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Luís Filipe Vieira ainda não depositou caução de 3 milhões €

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Tal como tínhamos previsto em artigo anterior, Luís Filipe Vieira tentou que o juiz Carlos Alexandre aceitasse ações da SAD do Benfica como caução para poder circular em liberdade. Mas o juiz não aceitou. A razão invocada foi a possibilidade do valor das ações sofrer alterações profundas inesperadamente. Hoje valem xis, amanhã podem não valer nada, terá pensado o juiz Carlos Alexandre e disse não a Luís Filipe Vieira.

É assim que o ex-presidente do Benfica continua em prisão domiciliária. Agora, segundo publica o online Eco, Vieira “pretende pagar a caução de 3 milhões de euros através de imóveis de sociedades detidas em nome dos dois filhos — no valor de 2,8 milhões — e o restante (200 mil euros) em dinheiro. A proposta já foi entregue ao juiz de instrução Carlos Alexandre. Resta agora saber se o juiz de instrução do processo “Cartão Vermelho” vai aceitar.”

Luís Filipe Vieira é suspeito de ter praticado vários crimes, desde abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal a branqueamento de capitais. Com Vieira estão igualmente indiciados o empresário José António Santos, Tiago Vieira (filho de Luís Filipe Vieira) e o agente de futebol Bruno Macedo.

Novos atores que se agigantam

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Uma companhia de teatro que tem uma escola profissional associada, não pode deixar de ser um caso especial no panorama teatral português. É o caso do TEC – Teatro Experimental de Cascais – que assim forma anualmente algumas dezenas de novos atores.

Da EPTC e do TEC têm saído para a ribalta muitos jovens talentos e é bom que assim continue, a ver se com qualidade e foco conseguimos sair da crise e do marasmo.

Todos os anos a Escola Profissional de Teatro de Cascais apresenta ao público a Prova de Aptidão Profissional dos alunos finalistas. É sempre um espetáculo digno de ser visto, não só porque os jovens atores merecem o aplauso que os lance em definitivo numa carreira tão difícil e desafiante, mas porque temos a oportunidade de ver, igualmente, atores profissionais do elenco do TEC a contracenar com os mais jovens. E, por último mas igualmente importante, porque é raro ver em cena tanta gente numa só peça e estes espetáculos do TEC são, nesse aspeto, inigualáveis e proporcionam encenações fabulosas.

Tudo sito acontece na peça deste ano, Os Gigantes da Montanha, de Luigi Pirandello, com encenação de Carlos Avilez com Renato Pino e Rodrigo Aleixo. A peça está em cena até 8 de Agosto, num palco improvável, a Estufa do Parque Marechal Carmona.

A peça é uma fábula sobre o valor da arte num mundo dominado por gigantes que só se interessam por empreendimentos e lucro e em desenvolver máquinas que possam extrair os recursos da Natureza, numa lógica economicista que hoje conhecemos demasiado bem, mas que no início do século XX terá sido um exercício de premonição do dramaturgo que a escreveu.

fotografias partilhadas do Facebook do Teatro Experimental de Cascais

Crime Perfeito, os antecedentes

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“O tribunal de família colaborou para que esta tragédia acontecesse. O assassino pagou 750 € à APAV para que a queixa fosse arquivada”, diz Amélia Santos quando procura explicar os antecedentes que levaram à morte dos seus dois filhos, Carla e Marcelo.

Em 2010, Carla vivia com Moisés Fonseca, de quem tinha um filho ainda bebé, quando foi vítima de um acto de extrema violência doméstica, com agressões físicas, tortura, sequestro, maus tratos contra a criança igualmente, que levaram à apresentação de uma queixa na esquadra da polícia contra Moisés.

Desta queixa resultou um processo judicial que, por decisão do Ministério Público, ficou suspenso por 18 meses mediante o pagamento de contribuição à APAV de 750 €, tal e qual se comprova pela leitura do despacho de arquivamento lavrada em 2012.

Talvez Moisés Fonseca se tenha convencido que também na Justiça os “pecados” se lavam com o pagamento de indulgências, à semelhança das práticas religiosas. Não sabemos. Mas sabemos que menos de dois anos depois, Carla e o irmão, Marcelo, foram mortos por Moisés na sequência de actos de extrema violência justificados futilmente por ciúmes e “direitos” de decisão sobre as vidas de Carla e do filho.

