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Helena Pato esteve em Cascais!

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A autora

Helena Pato, natural de Mamarrosa (concelho de Oliveira do Bairro, Aveiro), bem no coração da Bairrada, será naturalmente mais conhecida por ter escrito o livro A Noite mais Longa de Todas as Noites, em que historia o que foi a noite salazarista em Portugal. O livro reflecte a sua experiência pessoal de luta, que a levou à prisão e que lhe determinou a vontade de manter bem viva a chama contra todos os totalitarismos. Esteve casada com José Manuel Tengarrinha, também ele um activista político, como se sabe, e muito lhe deve o MDM, Movimento Democrático das Mulheres.

Mais recentemente, é de realçar o facto de manter e dinamizar, no Facebook, a página «Antifascistas da Resistência», destinada a arquivar notas biográficas desses opositores à Ditadura Militar e ao «regime fascista do Estado Novo». Já ali constam «cerca de 900 notas biográficas, que vêm sendo regularmente escritas por colaboradores do grupo Fascismo Nunca Mais».

Formada em Matemática, enveredou Helena Pato pelo ensino, actividade em que, para além da mera leccionação, deu formação a docentes e publicou estudos no âmbito da Pedagogia e da Didáctica da Matemática.

A apresentação

O citado livro A Noite mais Longa de Todas as Noites, já em 4ª edição pela dinâmica editora Colibri, de Fernando Mão de Ferro, retrata vivências políticas; o que ora foi apresentado é, nos seus 33 contos, de índole mais interventiva e relacionada com a problemática no plano social, se assim nos podemos expressar, sem querer desvendar conteúdos que cumpre ao leitor ir desvendando à medida que a leitura o for entusiasmando.

Foi apresentadora – na sequência de ter sido a prefaciadora do volume – Helena Ventura, que reside em Cascais e que escreveu, a dado passo, com aquele seu estilo envolto em poesia e que, como convém, acaba por seduzir à leitura do livro prefaciado: há, nestes contos, um «incitamento à mudança, à procura das fontes de luz que se insinuam nos contornos sombrios do percurso»; «como se a autora» – acrescenta – «dissesse que, à beira de precipícios, não tem que haver despenhamento, pode a vontade lançar pontes de evasão para margem mais segura…».

Toda uma mensagem de esperança, portanto, tive ocasião eu de sublinhar, quando anunciei a apresentação da obra.

No posfácio, sugestivamente intitulado «A guerra das estrelas», conta Helena Pato que, um dia (eu acho que não foi num dia, mas em vários ou, se foi em um, elas já andavam há muito a rondar-lhe a casa…), um dia lhe «apareceram umas quantas criaturas a oferecerem-se como personagens de ficção». Ela mimou-as, respeitou-lhes e satisfez-nos os gostos e, confessa que, afinal, ao querer captá-las a jeito, «olhando-as frequentemente em contraluz, reflecti-me em algumas delas, exasperei-me com outras tantas e odiei meia dúzia». Daí o título Contraluz.

A filha, Rosa Tengarrinha, fotógrafa de profissão, captou para a capa solitário beco em contraluz, como era de lei. A preto e branco.

Ah! ia-me esquecendo! Conviria aliciar o leitor mediante a indicação de alguns títulos incluídos nas quase 190 páginas. Vamos a isso, sem ordem alguma predefinida: «Um dia de cada vez» (onde é que eu já ouvi isto nestes últimos tempos pandémicos?…), «cantigas do bom marido» (uau!…), «amores do século XXI» (como serão?), «Acompanhantes de luxo» (sem comentários), «Verdes anos: mitos e místicas», «Ela das 6 às 8»… Pronto, já aliciei!

Convém voltar a estudar o código da estrada

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Há novos sinais de trânsito, que entraram em vigor em 2020, mas a maioria das pessoas não os conhecem. Talvez porque nunca os viram.

