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Brasil transforma carros usados em eléctricos

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Os carros elétricos podem afinal ser acessíveis. Os mecânicos brasileiros estão a transformar Volkswagens ‘Carochas’ a gasolina em veículos elétricos, de forma fácil.
Os vídeos do YouTube mostram os mecânicos brasileiros a executar modificações simples e eficazes. Até agora estávamos reféns das grandes marcas super-tecnológicas.

É possível pôr um simples ‘Carocha’ a andar a pilhas sem fragilizar todos os sistemas que compõem um automóvel. Dos travões, aos amortecedores e restantes componentes que dão segurança e conforto ao veículo.

Seria impossível deitar fora centenas de milhões de automóveis movidos a combustíveis fósseis. Era uma uma gigantesca ‘pegada’ ecológica.
Agora temos os gigantes dos automóveis-eléctricos-novinhos. E passaremos a ter também grandes fábricas de transformação.
O planeta agradece e os nossos bolsos também.

O que fez a diferença na vitória de Rui Rio

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Rio venceu e fez um discurso caudaloso na hora da vitória, prometeu ir à luta. Para animar a malta, disse que “é possível vencer” nas próximas legislativas de 30 de janeiro. Os barões do PSD não querem ouvir outra coisa, muitos deles anseiam por voltar a ser ministros ou secretários de Estado, voltar a subir o degrau que lhes dá acesso ao pote do poder. É assim em todos os partidos, até mesmo naqueles que dizem que não.

O PSD preferiu a continuidade quando tinha um candidato diferente. Mas Rangel é “demasiado” diferente para o povo. Embora publicamente a campanha tenha decorrido com cordialidade e respeito mútuo entre candidatos, no bas-fond das redes sociais as alusões à vida privada de Rangel nunca pararam. Foi seguramente o fator que desequilibrou a balança a favor de Rio, por mais que não se queira assumir essa verdade.

A contra-campanha a Paulo Rangel nas redes sociais

Seria isso que Rio teria na cabeça quando, no discurso da vitória, referiu que “esta eleição é a vitória dos militantes de base do PSD” e que ”os dirigentes do partido nas distritais e nas concelhias têm de se ligar mais aos militantes, eles foram na esmagadora maioria num determinado sentido e o povo, que aqui são os militantes, disseram não, o caminho é outro”.

Vamos ver que reflexo isto tem na elaboração de listas para candidatos a deputados nas eleições que se aproximam, preocupação expressa por Paulo Rangel que pediu unidade no partido para esse processo de escolha.

Rangel volta para casa, para Bruxelas, onde tem os seus amigos e vida estabelecida há muito tempo. Rio abriu uma garrafa de champagne. O que terá Rangel bebido na noite da derrota?

Carro a energia solar faz mais de 3 mil quilómetros sem recarregar

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A revolução da mobilidade automóvel está a ser construída peça a peça, à mão, num pequeno laboratório oficinal na Universidade de Bolonha, em Itália.

O veículo tem motor elétrico alimentado por uma bateria de lítio carregada por painéis solares. Gasta menos que um secador de cabelo, dizem os italianos da Onda Solare, um consórcio de pesquisadores que sustentam este projeto que já vai no quarto protótipo.

Depois de três primeiros veículos que eram uma espécie de brinquedos para crianças, o Emília 4 revelou todo o potencial deste projeto. Trata-se de um veículo capaz de percorrer mais de 3 mil quilómetros sem outra alimentação que não seja a energia solar e que já venceu várias competições, nomeadamente o American Solar Challenge, realizada nos Estados Unidos e a corrida disputada no autódromo de Zolder, na Bélgica, no passado mês de outubro.

Autódromo de Zolder, Bélgica

O carro é fabricado com materiais leves, principalmente laminados e fibras de carbono e titânio. A bateria de lítio que foi propositadamente desenvolvida para este veículo consegue armazenar energia mesmo em dias sombrios e chuvosos.

No atual desenho, o carro tem quatro lugares e espaço para uma bagageira generosa. O desenvolvimento deste veículo incorporou tecnologia que hoje já se aplica em algumas indústrias, nomeadamente na conversão fotovoltaica. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver veículos que sejam energeticamente autónomos e com carregamento feito de maneira 100% renovável. Por enquanto, é apenas um protótipo, mas a expectativa é de em breve seja aprovado para circular nas ruas.