Depois do caso de violência doméstica acima descrito, as questões do poder paternal foram dirimidas pelo tribunal. Carla procurava manter uma relação cordial com Moisés, dado que era o pai do seu filho. Mas Moisés continuou a assediar Carla para que reatasse a relação conjugal que tivera com ele, o que dava origem a frequentes discussões e ameaças de Moisés sobre Carla.

O envolvimento de Marcelo na tentativa de ajudar a irmã, levou à morte de ambos, esfaqueados por Moisés, conforme o próprio confessou.

Não sabemos se estes crimes podiam ter sido evitados. É difícil controlar as decisões de alguém emocionalmente desequilibrado. Mas podemos exigir que os tribunais sejam mais competentes na apreciação dos factos e dos perpetradores. Um exame psiquiátrico pode fazer acender luzes de aviso que evitem o desenvolvimento de lógicas de violência. Também aqui a Justiça não foi capaz de defender os mais fracos e desprotegidos.

(continua)

Uma polícia perigosa

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As imagens estão nas redes sociais e já passaram para as televisões e demonstram que o Intendente Magina da Silva continua a não ter mão em alguns dos seus subordinados, que erraram na escolha da profissão.

O homem não teria bilhete válido e não estava disposto a sair do comboio. Foram as justificações. Vê-se o passageiro a dialogar com um agente PSP e, de repente, é pontapeado entre as pernas por uma agente fardada.

Houve tempos em que fiz reportagens acompanhando a PSP. E cheguei à conclusão que a maior parte dos casos atingiam gente pobre ou de origem africana. Mais, tudo poderia ser resolvido com uma conversa calma e inteligente e para isso não seria necessário chamar nenhum negociador do GOE, que continua a albergar o melhor da PSP.

Conheci vários comandantes do GOE e esperava que o intendente Magina da Silva conseguisse pacificar a PSP, que às vezes assume o papel de arruaceira. Este novo vídeo sobre a PSP revela que alguns seus agentes são perigosos e não devem estar numa força cuja missão é executar mandados de tribunal e manter ordem.

Eunice Muñoz internada em Santa Cruz

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A actriz Eunice Muñoz foi internada no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide. Sendo um hospital especializado em problemas do coração, logo se presumiu que a actriz estava com problemas cardíacos, mas a neta Lídia Muñoz desmentiu que se tratasse de um problema dessa ordem, embora não tenha avançado com nenhum esclarecimento.

“As notícias que vieram a público sobre a minha avó não são verdadeiras. Ela está realmente internada, mas não sofreu nenhum enfarte nem AVC. Peço que respeitem a sua recuperação e a privacidade de toda a família”, escreveu Lídia Muñoz na sua conta no Instagram.

Eunice tem 93 anos e está a efetuar uma longa digressão nacional com a peça “A Margem do Tempo”, a sua despedida dos palcos, onde contracena com a neta Lídia. Uma digressão que se iniciou em Oeiras, no Auditório Municipal a quem deram o nome de Eunice Muñoz. Se tudo corresse bem, a digressão terminaria em novembro na Sala Garrett, no Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa.

Eunice é alentejana, nascida na Amareleja, oriunda de uma família de actores itinerantes e aos 5 anos de idade já pisava o palco da companhia teatral ambulante da família, a Troupe Carmo.

Em 2015, recebeu o Prémio Carreira da Academia Portuguesa de Cinema e o Teatro Nacional D. Maria II produziu “74 Eunices – Homenagem a Eunice Muñoz”. A Presidência da República distinguiu-a como Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (1981), com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1991) e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2011).

À diva do teatro português desejamos as melhoras e o regresso rápido aos palcos.

Crime Perfeito (2ªparte)

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Segundo as confissões do próprio, os irmãos Carla e Marcelo Santos foram mortos pelo mesmo assassino.

Marcelo foi dado como desaparecido 13 de dezembro de 2013.  A polícia não investigou o caso e terá partido do princípio que se tratava de uma fuga do lar. Marcelo era casado e tinha dois filhos.