Por exemplo, o sinal que proíbe velocidades superiores a 30 km/h já existe, o que significa que a lei que o regula também já existe. Mas talvez ainda não tenha sido “plantado” em nenhuma rua das cidades portuguesas. Sabemos que algumas das artérias de Lisboa estão na calha para receber tal “adorno”, mas a execução ainda não foi implementada.

Uma dessas candidatas podia ser a Avenida da Liberdade, mas em vez de obrigar os automobilistas a andar mais devagar, parece que a opção vai ser classificar esta artéria como zona de emissões reduzidas e, assim, o sinal será igual ao da imagem seguinte.

Há ainda sinais de aviso de aproximação de zonas sensíveis e que requerem condução mais cuidadosa. É o caso das chamadas zonas de residência ou de coexistência de viaturas e peões. O novo sinal implica redução de velocidade, entre outras precauções. Convém voltar a estudar o código da estrada.

Outros sinais indicam perigo e serão aplicados nas imediações de zonas onde a via pode ser atravessada por linces-ibéricos e por anfíbios, por exemplo. Sim, porque há espécies animais que estão protegidas por lei e não merecem ser exterminadas por atropelamento.

Os pés de barro de Jorge Jesus e Cristina Ferreira

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Foi há cerca de ano e meio que Cristina Ferreira e Jorge Jesus regressaram aos lugares onde antes tinham sido felizes. Por coincidência, os respetivos anúncios foram feitos no mesmo dia, segundo diz a notícia que pesquisámos no jornal Record.

Na ocasião, o Record publicou um grafismo com alguma graça, uma espécie de comparação entre Jesus e Cristina que reproduzimos aqui com a devida vénia.

Dezoito meses depois, pode acontecer uma outra coincidência. A queda de ambos e, eventualmente, a saída de ambos para outras paragens. Jesus pode ir treinar para o Brasil, onde também já foi feliz, e Cristina Ferreira tem sempre a Feira da Malveira (às quintas-feiras) onde também foi muito feliz, onde cresceu e se fez uma mulher interessante (desde que não eleve os decibéis). Aliás, esta saloia da Malveira sempre se referiu com algum carinho a esse passado onde se habituou a projetar a voz com os pregões da venda ambulante, como se pode ler numa entrevista que deu à revista Visão, em 2018.

recorte da entrevista à revista Visão

Mas o problema é quando o povo deixa de reconhecer os ídolos como seus. Há até quem diga que todos os ídolos têm pés de barro, que se partem, mais tarde ou mais cedo.

Cristina e Jesus estão a enfrentar dificuldades a que não estavam habituados, embora em tempos idos nenhum deles tenha tido uma vida desafogada. Jorge Jesus nem sempre foi um treinador de 1ª linha, e a Cristininha, como já sabemos, também teve de fazer pela vida antes de chegar aos estúdios de televisão.

Os problemas do treinador de futebol agravaram-se com as recentes derrotas frente ao FC Porto e Sporting. A piorar as coisas, Jesus não rejeitou o  “namoro” do Flamengo. Os sócios e faciosos do SL Benfica estão fartos dele, mas a SAD do clube parece querer poupar uma indemnização, não o despede, espera que ele se despeça daqui a umas semanas. Sempre são uns milhões que se poupam…

Os problemas da apresentadora de televisão estão também nas sucessivas derrotas frente à concorrência. Nenhum dos programas que Cristina Ferreira “pariu” desde que regressou à TVI têm tido sucesso. A SIC continua na frente. E no negócio televisivo, quem domina o prime time fica com a fatia mais gorda da publicidade. Cristina não está a justificar a aposta que fizeram nela. Depois de três programas falhados em termos de audiências, em 2022 vai tentar a apresentação do “Big Brother Famosos”. Ora, se isto não é falta de gosto e de imaginação, não sabemos como lhe chamar.

O que mudou à meia-noite

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As novas medidas para tentar conter a pandemia entraram em vigor à meia-noite. Foi uma decisão do  Conselho de Ministros extraordinário da passada terça-feira.