Depois do sucesso alcançado com o Emília 4, já está a ser desenvolvido o protótipo Emília 5. Em Itália, a Ferrari revelou curiosidade em saber mais sobre este projeto.

laboratório Onda Solare na Universidade de Bolonha, Itália

É pena não haver notícia de iniciativas deste género nas universidades e politécnicos portugueses. Na fase criativa e de desenvolvimento de protótipos, em que não é necessário ter unidades industriais ao serviço, os cérebros portugueses podiam ter uma palavra a dizer, se investissem nisso tempo e engenho.

Artur Albarran, prognóstico reservado

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Cancro, covid-19 e meningite, não há maleita que não se chegue a Artur Albarran que está, de novo, internado nos cuidados intensivos do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

O antigo jornalista tem leucemia diagnosticada desde 2011, já foi submetido a um transplante de medula óssea, mas a doença prevaleceu.

Em agosto passado teve uma forma agravada de covid-19 que obrigou a internamento nos cuidados intensivos no Hospital Amadora-Sintra.

Agora, voltou a ser hospitalizado devido a uma meningite, segundo relatos publicados em vários jornais e revistas. Não é claro se existe relação entre este problema e a doença oncológica, mas antes de ser internado Albarran escreveu nas redes sociais que iria ser internado para segundo transplante de medula óssea, o que significa que o problema canceroso se tinha agravado.

Artur Albarran tem apenas 68 anos. Trabalhou muitos anos na RTP, foi fundador da TVI, foi o último diretor do jornal O Século, uma longa carreira no jornalismo que se iniciou no Rádio Clube Português. Notabilizou-se na cobertura da primeira Guerra do Golfo, onde algumas das suas reportagens foram alvo de má-língua e classificadas de “fantasiosas” o que lhe valeu a alcunha de “aldraban”.

fotografia do Facebook de Artur Albarran

Depois do jornalismo tornou-se entertainer na SIC, onde apresentou alguns talkshows como, por exemplo, A cadeira do Poder ou Acorrentados.

705€ de SMN valem muitos votos

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Felizmente que vamos ter eleições em janeiro, caso contrário poderiamos dizer adeus ao aumento do salário mínimo nacional. Os míseros 40€ a mais no SMN jamais seriam concedidos por vontade do patronato. O que eles choraram nos sofás da concertação social, meteu dó.

E foi então que o primeiro-ministro espreitou a oportunidade. O Governo apoia as empresas, dá-lhes uma compensação e o SMN fica nos 705€. As empresas receberão 112€ por cada trabalhador mal pago. Recebem uma única vez. Não volta a haver eleições tão cedo.

Para as empresas que paguem mais do que o atual salário mínimo (665€), mas menos que o definido para o próximo ano (705€) e passem a ter de assegurar esse valor, o Governo definiu também uma compensação, mas mais modesta: 56 euros por cada trabalhador.

O Governo gasta uns cobres, mas o que importa é que no dia 30 de janeiro, quando as pessoas forem votar, a maioria dos trabalhadores neste país já recebeu um salário menos mínimo.

Mas não é a primeira vez que este Governo apoia empresas à conta do aumento do salário mínimo. Neste ano de 2021, as empresas receberam um total de 33 milhões de euros, num esquema de compensação semelhante. O argumento deste ano foi a pandemia.

Desde o Estado Novo que o empresariado nacional vive de mão estendida, na expetativa da esmola estatal. Salazar inventou leis de protecionismo da industria nacional, fomentou os monopólios, carregava de impostos as importações e manteve sempre uma política de manter o operariado e os serviçais a pão e água. E os vícios são difíceis de largar… Concorrência saudável, meritocracia e sentido de serviço público são manias de suecos e dinamarqueses que nunca germinaram em Portugal.

Sandra Felgueiras acaba de se despedir da RTP

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A RTP extinguiu o Sexta às 9, um programa que nem sempre foi excelente, mas que causava demasiadas dores de cabeça à administração e aos diretores da estação pública.

A irreverência e a insistência em obter respostas sempre foram consideradas insolência pelos pretensos donos-disto-tudo, sejam eles velhos banqueiros, novos ministros ou malandros de meia idade. As pressões para acabar com o incómodo devem ter sido enormes. Sempre foi assim, em casos semelhantes, tanto na RTP como nos canais privados.