Três meses depois, a irmã de Marcelo, Carla Santos, é morta à facada pelo homem com quem tinha vivido maritalmente, Moisés Fonseca. Perante as evidências na cena do crime, a casa de Carla, em Belas, Moisés foi detido e acabou por confessar o crime.

Já depois de julgado e condenado pela morte de Carla, Moisés confessa a três agentes da Polícia Judiciária que também tinha morto o irmão de Carla. Segundo esta confissão, tratou-se de uma luta na sequência de uma discussão a propósito dos maus tratos sofridos por Carla às mãos de Moisés. Marcelo acabou por morrer, vítima de uma facada no pescoço, confessou Moisés.

Assim, Moisés nunca quis assinar uma confissão por escrito e tentou negociar condições para assumir a culpa pela morte do cunhado. O que ele tentou foi manter o poder paternal sobre o filho que teve com a mulher que matou. Se não pudesse ser ele mesmo, que fosse alguém da sua família direta, os avós ou tios paternos, por exemplo.  Moisés considerava “inadmissível” ter perdido todos os “direitos” sobre o filho.  

(excertos do relato da PJ sobre a confissão de Moisés Fonseca de ter morto Marcelo Santos)

O relato desta confissão foi passado a escrito pelos agentes da Polícia Judiciária que a ouviram e enviada para apreciação do Ministério Público em 13 de outubro de 2015. Nunca houve consequências disto.

Moisés Fonseca sabe, certamente, que assumir a autoria da morte de Marcelo Santos não lhe vai trazer qualquer agravamento da pena. Na prática, ele já cumpre a pena máxima possível e uma segunda condenação, depois de feito o chamado cúmulo jurídico, não lhe iria causar grande mossa.

Mas, parece evidente que Moisés tira prazer em torturar outros. É o que ele está a fazer, ao impedir que os pais de Marcelo tenham acesso ao corpo do filho, ao tirar-lhes o direito de fazer luto pelo filho. E a Justiça é impotente perante isto tipo de crime.

(continua)

O certificado digital

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O problema do certificado digital é poder ser uma ferramenta de políticas dissimuladas dos governos. No Serviço Nacional de Saúde há algumas vacinas obrigatórias, caso das vacinas contra a difteria e o tétano, sem as quais não é possível matricular uma criança na escola ou para a inscrição em exames escolares nacionais.

O cumprimento da toma das vacinas do Programa Nacional de Vacinação, na generalidade, não é obrigatório. A maioria dessas vacinas são inoculadas na meninice e juventude e previnem-nos para doenças outrora terríveis como a poliomielite, o sarampo, varicela, papeira.

Outras que não são obrigatórias, são impostas segundo regras estabelecidas internacionalmente quando viajamos para determinados países, como é o caso da vacina contra a febre amarela ou a encefalite japonesa. Podemos optar por não as tomar, mas não passamos a fronteira de Estados que as exigem.

Agora, o que se pretende fazer é mais ou menos o mesmo, mas no âmbito interno. Queremos ir jantar fora? Teremos de cumprir com as regras que dão novos poderes aos porteiros de hotéis e discotecas, agora também ao serviço do Ministério da Saúde.

E se a moda pega, porque não um certificado que inclua também eventuais dívidas ao Fisco? Quem não pagou IMI também pode querer não pagar o consumo mínimo.  Ou um certificado que mostre ao senhor porteiro o nosso registo criminal? Quem se portou mal uma vez pode prevaricar a qualquer momento.

Acresce que o documento tem validade de seis meses, mais ou menos a mesma que se estima para as vacinas que andamos a tomar. Ou seja, o sistema já acautelou a possibilidade de nos virem a pedir terceiras e quartas doses da vacina…

Enfim, o certificado digital pode vir a tornar-se numa ferramenta complicada de se manusear. Pode evoluir para um controlo absoluto sobre a vida dos cidadãos, o que é inaceitável. Neste momento, ninguém pode garantir que tal não virá a acontecer. Na Ciência há uma regra que diz que se há a possibilidade de alguma coisa correr mal, tarde ou cedo isso acabará por acontecer. É a Lei de Murphy. O senhor Murphy foi um engenheiro aerosespacial norte-americano e era considerado, pelo amigos, como uma pessoa optimista.