Já anteriormente tinha sido decidido prolongar por uma semana as férias escolares, para se tentar evitar que eventuais contágios contraídos nas reuniões de Natal e Ano Novo pudessem alastrar nas escolas e infantários.

Basicamente, as medidas afetam discotecas e bares com espaço de dança, que vão voltar a fecha já a partir de hoje.

Passou a ser obrigatório um teste negativo para o acesso a hotéis e estabelecimentos de alojamento local, assim como para eventos empresariais e ainda festas familiares, como casamentos ou batizados.

O acesso a eventos desportivos e culturais dependerá também da apresentação de teste negativo ao coronavírus, independentemente do número de espetadores.

A lotação dos espaços comerciais passa a estar limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados para evitar ajuntamentos que acontecem na semana a seguir ao Natal para trocas de presentes.

Portugal Continental está em estado de calamidade desde 1 de dezembro devido ao aumento do número de casos.

Presépio Imperfeito

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Hoje não há ninguém no largo Virgílio Horta, em Sintra. Ninguém a admirar o belo edifício da Câmara Municipal, ninguém a passear, ninguém a trabalhar. Já todos fugiram dali a caminho do conforto do lar, ou para as últimas compras, ou para a preparação do bacalhau. E chove.

Apenas Manuel Ildefonso permanece ali, debaixo da frágil cobertura do chapéu de sol. Já recebeu prendas, cremes da Barral. E vai encher a barriga de bolo Rei. Está tão só como noutro dia qualquer. Nem Maria, nem José e o “Rei Basílio” levou com ele todo o oiro, mirra e incenso. A vaca e o burro foram levados pela Polícia Municipal. Ficou só ele, um homem sozinho, que se há de deitar nas palhas antes da Missa do Galo.

as prendas oferecidas ao sr. Manuel Ildefonso

Os CTT não existem

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Hoje é feriado, poucos estarão a trabalhar.  A grande maioria dos serviços públicos estão fechados, assim como também a maioria das empresas privadas. Em algumas dessas empresas nem se nota a diferença. Fechadas ou abertas, parecem sempre que estão mais fechadas do que abertas. É o que se passa com os CTT, por exemplo.

Há dias abri a caixa do correio e estava lá um postal ilustrado. Vinha de Espanha, da Andaluzia, região espanhola que faz fronteira com o Alentejo. Pela data do carimbo dos correios espanhóis, o postal demorou 2 meses e uma semana para chegar ao destino, nos arredores de Lisboa, como se comprova pelas imagens seguintes:

Os CTT prestam um serviço miserável na distribuição de correio.

Tão miserável que está até a provocar prejuízos relevantes a algumas empresas. É o caso do jornal regional Beira Vouga. Na mais recente edição, este quinzenário traz um apelo aos CTT, na página 3. “Vimos aqui pedir aos CTT -com humildade e profundo respeito pelo importante trabalho que prestam- que nos ajudem. A reclamação dos nossos assinantes atinge dimensões nunca vistas e vai levar a que muitos desses assinantes acabem por cortar a assinatura. Há atrasos na distribuição que em alguns lugares quase atinge as duas semanas.”

O texto que estamos a citar prossegue com a certeza de que o futuro do Beira Vouga está em jogo, se a distribuição do jornal (que é remetido pelo correio para os assinantes) continuar a ter atrasos inaceitáveis. Os jornais regionais, de um modo geral, vivem das assinaturas. A maioria dos habitantes das regiões do interior já lá não vive, mas as pessoas assinam o jornal da terra, não só para não o deixar morrer mas, também, porque continuam interessados em saber o que se passa na aldeia.

Alguns dirão que o problema se ultrapassa com a digitalização das edições dessas publicações e disponibilizá-las online. Mas essa opção não serve, ainda, porque os anunciantes continuam a preferir o papel. A Farmácia oliveira, a Somos Seguros, a Construções Carlos Rocha, continuam a gostar de se ver na folha impressa, no jornal que espera pelo leitor em cima da mesa do café. É uma questão de proximidade, a esses clientes publicitários não lhes interessa estar na net porque eles prestam serviço às pessoas que vivem por ali. E por isso o Beira Vouga tem de ser impresso. E precisa de ser distribuído de modo expedito, como era antes dos CTT terem sido privatizados.

