que ontem.

A maioria das novas infeções por SARS-CoV-2 ocorreram na região do Norte (920), enquanto em Lisboa e Vale do Tejo há mais 835 pessoas contagiadas. As seis mortes registaram-se nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (quatro), Norte (uma) e Centro (uma).

O que dizem os partidos

Mesmo com números destes, os partidos políticos insistem em medidas que não ajudam a combater a pandemia, apesar de poderem agradar às pessoas.

Exemplos.

O PCP quer que se “liberte a vida das famílias de restrições injustificadas” e sejam tomadas medidas de “dinamização da atividade económica, social, cultural e desportiva”. Todos querem ir à bola, mesmo se o Luís Filipe Vieira já não tem bilhetes para oferecer.

O Bloco de Esquerda defendeu hoje que este “já não é o tempo de discutir restrições às liberdades individuais” mas sim o regresso gradual à normalidade, insistindo no reforço da vacinação e do Serviço Nacional de Saúde. O Bloco acredita que a vacinação resolverá tudo.

O CDS-PP diz que “é tempo de devolver a liberdade às empresas e às pessoas”, diminuindo as restrições de acesso a hotelaria, restauração e supermercados. É o som da caixa registadora que os move, como sempre.

Depois há aqueles que apenas não querem ficar doentes, mas que nesta altura parece que deixaram de existir. Realmente, deve ser difícil governar nesta “freguesia”.

Our World in Data (o Mundo em números) sobre a pandemia em Portugal

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Portugal registou, nas últimas 24 horas, um novo aumento no número de pessoas internadas com covid-19, 1.610 novas infeções e nove mortes, segundo dados da Direção-Geral da Saúde. Estão internadas 919 pessoas, mais 40 do que no domingo, e 198 estão em unidades de cuidados intensivos, onde foram internadas mais cinco pessoas nas últimas 24 horas. A maioria das novas infeções por SARS-CoV-2 regista-se hoje na região do Norte (688), enquanto em Lisboa e Vale do Tejo há mais 519 pessoas contagiadas, que concentram quase 75% dos casos registados nas últimas 24 horas.

As nove mortes das últimas 24 horas registaram-se nas regiões do Norte (cinco), Lisboa e Vale do Tejo (três), e Açores (uma). Os casos nas últimas 24 horas registam-se, sobretudo, até aos 59 anos, totalizando cerca de 90% das novas infeções, sendo em maior número entre os 10 e os 49 anos.

Portugal é o segundo país da União Europeia  com maior média diária de mortes atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes nos últimos sete dias, segundo os registos do ‘site’ de estatísticas Our World in Data.

Quanto aos novos casos diários de infeção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes, Portugal manteve na última semana a quinta posição entre os estados-membros da UE, com uma média de 313,46 casos por dia por milhão de habitantes, apenas atrás de Chipre, Espanha, Malta e Países Baixos.

Em termos de vacinação, em números atualizados no domingo no Our World in Data, Portugal tem 51,03% da população completamente vacinada, acima da média comunitária de 46,26%.

Neste aspeto, Malta é o estado-membro mais avançado, com mais de 83% da população totalmente vacinada contra a covid-19.

O que provoca as mutações do coronavírus

Investigadores do Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge (IDIBELL) identificaram duas novas variantes do gene TLR7 que podem estar na base de uma maior predisposição a desenvolver covid-19 numa forma mais severa, nomeadamente entre jovens saudáveis.

Segundo adiantou a agência noticiosa EFE, a descoberta pode explicar a razão de alguns homens jovens saudáveis desenvolverem pneumonia grave devido ao novo coronavírus.

Em comunicado, o instituto explicou que o estudo, no qual também participaram peritos do Instituto Catalão de Oncologia, o Hospital Universitário de Bellvitge, a Universidade de Barcelona e a Universidade de Radboud dos Países Baixos, reafirma a necessidade de rastreios genéticos para melhorar a gestão dos pacientes covid-19 e intervir de forma direcionada.

Publicado na revista ‘Frontiers in Immunology’, o trabalho analisou a presença de variantes no gene TLR7 em 14 homens jovens, sem antecedentes clínicos, que precisaram de ventilação artificial para tratar a covid-19.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.301 pessoas e foram registados 954.669 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Sucesso no combate à corrupção

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Eu, que sou tão crítico em relação à Justiça (ou, melhor, justiça) em Portugal, tenho de dar “a mão à palmatória” e reconhecer, publicamente, que as coisas estão a mudar. Devagarinho? Está bem. Mas estão a mudar.