O Sonho ganha asas, a Arte consuma-se!

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O espectáculo na Escola

Cumpre assinalar, em primeiro lugar, que, apesar das adversidades provocadas pela pandemia – visíveis mais, sem dúvida, numa escola com as características da Escola Profissional de Teatro de Cascais –, os seus responsáveis lograram levar o barco a bom porto e preparar, desta sorte, o espectáculo de final de curso.

Divididos em três elencos. De forma a todos poderem actuar, assistimos às provas de 40 finalistas e de mais 16 alunos do 2º ano. Luiz Rizo e Sérgio Silva são os actores da companhia que os acompanham.

Proporcionou-se, pois, aos estudantes a possibilidade de assim ensaiarem – como é cunho de Carlos Avilez – não apenas a voz e o gesto mas, de modo especial, com público, a rigorosa movimentação em cena, servindo-se, por exemplo, de bem movimentada coreografia, onde a dança não pôde faltar.

Numa conjuntura em que sobre as artes cénicas impende, mui dramática, a acutilante espada de Dâmocles e a porta do futuro teima em querer manter-se fechada, o espectáculo representa um grito de alerta, um suspiro de esperança, lancinante brado de entusiasmo!

O lugar

Ao longo da sua existência, já o TEC saiu várias vezes do seu tugúrio no Monte Estoril e sabiamente experimentou outros cenários. Vimo-lo no Parque Palmela, num parque subterrâneo de automóveis, naquele morro do Parque Marechal Carmona, em espaços do Museu dos Condes de Castro Guimarães…

A escolha da estufa do Parque Marechal Carmona é que não lembraria ao mais engenhoso! E nisso se tem de aplaudir o extraordinário génio do encenador Carlos Avilez e de toda a sua equipa. Espaço exíguo, hexagonal, só para 23 espectadores alinhados num palanque em redor, vendo o que se passa em baixo, continuando a ouvir, qual ‘pano’ de fundo, nesse final de tarde, o trinado das aves que pululam pelo parque, esgueirando-se pelas frestas os derradeiros raios do Sol a despedir-se do dia. Um encanto!

Tudo foi, pois, pensado a rigor, nas entradas e saídas, nas posições a tomar em cada momento…

E outro aspecto há a salientar; ao parque se dá mais vida; para o parque se há-de olhar doravante não apenas como lugar de bem prazenteiro lazer em passeio mas também como palco. Sim, lá se realizam concertos; mas… no aconchego da estufa, uma peça de teatro, com um bom punhado de actores?!…

Tudo foi cuidadosamente aproveitado! Até as mesas cá de fora, pensadas para repousada merenda, serviram para quatro briosas «sevilhanas» – ah! miúdas duma figa!… – nos brindarem, desde logo, com o azougue das danças andaluzas, a chamarem a atenção para o que ali, daí a pouco, se iria passar. E as pessoas paravam, apreciavam, fotografavam, filmavam, gostavam!…

Vai ser durante pouco tempo – esse, o nosso pesar!

O desafio

Esta peça de Pirandello já teve as mais díspares e desconcertantes encenações, não apenas pelo ‘picante’ (digamos assim) de o autor no-la ter legado inacabada (foi publicada pela primeira vez em 1937, um ano após a sua morte), mas porque no texto se entrelaçam e enredam as mais desconcertantes situações, de tal maneira que, amiúde, nem os próprios actores percebem se o vizinho está a representar num outro mundo ou se se mantém no concreto…

Na verdade, há também aqui uma peça dentro doutra peça. Queria-se representar o drama da mãe que se apercebera de que o seu filho fora trocado; não se encontram circunstâncias propícias para o efeito e fazem-se tentativas.