O último Sexta às 9 foi para o ar esta noite, 26 de novembro de 2021. A equipa que trabalhou até hoje neste programa tentou fazer da última edição um hino à liberdade de imprensa, um manifesto contra as barreiras à investigação jornalística e uma oportunidade para Sandra Felgueiras sair pela porta grande da empresa onde trabalhou nos últimos 22 anos.

O programa abordou casos concretos e fez um ponto de situação sobre a liberdade de imprensa. Falou, por exemplo, da demolição e alienação ilegais do Quartel da Junqueira que o Ministério da Administração Interna entregou à Câmara Municipal de Lisboa pouco antes das eleições autárquicas. Falou da queda de Portugal nos índices de desempenho democrático. Hoje há mais dificuldade no acesso a documentação oficial e os ministérios e direções gerais recusam respostas a questões colocadas por jornalistas na tentativa de evitar a divulgação dos casos. Quase 50 anos passados da revolução do 25 de abril, permanece a cultura do segredo na gestão pública e nas empresas privadas, tal e qual existiu durante a ditadura salazarista.

Foi um adeus coletivo na derradeira peça jornalística do Sexta às 9, onde participaram todos os redatores e a chefe da equipa a dizer a sua versão do “vou andar por aí”.

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A partir de hoje, os diretores e a administração da RTP vão ter, provavelmente, dias mais descansados, mas a RTP perdeu uma referência e, com isso, é provável que vá perder mais público, até porque parte dos telespetadores do Sexta às 9 irão ver o que Sandra Felgueiras vai fazer na CMTV. E muitos ficarão por lá.

Lisboa, Câmara Municipal assaltada

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A noite passada, o edifício camarário na rua do Arsenal foi assaltado. Trata-se de um edifício pegado ao edifício da Câmara Municipal onde funcionam vários serviços da autarquia e onde estão instalados os gabinetes de alguns vereadores. Dois desses gabinetes foram visitados pelos assaltantes.

Os vereadores Ângelo Pereira e Laurinda Alves, ficaram sem os computadores de trabalho. Neste momento, não se sabe se o motivo do assalto foi levar os computadores para de lá retirarem alguma informação específica ou se os computadores foram levados porque valem dinheiro e são facilmente transacionáveis no OLX.

Ângelo Pereira é vereador do PSD, Laurinda Alves é vereadora independente eleita na lista liderada por Carlos Moedas.

É estranho que instalações camarárias onde funcionam serviços mais sensíveis, como será o caso dos gabinetes da vereação, estejam sem vigilância durante a noite. Numa cidade que está a ficar cheia de câmaras de videovigilância, não seria estranho ter vigilância eletrónica no interior das instalações da autarquia.

Acidentes em centrais nucleares de Espanha

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Nas últimas horas houve notícia de acidentes em duas centrais nucleares espanholas. Nenhum dos acidentes foi em Almaraz, a central que Espanha construiu juntinho à fronteira com Portugal.

Os acidentes reportados hoje dizem respeito às centrais de Ascó, em Tarragona, onde morreu um trabalhador da área da manutenção. Há ainda três feridos hospitalizados. O acidente provocou uma fuga de dióxido de carbono, um gás tóxico que terá sido o causador da morte e dos internamentos.

Há pouco mais de um mês, o Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) denunciou a existência de uma fuga de água “altamente radioativa” na central nuclear de Cofrentes, em Valência. Os responsáveis por esta central nuclear reconheceram ter havido um acidente mas rejeitaram que tenha tido consequências, quer na saúde dos trabalhadores quer no ambiente.

Mas as desconfianças são muitas, é bem possível que a gravidade deste acidente tenha sido disfarçada. A central de Cofrentes já completou 37 anos de operação, está no limite da duração para que foi programada.

Central Nuclear de Almaraz atingiu limite de idade

Fora do prazo de validade está já a central de Almaraz, a tal que foi construída na fronteira com Portugal e à beira do Tejo, rio que (a jusante de Almaraz) passa por muitas aldeias, vilas e cidades portuguesas, entre as quais Lisboa. Se um dia Almaraz envenenar as águas do Tejo, a radioatividade chegará ao mar e a Lisboa em pouco tempo.

Há cerca de um ano, um problema no reator da unidade II obrigou à paragem de urgência dessa unidade. A Iberdola negou ter havido contaminação do ar ou das águas do Tejo, mas os ambientalistas lembram que se trata de uma central envelhecida, que já ultrapassou o tempo útil de vida.