Mais 21 radares de controlo de velocidade em Lisboa

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Os radares de controlo de velocidade de veículos são instrumentos caros. Mas também são um bom “negócio”. Isto é, trata-se de um investimento de retorno rápido (às vezes em excesso de velocidade) e se extrapolarmos para o que se evita em acidentes e vítimas inerentes, poupa-se em desgostos, hospital e oficina.

É assim que não se pode levar a mal que a Câmara Municipal de Lisboa tenha investido 2.142 milhões € em 41 radares, 20 para substituir aparelhos envelhecidos e 21 para aumentar a rede.

Todos os aparelhos já estão em su sitio e prontos a funcionar. A CML promete avisar antes de os colocar ao serviço.

A autarquia diz que “são equipamentos modernos” e que um só aparelho controla a velocidade em várias pistas e nos dois sentidos. Uma “arma” terrível, portanto.

A gestão desta rede de controlo de velocidade é feita pela Polícia Municipal. Além desta rede de radares fixos, existem os radares móveis, que muitas mazelas provocam também na carteira dos automobilistas.

Olhando para o mapa, vejam onde está montada a rede dos 41 radares.

a azul, as novas localizações e a vermelho as que já existem

Voltando ao “negócio”, apenas para dizer que em média são emitidas 117 mil multas por ano, só em Lisboa. A receita é superior a 3 milhões e 100 mil €, anuais. Ou seja, o investimento fica pago em menos de 1 ano. A partir daí, é dinheiro em caixa, dividido por três “sócios”: a CML recebe 55%, a Autoridade tributária 35% e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária 10%.

fontes CML e ACP

OS INDULTOS PRESIDENCIAIS

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Todos os anos, cerca de sete centenas de reclusos dirigem-se ao Chefe de Estado pedindo que os indulte das suas penas de prisão. São inúmeras as razões que apresentam e todas merecedoras de alguma atenção.

Há aqueles que se sentem vítimas de injustiças, os que se encontram doentes (alguns em estado terminal), os que, tendo cumprido uma grande parte da pena, sempre com bom comportamento, se consideram merecedores de uma segunda oportunidade, os que se lamentam por terem deixado a família com grandes problemas, de toda a ordem, para além de outros motivos.

Depois, a partir de Agosto, dezenas de técnicos, dos Serviços de Educação e do Instituto de Reinserção Social, escrevem milhares de relatórios gastando, nesse trabalho, inúmeras horas que podiam, e deviam, ser aproveitadas em tarefas de maior utilidade para reclusos e seus familiares.

Nenhum desses relatórios tem a colaboração de um psicólogo (profissão desconhecida no Sistema Prisional Português) que possa atestar, com base na ciência, que o recluso está reabilitado e pronto a reintegrar a sociedade.

Essa opinião é dada por técnicos (e chefes de guardas) sem qualquer habilitação para tal.

No fim, o ministro da Justiça apresenta alguns desses casos, selecionados sem que ninguém saiba os critérios (se é que os há), ao Senhor Presidente da República que concede… cinco indultos.

O tempo e meios gastos numa operação sem qualquer nexo, para além da tentativa fútil de se querer mostrar alguma compaixão pelos reclusos, roçam o ridículo. Há problemas gravíssimos, nas cadeias portuguesas, que poderiam, e deveriam, ser resolvidos com uma intervenção do Presidente da República.

Analisemos, por exemplo, a sobrelotação.

Segundo números da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, nas nossas cadeias 7,6% dos presos estão condenados por homicídios nas suas várias especificidades (qualificado, negligente, tentado, etc.) e 7,8% por conduzirem sem estarem habilitados com carta de condução.