Sirva-nos a apresentação gizada por Graça P. Corrêa, responsável por esta versão dramatúrgica elaborada a partir da tradução de Luís Miguel Cintra. Primeiro, uma síntese do entrecho:

«A acção começa ao entardecer, quando o que resta de uma companhia delapidada, de actores famintos […], liderados por uma vedeta delirante (a Condessa) e um mecenas falido (o Conde), chega com a sua carroça a uma mansão perdida num vale, junto a uma montanha. Esta mansão é um lugar fora do mundo, habitado por fantoches e aparições bizarras (…) e governado pela magia de Cotrone e de Hekate […], os quais têm o poder de “inventar a verdade” e invocar forças ocultas».

Depois, o significado:

«Os Gigantes da Montanha é uma fábula sobre o imenso valor da arte num mundo dominado por gigantes que só se preocupam com empreendimentos lucrativos e com o desenvolvimento incessante de máquinas que extraiam da montanha todos os recursos naturais, perseguindo uma lógica economicista que traduz constantemente a vida em cifrões».

Duas ideias prevaleceram para mim, neste Agosto de 2021, em que já nos habituámos a usar máscara e em que tanto lutamos para defender a Cultura:

            – Ocupa a máscara papel de relevo nesta encenação, de modo que há, a determinado momento, uma espécie de procissão, que mais nos parece cortejo de jardim zoológico, porque de animais são as máscaras usadas;

            – a representação teatral, único, imprescindível estratagema para verberar atitudes, despertar consciências, gritar!

Numa singela estufa que nunca sonhara ser palco de peça teatral, o Sonho ganha asas, a Imaginação não tem limites, a Arte consuma-se!

E queremos mais!

(Espectáculo todos os dias, às 18 horas; nos dias 3, 5 e 7 de Agosto, às 17 e às 21 horas. Duração; 1 h e meia, sem intervalo).

Sintra, Vanessa não gosta de lixo à porta de casa

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A campanha do Nós Cidadãos Juntos pelos Sintrenses, liderada por Guilherme Leite, acaba de ser reforçada (ainda que involuntariamente, porventura) por Vanessa Martins.

Quem é Vanessa Martins, perguntarão alguns. Também não sabemos bem, mas é uma daquelas pessoas que ganha dinheiro nas redes sociais, uma influencer (conforme se diz agora). Tem perfis em tudo quanto é rede social, onde se promove a si mesma e às marcas que lhe pagam para tal. Vive rodeada de publicidade. Não dá ponta sem nó. E por isso mesmo é de realçar o que a influencer acaba de fazer, ao chamar a atenção para o lixo que se concentra na via pública… em Sintra.

No Instagram, Vanessa enviou um recado para a Câmara de Sintra, pois na sua opinião o autarca não está preocupado com o lixo nem  em arranjar soluções para resolver a situação.

“O lixo está fora do caixote do lixo”, “o lixo abre-se, os cães vão lá, o lixo voa”, “que vergonha numa zona nova em crescimento populacional”,  “os caixotes do lixo que proporcionam são os verdes de 1980”, “nem eco ponto há!”, “e nem todas as noites passam aqui a levar o lixo”, são algumas das frases escritas por Vanessa Martins e que atestam a qualidade do serviço municipal de recolha de lixo urbano.

Vanessa Martins vive no Belas Clube de Campo, agora imagine-se o que será em Massamá ou no Rio de Mouro. A celebridade (outro nome dado às influencers) reforça que “Isto é só um exemplo! Câmara de Sintra, na entrada de um dos condomínios mais prestigiantes. Vivo nesta zona há cinco anos e a câmara não quer saber do lixo nem em fazer instalações de caixotes subterrâneos para os habitantes da serra. Não queria usar a minha influência para mostrar esta triste realidade. Mas como moradora tenho de fazer alguma coisa”, e mais não disse.

E não se julgue que estas coisas não têm impacto. No Instagram, por exemplo, Vanessa Martins tem mais de 620 mil seguidores. Por alguma razão lhe pagam para ela promover produtos e marcas nas redes sociais.

O Plantador de Abóboras

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Antigo diplomata, porta-voz da resistência timorense em Portugal, Luís Cardoso escreve como forma de continuar a dar voz aos outros. Este é o seu mais recente livro, O Plantador de Abóboras.

Uma prosa poética que nos fala da necessidade de voltar a olhar para a terra… Um livro em três andamentos como se fosse uma longa partitura musical e palavrosa sobre o sonho que há de ser futuro.