As probabilidades de alguma coisa correr mal em Almaraz não são de desdenhar. Além do cansaço dos materiais, aquilo funciona desde 1981, a central está implantada numa zona de risco sísmico.

A idade máxima para uma central nuclear é 40 anos, ao fim dos quais deverá ser reformada. Arrefecida e desmantelada. Mas o Governo espanhol já anunciou que Almaraz vai continuar até 2030. A ver vamos se não vamos ter chatices com isto.

Transformar Almaraz em armazém de resíduos nucleares

O futuro de Almaraz não será nunca risonho, mesmo depois de 2030. O sítio está a ser adaptado para armazém nuclear de resíduos radioactivos de outras centrais espanholas.

Os ambientalistas dizem que Almaraz poderá mesmo vir a ser o armazém do lixo radioactivo de todas as outras centrais nucleares espanholas.

O Governo espanhol está a investir 220 milhões de euros nesse projeto de arnazenamento. Não deve ser uma coisa passageira.

O perigo é real, embora se fale pouco nele. Mas a verdade é que existem três postos de medição de radiactividade ao longo do Tejo, em Fratel, Abrantes e Lisboa.

Macaco tem amigos na polícia

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Fernando Madureira, aka macaco, tido como líder dos Super Dragões, foi informado antecipadamente sobre as buscas ao FC Porto e avisou o clube. Quando a PJ lá chegou, ninguém se mostrou surpreendido. Muitos não conseguiram dissimular um sorrisozinho no canto da boca. Quem avisou o macaco, não se sabe… 

Fora das instalações do clube havia menos sorrisos e mais esgares raivosos. A CMTV foi igualmente avisada com antecedência. Acompanhou as diligências policiais. Mas essa coincidência de tratamento privilegiado não significa amor entre os Super Dragões e os jornalistas. A repórter Tânia Laranjo, da CMTV, foi mesmo ameaçada por elementos da claque Super Dragões, pediu ajuda à PSP mas teve de se refugiar nos estúdios do Porto Canal. A PSP alegou falta de efetivos para garantir a segurança à equipa de reportagem da CMTV.

O relato de Tânia  Laranjo na CMTV descreve arremesso de pedras e de ovos contra ela e o repórter de imagem que a acompanhava.

Cartoon alusivo à macacada da autoria de Hélder Dias.

Esta rapaziada dos chutos e pontapés é do piorio…

Sintra, maçon faz apelo público para ajudar outro homem

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O ator Guilherme Leite pertence à Maçonaria Portuguesa, mais concretamente a uma das Lojas do Grande Oriente Lusitano. Ele nunca o escondeu, embora também nunca tenha feito alarde dessa filiação. Até hoje, quando no Facebook da Saloia TV fez, em direto, um apelo maçónico para ajudar Manuel Ildefonso, sem-abrigo que vive há três anos na rua em frente à Câmara Municipal de Sintra.

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O caso de Manuel Ildefonso é paradigma da ausência de empatia de um presidente de Câmara para com um munícipe. Ildefonso luta pela atribuição de uma habitação social há anos, desde que ficou sem casa, depois de ter sido despejado, na sequência de ter ficado desempregado por motivos de saúde. Ildefonso tem uma doença do foro oncológico.

No protesto que leva a cabo, Ildefonso tem notoriamente irritado os poderes autarquicos que não hesitam em exercer as maiores brutalidades sobre um homem que não se consegue defender dessa força bruta. Agentes da Polícia Municipal têm, sistematicamente, subtraído a Manuel Ildefonso todos os parcos haveres que ele mantinha em sua posse: manta, chapéu de sol, rádio transistor, balde de plástico, banco de plástico, cartazes onde exibe o seu protesto, bicicleta e, até agora, dois automóveis velhos em que ele dormia para não ter de dormir no chão de pedra da calçada. O primeiro carro era dele, o segundo foi-lhe oferecido meses depois do primeiro ter sido rebocado.

Hoje, Manuel Ildefonso não tem nada com que se tapar do frio, não tem abrigo da chuva, nada que suavize a dureza do chão onde se deita à noite.

Os autarcas de Sintra não têm alma. Podem ter conforto, mas também têm o desprezo de muito boa gente.