Lisboa tem 3 mil sem abrigo

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Lisboa tem cerca de 3 mil pessoas sem abrigo e 400 vivem efetivamente na rua. As restantes estão em alojamentos provisórios disponibilizados por instituições privadas de solidariedade social ou pela autarquia.

À volta destas pessoas estalou agora um conflito entre a vereação comandada por Carlos Moedas e o Bloco de Esquerda. A autarquia decidiu fechar alguns dos centros de abrigo existentes, por falta de condições dignas e o Bloco afirma ser “manifestamente falso” que os centros não tenham condições.

A vereadora dos Direitos Humanos e Sociais, Laurinda Alves, afirma que nos locais já encerrados ou a encerrar subsistiam “condições indignas” para os utentes.

Numa conferência de imprensa, a vereadora Laurinda Alves, esclareceu que foi encerrado o centro instalado na Pousada da Juventude do Parque das Nações, onde os utentes eram “massacrados por percevejos e outras pragas”. E o centro instalado na Casa dos Direitos Sociais também será fechado nos próximos dias.

Os utentes que estavam instalados nestes locais foram realojados noutras instalações. A autarca informou que as pessoas foram distribuídas por locais onde estão “bem acolhidas”, nomeadamente o Quartel de Santa Bárbara, a Unidade Integrativa, Residência Solidária, apartamentos de transição, terapêuticos ou partilhados, quartos financiados pela Santa Casa da Misericórdia e estruturas de residências para idosos.

Para Laurinda Alves, é preciso encontrar uma solução duradoura para prevenir que cada vez mais pessoas tenham de viver na rua.

O Bloco de Esquerda exigiu a reabertura dos centros, num comunicado dá o exemplo da Casa do Lago, onde o centro de acolhimento também vai ser encerrado, como exemplo de instalações que funcionam bem e que, mesmo assim, a autarquia vai fechar.

Neste caso, a vereadora justificou que a Casa do Lago “vai ser desativada porque a Santa Casa da Misericórdia precisa do espaço de volta”, pelo que a Câmara vai “reencaminhar as pessoas para as melhores respostas possíveis”. 

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