Se a regra para o castigo destes últimos fosse, por exemplo, uma multa pesada e a obrigação de trabalho comunitário (em quarteis de bombeiros, lavando os carros e ambulâncias, em lares de idosos, nas limpezas de matas e praias, nas brigadas de limpeza das autarquias, etc.) até conseguirem a carta de condução, as cadeias ficavam livres de mil reclusos, com uma enorme poupança para o Estado, e o assunto das cartas de condução resolvido.

Resta saber se há interesse na diminuição de presos dada a dificuldade que já hoje existe para se explicar a necessidade de quase 9.000 funcionários para um universo de 12.000 reclusos.

Caso seguíssemos a média europeia não teríamos mais de 7.000 presos o que levaria a que houvesse mais funcionários que reclusos e, entre aqueles, um guarda prisional para cada dois detidos.

Houvesse uma verdadeira preocupação na resolução dos problemas das cadeias e o tempo gasto com estas operações de marketing, e pretensa caridadezinha, seria utilizado no estudo destes números e na reforma total, e absoluta, do Sistema Prisional.

O Presidente não só deveria, no meu entender, deixar de alimentar falsas esperanças a setecentos reclusos e seus familiares mas esquecer, de uma vez, os “indultos” dedicando-se, mais afincadamente, à resolução dos reais e conhecidos problemas das nossas prisões.

Opta-se por se seguir o exemplo humorístico dos Estados Unidos onde o Presidente indulta, pelo Natal, um peru a quem é perdoada a “pena de morte” que o levaria a ser atracção principal na mesa da consoada de uma qualquer família americana.

Mas, se é esse o objectivo, e porque a nossa tradição gastronómica, para esta época, é diferente, então que indulte, na véspera de Natal, um bacalhau que deveria entregar, vivo, ao Aquário Vasco da Gama ou ao Oceanário.

Lisboa tem 3 mil sem abrigo

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Lisboa tem cerca de 3 mil pessoas sem abrigo e 400 vivem efetivamente na rua. As restantes estão em alojamentos provisórios disponibilizados por instituições privadas de solidariedade social ou pela autarquia.

À volta destas pessoas estalou agora um conflito entre a vereação comandada por Carlos Moedas e o Bloco de Esquerda. A autarquia decidiu fechar alguns dos centros de abrigo existentes, por falta de condições dignas e o Bloco afirma ser “manifestamente falso” que os centros não tenham condições.

A vereadora dos Direitos Humanos e Sociais, Laurinda Alves, afirma que nos locais já encerrados ou a encerrar subsistiam “condições indignas” para os utentes.

Numa conferência de imprensa, a vereadora Laurinda Alves, esclareceu que foi encerrado o centro instalado na Pousada da Juventude do Parque das Nações, onde os utentes eram “massacrados por percevejos e outras pragas”. E o centro instalado na Casa dos Direitos Sociais também será fechado nos próximos dias.

Os utentes que estavam instalados nestes locais foram realojados noutras instalações. A autarca informou que as pessoas foram distribuídas por locais onde estão “bem acolhidas”, nomeadamente o Quartel de Santa Bárbara, a Unidade Integrativa, Residência Solidária, apartamentos de transição, terapêuticos ou partilhados, quartos financiados pela Santa Casa da Misericórdia e estruturas de residências para idosos.

Para Laurinda Alves, é preciso encontrar uma solução duradoura para prevenir que cada vez mais pessoas tenham de viver na rua.

O Bloco de Esquerda exigiu a reabertura dos centros, num comunicado dá o exemplo da Casa do Lago, onde o centro de acolhimento também vai ser encerrado, como exemplo de instalações que funcionam bem e que, mesmo assim, a autarquia vai fechar.

Neste caso, a vereadora justificou que a Casa do Lago “vai ser desativada porque a Santa Casa da Misericórdia precisa do espaço de volta”, pelo que a Câmara vai “reencaminhar as pessoas para as melhores respostas possíveis”.