Os grandes banqueiros, responsáveis por “desvios” de milhares de milhões de euros continuam em liberdade? Continuam. Algum dia serão presos? Nunca. Algum dia serão condenados com trânsito em julgado? No Século XXI? Nem pensar!

Os políticos que entram em Ministérios, pela primeira vez, em carros velhos, comprados em segunda mão, um único fato engelhado pelo uso e sapatos com solas em estado miserável, e deles saem, passados poucos anos, em carros topo de gama, para vivendas de luxo em Portugal e no estrangeiro, almoçando e jantando em restaurantes caríssimos, viajando por todo o mundo em classe executiva, numa vida repleta de sinais exteriores de riqueza tão próprios de “novos-ricos”, serão, alguma vez questionados sobre esse milagre da multiplicação das notas bancárias? Jamais!

Nas cerimónias anuais da “Abertura do Ano Judicial” há anos que os intervenientes leem os mesmos discursos. Já os sei de cor. “O combate à corrupção vai ser a nossa principal prioridade, blá, blá, blá…!”

Nos programas de Governo, desde há décadas, há milhares de páginas onde, com grande destaque, se apresentam “estratégias”, “políticas” e “medidas”, de combate à corrupção. Resultados práticos? Nenhuns.

Ora, quando pensava que não havia solução, leio, com espanto, uma notícia que me dá alguma esperança. Nem todos os juízes serão iguais e alguns (pelo menos um), decidiram ir contra a corrente e serem implacáveis.

O Tribunal de Vila Real condenou, há dias, a dois anos e meio de prisão, embora suspensa na sua execução, Sandra Moutinho, presidente da junta de freguesia do Pinhão, em Alijó. Além da presidente, também a secretária e o tesoureiro daquela junta de freguesia do distrito de Vila Real, todos eleitos pelo PS, perderam o mandato e foram condenados por igual período.

A que se deve esta diferença de tratamento? O que terão feito, esta mulher – que, para além de presidente da junta de freguesia é também vice-presidente da Associação de Bombeiros Voluntários do Pinhão – e os seus companheiros na Junta? Que crimes cometeram para serem condenados, ao invés das figuras que acima menciono?

O Acórdão é elucidativo: O Tribunal deu como provado que os arguidos, enquanto membros do executivo da Junta, cederam, a um empresário de passeios de barcos no Douro, um quiosque, por 150 euros por mês, cujo alvará de licença de utilização havia sido dado à junta pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo para apoio turístico!

E dá pormenores: Na sequência do pedido feito pela junta, a APDL emitiu, a 9 de Agosto de 2018, o alvará de licença, constando que “o seu titular não podia fazer-se substituir no exercício dos direitos que o mesmo conferia, nem transmitir esses direitos a outras entidades, sem autorização expressa da APDL”.

No entanto, segundo o Tribunal, “após a emissão da licença, a Junta cedeu, por protocolo, o quiosque a um empresário de passeios de barcos no rio Douro por 150 euros mensais”.

Mais: “O tribunal concluiu que arguidas e arguido agiram deste modo, sem qualquer procedimento pré-contratual com vista a receção de propostas de outros potenciais interessados, sem caderno de encargos, sem fundamentação para a escolha daquele interessado concreto, sem conhecimento e aprovação da assembleia de freguesia e da APDL, com o intuito de beneficiar o referido empresário na sua atividade comercial”.

Só não digo que é uma grande vitória da Justiça porque a Junta de Freguesia emitiu um comunicado, onde afirma que “esta é uma decisão, na parte condenatória, com a qual a Junta de Freguesia do Pinhão não pode concordar, pois entende que nenhuma irregularidade foi cometida, tendo os membros da Junta de Freguesia procurado apenas acautelar o interesse da freguesia de dispor de um posto de informações turísticas na Praia do Pinhão)”, garantindo, depois, que iria recorrer da decisão.

Nada garante que os Tribunais superiores não revertam a decisão. Como tantas vezes acontece. De qualquer modo, registemos esta condenação a autarcas que assinam, com esta leviandade, contratos de 150 euros mensais.

E continuemos a aguardar que haja alguém com disposição para sentar, no banco dos réus, os que costumam dar essa quantia como gorjeta nos almoços que pagam com dinheiro de todos nós.

Tenho esperança de que seja possível na geração dos meus bisnetos.