Carro a energia solar faz mais de 3 mil quilómetros sem recarregar

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A revolução da mobilidade automóvel está a ser construída peça a peça, à mão, num pequeno laboratório oficinal na Universidade de Bolonha, em Itália.

O veículo tem motor elétrico alimentado por uma bateria de lítio carregada por painéis solares. Gasta menos que um secador de cabelo, dizem os italianos da Onda Solare, um consórcio de pesquisadores que sustentam este projeto que já vai no quarto protótipo.

Depois de três primeiros veículos que eram uma espécie de brinquedos para crianças, o Emília 4 revelou todo o potencial deste projeto. Trata-se de um veículo capaz de percorrer mais de 3 mil quilómetros sem outra alimentação que não seja a energia solar e que já venceu várias competições, nomeadamente o American Solar Challenge, realizada nos Estados Unidos e a corrida disputada no autódromo de Zolder, na Bélgica, no passado mês de outubro.

Autódromo de Zolder, Bélgica

O carro é fabricado com materiais leves, principalmente laminados e fibras de carbono e titânio. A bateria de lítio que foi propositadamente desenvolvida para este veículo consegue armazenar energia mesmo em dias sombrios e chuvosos.

No atual desenho, o carro tem quatro lugares e espaço para uma bagageira generosa. O desenvolvimento deste veículo incorporou tecnologia que hoje já se aplica em algumas indústrias, nomeadamente na conversão fotovoltaica. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver veículos que sejam energeticamente autónomos e com carregamento feito de maneira 100% renovável. Por enquanto, é apenas um protótipo, mas a expectativa é de em breve seja aprovado para circular nas ruas.

Depois do sucesso alcançado com o Emília 4, já está a ser desenvolvido o protótipo Emília 5. Em Itália, a Ferrari revelou curiosidade em saber mais sobre este projeto.

laboratório Onda Solare na Universidade de Bolonha, Itália

É pena não haver notícia de iniciativas deste género nas universidades e politécnicos portugueses. Na fase criativa e de desenvolvimento de protótipos, em que não é necessário ter unidades industriais ao serviço, os cérebros portugueses podiam ter uma palavra a dizer, se investissem nisso tempo e engenho.

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